Joana Pereira Bastos dá-nos a conhecer «Os Últimos Presos do Estado Novo»

os_ultimosQualquer altura é boa para ler Os Últimos Presos do Estado Novo, de Joana Pereira Bastos, que foi lançado recentemente pela Oficina do Livro, mas com o 25 de Abril aí à porta, esse é sem dúvida um bom pretexto para dar início a tal leitura.

Sinopse: «Depois de uma curta “Primavera Marcelista”, o País assistiu a uma escalada da violência contra todos os portugueses que enfrentavam a ditadura. Entre 1973 e 1974, mais de 500 pessoas, pertencentes a vários movimentos políticos e oriundas de diferentes classes sociais, foram presas e violentados pela PIDE. No forte de Caxias, muitas eram sujeitas às mais sofisticadas e brutais formas de tortura, ensinadas através de um manual entregue pela CIA à polícia política portuguesa, enquanto lá fora se preparava a revolução de 25 de Abril. Depois de meses de sofrimento, os homens e mulheres detidos em Caxias enfrentaram momentos de angústia e incerteza quando souberam que houvera um golpe militar – seria um golpe da esquerda ou, tal como acontecera no Chile, da direita mais radical? Atrás das grades, os prisioneiros enfrentaram essa dúvida durante horas a fio. Sofrendo até ao fim, os últimos presos políticos do Estado Novo só conheceram a liberdade na madrugada de 27 de Abril de 1974 – dois dias depois da revolução que pôs termo a 48 anos de ditadura.»

«Viagens e Outras Viagens», inédito de Antonio Tabucchi, sai a 13 de maio

Viagens e Outras ViagensHoje, Dia do Mundial do Livro, foi anunciado pela Dom Quixote que a 13 de maio será lançada uma obra inédita em Portugal de Antonio Tabucchi, intitulada Viagens e Outras Viagens. Um livro que, como dá para perceber pelo título, reúne escritos de Tabucchi sobre as suas viagens.

Sobre o livro: «“Sou um viajante que nunca fez viagens para escrever sobre elas, o que sempre me pareceu estúpido. Seria como se alguém quisesse apaixonar-se para escrever um livro sobre amor.”
Mas é verdade que Antonio Tabucchi viajou muito. E que escreveu sobre as suas viagens. Textos com destinos diversos e até agora inevitavelmente dispersos. Este livro inverte essa tendência: convoca os lugares visitados e revistados reunindo-os numa obra muito especial em que, sobre o mapa do mundo, se desdobram as vastas leituras que anteciparam, provocaram e sempre acompanharam as viagens.
E assim vemos Antonio Tabucchi sentado no pedestal da estátua do abade Faria em Goa; diante do templo de Poseidon no cabo Sunion, na Grécia; no “cemitério marinho” de Sète, no Languedoque. E aí, com ele, partilhamos as reminiscências d’O Conde de Monte Cristo, os versos de Sophia de Mello Breyner, o “mar que se repete” de Paul Valéry.»

«Como Treinares o Teu Dragão», de Cressida Cowell, editado pela Bertrand

Como Treinar Teu DragaoA Bertrand lança a 26 de abril o livro Como Treinares o teu Dragão, obra infanto-juvenil da inglesa Cressida Cowell que deu origem ao belo filme homónimo que tanto sucesso fez em 2010. Já agora refira-se que está prevista para 2014 a estreia da sequela deste filme.

Sinopse: «Como Treinares o teu Dragão conta a atribulada aventura que Hiccup Hadoque Horrendo Terceiro tem para se tornar membro da tribo e tudo começa por passar no Programa de Iniciação aos Dragões. Ele tem de arranjar o seu próprio dragão e treiná-lo.
Será que o dragão que conseguiu apanhar se vai revelar o companheiro de que o Hiccup precisa, ajudando-o a tornar-se o Herói que o filho do Chefe da tribo deve ser? Para pôr o Hiccup e o Desdentado à prova, nada como um gigantesco dragão-marinho, que aparece na ilha de Berk para devorar todos os vikings!»
dragaofilme(Imagem do filme Como Treinares o Teu Dragão, da Dreamworks.)

Ahab lança em maio «Festa no Covil», romance de estreia do mexicano Juan Pablo Villalobos

aha-covilA Ahab anunciou para maio a edição do primeiro romance do autor mexicano Juan Pablo Villalobos, intitulado Festa no Covil.

