«Frankenstein – Morto e Vivo» põe fim à trilogia de Dean Koontz

Frankenstein – Morto e Vivo, de Dean Koontz, assinala o fim desta trilogia sobre um dos monstros mais conhecidos da literatura. Trata-se de um edição da Contraponto, que já antes nos apresentara O Filho Pródigo e A Cidade das Trevas, obras que compõem esta saga contemporânea de Frankenstein.

Sobre o livro: «Com a cidade de Nova Orleães ameaçada por um furacão devastador e também pelo caos causado pelas infernais criaturas de Victor Helios (antes conhecido como Dr. Victor Frankenstein), o futuro da humanidade parece estar em perigo. Deucalião preparara-se para confrontar o seu criador, mas antes que isso possa acontecer, ambos terão de fazer frente a uma criatura saída dos piores pesadelos coletivos do ser humano, com poderes – e objetivos – inconcebivelmente cruéis…»

Caminho editou o premiado «Zoologia Bizarra», do brasileiro Ferreira Gullar

Zoologia Bizarra, que em 2011 valeu a Ferreira Gullar o prémio literário da Academia Brasileira das Letras na categoria de literatura infanto-juvenil, foi editado pela Caminho. Gullar, relembre-se, foi o vencedor do Prémio Camões 2010.

Sobre o livro: «Bichos criados pelo acaso. Bichos que existem. Bichos que não existem. Um lama bailarino, um pássaro tenista, um cachorro-lagartixa, um dragão bonzinho fazem parte desta zoologia bizarra, criada por Ferreira Gullar a partir de recortes e colagens, em um exercício de pura criatividade, liberdade, humor e, como não poderia deixar de ser, poesia.
Pequenas histórias e finas observações dão a estes bichos curiosos vida própria. Mergulhar no encantamento desta zoologia é dividir descobertas, surpreender-se, dar asas à imaginação.
Cada um descobrirá um bicho à sua maneira. E passará a fazer parte desta divertida aventura de arte e invenção.

Asa reedita «Corto Maltese na Sibéria», de Hugo Pratt

As edições ASA reeditaram Corto Maltese na Sibéria, obra de banda desenhada de Hugo Pratt onde o herói e Rasputine atravessam, em mais uma aventura aquela região em convulsão.

Sobre o livro: «Quando nos apercebemos de que o sonho é demasiado grande para se concretizar, restam duas alternativas: deixar de sonhar, ou continuar até ao fim, até à lenda…
Nos confins da China e da Sibéria, Corto e Rasputine perseguem o comboio blindado que transporta o ouro dos czares. Atravessam, assim, uma região que se encontra a ferro e fogo, esquartelada entre sociedades secretas e senhores da guerra, entre Russos vermelhos e brancos, entre tropas regulares e exércitos privados…
O campo de acção ideal para estes aventureiros românticos!»

«No Calor da Noite», de Flávio Capuleto, leva o leitor ao Brasil do século XIX

A editora Clube do Autor lançou recentemente o romance histórico No Calor dos Trópicos, assinado pelo escritor português Flávio Capuleto. Trata de um romance, indica a editora, “ambientado no Brasil do século XIX” onde o leitor poderá viver “a exploração dos negros escravizados”, sentir “a ambição dos barões do café” e envolver-se “nas convulsões do Brasil imperial”.

Sinopse: «Com a queda abrupta da produção de café no nordeste brasileiro os fazendeiros deparavam-se com a inevitável derrocada financeira e, em Portugal, agravava-se o problema da falta de remessas. Apostado em dar a volta à situação, o rei D. Luís decide enviar o Dr. Bragança para terras brasileiras dando assim ao cônsul português a oportunidade de escapar a uma eventual pena de prisão por crime de adultério e a hipótese de alterar o rumo das relações entre Portugal e o Brasil. Mas como se o destino reservasse uma armadilha ao novo diplomata, a amante viaja para Petrópolis na companhia do marido continuando ali a sua relação escaldante com o cônsul. Alertado para a traição contínua de sua esposa, D. João Frutuoso, o magnata mais poderoso do Reino, banqueiro da Casa Real e da Coroa Brasileira, prepara uma emboscada ao diplomata, não só para o afastar dos braços de Leonor, mas também para poder exercer livremente o seu poder sobre os negros da roça e a sua vocação esclavagista. Porém, um golpe inesperado dita a sorte dos amantes envolvidos nas malhas do destino…»

«A Pista de Gelo», de Roberto Bolaño, sai a 9 de Março

A Quetzal lança a 9 de Março A Pista de Gelo mais um romance (de 1993) de Roberto Bolaño, escritor chileno autor do muito badalado 2666, assim como de O Terceiro Reich, A Literatura Nazi nas Américas e Os Dissabores do Verdadeiro Polícia.

