NetCom2 edita em junho «As Mulheres de Emesa», segundo volume de A Última Profecia, de Gilles Chaillet

net-ulitmaA NetCom2 lança em junho o segundo volume de A Última Profecia, As Mulheres de Emesa, álbum de banda desenhada assinado por Gilles Chaillet.

Sobre o livro: «Neste capítulo quatro sacerdotisas conspiram, nas caves de um templo oriental, o triunfo de Baal, o deus do Sol que brilha na Síria. Atribui-se a esta divindade uma voracidade sanguinária espantosa. Uma religião de sensualidade, morte e violência que as mulheres de Emesa querem impor em todo o Império para que o Sol reine universalmente, acima dos antigos deuses de Roma.»

Dom Quixote lança a 17 de junho «Os Antiquários», de Pablo De Santis

dq-Os AntiquáriosA Dom Quixote lança, a 17 de junho, Os Antiquários, do argentino Pablo De Santis, autor de O Enigma de Paris e de O Calígrafo de Voltaire, ambos editados em Portugal.

Sinopse: «Na Buenos Aires dos anos 1950, um jovem provinciano chamado Santiago Lebrón começa a trabalhar quase por acaso na secção de temas esotéricos de um jornal e, da noite para o dia, transforma-se também num informador do Ministério do Oculto, o organismo oficial encarregue de investigar tais assuntos e descobrir o que há neles de verdade.
Apesar do seu cepticismo em relação a tudo o que seja sobrenatural, inclusive aos propósitos do ministério, Santiago comparece a um encontro de especialistas em superstições, onde entrará em contacto com os antiquários, extraordinários seres da noite que vivem na penumbra, rodeados por objectos do passado, em velhas livrarias ou em casas de antiguidades, e que são vítimas de uma sede imortal.»

Divina Comédia entra em campo com plantel de luxo

dcFernando Campos, Carlos de Matos Gomes, Aniceto Afonso, Filomena Marona Beja, Raquel Freire, Aura Miguel, Nelson Quintino, Nuno Markl, Rita Ferro Rodrigues, Filipe Homem Fonseca, Pedro Tamen, John Cleese, Sasha Grey, Eric Hobsbawm, Jérôme Ferrari (prémio Goncourt 2012), Mo Yan (Prémio Nobel 2012), Alissa Nutting, Dolores Redondo, Graeme Simsion, Alejandro Zambra.
Está impressionado com esta lista de nomes? Pois, este é o primeiro plantel da Divina Comédia, a nova editora, dirigida por Alexandre Vasconcelos e Sá, que sexta-feira (31 de maio) se apresenta ao público e que, garante num comunicado hoje enviado à comunicação social, «promete dar muito que ler».
A Divina Comédia pretende dar «forte destaque» aos «autores lusófonos», mas dando também atenção «à edição do que de melhor existe na literatura internacional».
Assumindo-se como alternativa num mercado «cada vez mais dominado pelos grandes grupos editoriais», pretende editar «cerca de 100 livros por ano».
As instalações de editora, em pleno centro de Lisboa (Rua da Conceição da Glória), num antigo armazém de livros totalmente recuperado, serão «um local privilegiado de encontro entre autores e leitores». Dispõe de um espaço capaz de receber mais de 200 pessoas e, além de lançamentos de livros, terá também um programa alternativo de atividades culturais.

