Quetzal lança «Chicago», do egípcio Alaa Al Aswany

A Quetzal acabou de lançar mais uma obra do egípcio Alaa Al Aswany, desta feita um romance intitulado Chicago, depois de já ter lançado o documento O Estado do Egito.

Sobre o livro: «Depois de Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian, centrado no Cairo, Aswany escolhe, neste segundo romance, a cidade de Chicago, para nela entretecer os fios dos destinos de expatriados egípcios de várias idades.
As suas experiências enformam exemplos da busca do sonho americano: Raafat, emigrado para os EUA nos anos 1960, cujo orgulho pelo país de acolhimento é tão épico quanto o seu desprezo pelo atraso do Egito; Saleh, o professor de Histologia que questiona o seu casamento com a mulher americana branca; Nagui, que combina o radicalismo político com a ambição literária; Cheima, nascida no Egito rural, a universitária brilhante e sexualmente inábil; ou Danana, presidente da união de estudantes egípcios, que paga à polícia política daquele país para lhe arranjar uma mulher de famílias ricas.
Num plano mais bidimensional aparecem os americanos, cujas personagens, mais estereotipadas, servem sobretudo vetores de crítica social.
Na grande atenção dada, neste romance, às questões da sexualidade, Alla Al Aswany constrói uma zona de liberdade e experimentação, em que as relações de poder entre homens e mulheres podem ser alteradas.»

(Re)ler José Hermano Saraiva

O historiador José Hermano Saraiva deixou-nos a 20 de Julho de 2012, aos 92 anos, mas ficou a sua obra, nomeadamente o best-seller História Concisa de Portugal.
Conhecido principalmente devido aos seus programas televisivos – Gente de Paz, O Tempo e a Alma, Histórias que o Tempo Apagou ou Alma e a Gente –, escreveu também diversas obras de história, muitas das quais editadas pelas Publicações Europa-América.
A mais célebre e popular de todas será História Concisa de Portugal, que vai já na 25.ª edição e que foi traduzida para diversas línguas e adoptada no Ensino Secundário e Superior. Mas há mais, como História de Portugal, Vida Ignorada de Camões, Ditos Portugueses Dignos de Memória.
Sobre História Concisa de Portugal, Hermano Saraiva disse: «Muitas vezes, e em muitas circunstâncias, me pediram que indicasse uma “História de Portugal” abreviada, livro que não demorasse muito tempo a ler, mas desse uma imagem global da evolução histórica do povo português. Livro que não contivesse mais do que o essencial, mas não ficasse pelo nível elementaríssimo dos vários epítomes escolares […]
Foi esse o livro que pretendi escrever.»

Ana Cristina Silva lança a 31 de Agosto «O Rei do Monte Brasil»

A Oficina do Livro lança a 31 de Agosto o romance histórico O Rei do Monte Brasil, assinado por Ana Cristina Silva, cuja a acção se centra nos finais do século XIX, no coração de África.

Sinopse: «Nos finais do século XIX, o oficial de cavalaria Joaquim Mouzinho de Albuquerque interna-se, ao serviço do rei D. Carlos, no coração de África com o objectivo de subjugar as tribos à administração colonial portuguesa; para isso, porém, queima aldeias inteiras, mata os insubmissos e, desobedecendo a ordens superiores, captura com espectacularidade o detentor de um império vastíssimo, Gungunhana, que traz para Portugal como troféu e acaba exilado nos Açores até ao fim dos seus dias.
Com uma alternância de vozes narrativas que nos oferecem duas versões muito distintas do mesmo conflito, O Rei do Monte Brasil explora as memórias dos seus protagonistas às vésperas da morte, ilustrando-nos sobre a sua infância, as suas paixões marcantes, as atrocidades para as quais encontram sempre justificação e, de certa forma, a reflexão sombria sobre a decadência e a glória perdida.»

John Connolly abre «Os Portões» do Inferno

O irlandês John Connolly, autor de O Livro das Coisas Perdidas, abre-nos agora Os Portões… “do Inferno”, refira-se desde já. O romance é editado pela Bertrand.

Sinopse: «O jovem Samuel Johnson e o seu cão, Boswell, estão a tentar mostrar iniciativa quando começam a pedir “doçura ou travessura” três dias antes do Halloween, e é assim que são testemunhas de coisas esquisitas que acontecem no n.º 666 da Crowley Avenue. Os Abernathys andam a fazer olhinhos ao submundo, tudo sem más intenções, mas, quando sem querer evocam o próprio Satanás, criam um abismo no Universo através do qual se conseguem ver dois enormes portões. São os portões do Inferno. E há umas criaturas bastante medonhas que estão mortinhas por sair…
Agora, o destino da humanidade está nas mãos de um miúdo pequeno, um cão mais pequeno ainda e um demónio muito azarado chamado Nurd…»

«Triângulo» é o novo «thriller» de Pedro Garcia Rosado

Triângulo, thriller assinado por Pedro Garcia Rosado editado pela ASA (sai a 27 de Agosto), é o sucessor de Vermelho da Cor do Sangue e de A Cidade do Medo, trio de obras que partilham o protagonista, Joel Franco.

Sinopse: «Joel Franco, Rosa Custódio e Jaime Paixão foram amigos e colegas na Faculdade de Direito e, mais tarde, entraram todos na Polícia Judiciária. Os seus caminhos, entretanto, afastaram-se, até que um caso que envolve um primeiro-ministro extremamente colérico volta a uni-los. Porém, da pior maneira.
Triângulo segue-se a A Cidade do Medo e a Vermelho da Cor do Sangue (já traduzido em Espanha) e faz do inspector Joel Franco uma das personagens mais importantes do thriller português, que, nesta obra, enfrenta o maior e mais exigente desafio da sua vida.»

