Dois policiais islandeses prestes a chegar às livrarias

A corrente de policiais nórdicos que tem varrido Portugal tem nos próximos tempos a impulsioná-la uma força islandesa, pois em finais de Maio e Junho serão publicados romances de Yrsa Sigurdardóttir (já antes editada em Portugal – Ladrão de Almas e O Último Ritual) e Arnaldur Indriđason, que se estreia entre nós.
Assim, já a 26 de Maio sai A Voz, de Arnaldur Indriđason, escritor que ao longo da sua carreira já ganhou distinções como o CWA Gold Dagger e o Prémio Chave de Vidro. Trata-se de uma edição da Porto Editora. De Yrsa Sigurdardóttir será lançado em Junho pela Quetzal Cinza e Poeira, sendo que esta chancela já anunciou para breve outra obra de autora, Abençoadas são as Crianças.

A Voz – Arnaldur Indriđason
«Gudlaugur, o velho porteiro de um dos mais famosos hotéis de Reiquiavique, é encontrado seminu e apunhalado no seu miserável quarto na cave do hotel. Mas Gudlaugur é muito mais do que um simples porteiro que também se disfarça de Pai Natal para as festas das crianças – ele é um completo mistério. Ao fim de vinte anos a trabalhar no hotel, ninguém parece conhecê-lo verdadeiramente.
À medida que a investigação prossegue, uma teia de más intenções, avidez e corrupção começa a emergir. Toda a gente – entre funcionários e hóspedes – tem algo a esconder. Mas o segredo mais chocante reside no passado da vítima, no qual o inspetor Erlendur tem de mergulhar para encontrar o assassino.»

Cinza e Poeira – Yrsa Sigurdardóttir
«Trinta anos após a mais sensacional erupção vulcânica da Islândia, nas Ilhas Westmann, foi permitido aos antigos habitantes revisitarem os seus lares soterrados pelas cinzas e pela lava.
Markús Magnússon descobriu na cave da sua casa de então três cadáveres e várias cabeças. Quando interrogado pela polícia, declarou que, a pedido de uma amiga de infância, fora recuperar uma caixa que aí havia escondido pouco tempo antes da fuga à catástrofe. Mas eis que a amiga é assassinada antes de poder desvendar o conteúdo da dita caixa.
Este é o ponto de partida para uma empolgante investigação policial da advogada Thóra Gudmundsdóttir, que irá encontrar muitos fantasmas e segredos de família que continuam a assombrar a chamada Pompeia do Norte.»

Programa da 81.ª Feira do Livro do Porto

A 81ª Feira do Livro do Porto, que terá início a 26 de Maio e decorrerá até ao dia 12 de Junho na Av. dos Aliados, na Baixa do Porto, irá homenagear Maria Helena da Rocha Pereira (n. Porto, 1925), ensaísta, tradutora, investigadora, professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

26 Maio

19h, Praça APEL
Concerto de Abertura.
TUNA ACADÉMICA DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DO PORTO

21h, Praça APEL
TUNA ACADÉMICA DA FACULDADE DE MEDICINA DENTÁRIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

27 Maio
21h, Praça APEL
BANDA INTERSOUND

21h30, Auditório
À CONVERSA COM
Teolinda Gersão, Mário Avelar

28 Maio
17h, Auditório
“A LITERATURA É A ILUSÃO MAIS VERDADEIRA QUE EXISTE”
Lídia Jorge, Rui Cardoso Martins

29 Maio
15h30, Auditório
18 DIAS QUE EMBALARAM O MUNDO – A REVOLUÇÃO NA PRAÇA TAHRIR
Alexandra Lucas Coelho

17h, Praça APEL
CARLOS SEMEDO (Guitarra Portuguesa)

17h30, Auditório
À CONVERSA COM
José Rentes de Carvalho, Francisco Duarte Mangas
Moderação: Álvaro Domingues

1 Junho
18h, Praça APEL
TUNA FEMININA DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DO PORTO

22h, Praça Gen Humberto Delgado
JOSÉ CARDOSO PIRES – DIÁRIO DE BORDO, um filme de Manuel Mozos
com a presença do realizador

2 Junho
18h, Praça APEL
LEITURA DE CONTOS por Rita Calatré

18h30, Auditório
“FALAR DE TI, CIDADE VELHA E SEMPRE NOVA”
Germano Silva, Rui Moreira
Moderação: Manuel Cabral

21h30, Auditório
“UMA GOZOSA IRONIA”. À CONVERSA COM
Eduardo Pitta, valter hugo mãe
Moderação: Helga Moreira