Sinopse: «Em Festa no Covil, a vida quotidiana de um poderoso traficante é vista pelos olhos do filho, um rapaz curioso e com uma inteligência fulminante. Tochtli vive trancado num palácio no meio do nada e adora colecionar chapéus, desvendar mistérios e ler o dicionário todas as noites. Também gosta muito de franceses, que inventaram a guilhotina, e de filmes de samurais. Mas Tochtli tem uma obsessão: completar o seu mini zoológico privado com um raríssimo hipopótamo anão da Libéria. O pai, Yolcaut, consegue tudo o que quer e é bem capaz de lhe fazer a vontade.
Festa no Covil, o excelente e promissor romance de estreia de Juan Pablo Villalobos, é a crónica de uma viagem delirante para realizar o desejo de uma criança.»

«Uma Breve História de África», de Gordon Kerr, editado a 26 de abril pela Bertrand

Breve Historia de AfricaA Bertrand lança a 26 de abril Uma Breve História de África, obra do escocês Gordon Kerr que conta em 184 páginas a «história dos povos, ideias, instituições e acontecimentos que deram forma a África».

Sinopse: «África. O berço da civilização. Dos primórdios da era humana no continente africano pré-histórico à “chamada Primavera Árabe” de 2011, Gordon Kerr apresenta uma introdução abrangente à vasta história deste enorme continente.
Começa pelas origens da raça humana e pelo desenvolvimento da tecnologia na Idade da Pedra, percorre as eras antiga e medieval e aborda o significado da presença árabe, os estados muçulmanos e o comércio transariano.
A obra prossegue com a ascensão e queda de estados-nação e reinos antes da chegada dos europeus; o Império do Gana, os reinos da Floresta e da Savana, Ioruba, Oyo, Benim, Ashanti, Luba, Luanda, Lozi e muitos outros, o início do comércio de escravos, bem como as conquistas europeias e a colonização da áfrica subsariana, a “Corrida por África”.
Por fim, o autor avança para os frequentes e amargos conflitos pela independência, começando no período de colonização e exploração do continente, e culminado com a análise da África do século XXI.»

«Morte com Vista para o Mar» – Pedro Garcia Rosado

Capa Morte com Vista para o MarPedro Garcia Rosado prossegue, agora na Topseller, a sua «cruzada» pelo «bem-estar» do policial português. O seu mais recente contributo, Morte com Vista para o Mar (e com este já lá vão oito thrillers), é mais um bom exemplo daquilo que se deve/pode esperar de um policial contemporâneo. Tem uma boa história, personagens credíveis e apresenta um bem elaborado e preciso retrato da sociedade portuguesa, nomeadamente dos jogos de interesses que ensombram muitas das autarquias.
Além disso, o escritor continua (e ainda bem) a não temer introduzir cenas bastantes violentas onde quase dá para ver o próprio sangue, que escorre abundantemente.
Tudo começa, como não podia deixar de ser, com um crime, bastante violento por sinal, ou não fosse utilizado um machado, que ocorre nas Caldas da Rainha (é bom que se verifique este tipo de «descentralização» na literatura portuguesa), do qual resulta a morte de um antigo professor. Patrícia Ponte, inspetora da PJ que em tempos manteve uma relação com a vítima, investiga o caso e pede a ajuda do seu ex-marido, Gabriel Ponte, também ele inspetor da PJ, mas já reformado e a viver na zona onde decorreu o assassínio. O professor estaria prestes a denunciar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, mas com o decorrer da investigação vai-se percebendo que as causas do crime poderão ter sido outras. Só que, ao remexer no lodo, as águas vão ficando cada vez mais turvas e envolvendo cada vez mais gente, desde governantes a investidores.
Grão a grão, Pedro Garcia Rosado vai-nos «alimentando» com mais dados, laçando-nos de uma maneira que nos deixa perfeitamente envolvidos e que nos prende até ao final da história, que se desenvolve a um ritmo crescente. Um toque aqui e um toque ali servem para nos prender a atenção constantemente e um dos melhores exemplos é a introdução de um terceiro elemento, a jornalista Filomena Coutinho, que não só serve para desenvolver a faceta pessoal das personagens como para denunciar uma certa maneira de funcionar de alguns órgãos de comunicação social. Nota-se que o autor se movimenta com à-vontade nos meios que retrata (as forças policiais, as autarquias, as empresas obscuras e a comunicação social), o que só dá mais credibilidade a este Morte com Vista para o Mar e ao mundo que pretende retratar.
Com a sua escrita simples (mas não básica) e direta, Pedro Garcia Rosado ganhou de novo a aposta, e ganha também o leitor que se dedique a este livro, seja ou não amante de policiais.
Note-se que Morte com Vista para o Mar marca o arranque de uma nova série, dedicada às investigações de Gabriel e Patrícia Ponte, assim como de Filomena Coutinho, e para setembro de 2013 está marcada a «estreia» de um novo episódio: Morte na Arena: A Descida aos Infernos. Ficamos à espera!