Festa de apresentação no dia 31 de maio
A festa de apresentação da Divina Comédia está marcada para 31 de Maio, sexta-feira, a partir das  18h00, nas instalações da Divina Comédia na Rua da Conceição da Glória, 75, Lisboa. Do programa fazem parte seis apresentações de livros.
A festa tem início às 18h00 com o lançamento do livro Alcora, o Acordo Secreto do Colonialismo, de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes, apresentado por Fernando Rosas. Trata-se de «um documento histórico fundamental que revela todos os pormenores de um acordo estratégico secreto entre o regime ditatorial português, a África do Sul e a Rodésia».
A seguir será apresentado o romance histórico O Cavaleiro da Águia, de Fernando Campos, cujo tema central é a fundação da nacionalidade. A apresentação estará a cargo de Pedro Almeida Vieira.
Será feita ainda uma breve apresentação de Mudanças, de Mo Yan (Prémio Nobel de 2012), por Vasco Gato, tradutor da obra. Mudanças foi o primeiro livro editado pela Divina Comédia.
Às 21h30, Nuno Markl lança Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos, com poemas de Miguel Araújo. A apresentação será feita por José Luís Peixoto.
Segue-se Deve ser isto o Amor, de Rita Ferro Rodrigues, que será apresentado por Andreia Vale e Pedro Mourinho e que é, indica a editora, «um testemunho, na primeira pessoa, cujo cenário são as diferentes relações de amor entre as pessoas».
Segue-se a apresentação do romance Bordel Português, de Nelson Quintino, que, dia a editora, terá um «registo literário semelhante aos primeiros romances de António Lobo Antunes». Trata-se do «retrato de uma Lisboa actual, mas castiça, com personagens do bas-fond lisboeta tão ou mais coloridas quanto as da Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal».
Seguir-se-á um breve retrato da editora e da equipa, apos o que Danny & Riqo [Dj set] dão início ao Divine Comedy Medley, performance musical que se prolongará pela noite fora.
Resta dizer: Bem-vinda Divina Comédia!  

Cem anos de «Filhos e Amantes», de D.H. Lawrence, assinalados com uma reedição na Dom Quixote

dq-Filhos e AmantesA 8 de junho chegará às livrarias a reedição de Filhos e Amantes, obra de D. H. Lawrence que a Dom Quixote entendeu recuperar numa altura em que se completam cem anos desde que foi editada pela primeira vez.

Sobre o livro: «Por ocasião do centésimo aniversário da sua primeira edição, a D. Quixote reedita esta obra-prima da literatura do Século XX, que é também considerado o primeiro retrato moderno de um fenómeno que, graças a Freud, passou a ser facilmente reconhecido como Complexo de Édipo. Nunca um filho tinha tido um amor tão absoluto e incondicional pela sua mãe, identificando-se totalmente com ela na forma de pensar, e ao mesmo tempo um ódio tão grande pelo seu pai como Paul Morel, o protagonista mais novo deste romance. Nunca, excepto, talvez o próprio Lawrence.
Revestido de um carácter autobiográfico, e dotado de uma profundida psicológica nunca antes vista, Filhos e Amantes reproduz as divergências, os conflitos e as crises conjugais por que passaram os pais de Lawrence – um mineiro e uma mulher de grandes ambições – retratando uma família que sofre os efeitos de um casamento disfuncional e as consequentes repercussões no crescimento e desenvolvimento dos filhos.»

Memórias de Eduardo Pitta em «Um Rapaz a Arder»

planok_rapaz_arderPoeta, escritor, ensaísta e crítico, Eduardo Pitta entendeu que estava na hora de escrever (e publicar) as suas memórias, pelo menos as que vão de 1975 a 2001, e às mesmas deu o título de Um Rapaz a Arder, livro recentemente editado pela Quetzal.

Sobre o livro: «Vindo de Moçambique e chegado a Lisboa em meados dos anos 1970, Eduardo Pitta foi um observador atento da profunda transformação política, social e cultural por que o país passou nos anos que se seguiram à revolução, nos da integração europeia, e até ao início do século XXI.
Nestas memórias, que funcionam também como uma espécie de crónica, Pitta cruza os acontecimentos da História com os da petite histoire e o factual com o pessoal, enriquecendo o seu relato – empenhado, evocativo e sempre cativante – com pessoas, imagens, e algumas revelações.»

