Morreu Antonio Tabucchi – Inédito «O Tempo Envelhece Depressa» sai a 7 de Abril

O escritor italiano Antonio Tabucchi, que tinha também nacionalidade portuguesa, morreu no domingo 25 de Março, em Lisboa, aos 68 anos, vítima de doença prolongada. Autor de obras como Afirma Pereira e A Cabeça Perdida de Damasceno, ambas passadas em Portugal, é ainda o autor de O Tempo Envelhece Depressa, uma obra a ser editada pela Dom Quixote a 7 de Abril.

Sobre o livro: «Todas as personagens deste livro parecem estar empenhadas numa confrontação com o Tempo: o tempo dos acontecimentos que viveram ou estão a viver e o tempo da memória ou da consciência. Mas é como se uma tempestade de areia se tivesse levantado nas suas clepsidras: o tempo foge e detém-se, gira sobre si próprio, esconde-se, reaparece a pedir contas.
Sensível às convulsões da História recente, Antonio Tabucchi mede-se com o nosso Tempo “desnorteado”, em que os ponteiros do relógio da nossa consciência parecem indicar uma hora diferente daquela que vivemos.»

«Persépolis», de Marjane Satrapi, chega a Portugal editado pela Contraponto

A versão portuguesa de Persépolis, as memórias em banda desenhada de Marjane Satrapi (uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica), vai finalmente chegar às livrarias. Em2007 a obra foi adaptada ao cinema e, além de nomeada para o Óscar de melhor filme de animação, conquistou o prémio do júri no festival de Cannes de 2007.
Marjane Satrapi, que vive em França, conquistou com Persépolis o prémio para autor-revelação e o prémio para melhor guião de Angoulême, e o prémio Eisner para melhor novela gráfica e melhor obra estrangeira.

«Estamos em 1979 e, no Irão, sopram os ventos de mudança. O Xá foi deposto, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. Marjane Satrapi é uma criança de dez anos irreverente e rebelde, filha de um casal de classe alta e convicções marxistas. Vive em Teerão e, apesar de conhecer bem o materialismo dialético, ter um fetiche por Che Guevara e acreditar que consegue falar diretamente com Deus, é uma criança como qualquer outra, mergulhada em circunstâncias extraordinárias.
Nesta autobiografia gráfica, narrada com ilustrações monocromáticas simples mas muito eloquentes, Satrapi conta a história de uma adolescência durante a qual familiares e amigos “desaparecem”, mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, os bombardeamentos iraquianos fazem parte do quotidiano e a música rock é ilegal. Contudo, a sua família resiste, tentando viver uma vida com um sentido de normalidade. Um livro inteligente, muito relevante e profundamente humano.» BBC

Laurent Gaudé regressa com «Furacão», um romance centrado em Nova Orleães

O escritor francês Laurent Gaudé está de volta e desta vez traz-nos um Furacão, romance aguardado com expectativa tendo em conta que antes já nos brindou com obras sublimes como O Sol dos Scorta, A Porta dos Infernos ou Noite Dentro, Moçambique e Outras Narrativas. O novo livro, da Porto Editora, estará à venda a 29 de Março e o escritor venha a Portugal para o apresentar. Assim, a 17 de Abril protagoniza uma sessão no Instituto Francês de Portugal, em Lisboa, pelas 19h00, para a 21 e 22 de Abril, marcar presença em Matosinhos no encontro Literatura em Viagem.

Sobre o livro: «No coração da tempestade que devastou Nova Orleães, uma dezena de personagens enfrenta a fúria dos elementos, mas também a sua própria escuridão interior. Que resta ao ser humano quando as suas referências morais e sociais desaparecem por entre o caos e o medo de um cenário apocalíptico? Com Furacão, Laurent Gaudé oferece-nos uma espécie de ópera em que os solos das personagens se unem num amplo coro que nos transmite o grito da cidade abandonada à sua sorte. A gravidade da tragédia funde-se com a serenidade da fábula, para exaltar a fidelidade, a fraternidade, a comovente beleza dos que, apesar de tudo, permanecem de pé.»

«Desejo Subtil» inaugura chancela «sensual» da Porto Editora

Desejo Subtil, da norte-americana Lisa Kleypas, inaugura a 29 de Março uma nova chancela da Porto Editora, dedicada ao romance sensual, que se chamará 5 Sentidos. Desejo Subtil é o primeiro de uma série de quatro títulos intitulada À Flor da Pele. Para o segundo semestre de 2012 está prevista a publicação de Sedução Intensa, segundo livro da série e da 5 Sentidos.

Sinopse: «Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.
A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle – o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt – deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne. Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável… e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos.»

