Machado de Assis, Camilla Läckberg e Nicky Pellegrino na coleção BIS-Leya

Dom CasmurrroA 26 de março são editados três novos livros na coleção de bolso BIS-Leya, Dom Casmurro, do brasileiro Machado de Assis, A Princesa de Gelo, da sueca Camilla Läckberg, e Caffè Amore, da inglesa Nicky Pellegrino. O primeiro custa 7,50 euros e os outros dois 9,995 euros cada.

Dom Camurro – Machado de Assis
«Dom Casmurro conta a história de Bento Santiago (Bentinho), apelidado de Dom Casmurro por ser calado e introvertido. Em adolescente apaixona-se por Capitu, abandonando o seminário e, com ele, os desígnios traçados por sua mãe, Dona Glória, para que se tornasse padre. Casam-se e tudo corre bem, até o amor se tornar ciúme e desconfiança. A dúvida da traição de Capitu percorre toda a obra, agravada pela extraordinária semelhança do filho de ambos, Ezequiel, com Escobar, o grande amigo de Bentinho.»

A Princesa de GeloA Princesa de Gelo – Camilla Läckberg
«Quando regressa à sua cidade Natal, Erica Falk encontra uma comunidade envolvida em tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex é só o princípio do que está para vir. Tudo leva a crer que Alex se suicidou, mas quando começa a escrever uma evocação para ler no funeral da amiga, Erica vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Conhece Patrik Edstrom, que investiga o caso e os dois acabam por formar uma equipa para resolver o enigma da morte de Alex e trazer ao de cima a verdade de um passado perturbador.»

Caffè AmoreCaffè Amore – Nicky Pellegrino
«Itália, 1964. Maria Domenica é a filha mais velha de uma família de agricultores da aldeia de San Giulio. Aos dezasseis anos não se conforma com a vida limitada à cozinha da sua mãe e ao Caffè Angeli e foge para Roma. Oito meses depois regressa, grávida, e faz um casamento de fachada. Mas não desiste de procurar uma nova vida para si e para a sua filha Chiara, ainda que isso implique arriscar muito e quabrar todas as regras e convenções, e foge para Inglaterra onde encontra o amor uma vida feliz. Muitos anos mais tarde é Chiara que regressa à terra dos avós para descobrir que muito ignorava sobre o seu passado.»

«Os Olhos de Tirésias», de Cristina Drios, sai a 26 de março

teo-Os Olhos de TirésiasOs Olhos de Tirésias, de Cristina Drios, será editado pela Teorema, a 26 de março, tratando-se de um romance que tem por pano de fundo a participaçao portuguesa na Primeira Guerra Mundial.

Sobre o livro: «A descoberta de um retrato daquele avô cuja história a família sempre encobriu – Mateus Mateus, o gigante de olhar estranho que partiu, no contingente português, para a Flandres durante a Primeira Guerra Mundial – é o pretexto que a narradora encontra para, simultaneamente, escrever um romance e se afastar de um casamento que parece condenado ao fracasso.
Para saber mais sobre o passado desse desconhecido, parte, também ela, para a propriedade de La Peylouse, em Saint-Venant, que alojou o Estado-Maior português nos anos 1917-1918 e da qual o avô, depois de ter servido na frente como maqueiro e coveiro, foi enviado numa missão de espionagem, acabando prisioneiro dos alemães.
E, porém, à medida que a neta de Mateus Mateus vai desfiando essa história – num jogo em que a realidade se torna indestrinçável da ficção –, também a sua vida é sacudida por uma paixão – e só o encontro com Cyril Eyck e o seu bisavô centenário trará a chave para os enigmas do próprio romance.»

«À Minha Maneira» aborda escândalo financeiro no BNU no tempo de Salazar

k_salazarÀ Minha Maneira – Como Salazar resolveu o grande escândalo financeiro do Estado Novo, de Filipe S. Fernandes (autor de O Segredo Não É Alma do Negócio), acaba de ser editado pela Matéria-Prima e aborda o Caso BNU, considerado o BPN do ditador, à época ministro das Finanças.