Sobre o livro: «Tudo se passa durante um mês de verão numa praia do Mediterrâneo. Há uma mansão em ruínas, uma bonita patinadora em decadência, e a paixão de um autarca de província. E há um crime, nas diferentes versões de três narradores que se vão completando e corrigindo. Remo Morán, Gaspar Heredia e Enric Rosquelles estão ligados a esse acontecimento central e, sem o saberem, podiam tê-lo impedido.
A Pista de Gelo – que se constrói sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño – é um espaço de reflexão sobre a corruptibilidade dos políticos, sobre a ação perturbadora do amor nas pessoas, sobre o desenraizamento, a amizade e a dissolução dos sonhos. E mostra-nos, sobretudo, que nada é o que aparenta ser, nada é bem o que nos contam; e que, mesmo na ausência de sentido, a vida prossegue.

O Visconde Wellington e Napoleão frente a frente em «Campos de Morte», de Simon Scarrow

A Saída de Emergência lança a 17 de Fevereiro o romance histórico Campos de Morte, de Simon Scarrow, autor de obras como Gladiador, Os Generais e Jovens Lobos.

Sinopse: «Estamos no ano de 1810. O Visconde Wellington e o Imperador Napoleão conquistaram fama e reputação como comandantes militares brilhantes. Wellington goza ainda de maior fama durante os seus anos em Espanha, mas sabe que o seu derradeiro teste ainda está para vir: enfrentar o poderoso exército de Napoleão. Quando invade a França no ano de 1814, Wellington obtém uma vitória rápida. Enquanto se deixa seduzir por uma estadia em Viena, chegam notícias do regresso triunfante de Napoleão. Este, ambicioso como sempre, inicia uma campanha russa que termina em desastre e é depois derrotado em Leipzig na maior batalha alguma vez travada na Europa. Com o declínio do poder de Napoleão, Wellington quer esmagar o tirano de uma vez por todas – e assim os dois gigantes enfrentam-se uma última vez, em Waterloo…»

Porto Editora lança «As Horas Distantes», mais um romance da australiana Kate Morton

As Horas Distantes, da australiana Kate Morton – autora de O Segredo da Casa de Riverton e O Jardim dos Segredos –, é editado a 16 de Fevereiro pela Porto Editora.

Enredo: «Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino…
Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.
Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre.
No interior do decadente castelo, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada…»

Hisham Matar regressa na Civilização com «Anatomia de um Desaparecimento»

A Civilização editou Anatomia de um Desaparecimento, de Hisham Matar, escritor de origem líbia que foi finalista do Man Booker Prize 2006 com Em Terra de Homens, o seu livro de estreia. Hisham Matar, que nasceu em Nova Iorque em 1970 e é filho de líbios, passou a infância em Tripoli e posteriormente no Cairo. Em 1986 foi morar para Londres.

Sinopse: «Nuri é ainda um rapaz quando a mãe morre. Parece que nada poderá preencher o vazio que a sua estranha morte deixa no apartamento do Cairo que Nuri partilha com o pai. Até aparecer Mona. Quando Nuri vê Mona pela primeira vez, com o seu fato de banho amarelo, sentada na borda da piscina da estância de férias do Magda Marina, o mundo à sua volta deixa de existir. Mas é pelo pai de Nuri que Mona se apaixona e com quem acaba por casar – e a sua felicidade consome Nuri ao ponto de ele desejar tirar o pai do caminho. Contudo, Nuri depressa se arrepende de o ter desejado. Quando o seu mundo e o da sua madrasta são abalados por acontecimentos que não conseguem controlar, ambos se apercebem do pouco que realmente sabiam sobre o homem que amavam.»