«Um País Que Sonha» reúne a melhor poesia colombiana

A Assírio & Alvim lançou Um País Que Sonha – Cem Anos de Poesia Colombiana, uma colectânea com selecção e prólogo da poetisa colombiana Lauren Mendinueta e tradução de Nuno Júdice.
O lançamento do livro terá lugar a 24 de Março, pelas 17h00, na Sala Almada Negreiros do Centro Cultural de Belém. A apresentação estará a cargo de Germán Santamaría Barrágan (embaixador da Colômbia em Portugal), Lauren Mendinueta, Nuno Júdice e Manuel Alberto Valente (editor).
Armando Romero, um dos poetas antologiados, vai estar presente na sessão para fazer uma leitura de poemas.

«A Colômbia, como Portugal, é um país de poetas. Esta não é uma antologia crítica nem exaustiva. A ter sido crítica teria contido menos autores, a ter sido exaustiva teria necessariamente que incluir muitos mais. O meu objectivo foi desde o princípio reunir num só volume aquelas que considero as mais belas poesias colombianas. Esta é, assim, uma antologia de poemas e não de poetas. Estão aqui reunidos trabalhos de autores muito díspares entre si, grandes poetas e poetas menores, poetas cultíssimos e poetas populares. Nos seus versos encontra-se representada boa parte da memória lírica do meu país.»
Lauren Mendinueta

O fantástico é fantástico. Obrigado Raymond E. Feist!

A minha ligação profissional ao mundo dos livros abriu-me, naturalmente, as portas à leitura de géneros e obras que, se calhar, de outro modo, por dispensável conservadorismo meu, não me passariam pela frente dos olhos. A literatura fantástica não estava no meu topo de preferências e por isso de certeza que já perdi muita coisa boa. Mais certo disso fiquei depois de ter sido um dos tradutores (o outro foi o meu amigo José Remelhe) de O Mago – As Trevas de Sethanon, do mestre Raymond E. Feist, recentemente editado pela Saída de Emergência. Que prazer me deu entrar naquele complexo mundo criado por Feist (já agora, isto de ficcionar mundos e nações, e mapas, e povos, e raças, e famílias, etc., etc. deve ser cá uma complicação) e participar, com todos aqueles personagens, numa aventura em Midkemia, onde a Ordem e o Caos se envolvem numa batalha gigantesca, na qual participam magos, dragões, guerreiros, elfos, príncipes, anões, etc., com armas mágicas e outras mais «terrenas», como adagas e bestas. As pormenorizadas descrições das batalhas são fantásticas, mas equiparadas em qualidade às descrições das povoações por onde a trama passa, sem esquecer personagens bem construídas e credíveis.
As Trevas de Sethnanon  é um livro muito bem trabalhado por Raymond E. Feist, que justifica plenamente o epíteto de mestre do fantástico. Fiquei fã, sem dúvida.
Não são fãs de literatura fantástica? Esqueçam isso. Encarem este romance apenas como aquilo que ele é, um excelente livro de aventuras.

«Estrela do Mar» – Joseph O‘Connor

Aviso prévio: Estrela do Mar, do irlandês Joseph O’Connor, é dos melhores livros que li nos últimos anos. Portanto, nas próximas linhas vão ler uma série de elogios a esta obra (um original de 2002) que foi editada em Portugal em 2011 pela Dom Quixote e que, injustamente, tem passado algo despercebida no nosso país. Até a mim passou inicialmente despercebida. E quando digo «até a mim» não estou a armar-me em superior a outros e que por isso deveria ter descoberto o livro mais cedo. Quero apenas dizer que ter em casa um livro com uma ilustração de um barco na capa e não lhe ter pegado logo (nem que fosse para ler as primeiras páginas) não é habitual. É que se tivesse lido as primeiras páginas não o teria largado mais (e foi isso que aconteceu quando lhe peguei há dias), pois trata-se de um romance bem escrito da primeira à última página. E mais, é de toda a justiça destacar que é um romance muito bem traduzido por Francisco Agarez, que adaptou na perfeição ao português particularidades muito próprias da cultura e tradições irlandesas.
A acção decorre em 1847, entre a Irlanda e a América, a bordo do Estrela do Mar, no qual navegamos mas do qual saímos para viajar ao encontro do passado de uma série de personagens/passageiros que fogem de um país afectado pela fome, uma tragédia que ceifou a vida a milhares e milhares de pessoas e que vai continuar a somar vítimas a bordo.
Sentimo-nos como mais um passageiro deste barco que ruma a Nova Iorque carregado de esperança e de dor, envolvidos pela descrição viva e detalhada da vida a bordo com que Joseph O’Connor nos presenteia. E fá-lo não só do modo tradicional, narração na primeira pessoa, mas recorrendo a diversas fontes, como os escritos de um jornalista, o diário do bordo do capitão, canções tradicionais, notas (nomeadamente do médico), cartas, etc. Tudo isto dá uma outra vida e colorido à obra, que beneficia de uma escrita rica e de pormenores requintados que nos cativam como sereias aos mais incautos marinheiros. Ficamos, assim, envolvidos por um romance efectivamente notável que através dos dramas pessoais traça um retrato da grande calamidade que na época afectou a Irlanda.
Mas este não é «apenas» um romance histórico, pois só as histórias pessoais bastariam para alimentar um excelente livro. Crimes, desentendimentos familiares, lutas fratricidas, amores por viver, desencontros, mortes (naturais e não tanto), há de tudo a bordo do Estrela do Mar e das memórias de quem o «habita».
É um romance irremediavelmente envolvente. Por exemplo, a entrada do Estrela do Mar no porto de Nova Iorque envolve-nos num cenário fantástico, excelentemente descrito, que nos leva facilmente a imaginar todo aquele cenário, de frio, fome, desolação, doença, morte, desespero, de tragédia e drama. É um excelente exemplo do que este livro tem para nos oferecer.
Já agora, para quem gosta de saber curiosidades sobre figuras públicas, Joseph O’Connor é irmão da cantora Sinead O’Connor.