Sobre o livro: «Os escândalos financeiros em Portugal não são novidade. Se agora nos deparamos diariamente com notícias sobre o BPN e o BPP, há oito décadas atrás, o então Ministro das Finanças, Oliveira Salazar, tinha pela frente um desafio semelhante: RESGATAR O BANCO NACIONAL ULTRAMARINO.
Neste livro, que resulta de uma investigação inédita do jornalista Filipe S. Fernandes, apresenta-se o domínio da crise do BNU no contexto da Grande Depressão, mostrando como Salazar resolveu o grande escândalo financeiro do Estado Novo, evitando que este abalasse os alicerces de um regime ditatorial que se erigia e que durou até 1974.»

«Em Parte Incerta» – Gillian Flynn

gone girl_01Há livros sobre os quais se criam grandes expectativas e depois, quando chega a hora de serem lidos, acaba por se gerar alguma desilusão, pois a fasquia estava demasiado elevada.
Confesso que foi esse o meu receio ao avançar para a leitura de Em Parte Incerta. Depois de tudo o que se escrevera (e dissera) sobre este romance da norte-americana Gillian Flynn, acabei por ficar um pouco de pé atrás, temendo a referida desilusão. Mas, depois, temendo, por outro lado, estar a passar ao lado de algo importante e marcante resolvi arriscar e… ganhei a aposta! Que livro fantástico!
É apresentado como um thriller, o que só por si já seria motivo de regozijo, mas é muito mais do que isso. Em Parte Incerta é um retrato da América nascida da crise de 2008; não um retrato global de toda a sociedade, mas um retrato em pequena escala da influência da crise no quotidiano das pessoas – mas, não será isso mesmo o que melhor espelha o que vai no mundo, esses pequenos mundos, os «nossos» mundos?
Os dois protagonistas (Nick e Amy, que formam um casal) são um reflexo das consequências da crise em todos nós. E como é que isso se processa? Ora muito bem, a autora, neste que é o seu segundo romance editado em Portugal (o outro foi Objectos Cortantes), criou duas personagens interessantíssimas, tão reais e humanas que até assustam, que se veem envolvidas, num período em que passavam por uma fase de decadência económica, num acontecimento que abala todos de forma tremenda. O acontecimento é o desaparecimento de Amy, como é bom de ver. E, desse ponto de partida, começamos a conhecer as personagens (não só as duas principais, como as que as rodeiam, familiares, amigos, polícias ou advogados.) Poder-lhes-ia chamar de personagens peculiares, mas, vendo bem, não passam de pessoas como nós ou como aquelas que conhecemos. Por isso, em vez de peculiares, são apenas «normais». E contatar isso é que pode revelar-se assustador.
Claro que as personagens que passamos a conhecer melhor são Nick e Amy, tanto através do relato do que vai sucedendo como através de memórias e do diário da desaparecida. E é curioso que, página à frente, página atrás, amamos um e odiamos o outro, e, de repente, já é o contrário. E essa é uma das grandes «armas» deste romance, a ambiguidade das personagens e das situações, as constantes evoluções e (des)evoluções no que sentimos por elas, até darmos por nós perdidos sem saber o que pensar. E, de repente, ainda meio «zonzos», levamos um soco no estômago, e todo se torna ainda mais… «inclassificável».
Todo este jogo deixa-nos preso ao livro, graças a uma técnica de atração irrepreensível de Gillian Flynn que sabe como poucos captar (para não mais largar) a atenção do leitor.
Se nem nós, leitores, na posição privilegiada de espectadores (com acesso a mais informações do que os protagonistas), conseguimos entender as mente de Amy e Nick e tomar partidos, quanto mais os próprios, que não sabem da missa a metade? Nunca como aqui foi tão apropriada a frase de promoção de um livro: «Acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?»