3 Junho
21h30, Auditório
À CONVERSA COM
Hélia Correia, Jaime Rocha

4 Junho
16h, Auditório
“A VOLÚVEL MATÉRIA DAS PALAVRAS”
Manuel António Pina, José Tolentino Mendonça
Leitura de poemas por Alberto Serra

17h30, Auditório
MARIA HELENA DA ROCHA PEREIRA EM DESTAQUE
Maria Helena Rocha Pereira, Delfim Leão, Frederico Lourenço, Hélia Correia
Leituras de “As Bacantes” e “Antígona” (excertos) por actores da Companhia de Teatro de Braga

5 Junho
18h15, Auditório
À CONVERSA COM
Luís Miguel Rocha, Miguel Miranda
Moderação: Tito Couto

18h, Praça APEL
HENRIQUE ALONSO (guitarra clássica)

6 Junho
18h, Praça APEL
ALEX MIRANDA (stand up comedy)

18h30, Auditório
LER A ARQUITECTURA (EM PÚBLICO)
Pedro Gadanho, Álvaro Domingues, Nuno Grande

7 Junho
22h, Praça Gen Humberto Delgado
TOMAI LÁ DO O’NEILL, um filme de Fernando Lopes

8 Junho
18h30, Auditório
NOVOS ENCONTROS COM KAFKA
Pedro Eiras, Gonçalo Vilas-Boas, Manuela Bacelar, António Luís Catarino
(a propósito do colóquio e da edição do livro “Kafka – Um Livro Sempre Aberto”
Org. em colaboração com Instituto Literatura Comparada Margarida Losa, da FLUP

9 Junho
18h, Praça APEL
FERNANDO OLIVEIRA (flauta de bisel)

22h, Praça Gen Humberto Delgado
O MANUSCRITO PERDIDO, um filme de José Barahona
com a presença do realizador

10 Junho
18h, Praça APEL
“OLHAR O PASSADO, VER O FUTURO”
D. Manuel Clemente, Prof. Doutor José Carlos Marques dos Santos

21h, Praça APEL
NOITE DE FADOS

21h30, Auditório
FICÇÃO PORTUGUESA. 4 DA NOVÍSSIMA VAGA
António Figueira, David Machado, Paulo Ferreira, Pedro Vieira
Moderação: Tito Couto

11 Junho
18h, Auditório
MAIS ESTIMULANTE QUE A SOLUÇÃO É O PROBLEMA – O FAZER DO ENSAIO
Rosa Maria Martelo, Manuel Gusmão
Org. em colaboração com Instituto Literatura Comparada Margarida Losa, da FLUP

21h30, Auditório
EM TRÂNSITO (CRÓNICAS  >  LIVRO)
Fernanda Câncio, José Eduardo Agualusa, Pedro Mexia

26 Maio a 12 Junho
14h>16h30
Bibliocarro Câmara Municipal do Porto

«Catch-22», de Joseph Heller, lidera Junho de luxo na Dom Quixote

A Dom Quixote lança a 13 de Junho Catch-22, de Joseph Heller, um divertido romance passado em Itália na Segunda Guerra Mundial e que desde há cinquenta anos se vem afirmando como um marco da literatura americana. Ainda em Junho a Dom Quixote “recupera” obras de Vargas Llosa, García Márquez e Le Carré.

Catch-22 – Jospeh Heller
«Volvidos cinquenta anos sobre a data da sua primeira edição, Catch-22 persiste como uma das pedras angulares da literatura americana e um dos mais divertidos – e aclamados – romances de todos os tempos. Figura nas listas dos “melhores romances” da Time, da Newsweek, da Modern Library, da The New York Public Library, da American Library Association, do The Observer e do The Guardian.
Passado em Itália durante a II Guerra Mundial, conta a história do capitão Yossarian, comandante de bombardeiros, um herói incomparável e matreiro, que está furioso porque milhares de pessoas que não conhece de lado nenhum o querem matar. Mas o seu verdadeiro problema não é o inimigo – é o seu próprio exército, que está sempre a aumentar o número de missões de voo que os homens têm de cumprir para completarem a sua comissão de serviço.
Nas livrarias a 13 de Junho

Os Cachorros. Os Chefes – Mario Vargas Llosa
Os Chefes (1959) foi a primeira obra publicada de Mario Vargas Llosa e com ela obteve o seu primeiro reconhecimento literário, o Prémio Leopoldo Alas. O autor refere-se assim ao livro: “Os Chefes é um pequeno microcosmo do que viriam a ser o resto dos meus livros.”
Quando escreveu Os Cachorros (1967) o escritor peruano já era mestre de todas as faculdades da sua narrativa, pelo que este livro acaba por ser uma mostra da diversidade das paixões pessoais e colectivas.»
Nas livrarias a 6 de Junho