Autor: Joseph O’Connor
Título original: Star of The Sea
Editora: Dom Quixote
Tradutor: Francisco Agarez
Ano de Edição: 2011
Sinopse: «No Inverno impiedoso de 1847, de uma Irlanda dilacerada pela injustiça e pela calamidade natural, o Estrela do Mar levanta ferro em direcção a Nova Iorque. Levando a bordo centenas de refugiados à força, destacam-se entre eles uma criada de servir que tem um segredo devastador, um Lorde Merridith arruinado e a sua família, um aspirante a romancista, um compositor de baladas revolucionárias. Todos desafiando corajosamente o Atlântico em busca de um novo lar. Todos mais intimamente ligados do que possam pensar. Mas um assassino secreto vigia as cobertas do navio, procurando, faminto, a vingança que lhe trará a absolvição.»

Clássico «Eu, Cláudio», de Robert Graves, regressa numa edição Bertrand

Eu, Cláudio, o clássico romance de Robert Graves passado na Roma Antiga, regressa a 23 de Março às livrarias portuguesas numa nova edição, desta feita da Bertrand. O autor, o inglês Robert Graves (1895-1985), assinou ainda romances como A Filha de Homero ou Rei Jesus, mas foi com Eu, Cláudio (adaptado a série televisiva em 1976) que mais se destacou.

Sobre o livro: «Desprezado pela sua fraqueza e visto pela família como pouco mais do que um tolo gago, o nobre Cláudio sobrevive furtivamente às intrigas, às purgas sanguinárias e à escalada de crueldade que caracterizam as dinastias imperiais romanas.
Em Eu, Cláudio, ele fica a observar dos bastidores para poder registar o reinado dos seus imperadores: do sábio Augusto e sua vilã mulher, Lívia, ao sádico Tibério e ao excessivo e louco Calígula.»

«Silêncio» dá continuidade à saga Hush Hush, de Becca Fitzpatrick

Silêncio, o ansiado terceiro livro da saga Hush Hush, criada por Becca Fitzpatrick e editada entre nós pela Porto Editora, chega às livrarias a 22 de Março.

Sinopse: «Nora Grey não consegue lembrar-se do que se passou nos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar num cemitério e descobrir que esteve desaparecida durante semanas – sem ninguém saber onde ou com quem estava – tenta tomar o pulso à própria vida. Regressa às aulas, passeia com a melhor amiga Vee e tenta evitar ao máximo o novo namorado da mãe. Mas há uma voz que lhe ecoa na mente, uma ideia que quase consegue tocar e sentir. Visões de asas de anjo e criaturas sobrenaturais que nada têm que ver com o mundo que conhece. E não consegue deixar de se sentir perdida e… incompleta. Então, Nora cruza o caminho de um desconhecido muito sensual com quem partilha uma ligação estranha e muito forte. Ele parece conhecer todas as respostas… e o coração dela. Cada minuto que passa com ele torna-se cada vez mais intenso até que se apercebe de que pode estar a apaixonar-se. Novamente.»

Disney entra no catálogo Porto Editora

A Porto Editora lançou seis novos títulos infantis, com a particularidade de serem licenciados pela Disney. Os seis livros – Aprende a escrever as letras e os números com os Carros; Aprende a escrever as letras e os números com as Princesas; Winnie the Pooh – Bloco de Atividades – 2-3 anos; Donald e Margarida – Bloco de Atividades – 3-4 anos; Pateta e Pluto – Bloco de Atividades – 4-5 anos; Mickey e Minnie – Bloco de Atividades – 5/6 anos – recorrem a personagens conhecidas de todas as crianças e integram duas colecções. O publico alvo são as crianças entre os 3 e os 7 anos.
As actividades da colecção Aprende a Escrever as Letras e os Números com a Disney contribuem, segundo a Porto Editora, «para reforçar a aquisição do traço, adquirir um maior domínio dos seus movimentos e aprender a escrever de forma clara e inteligível». Já a colecção Blocos de Atividades Disney inclui jogos de atenção visual, de linguagem e de matemática; grafismos; sequências; labirintos, união, de pontos, etc.