PS – Segundo a edição de abril da revista inglesa Total Film, o realizador David Fincher está em negociações para deitar a mão à versão cinematográfica de Em Parte Incerta, com base num argumento escrito pela própria Gillian Flynn.

Autor: Gillian Flynn
Título original: Gone Girl
Editora: Bertrand
Tradução: Fernanda Oliveira
Ano de Edição: 2013
Páginas: 520

Sinopse: «O casamento pode dar cabo de uma pessoa…
Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o quinto aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Mostra-se evasivo, é verdade, e amargo – mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade se perguntam já se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?
Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.»

Regresso em grande da Cavalo de Ferro com «Uma caneca de tinta irlandesa», de Flann O’Brien

cf-obrienA Cavalo de Ferro está finalmente de volta e o regresso é em grande, pois edita em março Uma caneca de tinta irlandesa, de Flann O’Brien, considera pela Time uma das 100 melhores obras da literatura universal.

Sobre o livro: «Uma caneca de tinta irlandesa narra a história de um indolente estudante universitário, que habita com o seu tio em Dublin. Quando não está no bar mais próximo a beber cerveja com os amigos, ou na cama a dormir, este ocupa o seu tempo a escrever um romance revolucionário sobre um escritor medíocre chamado Dermot Trellis e as suas personagens absurdas que, a certo altura, cansadas da tirania do autor e, sobretudo, da sua péssima escrita, se rebelam, procurando vingar-se dele.
Hilariante e inventivo, este famoso romance de Flann O’Brien, até hoje inédito em Portugal, influenciou gerações de escritores e conquistou o coração dos seus leitores.»

Stephen King em modo fantasia com «A Lenda do Vento»

EnsaioStephen King, considerado por muitos o mestre do terror, também se movimenta no mundo da fantasia e A Lenda do Vento, recentemente editado pela Bertrand, é uma prova disso. Neste romance, somos transportados ao Mundo Médio, o território espetacular da saga A Torre Negra.
Esta série, inicialmente era composta por sete obras, mas Stephen King acrescentou um título a meio (este A Lenda do Vento), entre o quarto e o quinto volume), uma história independente e paralela.

Sinopse: «Roland Deschain, Jake, Susannah, Eddie e Oy enfrentam uma terrível tempestade depois de atravessarem o rio Whye e são obrigados a procurar refúgio numa cidade há muito abandonada. Embalados pelo brilho das chamas e pelo uivo do vento, os quatro companheiros embarcam numa viagem ao passado do pistoleiro Roland Deschain. Uma viagem cativante e assustadora ao mundo de Roland e um testemunho do poder e da magia de Stephen King a contar histórias.»

O Portugal dos anos 70, segundo Helena Matos, retratado em «Os Filhos do Zip Zip»

Os Filhos do Zip ZipA Esfera dos Livros lançou um interessante livro de Helena Matos intitulado Os Filhos do Zip Zip – A televisão, os brinquedos, os primeiros supermercados, a vidas nas urbanizações dos subúrbios. Portugal nos  anos 70. O subtítulo desta obra explica quase tudo, mas convém realçar que a autora, Helena Matos, além de ter escrito os dois volumes de Salazar, foi consultora histórica das séries televisivas Conta-me Como Foi e Depois do Adeus, ambas da RTP.
Mais abaixo, como aperitivo, pode recordar algumas  das imagens que marcaram aqueles tempos.

