«Dr. No» – Ian Fleming

ctp-drnoEstá confirmado. James Bond envelhece melhor em livro do que em filme. Dr. No, original de 1958 que teve em 2010 uma bela reedição na Contraponto, é uma obra que escapou incólume à passagem dos anos, contrariamente ao que, na minha opinião, ocorre com algumas das versões cinematográficas do mais famoso agente secreto do mundo. Vantagens da leitura, que dá mais margem de manobra à imaginação em termos de cenários e cenas, especialmente se já não se tiver muito presente a imagética do filme.
Este é sem dúvida um dos melhores títulos de Fleming, e não terá sido por acaso que foi escolhido, em 1962, para iniciar a versão cinematográfica de 007. Com um bom nível de escrita, superior aos mais populares livros de espionagem da atualidade, Dr. No é um thriller envolvente que desde cedo capta o leitor, tanto pelo enredo como pelos cenários exóticos, algo que, sabe-se, é procurado pelos leitores deste tipo de ficção. Não tem as reviravoltas que entretanto nos habituámos a apreciar nos thrillers – é mais seco e puro –, mas compensa com personagens bem construídas e «fiáveis», consistentes, em suma.
A ação, que decorre nas Caraíbas, coloca um James Bond a precisar de repouso frente a um vilão de topo, Dr. No, que se isolou numa ilha (Crab Key) rodeado apenas pelos capangas de que necessita para levar por diante um demoníaco plano motivado pela vingança contra um mundo que o atraiçoou. Bond, que foi enviado às Caraíbas pelo seu carismático chefe M para resolver um caso que se pensava quase burocrático, aos poucos percebe que está em jogo algo mais do que uma série de coincidências.
Quase sem darmos por isso, o ritmo do romance vai crescendo de intensidade e assim, num abrir e fechar de olhos, estamos numa praia com Bond e o seu parceiro, prestes a enfrentar o Dr. No. E, claro, com a inevitável Bond Girl, a ingénua Honey Rider, imortalizada no cinema por Ursula Andress. E o que se pode pedir mais a um livro, que não seja que nos envolva sem darmos por isso?

Sinopse: «Após o desaparecimento de um agente dos Serviços Secretos Britânicos e da sua secretária na base de Kingston, M acredita que este pode ser um caso fácil para 007, ainda em recuperação do encontro quase fatal com um agente russo. Só que James Bond e Honey Rider, a sua bela e vulnerável amiga, após terem sido capturados ao invadirem a isolada ilha caribenha de Crab Key, encontram-se em poder do Dr. No, um sinistro eremita com pinças mecânicas no lugar de mãos, absolutamente fascinado pela dor. Decidido a proteger dos Serviços Secretos Britânicos as suas operações clandestinas, o Dr. No tem agora a oportunidade de se livrar de um inimigo e de aprofundar as suas diabólicas pesquisas. Bond e Rider acabam por ter de lutar pela vida num mortífero jogo da autoria do Dr. No…»

Autor: Ian Fleming
Título original: Dr. No
Editora: Contraponto
Tradução: Luís Santos
Ano de Edição: 2010
Páginas: 194

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2 responses to “«Dr. No» – Ian Fleming

  1. Carlos Manuel Lopes da Silva

    Não percebi nada. Não sei o que é a “ação”. Deixarei de vir aqui e vou recomendar que aqui se deixe de vir. Odeio gente submissa.

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