António Brito «criou» a colecção Sagal, que promete acção e aventura

Sagal é o protagonista de uma nova colecção de livros de acção e aventura da autoria de António Brito. O primeiro livro da colecção, editada pela Porto Editora, intitula-se SAGAL – Um herói feito em África e estará disponível a partir de 27 de Abril. Segundo a nota de imprensa da editora, este é um herói que «promete combater as injustiças com que nos deparamos nos nossos dias».
António Brito é o autor de Olhos de caçador e O céu não pode esperar, dois romances de guerra inspirados na sua experiência no Ultramar.

Sinopse: «Emiliano nasceu num bordel. Abandonado pela mãe, cresceu na Casa Pia, de onde fugiu para a marginalidade. Alistou-se nos paraquedistas para escapar à polícia. Na guerra, em Moçambique, conquista o nome que o celebrizou: leão do Sagal. Na guerra civil de Angola combate como mercenário. Ferido e traumatizado, regressa a Lisboa, à cidade, aos contactos com o submundo e à intriga política. É mulherengo e sedutor, mas as mulheres maltratadas sentem-se protegidas por ele. Da “tia” Lola, a dona do bordel que o acolheu em criança, lembra-se com grande ternura. Vai trabalhar num supermercado, e um dia um assalto violento desperta o Sagal guerrilheiro. Organiza a defesa do supermercado como se este fosse um acampamento no mato, cercado pelo inimigo. A fama de Sagal espalha-se; a sua vida nunca mais será a mesma.»

Mia Couto apresenta «A Confissão da Leoa» por todo o país

Mia Couto lança a 17 de Abril o seu novo romance, A Confissão da Leoa, uma obra, editada pela Caminho, baseada num acontecimento real presenciado pelo autor. Mia Couto vem a Portugal entre 25 de Abril e 13 de Maio apresentar o seu romance por todo o país. (ver lista mais abaixo)

Sinopse: «Um acontecimento real – as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique – é pretexto para Mia Couto escrever um surpreendente romance. Não tanto sobre leões e caçadas, mas sobre homens e mulheres vivendo em condições extremas. Como afirma um dos personagens, “aqui não há polícia, não há governo, e mesmo Deus só há às vezes”. E A Confissão da Leoa, através da versão de Mariamar, habitante da aldeia de Kulumani, e do diário de Gustavo Baleiro, o caçador contratado para matar os leões – os dois narradores desta história – vai expondo diante dos nossos olhos como a guerra, a fome, a superstição, podem transformar os homens em animais selvagens: “Foi a vida que a desumanizou. Tanto a trataram como um bicho que você se pensou um animal”. Sobre e contra este pano de fundo ergue-se uma extraordinária figura de mulher – Mariamar.
A Confissão da Leoa é bem um romance à altura de Terra Sonâmbula e Jesusalém, já conhecidos do leitor português.»

Sessões com a presença do autor

25/4 – 17h00 –  Lisboa, Feira do Livro (sessão de autógrafos)
26/4 – 21h00 – Coimbra, Lançamento no Café Santa Cruz
27/4 – 15h00 – Guarda, Biblioteca Municipal – Lançamento
30/4 – 18h00 – Leiria, Livraria Arquivo; 21h30 – Figueira da Foz, Biblioteca Municipal
1/5 – 17h00 – Lisboa, Feira do Livro (sessão de autógrafos)
2/5 – 21h00 – Lisboa, Feira do Livro – Lançamento do Livo
3/5 – 18h00 – Braga, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva; 21h30 – Guimarães, Biblioteca Raul Brandão
4/5 – 11h00 – Vizela – Feira do Livro; 14h30 – Ponte de Lima, Escola de Arcozelo
18h00 – Póvoa de Varzim, Diana Bar; 21h30 – Viana do Castelo, Biblioteca Municipal
5/5 – 17h00 – Lisboa, Feira do Livro (sessão de autógrafos)
6/5 – 17h00 – Lisboa, Feira do Livro  (sessão de autógrafos)
8/5 – 18h00 – Redondo – Feira do Livro, Lançamento do livro; 21h30 – Évora – Biblioteca Pública
9/5 – 18h00 – Torres Vedras – Livraria Livro do Dia
10/5 – 18h00 – Portimão, Biblioteca Municipal; 21.30 – Faro – Pátio das Letras
11/5 – 18h00 – Almada – Instituto Piaget
12/5 – 17h00 – Lisboa, Feira do Livro (sessão de autógrafos)
13/5 – 17h00 – Lisboa, Feira do Livro (sessão de autógrafos)

Carla M. Soares estreia-se com «Alma Rebelde», narrativa de amor passada no século XIX

Alma Rebelde, romance de estreia de Carla M. Soares, professora e doutoranda em História da Arte, é uma narrativa de amor passada no século XIX. Segundo a Porto Editora, este livro concilia «a escrita suave e fluida com uma intensa troca epistolar» e «reflete o papel da mulher e do casamento neste período histórico».
O livro vai ser apresentado no espaço do Grupo Porto Editora na Feira do Livro de Lisboa, no dia 25 de Abril, às 17h00.

