O Portugal dos anos 70, segundo Helena Matos, retratado em «Os Filhos do Zip Zip»

Os Filhos do Zip ZipA Esfera dos Livros lançou um interessante livro de Helena Matos intitulado Os Filhos do Zip Zip – A televisão, os brinquedos, os primeiros supermercados, a vidas nas urbanizações dos subúrbios. Portugal nos  anos 70. O subtítulo desta obra explica quase tudo, mas convém realçar que a autora, Helena Matos, além de ter escrito os dois volumes de Salazar, foi consultora histórica das séries televisivas Conta-me Como Foi e Depois do Adeus, ambas da RTP.
Mais abaixo, como aperitivo, pode recordar algumas  das imagens que marcaram aqueles tempos.

Sinopse: «Em 1960 existiam em Portugal 31 256 televisores. Dez anos depois, eram dez vezes mais: 387 512 televisores. Uma televisão custava, em média, 5000$00. Um valor significativo à época, mas um bem sentido como necessário por todos. Rodar o botão e esperar que o ecrã sintonizasse era um ritual. O país parava em frente à televisão. Para ver As Conversas em Família de Marcello Caetano, para ver chegar o homem à Lua ou para assistir a um programa que mudou a forma de ver televisão em Portugal. Marcou uma geração e transformou um país. Zip Zip. Um programa coapresentado por Carlos Cruz, Raul Solnado e Fialho Gouveia. Pelo Zip Zip passaram desde Almada Negreiros a um anónimo limpa-chaminés que nunca havia sonhado aparecer no pequeno ecrã. Houve polémica, transgressão, riso e muito divertimento. Portugal estava em mudança. Salazar caíra da cadeira e cheirava-se a abertura da Primavera Marcelista que durante uns tempos nos permitiu sonhar. Os portugueses trocam as suas aldeias pelos subúrbios de Lisboa que veem nascer prédios a uma velocidade vertiginosa, onde antes existiam campos de cultivo. As crianças passavam mais tempo na rua a brincar do que dentro de portas. Trocavam cromos e pelo Natal recebiam pistolas para brincar aos cowboys, se fossem meninos, e bonecas se fossem meninas. As conversas de café andavam à volta do que se via na televisão ou dos emocionantes jogos de futebol. As compras eram feitas nos primeiros supermercados abertos pelo grupo Pão de Açúcar que despertaram a euforia consumista. As mulheres sonhavam com os modelos que apareciam nas revistas, com os mil produtos e eletrodomésticos que garantiam uma vida doméstica mais fácil e com os cremes que prometiam milagres no rostos e no corpo.»
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One response to “O Portugal dos anos 70, segundo Helena Matos, retratado em «Os Filhos do Zip Zip»

  1. Muito interessante. Pondero ir-me a ele!

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