Quetzal leva-nos da Argentina ao Japão

A Quetzal lança a 1 de Julho As Teorias Selvagens, o romance de estreia da argentina Pola Oloixarac, depois de ter editado a 17 de Junho A Magia dos Números, do japonês Yoko Ogawa.

As Teorias Selvagens – Pola Oloixarac
«O primeiro romance de Pola Oloixarac poderia ser visto como uma comédia, se não se tratasse de um romance filosófico que encontra os seus temas na razão, na modernidade e no sujeito universal. O leitor mais atento encontrará em As Teorias Selvagens pedaços de Humbert-Humbert, Rousseau e Wittgenstein, mas verá que as suas personagens estão mais próximas de heróis de comédia (dois adolescentes que encontram na sua respectiva deformidade física e moral um bom motivo para se unirem, por exemplo, ou uma jovem militante que escreve cartas a Mao) num mundo emaranhado de teorias impossíveis, iluminadas e inapreensíveis. As Teorias Selvagens é, entre outras coisas, um tratado da guerra da sedução na era dos blogues. Um romance ácido, demencial e divertidíssimo.»

A Magia dos Números – Yoko Ogawa
«Uma empregada de limpeza começa a trabalhar em casa de um velho matemático, cuja carreira foi brutalmente interrompida por um acidente de automóvel, que reduziu a autonomia da sua memória a oitenta minutos.
A cada manhã, a jovem mulher deve apresentar-se como se se vissem pela primeira vez, e é com grande paciência, gentileza e muita atenção que ela consegue ganhar a sua confiança.
Também lhe apresenta o filho de dez anos. Inicia-se então um relacionamento maravilhoso: o rapazinho e a sua mãe vão não só partilhar com o velho amnésico a paixão pelo basebol, como também vão aprender com ele a magia dos números.
Neste subtil romance sobre a herança e a filiação – e em que três gerações se encontram sob o signo de uma memória extraviada e fugidia – a narrativa desdobra-se com a graça e o rigor de um origami. Lapidar e profundo como um haiku, A Magia dos Números é uma pequena obra-prima.»

David Vann apresenta a 21 de Junho, em Lisboa, o seu romance «A Ilha de Sukkwan», editado pela Ahab

A Ahab vai lança a 23 de Junho A Ilha de Sukkwan, a estreia na ficção do norte-americano David Vann, que com esta obra ganhou os prémios Médicis 2010 e Llibreter 2011 para melhor romance estrangeiro. O júri do Llibreter qualificou a obra de “tensa, implacável, terrível, bela, dolorosa, vital e contundente”.
David Vann vai estar presente a 21 de Junho, às 17h00, na Fnac do Chiado, em Lisboa, para apresentar o seu livro, numa sessão que contará com a presença do tradutor da obra, José Lima, e do escritor João Tordo.

Sinopse: Uma ilha selvagem no sul do Alaska, a que só se consegue chegar de barco ou hidroavião, repleta de florestas virgens e montanhas escarpadas. Este é o cenário inóspito que Jim escolhe para fortalecer a relação com o seu filho Roy, que mal conhece. Doze meses pela frente, numa cabana isolada do resto do mundo. Mas as difíceis condições de sobrevivência e a tensão emocional a que se vêem sujeitos pai e filho rapidamente transformam esta viagem num pesadelo, tornando a situação incontrolável. Até ao drama violento e imprevisível que vai marcar o destino de ambos.»

