Isabel Allende no catálogo da Porto Editora, «apadrinhada» por Patrick Modiano, Emma Donoghue e Eduardo Mendoza

A Porto Editora, como já aqui referimos, apresentou as suas novidades para a rentrée literária e de entre a extensa lista de novidades (mais trinta, entre Porto Editora, Sextante e Albatroz) é inevitável destacar a chegada de Isabel Allende ao catálogo da editora portuense, com El Cuaderno de Maya. Mas, a chilena-americana chega muito bem acompanhada de autores como Patrick Modiano, Emma Donoghue e Eduardo Mendoza.
Na apresentação, que teve lugar na Mãe d’Água das Amoreiras, em Lisboa, a 2 de Setembro, os responsáveis editoriais Cláudia Gomes, Manuel Alberto Valente e João Rodrigues apresentaram as novidades para o período Setembro-Dezembro. Cláudia Gomes destacou “o mais elogiado dos finalistas das últimas edições do Man Booker Prize e do Orange Prize”, O Quarto de Jack, de Emma Donoghue, assim como Isabel Allende. Já Manuel Alberto Valente deu realce a O Horizonte, de Patrick Modiano, e Pensa num Núm3ro, de John Verdon. Por fim, João Rodrigues, da Sextante, fez uma referência especial a Rixa de Gatos, de Eduardo Mendoza, que deu ao escritor o Prémio Planeta 2010, e a Macedo: uma biografia da infâmia, o mais recente romance de António Mega Ferreira.
Nos próximos dias apresentaremos aqui no Porta-Livros todas as novidades da Porto Editora, mas podemos desde já dizer que há novos títulos de John Cheever, Truman Capote e Sveva Casati Modignani

 

Rentrée da Porto Editora inclui duas traduções minhas: «O Obelisco» e «O Segundo Livro da Ignorância Geral»

A Porto Editora apresentou a 2 de Setembro as suas novidades para a rentrée literária, com a particularidade de na extensa lista de lançamentos figurarem dois livros por mim traduzidos – e que muito gosto me deram traduzir! Assim, em Outubro vai sair O Obelisco, de Howard Gordon, um thriller tipo série «24», ou não fosse o autor um dos produtores das aventuras de Jack Bauer, e em Novembro O Segundo Livro da Ignorância Geral, que reúne uma data de curiosidades instrutivas e divertidas relativas ao nosso mundo. Hoje deixo-vos ficar aqui as sinopses e as capas e mais à frente, quando os livros foram postos à venda, falarei mais pormenorizadamente sobre cada um deles.

O Obelisco – Howard Gordon
«Só um homem pode evitar um atentado terrorista em tão pouco tempo.
Quando Abu Nasir, líder de uma organização terrorista, toma de assalto o Obelisco – uma importante plataforma petrolífera –, ameaçando implodir a estrutura no espaço de 24 horas, Gideon é chamado a intervir.
Mas desta vez terá de criar uma guerra…
Gideon Davis tem 24 horas e o tempo já está a contar.»
Autor: «Howard Gordon nasceu em Nova Iorque e, vive atualmente na Califórnia. Gordon é argumentista e produtor há mais de 20 anos. Venceu um Emmy e um Globo de Ouro. Foi produtor executivo do sucesso televisivo “24” ao longo das oito temporadas.»

O Segundo Livro da Ignorância Geral – John Loyd/John Mitchinson
«O Segundo Livro da Ignorância Geral ajuda, uma vez mais, a esclarecer de forma bem-humorada ideias erradas, equívocos e mal-entendidos que ainda mantém como verdadeiros mas que, no fundo, são perfeitos disparates.
Pode não acreditar, mas há muito mais por esclarecer.
Quer apostar?
O que apareceu primeiro, a galinha ou o ovo?
Quantas pernas tem um polvo?
Quanto pesa uma nuvem?
Porque é que Júlio César usava uma coroa de louros?
O chocolate provoca acne?»
Autor: «John Lloyd é o criador de QI, uma famosa série da BBC que deu origem aos livros. Também desempenhou papéis em algumas séries, nomeadamemente em Mr. Bean.
John Mitchinson começou no mundo editorial, como gestor de marketing da Waterstone’s. A combinação das suas capacidades com as de John Lloyd tornou inevitável a abertura de uma livraria no edifício da QI.»