Sinopse: «Em 1960 existiam em Portugal 31 256 televisores. Dez anos depois, eram dez vezes mais: 387 512 televisores. Uma televisão custava, em média, 5000$00. Um valor significativo à época, mas um bem sentido como necessário por todos. Rodar o botão e esperar que o ecrã sintonizasse era um ritual. O país parava em frente à televisão. Para ver As Conversas em Família de Marcello Caetano, para ver chegar o homem à Lua ou para assistir a um programa que mudou a forma de ver televisão em Portugal. Marcou uma geração e transformou um país. Zip Zip. Um programa coapresentado por Carlos Cruz, Raul Solnado e Fialho Gouveia. Pelo Zip Zip passaram desde Almada Negreiros a um anónimo limpa-chaminés que nunca havia sonhado aparecer no pequeno ecrã. Houve polémica, transgressão, riso e muito divertimento. Portugal estava em mudança. Salazar caíra da cadeira e cheirava-se a abertura da Primavera Marcelista que durante uns tempos nos permitiu sonhar. Os portugueses trocam as suas aldeias pelos subúrbios de Lisboa que veem nascer prédios a uma velocidade vertiginosa, onde antes existiam campos de cultivo. As crianças passavam mais tempo na rua a brincar do que dentro de portas. Trocavam cromos e pelo Natal recebiam pistolas para brincar aos cowboys, se fossem meninos, e bonecas se fossem meninas. As conversas de café andavam à volta do que se via na televisão ou dos emocionantes jogos de futebol. As compras eram feitas nos primeiros supermercados abertos pelo grupo Pão de Açúcar que despertaram a euforia consumista. As mulheres sonhavam com os modelos que apareciam nas revistas, com os mil produtos e eletrodomésticos que garantiam uma vida doméstica mais fácil e com os cremes que prometiam milagres no rostos e no corpo.»
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«Homer & Langley», de E.L. Doctorow, sai a 25 de março

pe-HomerHomer & Langley, de E. L. Doctorow, é a primeira obra deste consagrado escritor norte-americano a ser editada pela Porto Editora. O romance, que será colocado à venda a 25 de março, é sobre os eremitas nova-iorquinos, os irmãos Collyer, inspirados em personagens reais.
Segundo a editora, «Homer & Langley retrata a História da América do século XX através dos episódios que vão marcando a vida de dois personagens peculiares, dois irmãos socialmente desajustados que vivem numa mansão na Quinta Avenida».

Sobre o livro: «Eu sou o Homer, o irmão cego. Não perdi a vista de repente, foi como nos filmes, um lento fade-out.
Homer e Langley Collyer tornaram-se uma lenda tragicómica de Nova Iorque quando foram encontrados soterrados debaixo de toneladas de lixo acumulado na sua mansão, na Quinta Avenida.
Transportados para o mais recente romance de E. L. Doctorow, estes personagens delirantes – Homer, cego e intuitivo, e Langley, abandonado à loucura, ou à genialidade, após servir na Primeira Guerra Mundial – tornam-se os cicerones de uma visita guiada à América do século XX e aos becos sombrios da mente humana.
Uma intensidade narrativa quase hipnótica. Um retrato singular da condição humana.»

Bertrand edita «Eu (não) Sou Um Cromo»

CromoA Bertrand lançou recentemente Eu (não) Sou Um Cromo, um livro de Jim Smith que, segundo a editora, é «muito divertido» e ao «estilo do Diário de um Banana».
Eu Não Sou um Cromo é o primeiro de três livros escritos por Jim Smith e com ele pode seguir os passos deste cromo e ver como ele tenta desenvencilhar-se do pessimismo, vingar-se dos mais terríveis inimigos e tornar-se finalmente um vencedor.

Clube do Autor aposta em «O Livreiro», do estreante Mark Pryor

O livreiroO Clube do Autor lança a 21 de março o romance de estreia de Mark Pryor, o thriller O Livreiro, uma obra sobre um livro raro e sobre um sobrevivente do Holocausto.

Sinopse: «7 mistérios de investigação compulsiva.
O que esconde Max, o dono de uma das bancas de livros em segunda mão ao longo do Sena?
Quem é o mentor dos raptos de vários alfarrabistas?
Quem é o assassino responsável pela morte de alguns dos alfarrabistas desaparecidos?
Por que razão as autoridades francesas não investigam o desaparecimento e a morte destes livreiros?
Terá uma misteriosa dedicatória de Rimbaud alguma relação com o rapto de um livreiro?
Será que um código escondido é justificação para matar alguém?
Que submundo se esconde por detrás das requintadas fachadas parisienses?»