Em «Sangue Quente» Isaac Marion apresenta-nos um zombie em crise existencial

A Contraponto lançou recentemente Sangue Quente, de Isaac Marion, um livro divertido e assustador que tem por protagonista um zombie em crise existencial. A obra está a ser adaptada ao cinema por Jonathan Levine e deverá estrear em Agosto de 2012. O filme conta com interpretações de John Malkovich, Teresa Palmer, Nicholas Hoult e Dave Franco.

Sinopse: «Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, Sangue Quente é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas – e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.
R é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender – bem como a si próprio. R não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação… mas tem sonhos. Depois de um ataque, R devora o cérebro – e, com ele, as memórias – de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R. E a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte…»

«O Apóstolo» – Brad Thor

Scot Harvath, protagonista de O Primeiro Mandamento e O Último Patriota, é de novo o herói escolhido por Brad Thor para o seu thriller de espionagem O Apóstolo (uma edição Bertrand). O romance, mesmo não estando ao nível dos de David Ignatius e de alguns de Daniel Silva, cumpre perfeitamente a sua missão pouco secreta que é a de entreter um público que pretende um bom entretenimento em forma de livro. Eu faço orgulhosamente parte desse público que procura um livro com acção, trepidação, mistério, intriga internacional, etc, e fiquei deveras satisfeito com a leitura de O Apóstolo. Thor sabe utilizar e dosear bem os condimentos do thriller de espionagem e desta vez usou-os numa aventura centrada no Afeganistão, cenário que conhecemos (pelo menos a maioria) da televisão e da imprensa e onde aqui mergulhamos um pouco mais fundo através da ficção, sem dúvida fortemente inspirada na realidade – sem dúvida de que o facto de o autor ter trabalhado no Departamento de Segurança Interna lhe permitiu obter os dados necessários para preencher com riqueza esta obra.
Harvath, apesar de relutante, aceita a missão de resgatar, no Afeganistão, a filha (médica) de uma assessora do presidente dos EUA, que foi feita refém dos talibã. Thor dá grande destaque à preparação da operação de resgate levada a cabo pelo protagonista já no terreno, socorrendo-se este de uma série de ajudas de pessoal colocado no terreno, e nem sempre através dos meios oficiais. Para obter uma maior celeridade e eficácia, obrigatórias neste caso, recorre ao “mercado paralelo” dos serviços de segurança. A descrição minuciosa dos preparativos permite “ver” como funcionam as coisas num país caótico como o Afeganistão. Este “retrato” estende-se, além do já citado mundo da guerra em todas as suas vertentes, ao quotidiano dos afegãos, tanto na sua vida rotineira como no complexo equilíbrio das relações com talibãs e forças externas.
Após esta parte mais descritiva, o romance entra na sua secção mais “thriller”, com a operação de resgate propriamente dita, que decorre, como seria de esperar numa obra desta índole, com um ritmo trepidante que sem dúvida compensará a “lentidão” do resto de O Apóstolo, que poderá não ser muito bem aceite por quem só procura acção e não pretende enquadrar-se devidamente com os cenários onde está inserido o romance.

Autor: Brad Thor
Título original: The Apostle
Editora: Bertrand
Tradutora: Marta Teixeira Pinto
Ano de Edição: 2011
Sinopse: «Scot Harvath é um homem com uma missão: resgatar a filha de uma assessora do presidente dos Estados Unidos. Com relutância, viaja para um Afeganistão dilacerado pela guerra na tentativa de conseguir recuperar a refém.
Brad Thor, ex-membro do Departamento de Segurança Interna, transporta-nos com a mestria da sua escrita numa viagem intensa e envolvente onde se revela o quotidiano dos talibãs e as suas tradições em confronto com o mundo ocidental, também ele marcado por contradições e particularidades.
“Da guerra que a nação americana trava contra o terrorismo emergiu uma nova casta de agentes. Completamente dedicados à sua arte, ignoram os suplícios e as dificuldades da sua profissão e trabalham incansavelmente com apoios limitados e burocracias exacerbadas para atingirem um só objectivo – o êxito das suas missões.
Anteriormente chamados ‘crentes fervorosos’, este termo já não se lhes aplica. Estes guerreiros transformaram-se em apóstolos.” »