«Os Olhos de Allan Poe» – Louis Bayard

Os Olhos de Allan Poe, do norte-americano Louis Bayard, é um romance (editado pela Saída de Emergência) bastante agradável e cativante que aproveita muito bem o facto de recorrer a uma personagem real (Edgar Allan Poe) para dar corpo a uma obra de pura ficção. É, contudo, pode dizer-se, um romance bastante “realista”, pois não espantaria ver o “conhecido” Allan Poe envolvido em tal aventura na sua juventude, já que o comportamento evidenciado deixa perceber alguns traços do seu verdadeiro eu. Ou seja, Bayard estudou bem a personagem e criou-lhe um argumento onde ele se sente como peixe na água.
Nesta história, Poe vê-se envolvido numa trama digna das suas ficções, ou seja, quase se poderia dizer que o feitiço se virou contra o feiticeiro. É uma trama de assassínio e vingança que decorre em 1830 na Academia de West Point, onde Poe serve como cadete. (E serviu, na vida real.)
Um jovem cadete surge enforcado. Um suicídio não será assim tão estranho, mas já o que acontece no dia seguinte… é tudo menos normal. Alguém arrancou e levou o coração do morto. Entra então em cena um ex-detective de Nova Iorque, Augustus Landor, um viúvo atormentado, chamado pelos responsáveis da academia para investigar discretamente o caso. É então, nos interrogatórios, que conhece o jovem Poe, que passará a utilizar como ajudante oficioso e agente infiltrado na academia… e também na influente família Marquis, através da sua relação com a frágil Lea, peça fundamental na acção.
Bayard brinda-nos então com a descrição do forte relacionamento entre os dois homens, que vai muito além da “simples” investigação, criando quase uma tertúlia cultural. O romance sai assim do âmbito policial para algo mais profundo. Aqui o autor introduziu a espaços uma espécie de troca de correspondência entre Poe e Landor, através de uma série de relatórios que o primeiro, no âmbito do seu papel de espião, escreve ao segundo. Também não faltam uns enigmáticos e curiosos poemas de Poe.
Mais à frente o enredo volta a incidir, naturalmente, no crime e apresenta uma série de eventos quase sobrenaturais, fantasmagóricos, tais como macabros assassínios, sociedades secretas, rituais de sacrifício, magia negra, e muitos segredos, inclusive dos próprios investigadores, ambos com um passado muito misterioso.
Os ambientes de época estão muito bem descritos (pode considerar-se Os Olhos de Allan Poe um romance histórico), principalmente nos cenários em redor de West Point, desde as fábricas e as tabernas às paisagens rurais e à natureza, que se podem tomar como personagens primordiais do romance – nada do que aconteceu no romance aconteceria se não fossem aqueles cenários específicos, muito marcados pelo inverno, pelo frio e pelo isolamento.
É uma obra bastante descritiva, mas os mais preguiçosos não se deixem desmoralizar. Está bem escrita e todos os pormenores são valiosos na construção do quadro geral.
O livro tem um final pleno de emoção, trepidante, e uma espécie de segundo desfecho, mais centrado em Landor, também ele surpreendente. Ou seja, pode dizer-se que havia aqui matéria para dois romances.
Depois de uma experiência traumática, há tempos, com obras da Saída de Emergência a nível de tradução, é justo referir que Os Olhos de Allan Poe, nesse capítulo, reconciliou-me com a editora. Nos outros capítulos não era preciso, pois nunca me afastou. E como falo de tradução, o que é raro, é também justo referir o nome do tradutor: José Remelhe.

Moita Flores regressa com «A Opereta dos Vadios»

“Uma sátira política sobre um país falido.” É assim que é apresentado o novo romance de Francisco Moita Flores, A Opereta dos Vadios, a sair a 11 de Julho. É uma das apostas da Casa das Letras para Julho, onde também constam O Que Se Leva Desta Vida, de Alice Vieira, e uma biografia de Isaac Newton assinada por James Gleick, estes dois com lançamento agendado para o dia 18.

A Opereta dos Vadios – Francisco Moita Flores
«De repente, o País ficou de sobrolho carregado. Zangado. A bancarrota revolveu os intestinos da política e entregou ao Povo um sarilho cheio de fome. A democracia, com a barriga cheia de teias de aranha, desatou a vomitar vermes. De testa franzida. Fazedores de milagres. Gente que perdeu a virtude do riso. Portugal transformou-se num protectorado alemão e Zé Francisco, velho anarquista, exilado em Paris, com os seus amigos de sempre, vindos de todos os lados da política, decidiram criar um novo partido político (PUN) dispostos a ganhar as próximas eleições.»

O Que Se Leva Desta Vida – Alice Vieira
«O que se leva desta vida? Bom, cada um sabe de si, mas nós sabemos o que o leitor pode levar deste livro! Dependendo dos casos e das histórias levará um sorriso nos lábios, uma lágrima no canto do olho, um grito de esperança, uma sonora gargalhada, um olhar cúmplice, um reviver d outros tempos ou um sentir do toque do futuro…
O Que se Leva desta Vida são pequenas estórias escritas com o humor e a sensibilidade a que Alice Vieira sempre nos habituou.»

Isaac Newton – James Gleick
«A biografia de Isaac Newton ou a história do principal arquitecto do mundo moderno. James Gleick expõe, neste livro, a vida solitária de Newton, fornecendo pistas valorosas para a melhor compreensão dos corpos, da inércia e do movimento – conceitos tão enraizados no século XX que poderíamos mesmo dizer que todos somos Newtonianos.
Livro finalista do Pulitzer.»

Eric Frattini lança livro sobre a Mossad

A Bertrand lançou recentemente o ensaio Mossad – Os carrascos do Kidon, de Eric Frattini, autor de obras como Os Espiões do Papa e Os Papas e o Sexo, assim como do romance O Labirinto de Água.