«As Raparigas da Villa», de Nicky Pellegrino (traduzido por mim), sai a 12 de Setembro na ASA

A ASA edita a 12 de Setembro As Raparigas da Villa, de Nicky Pellegrino, um livro que tem a particularidade de ter sido traduzido por mim, Rui Azeredo. Dentro do género “rosa” está a um nível muito bom – e sim, eu posso falar do género rosa por que já li vários romances chamados light –, o que não é de espantar tendo em conta o currículo de Pellegrino: Caffè Amore, A Filha do Pescador, A Noiva Italiana e Os Ingredientes do Amor. Amor, Itália, Verão e culinária dizem-vos alguma coisa? Então, não hesitem! Eu não ganho à comissão, convém realçar.
Merece ainda destaque a edição a 19 de Setembro de As Duas Irmãs, uma obra de Mary Westmacott. O nome não vos diz nada? E se disser Agatha Christie? Pois, este é o pseudónimo com que a rainha do crime assinou este livro, que apesar de sair da sua linha habitual, revela na mesma o seu talento e estilo, aqui ao serviço do romance “convencional”.
Ainda a 12 de Setembro sai A Condessa, de Rebecca Johns, e a 26 Diário do Anjo da Guarda, de Carolyn Jess-Cooke.

As Raparigas da Villa – Nicky Pellegrino
«Rosie, Addolorata, Toni e Lou: onde quer que estejam, estas quatro amigas cumprem sempre o pacto que fizeram quando eram ainda colegas de escola. Apesar de terem seguido rumos muito diferentes, todos os anos se reúnem para passar férias num destino paradisíaco. Entre confissões, romances e pura evasão, os lânguidos dias passados ao sol em encantadoras villas são-lhes imprescindíveis.
Lou é insegura e debate-se permanentemente com os seus sonhos e expectativas.  A inconveniente Toni encontrou no jornalismo uma carreira à sua medida mas as suas escolhas pessoais parecem ser uma eterna fonte de problemas. Como boa filha de italianos, a extrovertida Addoloratta, gosta de partilhar o seu amor pela vida. Será ela a salvar Rosie da solidão em que vivia desde a morte dos pais e a incluí-la neste grupo de amigas. Inesperadamente, será a tímida Rosie quem vai ver o seu futuro mudar mais radicalmente graças ao pacto… e a um sensual italiano chamado Enzo.»

As Duas Irmãs – Mary Westmacott
«Laura Franklin fica muito afectada pelo nascimento da irmã. Como seria de esperar, a encantadora bebé Shirley concentra as atenções da família. Os ciúmes de Laura são tão intensos que ela chega a desejar a morte de Shirley. Mas estes sentimentos negativos mudam drasticamente certa noite, quando, após um incêndio, jura protegê-la com toda a sua força e amor. Anos depois, quando Shirley começa a ansiar por liberdade e aventura, Laura terá de questionar os limites de uma relação que se tornou desigual. Terá o fardo do seu amor pela irmã tido um efeito dramático e irreversível sobre as suas vidas?»

A Condessa – Rebecca Johns
«A bela condessa Erzsébet Báthory nasceu num berço de ouro da aristocracia húngara. Nada faria prever que acabaria os seus dias encarcerada na torre do seu próprio castelo. O seu crime: os macabros assassínios de dezenas de criadas, na sua maioria jovens raparigas torturadas até à morte por desagradarem à sua impiedosa senhora.
Pouco antes de ser isolada para sempre, Erzsébet conta a apaixonante história da sua vida. Ela foi capaz dos mais cruéis actos de tortura mas também do mais apaixonado e intenso amor. Foi mãe, amante, companheira… uma mulher que teve o mundo a seus pés e se transformou num monstro.
Os seus opositores retrataram-na como uma bruxa sanguinária, um retrato que fez dela a mulher mais odiada da História. Erzsébet inspirou Drácula, inscreveu-se na literatura clássica e contemporânea, deu azo a filmes, séries de TV e até jogos de computador.