Relato de Um Náufrago – Gabriel García Márquez
«Relato de Um Náufrago descreve a experiência de um jovem que, em 1955, caiu ao mar, com outros sete membros da tripulação do contratorpedeiro Caldas da Marinha de Guerra da Colômbia, e que teve a sorte de ser o único sobrevivente. Embora a história tenha sido escrita por Gabriel García Márquez no seu tempo de jornalista do El Espectador de Bogotá, com material resultante de uma longa entrevista ao sobrevivente, os responsáveis pela publicação decidiram que a história seria narrada na primeira pessoa e assinada pelo náufrago.
Quinze anos mais tarde, quando Gabo já tinha escrito Cem Anos de Solidão, decide publicar a história completa em livro e assiná-la como o seu autor.
Nas livrarias a 20 de Junho

A Toupeira – John Le Carré
«Smiley e a sua gente deparam-se com um extraordinário desafio: uma toupeira – um agente duplo dos soviéticos – conseguiu infiltrar-se e ascender ao mais elevado nível dos Serviços Secretos britânicos. A sua traição comprometeu já algumas operações vitais e as melhores redes.
A toupeira é um dos seus. Mas quem?»
Nas livrarias a 6 de Junho

Philip Roth vence Man Booker International Prize 2011

O norte-americano Philip Roth venceu o quarto Man Booker International Prize, anunciou a organização, a 18 de Maio, numa conferência de imprensa que teve lugar na Ópera de Sydney, na Austrália, durante o festival de Escritores da cidade. Roth foi o escolhido entre 13 concorrentes e venceu assim o prémio no valor de60 000 libras, que distingue os seus feitos na ficção a nível mundial. Antes de Roth tinham sido premiados Ismail Kadaré (2005), Chinua Achebe (2007) e Alice Munro (2009).
O último romance de Roth publicado em Portugal é A Humilhação, editado como habitualmente pela Dom Quixote e com tradução de Francisco Agarez. Há diversas outras obras de Roth disponíveis em Portugal, tais como Indignação, O Complexo de Portnoy, Pastoral Americana, A Mancha Humana, A Conspiração Contra a América, entre outras.
Segundo informações disponibilizadas pela organização, Philip Roth comentou assim o seu prémio: «Um dos maiores prazeres que tive enquanto escritor foi ver o meu trabalho a ser lido em todo o mundo (…) Espero que o prémio atraia a atenção em todo o mundo de leitores que não conhecem a minha obra.»
Já Rick Gekoski, presidente do júri, comentou desta forma a atribuição do prémio: «Durante mais de 50 anos, os livros de Philip Roth estimularam, provocaram e divertiram um público enorme e ainda em expansão. A sua imaginação não só reformulou a nossa ideia relativa à identidade judaica, como também reanimou globalmente a ficção, não só a ficção americana.»
Roth concorreu com os escritores Juan Goytisolo (Espanha), James Kelman (Reino Unido), John le Carré (Reino Unido), Amin Maalouf (Líbano), David Malouf (Austrália), Dacia Maraini (Itália), Rohinton Mistry (Índia/Canadá), Philip Pullman (Reino Unido), Marilynne Robinson (EUA), Su Tong (China), Anne Tyler (EUA) e Wang Anyi (China).

«Meia-Noite e Quatro», de Stephen King, «bate» a 20 de Maio

A Bertrand Editora edita a 20 de Maio Meia-Noite e Quatro, de Stephen King, livro que inclui os dois últimos contos de Four Past Midnight.
No terceiro conto, anuncia a editora “um homem com um livro em atraso é perseguido por uma bibliotecária vinda do passado.” No quarto, surge uma história onde “a máquina fotográfica de um rapaz tira fotografias a um cão demoníaco, que se vai aproximando cada vez mais na imagem”.
Mais informações aqui sobre Meia-Noite e Dois.

«Paulo Futre – “El Portugués”» já à venda

A Livros D’Hoje, do grupo Leya, lançou recentemente a biografia do homem que tem estado em tudo quanto é jornal e programas de televisão, o ex-futebolista Paulo Futre. A obra, assinada por Luís Aguiar, intitula-se Paulo Futre – «El Portugués».