Sobre o livro: «Em Mossad, Frattini identifica todos os agentes do Kindon que, em nome do Estado de Israel e com a autorização expressa do primeiro-ministro, executaram, entre 1960 e 2010, criminosos de guerra nazis, terroristas palestinianos e alemães, cientistas dedicados à energia atómica no Iraque e no Irão, líderes da OLP e do Hamas, engenheiros especialistas em armamento, traficantes de armas e, inclusivamente, um magnata da imprensa. Desde a criação deste departamento secreto da espionagem israelita, em Março de 1951, que os seus agentes liquidaram aqueles que manifestaram ser um perigo, real ou potencial, para o Estado de Israel.»

Dubravka Ugrešic e Hermann Hesse chegam a 20 de Junho pela mão da Cavalo de Ferro

A Cavalo de Ferro lança a 20 de Junho O Museu da Rendição Incondicional, obra da croata Dubravka Ugrešic, que já tinha editado em Portugal Baba Yaga Pôs Um Ovo. A escritora chega às livrarias muito bem acompanhada, pois nesse mesmo dia a Cavalo de Ferro edita Viagem ao País da Manhã, de Hermann Hesse.

O Museu da Rendição Incondicional – Dubravka Ugrešic
«No jardim Zoológico de Berlim, dentro de um expositor de vidro, estão exibidos todos os objectos encontrados no interior do estômago de Roland, a Morsa (morta em 1961). É com este catálogo insólito que Dubravka Ugrešic inicia o seu livro: também ele um mosaico de fragmentos narrativos, recordações e reflexões, descritos pela protagonista, uma quinquagenária croata exilada em Berlim. Fala-se de fotografias antigas, de cartas de tarot, de histórias de família, de amor (com passagem por Lisboa), de guerra e de exílio; pedaços de um puzzle que comporá, numa única imagem final, o retrato da cultura e identidade europeias.
O Museu da Rendição Incondicional foi recebido pela crítica internacional como uma obra universal e um dos mais importantes romances contemporâneos europeus das últimas décadas.»

Viagem ao País da Manhã – Hermann Hesse
«Um grupo de membros de uma misteriosa Ordem participa numa viagem única, cujo fim não é alcançar um destino geográfico mas uma outra dimensão da realidade. Trata-se, afinal, de uma viagem iniciática e de autoconhecimento, em que os seus participantes vão ser testados, sem o saberem, quanto à sua fidelidade, crença, amor fraterno, e sobretudo quanto à sua fé na Ordem a que pertencem. São adeptos e irmãos nesta Ordem (que, mais do que religiosa se pressente espiritual) muitos personagens do domínio da História, das artes e dos próprios escritos de Hesse, como o pintor Paul Klee, Alberto Magno, o pintor Klingsor, o poeta Lauscher ou o barqueiro Vasudeva, bem como o próprio Hermann Hesse, que é protagonista nesta viagem em concreto.
Todos eles participaram outrora nesta singular viagem, pertencente a um incessante movimento que desde sempre percorre os tempos, e em cujas fileiras todos os grandes nomes podem, a certo momento, encontrar-se. No entanto, este é apenas o primeiro de muitos segredos que o leitor destas páginas irá descobrir.
Escrito como uma fábula e com um desfecho inesperado e surpreendente, este livro encoraja o leitor a desconfiar da realidade visível, que pode levar a um quotidiano cinzento e a impor uma visão altaneira e preconceituosa sobre o mundo, propondo-lhe, ao invés, e através de um nomadismo radical e interior, uma perpétua viagem em busca da autenticidade, da pureza do espírito e da união com o todo universal.»

Dom Quixote edita em Julho obras de William Faulkner e Guy de Maupassant

Em Julho a Dom Quixote vai publicar obras de dois grande nomes da literatura, William Faulkner (Sartoris) e Guy de Maupassant, este atraves de um selecção de contos. Será editado mais um volume, o segundo, da tetralogia de Mons Kallentoft Anjos Perdidos em Terra Queimada – Verão, sucessor de Sangue Vermelho em Campo de Neve – Outono.
Todos estes livros são postos à venda a 18 de Julho.

