Porta-Livros ado(p)ta o novo acordo ortográfico

O Porta-Livros a partir desta data (20 de janeiro) adota o novo acordo ortográfico. Resisti o mais que pude, mas, dado que profissionalmente tenho de utilizar o novo acordo, não tive outra hipótese.
Andar a saltar constantemente de um acordo para o outro não era coisa que me agradasse e, de qualquer modo, o essencial mantém-se: o conteúdo (e a qualidade) dos textos.

Rui Azeredo

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5 responses to “Porta-Livros ado(p)ta o novo acordo ortográfico

  1. Bom dia, Que pena ter que mudar para este horrível Acordo.

  2. Filipe Magalhaes

    Que pena; Eu não adopto nem adoptarei nunca a nível profissional nem pessoal; pois eu questiono: com que autoridade se autorgaram os “experts” de tomarem esta decisão, uma vez que estamos a falar da adulteração da origem romana da língua, do desrespeito leviano por séculos de história e literatura; nem os espanhois, nem os italianos, tão-pouco os franceses, nem mesmo os ingleses alguma vez ousaram “prostituir” a sua génese linguística como aqui em Portugal fizeram; E não me venham com a “desculpa esfarrapada” que este acordo veio beneficiar linguisticamente povos com línguas de origem portuguesa; porque eles mesmo consideram que esta “imposição” não lhes trouxe grande benefício. Retratem-se os demais para que não se continue cada vez mais a alienar a própria identidade lusófona

  3. Há sempre outra hipótese; nem preciso de apontar mais do que um par de outros movimentos de “resistência” que se fizeram ouvir acima dos que diziam que não havia outra hipótese: a India de Gandhi, a Europa ocupada pela Alemanha Nazi. Também não entro pelos exageros. O que é isso de “prostituir” a génese linguística? Então o português que escreviamos há cinco anos era o português de génese? Sem comentários. Agora, que o que não aceito é que a língua seja alterada por decreto. E pronto. Nada do que escrever há-de ter o traço desta aberração a não ser que seja pago a preço do ouro. Que não estou cá com coisas 🙂

    Entretanto, o que faço metodicamente é deixar de ler o que é escrito assim. Livros, só edições pré-acordo. Artigos, só de autores de coragem. Fora isso, não me dá comichão absolutamente nenhum. Felizmente leio fluentemente em mais um par de línguas e não preciso de me sujeitar a estas tretas. Não há risco de atrofio intelectual nem de que se me acaba a leitura em tempos de vida.

    • Caro papaleguas (vou tratá-lo assim pois não lhe conheço outro nome), tal como eu expliquei, o facto de passar a escrever segundo o novo acordo deve-se única e exclusivamente a uma razão prática, e pode até chamá-la de egoísta. Pelo facto de por motivos profissionais ter de trabalhar com o novo acordo, a nível pessoal beneficia-me «treinar» o mais possível. Dado que este blogue é pessoal, não passa de um hobby sem fins lucrativos, resolvi «pô-lo ao meu serviço», porque, goste-se ou não, nestas «coisas» o trabalho vem primeiro. E se tenho uma hipótese de ser melhor profissional, não a vou desperdiçar. De qualquer modo obrigado pela sua mensagem educada e ponderada, bem diferente da maioria das que tenho recebido, a roçar o insulto, mais dignas de fundamentalistas radicais. Algumas, curiosamente, pejadas de erros. É curioso nesses casos ver tanto fervor na defesa do português, mas escrevendo com erros íncriveis. Mais do que um acordo ou outro, defendo é que se escreva bem. Cumprimentos, Rui Azeredo

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