 Diário do Anjo da Guarda – Carolyn Jess-Cooke
«O amor é mais forte do que a morte.
Ela pensou que a sua vida tinha acabado, mas estava apenas a começar…
Esta é a história de uma mulher a quem é dada a oportunidade de voltar a nascer.
Para fazer o que antes não teve coragem de fazer.
Para dizer o que ficou por dizer.
Para realizar os seus sonhos e cumprir o seu destino.
Margot Delacroix é encontrada assassinada num quarto do hotel Ritz.
Inesperadamente, o universo dá-lhe uma segunda oportunidade. De regresso à Terra, ela passa a ser o anjo da guarda… de si própria. Vê-se nascer, observa e revive alegrias e momentos de ternura, mas também os seus maiores erros e arrependimentos. Agora, que pode mudar tudo, será ela capaz de contrariar os seus sentimentos?

Uma história de amor e espiritualidade, Diário do Anjo da Guarda é um romance intemporal. A prova de que, até nos momentos em que nos sentimos sós, na verdade, não estamos sozinhos.»

«As Quatro Últimas Coisas» sucede a «O Braço Esquerdo de Deus», na trilogia de Paul Hoffman

As Quatro Últimas Coisas, a continuação de O Braço Esquerdo de Deus, da trilogia criada por Paul Hoffman, é posto à venda pela Porto Editora a 6 de Setembro.

Sobre o livro: «Morte, Juízo, Paraíso e Inferno.
As Quatro Últimas Coisas que nos reserva o Destino.
Agora há uma Quinta.
O Seu Nome é Thomas Cale.
De regresso ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale parece aceitar o papel que lhe é atribuído: o destino escolheu-o como o Braço Esquerdo de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está agora ao seu alcance; o terrível zelo e domínio militar dos Redentores é uma arma nas suas mãos e ele está pronto para cumprir o objetivo supremo da Única e Verdadeira Fé – a destruição da Humanidade.
Mas talvez o sombrio poder dos Redentores sobre Cale não seja suficiente – ele vai do amor ao ódio num abrir e fechar de olhos, da bondade à mais brutal violência num segundo. A aniquilação que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale – mas a sua alma é muito mais estranha do que alguma vez poderão imaginar…»