«Servidões», de Herberto Helder, já disponível

aa-servidoesServidões, o novo livro de poemas inéditos de Herberto Helder, foi hoje (27 de maio) colocado à venda numa edição Assirio & Alvim, sucedendo A Faca não Corta o Fogo – súmula & inédita e o Ofício Cantante.
Mas melhor do que estar aqui a ler sobre o livro, talvez seja aproveitar este poema que a editora divulgou:

até cada objecto se encher de luz e ser apanhado
por todos os lados hábeis, e ser ímpar,
ser escolhido,
e lampejando do ar à volta,
na ordem do mundo aquela fracção real dos dedos juntos
como para escrever cada palavra:
pegar ao alto numa coisa em estado de milagre: seja:
um copo de água,
tudo pronto para que a luz estremeça:
o terror da beleza, isso, o terror da beleza delicadíssima
tão súbito e implacável na vida administrativa

«Pássaros Amarelos», de Kevin Powers, é um romance centrado na Guerra do Iraque

PrintPássaros Amarelos, do norte-americano Kevin Powers, que será editado a 7 de junho pela Bertrand, é classificado pela Rolling Stone como «o primeiro grande romance da guerra do Iraque».  O autor, informa a Bertrand, «esteve no Iraque ao serviço do exército dos EUA em 2004 e 2005, onde foi destacado como operador de metralhadora.»

Sinopse: «”A guerra tentou matar-nos na primavera.” Assim começa este poderosíssimo relato de amizade e perda. Em Al Tafar, no Iraque, o soldado Bartle, de vinte e um anos, e o soldado Murphy, de dezoito, agarram-se à vida enquanto o seu pelotão inicia uma batalha sangrenta pela cidade. Unidos desde a recruta, altura em que Bartle fez a promessa de trazer Murphy a salvo para casa, são os dois lançados numa guerra para a qual nenhum está preparado. Nos infindáveis dias que se seguem, os dois jovens soldados fazem tudo para se protegerem um ao outro das forças que os pressionam de todos os lados: os insurgentes, a fadiga física e o stress mental, produtos de uma situação de perigo constante. Quando a realidade começa a perder os contornos e se transforma num pesadelo, Murphy torna-se cada vez mais desligado do mundo à sua volta e Bartle faz coisas que nunca imaginara vir a fazer. Com uma profunda carga emocional, Pássaros Amarelos é um romance inovador, destinado a transformar-se num clássico.

LEV – Festival Literatura em Viagem arranca hoje (24 de maio) em Matosinhos

lev2Após um interregno de um ano, regressa hoje (24 de maio) a Matosinhos o LEV, Festival Literatura em Viagem, uma iniciativa da câmara local que durante este fim-de-semana tratará vários escritores e especialistas à cidade para participar numa série de sessões.

Programa

Conferência inaugural
Salão Nobre dos Paços do Concelho
24 de maio | 21.30
Esta conferência inaugural será proferida por Jerónimo Pizarro e terá como tema Fernando Pessoa, cujos 125 anos sobre o nascimento se celebram em 2013. Após a conferência inaugural, haverá lugar a uma leitura encenada de alguns textos de Pessoa.

Mesas

1. O ELOGIO DO IBERISMO
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
25 de maio | 11.00
A pujança de países sul-americanos, como o Brasil e a Colômbia, será um bom pretexto para reforçar os laços ibero-americanos? Podem Portugal e Espanha desenvolver uma estratégia conjunta de desenvolvimento com os países com que partilham o idioma? A que distância estamos de constituir a Jangada de Pedra de José Saramago?
Participantes: Pilar del Río, Jerónimo Pizarro, Valter Hugo Mãe e Alexandre Honrado.

2. PORTUGAL DO NOSSO DESCONTENTAMENTO
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
25 de maio | 15.30
É este o país que esperamos? O que falhou nos últimos 40 anos? Neste debate pretende-se discutir, mais do que o papel dos políticos e dirigentes, os erros cometidos pela sociedade no seu todo. Há falta de comprometimento? Há uma cultura de desinteresse pela construção do país?
Moderador: Pedro Marques Lopes.
Participantes: Eduardo Pitta, José Rentes de Carvalho, Francisco José Viegas e Pedro Vieira.

3. VIAGEM AO CENTRO DO FUTURO
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
25 de maio | 17.30
Já fomos um país de comerciantes. Hoje as opiniões dividem-se entre sermos um país de turismo ou um país de serviços, havendo ainda quem defenda que podemos ser a Índia da Europa. O que esperar do nosso futuro, como nos podemos reinventar. Que papel terão a cultura e a literatura nesse futuro?
Moderador: Jorge Oliveira.
Participantes: Júlio Magalhães, Afonso Cruz, Alberto Santos, Fernando Pinto do Amaral.

