«O povo não é sereno», avisa Pedro Almeida Vieira no segundo volume de «Crime e Castigo»

pla-crimeEscritor e jornalista, Pedro Almeida Vieira lançou, na Planeta Manuscrito, o segundo volume de Crime e Castigo, que tem o subtítulo O povo não é sereno, onde, indica a editora, apresenta em 25 narrativas «alguns dos casos mais célebres de crimes económicos, atentados contra figuras do Estado, conspirações contra reis e sublevações nas colónias».

Sobre o livro: «Em Portugal diz-se que o respeitinho é muito lindo. Mas nunca foi muito praticado. Em tempos passados, mesmo com uma Justiça justiceira, que mandava matar à mínima suspeita, os portugueses tinham forças e artes para se manifestarem, revoltarem, conspirarem e aldrabarem as autoridades. Quando apanhados, raramente havia clemência: tortura, degredo, forca, decepamentos, fuzilamentos e o mais que houvesse à mão.
O subtítulo deste livro não é ingénuo: todos os portugueses se lembram do famoso apelo de Pinheiro de Azevedo à multidão, da janela dos Paços do Concelho: “O povo é sereno”. Essa imagem de um povo manso tem sido contrariada em muitas ocasiões da História: seja pelos crimes que o “bom povo” planeia, sejam pelas penas que eram aplicadas a esses crimes.
Ao ler esta recolha, é fácil perceber como a corrupção dos poderes não é invenção de hoje, como o dinheiro sempre foi desviado do bem comum em muitas direcções e como o povo às vezes se esquece de que “é sereno” e se revolta para defender os seus direitos.
O primeiro volume desta obra, Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes, publicado em Abril de 2011, integra um conjunto de 30 narrativas que retratam crimes passionais, banditismo e associação criminosa, homicídios repugnantes, assaltos a igrejas e outros crimes religiosos (Inquisição), com o denominador comum da condenação à pena capital dos seus autores.
O autor demonstra, uma vez mais, mas neste segundo volume com especial força em relação aos dias que vivemos em Portugal, que a História é um livro aberto para interpretarmos o presente e a memória é uma arma de consciência e de defesa inestimável para não cairmos nos mesmos erros vezes sem conta….»

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