Sinopse: «No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras quase fatais, desenham-se os alicerces de um amor imprevisto… Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?»

José Luís Peixoto estreia-se na literatura infantil com «A Mãe Que Chovia»

 A Mãe Que Chovia é a estreia de José Luís Peixoto na literatura infantil, que nesta sua aventura literária conta com a participação de Daniel Silvestre da Silva, o ilustrador. O livro é editado pela Quetzal.

Sobre o livro: «O protagonista do primeiro livro infantil de José Luís Peixoto é filho da chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade desarmante, este livro homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.»

Rui Pedro Tendinha apresenta os «100 Filmes Que Podem Mudar a Sua Vida»

100 Filmes Que Podem Mudar a Sua Vida, de Rui Pedro Tendinha, recentemente editado pela Oficina do Livro, é, segundo a editora, «uma tentativa algo inocente de podermos tomar paralelismos com o que vemos na ficção para uma espécie de guia de vida».

Sobre o livro: «Um filme pode marcar-nos para sempre. Pode levar-nos a tomar decisões há muito adiadas ou a pôr em causa as nossas atitudes mais drásticas; a reconciliar-nos com a vida ou a confrontar-nos connosco próprios. Um filme pode ser uma pequena ou uma grande lição de vida. É isso que nos diz este livro.
100 Filmes que Podem Mudar a Sua Vida: o Livro de Auto-ajuda de Hollywood serve-se directamente da inesgotável fonte de inspiração para a nossa existência que é o cinema e revela-nos, com convicção, paixão e humor, os ensinamentos que podemos retirar de uma centena de películas célebres produzidas por Hollywood desde os anos 80 até hoje.
“Este livro prova ainda que a vida real e o cinema não precisam de ser dois mundos alienados. Se o bom cinema não passa sem que lhe seja injectada uma saudável dose de vida real, uma vida real de qualidade não acontece se estivermos felizes com o cinema que vemos.”  Nuno Markl

Quetzal prepara nova edição de «Utz», de Bruce Chatwin

A Quetzal lança a 27 de Abril uma nova edição de Utz, romance do inglês Bruce Chatwin (1940-1989) que foi finalista do Booker em 1988. Chatwin, recorde-se, teve uma estreia fulgurante no mundo literário com Na Patagónia, mas é também o autor de Canto Nómada, Os Gémeos de Black Hill e O Vice-Rei de Ajudá.

Sinopse: «No cuidar da sua coleção de porcelanas de Meissen, Kaspar Joachim Utz encontrou um refúgio contra as adversidades do século XX. E apesar das restrições sentidas na Checoslováquia durante a Guerra Fria, Utz afirma a sua individualidade nesta devoção às preciosas peças.
Autorizado a sair do país uma vez por ano, Utz considera repetidamente a possibilidade de desertar. Porém, não podendo levar consigo as porcelanas, refém do regime e da coleção de Meissen, regressa sempre a casa – um microcosmo povoado de pequenas e frágeis figuras, que constituem para o seu proprietário um mundo mais real do que o próprio Mundo.»

Miguel Sousa Tavares comemora um milhão de livros vendidos com novas edições de «Rio das Flores» e «Equador»

Miguel Sousa Tavares ultrapassou a fasquia do milhão de livros vendidos em Portugal, anunciou a sua editora, a Oficina do Livro, do grupo Leya. Para assinalar o feito, será lançada em breve uma nova edição dos seus romances Equador e Rio das Flores, ambos com novas capas e direccionados para novos leitores.
Entretanto, o escritor vai estar a 20 de Abril na Bienal de Literatura de Brasília, onde fará uma conferência sobre o tema «Escrever». Três dias antes, o vai passar no Teatro Municipal de Botafogo, no Rio de Janeiro, para um encontro com leitores e sessão de autógrafos.

Porto Editora lança o «monumental» «Fernando Pessoa – Uma Quase-Autobiografia», de José Paulo Cavalcanti

Fernando Pessoa – Uma Quase-Autobiografia, do brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho (ex-minstro da Justiça), é considerado pela Porto Editora – que lança o livro a 19 de Abril – como «uma monumental obra sobre Pessoa».

Sobre o livro: «José Carlos de Vasconcelos escreveu, na apresentação à edição portuguesa, que este é “um livro absolutamente invulgar, extraordinário, ‘apaixonado’” e que as centenas de páginas que tem, “se leem como um romance, acrescentam muito ao conhecimento do percurso existencial de Pessoa e dos que lhe são próximos”. O jornalista e diretor do Jornal de Letras salienta ainda a inteligência e a seriedade da investigação, ressalvando, porém, o possível cariz controverso de certas conclusões.
No Brasil, a revista Veja considerou Fernando Pessoa – Uma Quase-Autobiografia “a mais completa e detalhada reconstituição que jamais se fez da vida do autor”.
Mas este livro foi notícia também em Espanha. O El País revelou que contém “novidades surpreendentes sobre o genial poeta português” e que colocou o “mundo das letras em polvorosa”.
Na generalidade dos artigos, merecem elogio o esforço notável de pesquisa por parte do autor, a amplitude da obra – personalidades como Richard Zenith, Tereza Sobral Cunha, Eduardo Galeano ou Millôr Fernandes também o confirmam – e o facto de esta conseguir desmontar mitos e lendas em torno de Pessoa.»