Sinopse: «Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada. Patrícia, inspetora-coordenadora da Polícia Judiciária, pede ajuda ao ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspetor da PJ, que assim regressa ao mundo da investigação criminal. Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.
As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affaire com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?»

Autor: Pedro Garcia Rosado
Editora: Topseller
Ano de Edição: 2013
Páginas: 310

«Cenas da Vida de Aldeia» – Amos Oz

Cenas da Vida de AldeiaJá aqui o terei confessado antes: não sou grande apreciador de contos. Mas, tendo em conta que Cenas da Vida de Aldeia (uma edição Dom Quixote) vem assinado pelo israelita Amos Oz (que me deslumbrara com Uma História de Amor e Trevas) e era composto por temas que no seu todo contavam uma única história, entendi que o risco de me aborrecer não era grande. E entendi bem, pois estava na presença de um belo livro, cuja leitura dos contos só faz sentido se os ler a todos, pois trata-se de um único corpo composto por fragmentos de vidas.
Apesar de serem vidas de pessoas que vivem numa aldeia com as particularidades próprias de uma região invariavelmente sob tensão, no fundo, na essência, são as vidas de pessoas como quaisquer outras, com os mesmos problemas, dúvidas, incertezas, certezas, convicções, etc.
Nestas Cenas lemos/vemos as vidas de Tel Ilan, aldeia fictícia israelita, pacata e enquadrada num belo cenário rural. Através do quotidiano dos habitantes (há uns e outros que saltam de história para história; afinal, a aldeia é pequena e é natural que se cruzem, certo?) vivemos também nós a própria Tel Ilan, não como um turista ou viajante de passagem, mas como um deles, pois Amos Oz leva-nos ao interior das casas, das suas vidas. E o que conhecemos são pessoais normais, condicionadas pelo ambiente que as rodeia, mas isso é, no fundo o que se passa com todos nós, seja esse ambiente uma guerra, uma ilha, um bairro isolado e marginalizado.
Cenas da Vida de Aldeia é portanto, como já deu para perceber, um livro sobre pessoas e a beleza dele reside no modo como Amos Oz leva a que nos envolvamos com elas, tomando-as como nossas. O nosso apetite aguça-se com uma boa dose de mistérios ocultos naquelas casas e ruas, assim como com histórias bizarras, amores perdidos, obsessões, melancolia e saudade, momentos macabros, e com um toque de imprevisibilidade bastas vezes incrementado por finais deixados em aberto, escancarando as janelas da imaginação do leitor para daí tirar as suas próprias conclusões.
Assim sendo, só me resta dizer: compre o seu bilhete até Tel Ilan, pois mesmo que não goste da aldeia em si quando lá chegar, vai por certo apreciar a viagem. É que Amos Oz escreve tão bem que só isso vale a viagem.

Sinopse: «Um turista de passagem pela pacata aldeia de Tel Ilan verá casas rústicas centenárias, altos ciprestes, colinas verdes e pomares. Uma Toscana no coração dos montes de Manassés. Mas sob a superfície pululam os segredos e os enigmas: escavam à noite nas fundações da casa de Pessach Kedem. Há um mistério escondido no quarto de dormir da família Levin. E porque ficou o agente imobiliário trancado na cave do falecido escritor? Todas as histórias deste livro, à exceção da última, têm lugar numa aldeia imaginária. Um lugar que vai sendo construído de conto para conto como uma Macondo israelita – uma superpersonagem concreta, vibrante e poderosa.
Mas Cenas da Vida de Aldeia é, acima de tudo, uma obra em que as personagens passam de uma história para outra, errando entre aquilo que perderam e o que irão perder.»