«A Eterna Viagem do Senhor Daldry», de Marc Levy, já à venda

A Contraponto lançou mais um romance do escritor best-seller francês Marc Levy, intitulado A Eterna Viagem do Senhor Daldry. Uma das suas obras mais famosas é E Se Fosse Verdade…

Sobre o livro: «“Há duas vidas em ti, Alice. A vida que tu conheces e uma outra que te espera há muito tempo. Estas duas existências não têm nada em comum. O homem de que te falei ontem encontra-se em algum lugar dessa outra vida, e nunca estará presente na vida que levas atualmente. Terás de encontrar seis pessoas antes de chegar até ele. Partir ao encontro dele obrigar-te-á a fazer uma longa viagem. Viagem durante a qual descobrirás que nada daquilo em que acreditavas é verdadeiro.”

Londres, 1950
Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis.
O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino.
De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…»

Quetzal publica «Um Céu Sempre Azul», de Thomas McGuane

Um Céu Sempre Azul é o título do romance do norte-americano Thomas McGuane recentemente lançado pela Quetzal, que já antes publicara do mesmo autor Por Um Fio.

Sobre o livro: «Neste romance tão espirituoso quanto poético, Thomas McGuane faz a crónica da ascensão e queda de Frank Copenhaver, um homem profundamente transtornado pela partida da mulher. Vemo-los pela primeira vez nos derradeiros minutos que passam juntos, enquanto ele a leva ao aeroporto. Olhamo-la através dos olhos dele, espectadores de cada gesto, memorizando com ele a expressão mínima ou movimento, antes que ela desapareça para sempre para lá das portas automáticas do aeroporto.
Começa então o desvaire de Frank, que arruína os seus negócios, se envolve com as mulheres erradas e deambula pelos relvados da vizinhança em busca de um resquício mínimo de normalidade. E Thomas McGuane situa esta “história de masculinidade em apuros” no Montana – uma terra de cowboys, especuladores, proprietários de gado e corretores de seguros, em que o único consolo são o amor e a pesca.»

Paulo Lins, autor de «Cidade de Deus», regressa com «Desde Que o Samba é Samba»

A Editorial Caminho lançou em Julho Desde Que o Samba é Samba, novo romance do brasileiro Paulo Lins, autor de Cidade de Deus.
Segundo a editora, trata-se de um romance cuja acção se localiza no Rio de Janeiro, no início do século XX. A obra foi publicada recentemente no Brasil.
Paulo Lins, nascido no Rio de Janeiro em 1958, iniciou a sua actividade literária como poeta, tendo feito parte, nos anos 80, do grupo Cooperativa de Poetas, através do qual publicou o seu primeiro livro: Sobre o Sol.

«O Mistério do Quadro de Bellini», de Jason Goodwin, leva-nos à Veneza dos Habsburgo

O Mistério do Quadro de Bellini é o terceiro livro da série protagonizada pelo detective eunuco Yashim Togalu, sucedendo assim a O Fogo de Istambul e A Serpente de Pedra. As obras, todas editadas em Portugal pela Porto Editora, são assinadas por Jason Goodwin. Se nos dois primeiros romances, Istambul foi o palco dos acontecimentos, desta vez o enredo desce até à Veneza dominada pelos Habsburgo.

Sobre o livro: «Istambul, 1840. Yashim Togalu, o brilhante detetive eunuco, é convocado para uma audiência com o jovem sultão Abdiilmecid, que o encarrega de encontrar uma obra de arte há muito desaparecida: o retrato de Mehmet, o Conquistador, pintado em 1479 pelo famoso mestre veneziano Bellini. O sultão está convencido de que o quadro se encontra em Veneza e, disfarçados, Yashim e o seu inestimável amigo, o embaixador polaco Stanislaw Palewski, atravessam o Mediterrâneo. Veneza é então uma cidade decadente, de palácios desertos e canais silenciosos onde se cruzam negociantes de Arte, falsificadores e aristocratas. O que começa por ser uma simples investigação em breve se torna num jogo perigoso e fatal, e os dois homens veem-se envolvidos numa conspiração que põe em causa quer a estabilidade do Império Otomano, quer a paz na Europa.»

«A Vida Não É Aqui», de Milan Kundera, regressa às livrarias com capa desenhada pelo próprio

A Dom Quixote reedita a 31 de Agosto A Vida Não É Aqui, de Milan Kundera, o escritor de origem checa autor de obras como A Insustentável Leveza do Ser e eternamente considerado candidato ao Nobel. A capa deste livro, que ganhou o Prémio Médicis, é da autoria do próprio Kundera.

Sinopse: «Milan Kundera chegou a pensar dar a este romance o título A Idade Lírica. A idade lírica, segundo ele, é a juventude, e este romance é, acima de tudo, uma epopeia da adolescência, uma epopeia irónica que corrói ternamente valores sagrados: a infância, a maternidade, a revolução e, até mesmo, a poesia. Com efeito, Jaromil é poeta. Foi a sua mãe que o fez poeta, e é ela que o acompanha (figurativamente) aos seus leitos de amor e (literalmente) ao seu leito de morte.
Personagem ridícula e comovente, horrível e de uma inocência total (“a inocência com o seu sorriso sangrento”!), Jaromil é, ao mesmo tempo, um verdadeiro poeta. Não é um canalha, é Rimbaud. Rimbaud apanhado na armadilha da revolução comunista, na armadilha de uma farsa negra.»