Dom Quixote edita romance de estreia de Thommas Mann, «Os Buddenbrook», a 11 de Abril

A Dom Quixote lança a 11 de Abril o primeiro romance de Thommas Mann, Os Buddenbrook, antecessor de obras como Doutor Fausto e Montanha Mágica. Este romance foi inicialmente editado em 1901.
Segundo a editora, em Os Buddenbrook o autor descreve “a ascensão e a decadência de uma família burguesa alemã através de quatro gerações”. Ainda segundo a Dom Quixote, “mais do que uma crónica em torno da vida e costumes dos seus personagens, este romance é um paradigma das contradições e dilemas de uma classe cujo poder e domínio se constroem sobre a fraude, a hipocrisia e a alienação”.
Thommas, nascido na Alemanha em 1875 e falecido em Zurique em 1955, venceu o Nobel da Literatura em 1929.

Erik Orsenna em Lisboa a 31 de Março para apresentar «A Empresa das Índias»

O escritor francês Erik Orsenna vem a Portugal no final de Março promover o seu novo romance A Empresa das Índias, editado pela Teorema. Orsenna, que é membro da Academia Francesa de Letras e Conselheiro de Estado, assim como antigo assessor do presidente François Mitterrand, conta nesta obra os preparativos lisboetas da viagem que levariam Cristóvão Colombo a descobrir a América.
No dia 31 de Março, às 18h00, o escritor dará uma palestra – Últimas Notícias de Um Novo Mundo Quase a Nascer – integrada no ciclo Grandes Conferências da Fundação Calouste de Gulbenkian.
A Teorema já tinha publicado deste autor História do Mundo em Nove Guitarras e Dois Verões.

Sobre A Empresa das Índias: «A 13 de Agosto de 1476, naufragara ao largo de Portugal. O futuro almirante acabara de fazer 25 anos. Por milagre, consegue chegar à costa. Encontra refúgio junto de seu irmão mais novo, Bartolomeu, que na cidade exerce a profissão de cartógrafo.
Durante oito anos, os dois irmãos vão trabalhar juntos e preparar a viagem com que Cristóvão sonha desde a adolescência. É a Empresa das Índias, chegar a Cipango (Japão) e ao império do Grande Cão (China). Mas em vez da rota usual, a da seda, para Leste, enfrentará o Oceano, para Oeste.
Um mestre cartógrafo, um rinoceronte, um fabricante de viúvas, uma professora de aves, uma galinhola, uma prostituta reputada principalmente pela qualidade das suas orelhas, Marco Pólo, alguns dominicanos, cães devoradores de Índios… são algumas das personagens desta história onde até existe um mestre chamado José Miguel Júdice (inspirado no advogado que é amigo de Orsenna).»

«Indignai-vos!», o manifesto de Stéphane Hessel, já disponível

O “pequeno” e badalado livro Indignai-vos!, de Stéphane Hessel, editado pela Objectiva, já está à venda nas livrarias de Portugal, depois de ter vendido mais de 1 300 000 exemplares em França em apenas 4 meses.
“A minha longa vida deu-me uma série de motivos para me indignar.” Quem o diz é Stéphane Hessel, 93 anos, herói da Resistência francesa, sobrevivente dos campos de concentração nazis e um dos redactores da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Neste manifesto, Hessel alerta, segundo a Objectiva, para o “facto de existirem hoje tantos e tão sérios motivos para a indignação como no tempo em que o nacional-socialismo ameaçava o mundo livre”. E especifica: “Se procurarmos, certamente encontraremos razões para a indignação: o fosso crescente entre muitos pobres e muitos ricos, o estado do planeta, o desrespeito pelos imigrantes e pelos direitos humanos, a ditadura intolerável dos mercados financeiros, a injustiça social, entre tantos outros.”
A obra tem prefácio de Mário Soares, que sobre Indignai-vos! diz: “Um pequeno grande livro com ideias inovadoras e críticas certeiras.”