4. A LÍNGUA PORTUGUESA É UMA FESTA
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
26 de maio | 15.30
Com a descolonização, Portugal virou as costas ao espaço lusófono. Com a Europa em ruínas e o Brasil em franco desenvolvimento, estamos a redescobrir a importância da língua portuguesa. Terá Portugal humildade para ser o copiloto do Brasil? Qual deve ser o nosso papel numa política global da língua?
Participantes: João Luís Barreto Guimarães, Carla Maia de Almeida, Onésimo Teotónio de Almeida e Teolinda Gersão.

5. A EUROPA EM TEMPOS DE CÓLERA
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
26 de maio | 17.30
Os períodos de crise profunda na Europa geraram graves conflitos. Poderemos estar na antecâmara de um conflito Norte/Sul? Estamos a assistir ao fim do sonho europeu? A falta de solidariedade entre os estados é só fruto de um contexto económico-financeiro ou é uma profunda questão cultural?
Moderador: Luís Caetano.
Participantes: Christiane Rösinger, Lucian Vasilescu, Manuel Jorge Marmelo, Nuno Camarneiro e Miguel Miranda.

Homenagem a Carlos Tê: Benvindo sejas Carlos
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
25 de maio | 21.30
O mote é dado pela canção «Benvinda sejas Maria». Será uma visita à vida e obra do poeta e letrista através de uma entrevista pontuada por momentos de música e intervenções de amigos, como Luís Represas, Manuela Azevedo e Helder Gonçalves, Luís Portugal ou Vítor Baía.

LeVzinho

VISITAS A ESCOLAS
Escola Secundária Augusto Gomes
24 de maio | 10.30
Com participação de André Letria.

Escola Secundária João Gonçalves Zarco
24 de maio | 15.00
Com participação de André Letria e Carla Maia de Almeida.

OFICINAS
24 de maio
21.30 | CONTO D’ASCENSOR
Hora do conto no elevador. A partir dos 6 anos.

25 de maio
11.00 | LIVRO NA PRATELEIRA, ONDE?
Ação de sensibilização: a disposição e arrumação dos livros numa livraria versus numa biblioteca. A partir dos 6 anos.
11.45 | CONTO-TE LÁ FORA
Hora do conto no elevador. A partir dos 4 anos.
15.30 |PORTUGAL IMAGINADO
O que é para ti um país ideal? Oficina de Expressão Plástica. Construção de uma Bandeira. A partir dos 6 anos.
17.30 | CAÇA-PALAVRAS
Uma caça ao tesouro pelas páginas de muitas obras. A partir dos 8 anos.
21.30 | VIAJANTE DE CARTÃO
Expressão Plástica. Criar e construir um personagem articulado que caminha entre letras. A partir dos 6 anos.

26 de maio
15.30 | LIVRO NA PRATELEIRA, ONDE?
Ação de sensibilização: a disposição e arrumação dos livros numa livraria versus numa biblioteca. A partir dos 6 anos.
17.30 | VISITA ÀS EXPOSIÇÕES «ESCRITORES» E LIVRO DO ANO
Ilustrações de Afonso Cruz.
17.30 |VIAJANTE DE CARTÃO
Expressão plástica. Criar e construir um personagem articulado que caminha entre letras. A partir dos 6 anos.

MESA LEVZINHOS
Galeria Municipal
26 de maio | 11.30
Alunos da Escola Básica de Leça da Palmeira debatem o tema central do LeV:
A viagem ao futuro. A moderação da mesa cabe à escritora Adélia Carvalho.

Exposições

Biblioteca Municipal Florbela Espanca
24 de maio – 11 de junho
VIAGEM PELA LITERATURA PORTUGUESA, POR AFONSO CRUZ
É uma exposição de 32 ilustrações que retratam alguns dos principais nomes da literatura portuguesa. Dos clássicos, como Camões ou Fernando Pessoa, aos contemporâneos Gonçalo M. Tavares ou Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz reproduz o rosto e algumas das idiossincrasias de romancistas e poetas. Esta é uma exposição concebida para a FILBo e estará patente no Pavilhão de Portugal.

