De Hitler a Auschwitz

Quase em simultâneo saem em duas editoras diferentes dois livros profundamente interligados entre si: Hitler – Uma Vida em Imagens e A Última Testemunha de Auschwitz.
Hitler – Uma Vida em Imagens, de María J. Martínez, é a biografia ilustrada de uma das figuras mais relevantes e controversas da história mundial. Trata-se de uma edição da Bertrand, com data de lançamento marcada para 16 de Setembro. A Última Testemunha de Auschwitz, como o título indica claramente, é um relato do pesadelo vivido no campo de concentração de Auschwitz III, feito neste caso pelo antigo soldado britânico Denis Avey com a ajuda do jornalista da BBC Rob Broomby. O livro, editado pelo Clube do Autor, sai a 15 de Setembro.

Hitler – Uma Vida em Imagens – María J. Martínez
«Adolf Hitler, uma das figuras mais controversas do século XX, autoproclamou-se o salvador da Alemanha depois da triste situação em que esta se viu mergulhada, após a sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Os seus excelentes dotes oratórios permitiram-lhe ascender ao poder dentro do Partido Nazi e, a partir daí, a sua megalomania agarrou não só as massas mas também a sua própria pessoa, o que levou a julgar-se capaz de conquistar o mundo. A existência de uma raça ariana superior e a perseguição aos judeus, causa de todos os males do povo alemão, foram as bases da sua ideologia. As restantes nações europeias viram-se obrigadas a declarar guerra à Alemanha, face às suas pretensões expansionistas, e as consequências políticas, sociais e económicas da Segunda Guerra Mundial ainda hoje palpitam no seio da nossa sociedade.
“A sociedade alemã da época via-se cada vez mais afundada numa crise, tanto política como económica, e Hitler apresentava-se como ‘o salvador’. Em 1932, obteve mais de 13 milhões de votos nas eleições presidenciais e, um ano depois, foi nomeado chanceler. Em março de 1933, foram-lhe conferidos plenos poderes e as suas decisões radicais e extremistas começaram a ser postas em prática. A 30 de junho de 1934, ordenou o massacre dos dirigentes da divisão de assalto do NSDAP (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) naquela que ficou conhecida como a ‘Noite das Facas Longas’. Dois meses mais tarde, morria Hindenburg e Hitler tornou-se Führer e Chanceler do Reich.”

A Última Testemunha de Auschwit – Denis Avey
«Eu, soldado britânico e prisioneiro de guerra, protegido até agora pela Convenção de Genebra, olhei para a minha nova farda, umas roupas largas, disformes, com umas riscas azuis sujas e uma estrela amarela. Sob os olhares dos guardas das SS, cruzei os portões. Ao início de uma tarde de meados de 1944, entrei em Auschwitz III de livre vontade e por minha própria iniciativa.»
A Última Testemunha de Auschwitz é a história verdadeira e impressionante de um soldado britânico que entrou de livre vontade em Buna-Monowitz, o campo de concentração conhecido como Auschwitz III, para testemunhar na própria pele os horrores sofridos pelos judeus. A sua atitude acabaria ainda por ajudar a salvar um prisioneiro judeu…
No Verão de 1944, Denis Avey era um dos prisioneiros de guerra do campo de trabalho E715, próximo de Auschwitz III. Muito se ouvia falar da brutalidade aplicada aos prisioneiros judeus que aí estavam presos, mas Denis Avey queria certificar-se de que os boatos eram de facto verdadeiros. Tomou então a decisão de ir pessoalmente testemunhar tudo o que lhe fosse possível, colocando em risco a sua própria vida.
Denis Avey arquitectou um plano para trocar de lugar com um prisioneiro judeu e conseguiu infiltrar-se num dos sectores do campo. Passou lá a noite por duas vezes e viveu em primeira mão a crueldade de um lugar onde os trabalhadores escravos eram condenados à morte através do trabalho forçado.
Surpreendentemente, sobreviveu para testemunhar o período posterior à “marcha da morte”, em que milhares de prisioneiros foram assassinados pelos nazis fugindo ao avanço do exército soviético. Após a sua própria caminhada através da Europa Central, foi repatriado para a Grã-Bretanha.
Durante décadas, não conseguiu revisitar o passado que lhe assombrava os sonhos, mas agora Denis Avey foi finalmente capaz de contar toda a história – tão apaixonante como comovente – oferecendo-nos uma visão única do íntimo de um homem comum cuja coragem é quase inacreditável.»

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