Setembro e Outubro com grandes lançamentos na Babel

As várias chancelas do grupo Babel prepararam uma rentrée em grande e vamos aqui no Porta-Livros destacar alguma das obras mais marcantes.
Na Verbo, em Setembro, sai O Manifesto Anti-Americano, de Ted Rall, obra finalista do Pulitzer no ano passado que, nas palavras de Hugo Xavier, director editorial da Babel, “é um ensaio de provocação sobre a política americana no seu funcionamento interno e na sua acção externa. Uma obra de pontos de vista extremos que fala sobre a necessidade total da revolução do sistema político e social que adquire ainda mais importância com os mais recentes acontecimentos na área económica”.
Em Outubro chega 15 Dias de Febre, de Maria do Carmo Castelo Branco, que se trata de uma auto-biografia (psicografia) de Camilo. “ Revoluciona todas as fronteiras da biografia como as conhecemos. Temos aqui um Camilo que fala da sua vida antes e depois da sua morte, que conversa com os seus críticos e estudiosos, que fala da literatura e das novas tecnologias”, disse Hugo Xavier sobre este livro.
Na Ulisseia sai em Outubro Uma Espécie de Sono, de Henry Roth, que será uma das grandes obras-primas da literatura norte-americana, embora só tenha sido “descoberta” há poucos anos. Trata-se, garante Hugo Xavier, de “uma espécie de Ulysses americano que o Miguel Martins traduziu de forma soberba (pois é um dos mais complicados textos de traduzir devido aos diversos tons de oralidade da comunidade emigrante na América dos primeiros anos do século XX).
Ainda em Outubro, e ainda na Ulisseia, é editado Uma Parte do Todo, de Steve Toltz, finalista do Booker em 2008 e do Guardian first Fiction Award. Explica Hugo Xavier que se trata de “uma subversão genial e divertidíssima de estereótipos que acompanha a saga de uma família australiana na sua ambição de estar à altura da herança do país: ser uma terra de criminosos e malfeitores – esta família almeja ser a pior de toda a história do continente”.
Antes destas duas obra sai em Setembro na Ulisseia, Satã em Goray, do Nobel Isaac Bashevis Singer, um romance histórico que acompanha uma pequena aldeia judaica no território da actual Polónia, no século XVII, mas que se projecta na actualidade da época em que o livro foi escrito, antes de Singer fugir para os EUA: a Alemanha dos anos 30 com a ascensão de Hitler e do nazismo.
Também em Setembro chega Os Crimes dos Viúvos Negros, de Isaac Asimov, onde sob a aparência de pequenos contos policiais, o autor reúne num clube de cavalheiros alguns personagens que se dedicam a investigar mistérios sem mais elementos que os que leram na notícia que inspirou a investigação ou no relato que lhes foi feito. Trata-se, diz Hugpo Xavier, de “um livro sobre lógica e ficção. Sobre como construir ficções de verdade em cima de informação incompleta”.
De regresso ao Outubro da Ulisseia temos O Gene da Dúvida, de Nicos Panyotopoulos, e A Última Criança, de John Hart.
Na Arcádia teremos em Outubro Tudo o que Poderíamos Ter Sido Tu e Eu Se Não Fôssemos Tu e Eu, de Albert Espinosa, livro que vendeu 400 000 cópias em Espanha no seu primeiro ano e que nos fala do mundo quando o ser humano descobre o medicamento que contorna a nossa necessidade de dormir. A maior parte da população toma a medicação mas há aqueles que não querem deixar de sonhar.

Oficina do Livro vai editar toda a colecção de Os Cinco, de Enid Blyton

Os Cinco, de Enid Blyton, regressam a 19 de Setembro às livrarias portuguesas, desta feita numa edição da Oficina do Livro. Os dois primeiros volumes de uma colecção de 21 títulos são Os Cinco na Ilha do Tesouro e Nova Aventura dos Cinco são os dois primeiros títulos de uma colecção de 21 volumes que a Oficina do Livro publica a partir do mês de Setembro e que dispensa apresentações.
A Oficina do Livro divulgou entretanto uma nota da neta de Enid Blyton, Sophie Smallwood, com data de 14 de Junho de 2010:
«Bem-vindos à nova colecção de Os Cinco, de Enid Blyton. São 21 livros e todo um mundo de mistérios e aventuras para explorar. A minha avó, a Enid Blyton, escreveu o primeiro livro de Os Cinco (Os Cinco na Ilha do Tesouro) em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial (1939-45). Nessa aventura, o Júlio, o David e a Ana conhecem a prima Maria José e o cão dela, o Tim. Rapidamente percebem que é melhor nunca a tratarem por Maria José! Juntos vão explorar túneis e grutas, descobrir passagens secretas e resolver crimes.
Conheci Os Cinco numa edição em áudio de Os Cinco e a Ilha dos Murmúrios. O Júlio, o David, a Zé e o Tim tinham descoberto que gostavam de salsichas, e parecia que não conseguiam parar de as comer. Mas as salsichas ficam para depois, quando uma senhora bate à porta do Casal Kirrin e lhes pede para irem fazer companhia ao neto numa quinta remota, enquanto ela vai fazer uma viagem. A aventura começa mal vêem a Ilha dos Murmúrios, quando se dirigem de bicicleta à quinta para conhecerem o Alfredo.
Tim foi sempre a minha personagem preferida. Consegue julgar as pessoas sem se enganar, e, quando ele está por perto, as crianças sentem-se sempre em segurança. E não fiquem a pensar que eu tenho medo de uma boa aventura! Desde que vi a série na televisão nos anos 70, em que o Tim é um border collie, que quero ter um cão igual!
E tu… qual é que achas que vai ser a tua personagem preferida?»