A obra vista pelo autor
«Este livro, pois, não é o que Pessoa disse, ao tempo em que o disse; é o que quero dizer, por palavras dele. Com aspas é ele, sem aspas sou eu (…).
Não é um livro para especialistas, por já terem, à disposição, páginas de mais. Que contam seus poemas octossilábicos, ano a ano — três em 1919, seis em 1920, e por aí vai; ou os advérbios de modo usados, equivalentes a 2,94% das frases de sua obra; ou estudam o uso do vocativo nos seus versos; ou examinam cada palavra de Mensagem — após o que se sabe haver, no livro, dez com 13 sílabas; ou sustentam que castelos, espadas, gládios e padrões, expressões nele tão frequentes, seriam símbolos fálicos; ou relacionam o horizonte paradigmático que modifica o buraco negro da luz ofuscante da melancolia de Bernardo Soares com as teorias de um filósofo alemão da Escola de Frankfurt ou com a lituraterra da psicanálise; ou discutem o número de vezes, 125, em que neles aparece a palavra coração. Sendo mais frequente na obra, só para constar, a palavra mar — em Mensagem, 35 vezes; no seu mais longo poema, “Ode marítima”, 46; mais 13, em fragmento de uma “Ode to the sea” que escreveu como Alexander Search; muito mais, parei de contar quando o número se aproximava das duas centenas. Nem proponho uma nova interpretação de Pessoa — que também muitas existem, para todos os gostos. Reduzidos, então, os bons propósitos dessas páginas, a serem simples guia para não iniciados.»

In Um quase-prefácio

George R. R. Martin e Bernard Cornwell nas novidades Saída de Emergência

Entre as novidades de Abril da Saída de Emergência, há duas que gostaria de destacar, O Cavaleiro de Westeros & outras histórias, de George R. R. Martin, e O Inimigo de Deus, de Bernard Cornwell.

O Cavaleiro de Westeros & outras histórias – George R. R. Martin
«Cerca de um século antes dos eventos narrados em A Guerra dos Tronos, um jovem escudeiro parte em busca de fama e glória num dos mais famosos torneios de Westeros. Mas o destino prega-lhe uma partida e coloca-o no caminho de um rapaz misterioso que irá mudar a sua vida para sempre. A não perder para os fãs da melhor série de fantasia da atualidade.
O Cavaleiro de Westeros abre esta coletânea com os melhores contos de George R. R. Martin. Nela encontrarão também uma cidade dominada por uma elite de lobisomens, onde ocorrem horrendos acontecimentos; um magnata excêntrico com gosto por espécies exóticas que vai ser confrontado com o que não esperava; um padre em crise de fé num mundo distante; uma mulher que vasculha universos em busca do amor perdido; ou um homem que se vê confrontado com a derradeira escolha, num mundo em que o fim da vida não equivale necessariamente à morte.
Dez histórias nascidas da imaginação do criador de As Crónicas de Gelo e Fogo.

O Inimigo de Deus – Bernard Cornwell
«O Rei Guerreiro trouxe a paz às ilhas – mas por quanto tempo?
Após uma vitória gloriosa no campo de batalha, Artur parece ter conquistado a união das Ilhas Britânicas. Agora terá de enfrentar as hordas invasoras dos Saxões, enquanto Merlim inicia uma demanda para descobrir os Tesouros Mágicos da Bretanha, na crença de que os poderes dos velhos deuses irão interceder a favor de Artur na batalha decisiva.
Mas Artur esquece-se que os deuses amam o caos e cedo a frágil paz desmorona no momento em que velhas rivalidades irrompem e ameaçam destruir todas as suas conquistas. E no pior momento, os mais próximos de Artur preparam-se para a traição…
Neste segundo volume da Trilogia dos Senhores da Guerra, Bernard Cornwell dá nova vida à lenda arturiana, combinando factos históricos, batalhas intensas e o velho mundo mágico de Merlim.»

«O Circo dos Sonhos», de Erin Morgenstern, editado pela Civilização

O Circo dos Sonhos, romance de estreia da norte-americana Erin Morgenstern, é editado pela Civilização em Abril, e apresenta-nos uma história repleta de mágicos, trapezistas e amantes. O livro está nomeado para o Orange Prize 2012.

Sinopse: «Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.
Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz – um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor – um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.
Escrito numa prosa rica e sedutora, este romance arrebatador é uma dádiva para os sentidos e para o coração. O Circo dos Sonhos é uma obra fascinante que fará com que o mundo real pareça mágico, e o mundo mágico, real.»