Sinopse: «Paulo Futre foi o primeiro jogador português a fazer história em campeonatos internacionais. Nasceu no Montijo e começou a jogar futebol assim que começou a andar. O seu talento levou-o a entrar no Sporting ainda em criança. Saiu para o Porto com 18 anos, na primeira grande transferência polémica do futebol português. Ao serviço dos dragões, tornou-se num dos jogadores mais cobiçados do futebol mundial, depois de ter ganho a Taça dos Campeões (1987). Ultrapassando a concorrência, o Atlético de Madrid contratou Paulo Futre através do excêntrico presidente Gil y Gil. Começou aí uma relação de amor e ódio entre os dois, que marcou o futebol europeu. Futre tornou-se no maior símbolo da história do clube. Passou ainda por Benfica, Marselha, AC Milan, Regianna, West Ham ou Yokohama Flugels e foi internacional por Portugal em todas as categorias, tendo sido o jogador mais jovem de sempre a vestir a principal camisola da selecção nacional. A sua raça e o seu talento transformaram-no num dos melhores jogadores do mundo das décadas de 80 e 90, marcando uma geração de futebolistas e de adeptos que jamais esquecerá a sua forma peculiar de estar no futebol e na vida. Depois de pendurar as chuteiras, continuou ligado ao desporto do seu coração, como empresário e dirigente. Ao longo dos últimos 30 anos, muito se disse sobre a sua vida e carreira. Neste livro terá a grande oportunidade de conhecer todas as histórias contadas pelo próprio. Muitos relatos exclusivos. Na primeira pessoa. Um testemunho genuíno, excêntrico e alegre de um os maiores futebolistas de sempre. Sócios e sócias, sejam bem-vindos ao mundo de Paulo Futre.»

«Ema» e «O Parque de Mansfield», de Jane Austen, no catálogo Europa-América

As Publicações Europa-América editaram recentemente Ema, um clássico de Jane Austen, autora de obras como Persuasão, Sensibilidade e Bom Senso, Orgulho e Preconceito e O Parque de Mansfield, tendo este ultimo sido reeditado também agora pela mesma “casa”.

Ema
«Ema é uma herdeira rica, inteligente e bela. Optimista, consciente da sua superioridade, segura de si mesma, fiel respeitadora das “conveniências” – enfim, o tipo finito da “verdadeira senhora” –, passa o tempo a combinar casamentos “convenientes” entre amigos e protegidos.
Um dia, sem arranjos prévios, ela própria é pedida em casamento pelo Sr. Knightley. Ema não assume um compromisso, mas não o desencoraja, debatendo-se com um drama interior: o pretendente é amado por uma das suas melhores amigas, a qual Ema deseja ver feliz e “convenientemente” casada. Porém, no seu íntimo tem um sentimento de aversão ao casamento de Harriet com Knightley e não pelas questões de conveniência que tanto respeita: é que ela própria ama Knightley.
Ema cede finalmente a um amor que tem razões mais fortes que a própria razão.»
O Parque de Mansfield
«Quem já leu Sensibilidade e Bom Senso, Orgulho e Preconceito, Persuasão ou Ema sabe que o adultério não é um tema habitual nos romances de Jane Austen. Mas quando tal acto assola a relativa calma do Parque Mansfield, os resultados são verdadeiramente inesperados.
Fanny Price, a heroína tímida e insegura, tem de lutar e enfrentar as consequências dos seus actos, reexaminando os seus próprios sentimentos enquanto goza a sua feliz amoralidade, a indiferença de uns e o dedo acusador de outros.
O Parque Mansfield foi publicado pela primeira vez em 1814, em três volumes. A primeira edição esgotou apenas em seis meses e, para muitos dos leitores que se tinham deliciado no ano anterior com Orgulho e Preconceito, deve ter sido um choque depararem-se com as aventuras desta Fanny Price.»

Contraponto edita a 20 de Maio «A Dama do Lago», policial de Raymond Chandler protagonizado por Philip Marlowe

A Contraponto edita a 20 de Maio mais uma obra do escritor norte-americano Raymond Chandler, o criador do detective Philip Marlowe, que é, portanto, o protagonista deste A Dama do Lago. Chandler (1888-1959), começou por editar contos em 1933, e seis anos mais tarde lançou o seu romance de estreia. À Beira do Abismo, também já editado pela Contraponto, marcou a “estreia” do inspector Marlowe.

Sobre o livro: «A mulher de Derace Kingsley fugiu para o México, para conseguir um divórcio rápido e casar-se com um casanova chamado Chris Lavery. É pelo menos isso que sugere o telegrama que ela enviou ao marido.
Os problemas começam quando Lavery, questionado pelo detective Philip Marlowe, nega tudo. Porém, quando este se encontra pela segunda vez com Lavery, ele já não pode negar mais nada. Os tiros que o atingiram no peito dizem tudo.
Rapidamente, Marlowe parte no encalço de um assassino, que o conduz de Los Angeles a um lago sombrio nas montanhas.»