Autor: Amos Oz
Título original: Tmunot Mihayei Hakfar
Editora: Publicações Dom Quixote
Tradução: Lúcia Liba Mucznick
Ano de Edição: 2013
Páginas: 206

J. Rentes de Carvalho regressa com «Mentiras & Diamantes»

PrintMentiras & Diamantes, o mais recente romance de J. Rentes de Carvalho, editado pela Quetzal, é apresentado como um thriller «habilmente construído e uma narrativa implacável, violenta e sexy». J. Rentes de Carvalho é autor de obras como La Coca, Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia e Mazagran.

Sinopse: «Jorge Ferreira, “o conde”, recebe na sua quinta algarvia uma jovem e bela inquilina inglesa, que pretende escrever um livro. O anfitrião é um homem educado, atraente e rico, mas em extremo reservado – não se lhe conhecem amigos, amantes ou relações familiares –, que partilha a grande casa senhorial com duas amas e uma governanta. O seu passado esconde um trauma que o acompanha até hoje e que ele pretende eliminar da memória. Pelo contrário, Sarah Langton, filha de um milionário italiano, é impulsiva e aventureira, “viciada em liberdade” – o que não consegue conciliar com a reclusão e a disciplina que a escrita exige. Tudo parece concorrer para que estas duas personagens se aproximem lentamente e que comecem a processar o que as atormenta (a Jorge, os episódios do passado; a Sarah, extrema dificuldade em escrever alguma coisa pertinente para o seu livro misterioso). Mas a súbita visita de “Biafra” – “vistoso fato de linho branco, cravo na botoeira, panamá na mão” –, que vem para tentar uma pequena chantagem, dá lugar a uma cascata de revelações, desenlaces, homicídios, suicídios e desaparecimentos entre a Nigéria, Marrocos, Algarve, Londres e Amsterdão, tendo como pano de fundo o tráfico de diamantes e um país corrupto e corrompido, entregue aos seus segredos de família.»

«A Mulher do Legionário» é o novo romance de Carlos Vale Ferraz

cl-A Mulher do LegionárioCarlos Vale Ferraz, autor de Fala-me de África e Os Lobos Não Usam Coleira, tem um novo romance prestes a sair, A Mulher do Legionário. Trata-se de uma edição Casa das Letras e estará à venda a 29 de abril.

Sinopse: «Fernanda, filha de Eduardo Lobo, um advogado oposicionista suspeito de ter à sua guarda documentos secretos que incriminariam alguns dos membros mais importantes do regime de Salazar durante a Segunda Guerra Mundial, envolve-se com Augusto Torres, um jovem e ambicioso membro da Legião Portuguesa, que recebeu a missão de descobrir tais documentos.
Eduardo Lobo aparentemente suicida-se, o legionário casa com Fernanda e os comprometedores papéis não aparecem. Ficarão a pairar ao longo dos anos como uma ameaça sobre vários interesses e ambições. Fernanda revela-se uma mulher fora das leis da sua época e Augusto um homem capaz de tudo para ascender aos mais altos cargos do regime. Após o casamento, os indícios que foram chegando a Fernanda Torres fizeram com que não conseguisse pensar no marido sem ser como o assassino do seu pai. A partir daí, mais do que procurar a verdade, Fernanda quer fazer justiça para lá do tempo, causar-lhe todo o mal possível, vingar-se.»

«Triplo» é o novo «thriller» de Ken Follett editado pela Presença

pre-triploA Editorial Presença lançou no início de abril mais um thriller do «fenómeno» Ken  Follett. Trata-se de Triplo, uma história de espionagem que tem por ponto de partida factos históricos.

Sinopse: «No ano de 1968, Israel esteve por detrás do desaparecimento de 200 toneladas de urânio, material destinado a dotar o Egito da bomba atómica com a ajuda da União Soviética. Contudo nunca se conseguiu determinar como é que um carregamento daquele minério, suficiente para produzir 30 armas nucleares, desapareceu no mar alto sem deixar provas que comprometessem Israel.
Follett pegou nesta enigmática ocorrência e criou a partir dela um thriller único, onde um suspense de alta voltagem se combina com factos históricos.»