Sartoris – William Faulkner
«Publicado em 1929, pouco antes de O Som e a Fúria, o romance Sartoris é o primeiro situado no condado fictício de Yoknapatawpha, no Mississípi. Nele, Faulkner, Prémio Nobel de Literatura, começa a estabelecer o estilo que marcaria todos os seus livros posteriores e pelo qual seria consagrado. Sartoris narra a trajectória de uma família decadente, de passado escravocrata, que vive à sombra do coronel John Sartoris, morto na Guerra de Secessão. A tia Jenny, a irmã mais nova do coronel, verdadeira guardiã do passado, e também da narrativa, é a mulher que alinhava, com a sua memória reiterada e reinventada, as tragédias das gerações dos homens da família – o velho Bayard, filho do coronel, e os dois netos gémeos, também chamados John Bayard.
Prefácio de Lídia Jorge.»

Contos Escolhidos – Guy de Maupassant
«Na presente edição, traduzida por Pedro Tamen, reúne-se uma selecção de contos daquele que é considerado o grande mestre do conto francês e um dos seus maiores expoentes na história da literatura: Guy de Maupassant.
Da vasta obra que o autor nos deixou, foram escolhidos quarenta e dois contos, divididos em três partes: Contos mundanos, amorosos, eróticos e galantes; Contos inquietantes, de horror e de mistério; Contos exemplares.»

Anjos Perdidos em Terra Queimada – Verão – Mons Kallentoft
«Anjos Perdidos em Terra Queimada – Verão é o segundo volume da tetralogia de Mons Kallentoft que tem na inspectora Malin Fors a principal personagem e que os leitores começaram a conhecer em Sangue Vermelho em Campo de Neve – Outono, também editado pela Dom Quixote. Nesta nova história, somos transportados para um enredo perturbador onde os preconceitos sexuais, a desconfiança face aos imigrantes, os amores desesperados e o ódio acumulado ao longo dos anos dão origem a um arrepiante cenário de crime e mistério.»

Passatempo Editorial Presença – «A Casa da Sabedoria – Como os árabes transformaram a civilização ocidental», de Jonathan Lyons

O Porta-Livros tem para oferecer (em parceria com a Editorial Presença) um exemplar de A Casa da Sabedoria – Como os árabes transformaram a civilização ocidental, de Jonathan Lyons.
O vencedor será sorteado entre todos os participantes que respondam acertadamente (a partir deste momento e até às 23h59 de 22 de Junho) às três questões que seguem mais abaixo.
O nome do vencedor será publicado neste blog e o mesmo será avisado por e-mail.
Para encontrar as respostas certas basta, por exemplo, fazer uma pequena busca neste blog.

1 – Em que ramos florescia a cultura islâmica, enquanto a Europa permanecia adormecida?
2 – Quem viajou para oriente à procura de novos conhecimentos?
3 – Com que agência noticiosa colaborou o autor, Jonathan Lyons?

As respostas devem ser enviadas por e-mail para blogportalivros@gmail.com
Juntamente com as respostas, os participantes devem enviar os seus dados, nomeadamente: NOME, MORADA e E-MAIL.
O vencedor receberá oportunamente, por correio, o livro com que foi premiado.
Só podem participar residentes em Portugal.

Passatempo Editorial Presença – «A Casa da Sabedoria – Como os árabes transformaram a civilização ocidental», de Jonathan Lyons

O Porta-Livros vai realizar a partir das 11h00 de hoje (16 de Junho), em parceria com a Editorial Presença, um passatempo em que oferecerá um exemplar de A Casa da Sabedoria – Como os árabes transformaram a civilização ocidental, de Jonathan Lyons. Trata-se de “um estudo actual sobre a civilização ocidental e de como a sua sobrevivência dependeu, em vários aspectos, da cultura oriental”, explica a editora, que hoje o põe no mercado.

Sam Christer apresenta o «thriller» «A Herança de Stonehenge»

A Livros d’Hoje, chancela da ASA, lança em Junho a Herança de Stonehenge, um thriller assinado pelo inglês Sam Christer, um entusiasta de tudo o que tenha que ver com aquele misterioso monumento.

Sinopse: «Oito dias antes do solstício de verão, um homem é esquartejado num terrível sacrifício no local antigo de Stonehenge perante uma congregação de adoradores com trajes cerimoniais. Em poucas horas, um dos mais famosos caçadores de tesouros do mundo suicida-se na sua mansão no campo. E deixa uma carta indecifrável ao seu filho, o jovem arqueólogo Gideon Chase… Juntando-se à intrépida mulher polícia de Wiltshire, Gideon rapidamente desmascara uma sociedade secreta – uma legião antiga e internacional devota ao Stonehenge durante centenas de anos. Com um novo e carismático líder para a conduzir, este culto encontra-se no momento envolvido em rituais com sacrifícios humanos numa tentativa horripilante de desvendar o segredo das pedras.»