Novidades de se tirar o chapéu na Colecção BIS-Leya – Saramago, Jorge Amado, Tabucchi e Chico Buarque

A Leya lançou quatro novos título da colecção de livros de bolso BIS: O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago, Jubiabá, de Jorge Amado, Está a Fazer-se Cada Vez Mais Tarde, de Antonio Tabucchi, e Estorvo, de Chico Buarque.

O Ano da Morte de Ricardo Reis – José Saramago
«A reconstrução da identidade imaginária de um dos heterónimos do poeta Fernando Pessoa constitui o mote do livro O Ano da Morte de Ricardo Reis, publicado em 1984, um dos melhores romances de José Saramago. Ricardo Reis, tal como título deixa prever, é a personagem central do livro. A acção situa-se historicamente nos anos 30, época de plena consolidação da ditadura salazarista.
Partindo das pistas biográficas de Ricardo Reis registadas pelo próprio Pessoa – um médico que se expatriara desde 1919 no Brasil, por motivos políticos – Saramago imagina a personagem no seu regresso a Portugal em Dezembro de 1935, descrevendo o seu quotidiano nos nove meses anteriores à sua morte. Ricardo Reis chega a Lisboa, aluga um quarto de hotel e depois um apartamento, envolve-se com duas mulheres, Lídia e Marcenda, é seguido pela polícia, além de receber sucessivas visitas do falecido Fernando Pessoa, o que contribui para acentuar o ambiente de irrealidade da acção.»

Jubiabá – Jorge Amado
«É o mais internacional dos escritores brasileiros. Exímio contador de histórias e senhor de uma escrita de grande força dramática e lírica, as personagens dos seus romances são hoje figuras inesquecíveis.
Aplaudido pela crítica especializada e pelos leitores desde a sua estreia nas letras, em 1931, Jorge Amado viu a sua posição definitivamente firmada no panorama literário brasileiro com o lançamento de Jubiabá, uma história sobre a vida dos negros e da gente humilde da sua querida cidade de Salvador.
Antônio Balduino, a sua figura central, tornou-se uma das personagens mais populares da novelística do país, e Jubiabá foi o trampolim que projectou Jorge Amado no estrangeiro, através de uma série impressionante de traduções.»

Está a Fazer-se Cada Vez Mais tarde – Antonio Tabucchi
«Com este romance epistolar, Antonio Tabucchi renova uma ilustre tradição narrativa, subvertendo, muito embora, os códigos e pervertendo o género. Com efeito, apercebemo-nos progressivamente de que alguma coisa “não bate certo” nestas missivas: a paisagem parece resvalar sob os nossos olhos, os destinatários parecem errados, os remetentes desapareceram e os tempos inverteram-se, como se o antes e o depois tivessem trocado de posição e as cartas se antecipassem ou se atrasassem relativamente à própria mensagem que transmitem; como se os destinos dos homens, como manda o Mito, continuassem desencontrados, como se as palavras se perdessem no ar e as pessoas se extraviassem no labirinto das suas curtas existências.
Como se a vida fosse um filme perfeito e impecável em que só a montagem falhou.»

«Estorvo» – Chico Buarque
«Narrativa simultaneamente poética e alucinante, Estorvo constitui uma grande metáfora do Brasil e, porventura, do mundo contemporâneo. Uma das mais sólidas obras da literatura brasileira dos últimos tempos.»

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