Civilização edita obra que inspirou a série «Mad Men»

A Civilização edita em Maio O Último dos Mad Men, de Jerry Della Femina, obra que serviu de inspiração à série televisiva Mad Men. Outro lançamento a merecer destaque na Civilização é Deste Lado da Luz, de Colum McCann, autor que venceu o National Book Award com Deixa o Grande Mundo Girar.

O Último dos Mad Men – Jerry Della Femina
«Em 1970, Jerry Della Femina escreveu este retrato fiel, recheado de coscuvilhices, de como era trabalhar na Madison Avenue durante a era dourada da publicidade – as noitadas, os almoços de três martinis, o sexo nos sofás e, claro, o próprio trabalho em si de publicitar produtos. Esta é a historia de como era na realidade a Madison Avenue dos anos 60. Causou sensação, foi um best-seller e afirmou‑se como um clássico de culto. Anos mais tarde inspirou a galardoada série Mad Men

Deste Lado da Luz – Colum McCann
«Na viragem do século XX, Nathan Walker muda-se para a cidade de Nova Iorque para executar o trabalho mais perigoso do país: escavar o túnel sob o rio Hudson que servirá o metro entre Brooklyn e Manhattan. Nas entranhas do leito do rio, os trabalhadores – negros, brancos, irlandeses e italianos – escavam em conjunto, com a escuridão a ocultar as diferenças. Mas, à superfície, os homens mantêm a distância até um acidente dramático num dia de Inverno forjar um laço entre Walker e os seus colegas que irá abençoar e ao mesmo tempo amaldiçoar três gerações. Quase noventa anos depois, Treefrog encontra os mesmos túneis e cria um lar no meio de drogados, alcoólicos, prostitutas e criminosos que constituem a comunidade esquecida dos sem-abrigo.»

«O Último Livro» – Zoran Živkovic

Zoran Živkovic, doutorado em teoria da literatura, já era conhecido do público português graças ao livro de contos A Biblioteca, que incluía uma série de histórias fantásticas, todas elas relacionadas com a bibliofilia. Agora, confirmou-se a sua paixão pelos livros, com o romance O Último Livro, tal como o primeiro editado pela Cavalo de Ferro.
Trata-se de um policial à moda antiga, apesar de decorrer nos dias de hoje, e com laivos de literatura fantástica. O ambiente em que decorre a acção é extremamente curioso, pois o autor facilmente nos transporta para um mundo que parece localizado assim lá pelos anos 50 do século XX. Seja pela antiga livraria onde acontecem umas estranhas mortes, seja pela “paisagem”, seja pelo tipo de relações humanos que nos correm à frente da vista, seja pelo enredo, seja pelo tipo de escrita, o que é certo é que me senti levado para outra época. Mas, o que é certo é que, quando embrenhado na leitura de O Último Livro (foi assim mesmo que fiquei: “embrenhado”), volta e meia lá tocava um telemóvel (de alguma das personagens, não o meu) e assim regressava à “realidade”, ou seja, aos dias de hoje. É difícil indicar o que levou a minha mente até outras épocas que não a nossa, mas essa é uma das “armas” deste romance: leva-nos sem que demos por isso, envolve-nos, misturando um certo ambiente sombrio com boas doses de humor, sem que um anule ou inviabilize o outro.
O protagonista da história é o inspector Dejan Lukic, também ele um agente da autoridade típico de outras eras (e que adora livros e tudo o que os envolve), que investiga uma série de mortes estranhas (e curiosamente pacatas) que ocorre na livraria Papyrus.
Vários clientes da casa vão morrendo sucessivamente. A investigação é difícil, pois a clientela da Papyrus é muto sui generis e cada um deles, por entre a inevitável adoração por livros, tem umas manias muito peculiares. Dejan conta, na sua investigação, com a ajuda de Vera, uma das proprietárias (que chama “pacientes” aos seus clientes), com a qual acaba por se envolver sentimentalmente, numa relação que parece retirada de um filme americano de detectives à moda antiga.
Com varias referências directas a O Nome da Rosa, Umberto Eco, a história vai-se desenvolvendo até um final surpreendente, onde o género fantástico ganha terreno sobre o até aí estilo tradicional (e clássico) do romance. Entre casas de chá e seitas misteriosas Zoran Živkovic traçou um desfecho que nos leva em busca do tal último livro, onde todas as respostas serão encontradas, por muito estranhas que possam parecer. Mas quem é que não gosta de surpresas?  Se assim é, pegue em O Último Livro e deixe que Zoran Živkovic o leve numa história liberta dos espartilhos do tempo e da geografia.