O LIVRO DO ANO, DE AFONSO CRUZ
Exposição que reúne algumas das imagens criadas por Afonso Cruz para a obra homónima).

José Goulão estreia-se na ficção com «Um Rei na Manga de Hitler»

gra-mangaUm Rei na Manga de Hitler – Conspiração em Lisboa é o primeiro romance do jornalista José Goulão, que foi lançado em maio pela Gradiva. Goulão fundador da revista Volta ao Mundo, inspirou-se em factos reais para a elaboração deste romance.

Sinopse: «Verão de 1940. A Inglaterra resistia ao fogo cerrado da aviação nazi. Portugal vivia a chamada neutralidade salazarista, através da qual a elite da ditadura tirava proveito da tragédia alheia.
Na vivenda de um banqueiro português, em Cascais, Hitler tinha debaixo de olho o seu “Pétain inglês”, o ex-rei Eduardo VIII de Inglaterra, então Duque de Windsor. Este debatia-se num dilema: seguir o caminho da traição, que o faria regressar ao trono ao serviço dos nazis; ou tomar o paquete rumo às Baamas para assumir o lugar de governador, que o irmão e sucessor, o rei Jorge VI, lhe atribuíra.
Um manuscrito saído de uma gaveta onde esteve sepultado durante meio século, num casarão da Avenida Elias Garcia, em Lisboa, revela os segredos desta intriga internacional vivida entre Lisboa, Peniche e o Tejo fronteiriço. Uma intriga cujo desfecho foi decisivo na Segunda Guerra Mundial e nas intenções do ditador Franco para atacar Portugal.
Uma narrativa inspirada em factos reais, interpretada por heroínas e heróis de carne e osso que arriscaram a vida para desatar as tramas tecidas entre os chefes nazis e regimes colaboracionistas. Uma acção passada sob o flagelo de guerra, de contrastes entre um amor de conveniência e amores genuínos, tão fortes que sobreviveram aos desencontros da vida, e à própria morte.
O retrato escondido de uma época dramática, num país vigiado e subjugado, mas em que muita gente lutou inconformada e corajosamente pela liberdade.»

Assírio & Alvim edita segundo volume de «As Novas Mil e Uma Noites», de Robert Louis Stevenson

aa-mileumaA Assírio & Alvim editou o segundo e último volume de As Novas Mil e Uma Noites, do escocês Robert Louis Stevenson, um clássico que assim fica integralmente disponível em Portugal. Stevenson escreveu entre outras obras, O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde e A Ilha do Tesouro.

Sobre o livro: «As Novas Mil e Uma Noites é um livro de histórias. Nem outra coisa poderia ser, já que tal título — New Arabian Nights, no original inglês — nos remete direta e imediatamente para a fabulosa e famosíssima coletânea das Mil e Uma Noites.
Xerazade, tal como o ignorado árabe que escreveu as histórias que ela contou, era senhora dos recônditos segredos dessa arte por tantos praticada e por tão poucos conseguida. Também assim aconteceu com Robert Louis Stevenson, que, após a conclusão de cada uma das histórias que coligiu sob os títulos de O Clube dos Suicidas e O Diamante do Rajá, nos faz saber que delas teve conhecimento por intermédio de um suposto manuscrito redigido por um misterioso autor árabe. Com estas discretas alusões, Stevenson não nos revela apenas a sua admiração pelas histórias das Mil e Uma Noites. Diz-nos também que o seu objetivo, ao escrever umas Novas Mil e Uma Noites, era idêntico ao de Xerazade; ou seja, o Escocês das Arábias — chamemos-lhe assim — pretende apenas que quem o leia possa passar o tempo sem se dar conta de que o tempo voa, tal como aconteceu com o príncipe árabe, aquele que julgava ser o dono e o senhor de Xerazade.»