«Contos dos Subúrbios», do «oscarizado» Shaun Tan, à venda a 8 de Abril

A Contraponto lança a 8 de Abril Contos dos Subúrbios, uma antologia de 15 pequenas histórias ilustradas da autoria de Shaun Tan que venceu o prémio de melhor livro do festival de Angoulême, em França. Shaun Tan ganhou também o Óscar, em 2011, para a melhor curta-metragem de animação com The Lost Thing.
Segundo a Contraponto, em Contos dos Subúrbios são revelados “os mistérios da vida quotidiana tranquila: animais caseiros, casamentos perigosos, mamíferos marinhos encalhados, estudantes de intercâmbio minúsculos e salas secretas cheio de escuridão e de prazer”.
Shaun Tan já foi premiado por diversas vezes devido às suas ilustrações: em 2010 venceu o prémio de melhor artista profissional do Hugo Award, em 2007 e 2009 o World Fantasy Award e em 2008 o prémio de melhor livro do festival de BD Angoulême.
Shaun Tan, cujo site pode ser visitado aqui, nasceu em 1974 na Austrália e formou-se em 1995 na Universidade da Austrália Ocidental em Belas Artes, Inglês e Literatura e História.

Casa de José Saramago inaugurada a 18 de Março em Lanzarote

A 18 de Março de 2011 é inaugurada em Lanzarote A Casa de José Saramago, um complexo que integra a casa e a biblioteca do escritor.
Às 17h00 tem lugar uma visita à Casa para os meios de comunicação e convidados, seguida de uma conferência de imprensa na Sala de Reuniões da Biblioteca.
Às 20h00 A Casa será inaugurada oficialmente.
Estarão presentes, para além de outros convidados, os editores da obra de José Saramago em Portugal, Espanha e Itália, assim como António Costa, presidente da Câmara de Lisboa.

Para assinalar a data, foi realizado criámos um pequeno vídeo, que pode ser visto aqui.

Gailivro publica a 12 de Abril «Guia Oficial Ilustrado da Saga Twilight»

A Gailivro vai publicar a 12 de Abril, em simultâneo com o resto do mundo, o Guia Oficial Ilustrado da Saga Twilight, que reúne informações sobre o universo criado por Stephenie Meyer em CrepúsculoLua NovaEclipseAmanhecer e A Breve Segunda Vida de Bree Tanner.
O guia, segundo divulgou a Gailivro, inclui uma série de extras e uma entrevista com Meyer, cerca de 100 ilustrações e fotografias a cores, descrições exaustivas das personagens, bastidores, árvores genealógicas, mapas, paralelismos com universos literários similares e outro material exclusivo.

Vencedor do Man Booker Prize 2010, “A Questão Finkler”, de Howard Jacobson, sai a 24 de Março

A Porto Editora lança a 24 de Março o livro vencedor do Man Booker Prize 2010. Trata-se de A Questão Finkler, de Howard Jacobson. Nascido em Manchester, em 1945, este escritor já foi apelidado de “o Philip Roth inglês”, mas prefere ser conhecido por “Jane Austen judeu”, como referiu ironicamente. A Questão Finkler é o seu primeiro romance editado em Portugal.

O enredo: «Julian Treslove está em plena crise de identidade. Ele não tem uma opinião muito concreta sobre a circuncisão, o conflito entre Israel e a Palestina, ou os monumentos ao Holocausto – na verdade, sobre todo e qualquer aspeto da cultura judaica dos nossos dias. Mas o verdadeiro problema com a identidade de Julian é não ser judeu – não que esse pequeno pormenor o impeça de viver obcecado com o judaísmo.
No início do livro Julian, de 49 anos, acaba de sair de um jantar com o seu colega dos tempos de escola Sam Finkler e do antigo professor de ambos, Libor Sevcik. Sam e Libor, ambos judeus, perderam recentemente as suas esposas. O passado de Julian com as mulheres é um pouco diferente: nunca se casou e tem dois filhos adultos que sempre ignorou. No meio dos seus devaneios, enquanto regressa a casa, acaba por ser assaltado por uma mulher que, ao partir, lhe chama Judeu – ou pelo menos foi isso que lhe pareceu ouvir. A partir desse momento, o seu sentido de identidade começará a transformar-se radicalmente.»

Cavalo de Ferro com mais obras de Knut Hamsun e Zoran Živkovic

A Cavalo de Ferro lança a 24 de Março duas novidades de autores já habituais na “casa”, Knut Hamsun e Zoran Živkovic. Do primeiro, escritor norueguês galardoado com o Nobel e autor de Fome e Pan, será lançado Victoria. De Živkovic, a obra escolhida é O Último Livro, depois de já termos tido a oportunidade de ler A Biblioteca.

Victoria – Knut Hamsen
«Victoria», livro de rara beleza narrativa, é uma das obras mais representativas de Knut Hamsun. O enredo marca o regresso do autor de Pan – escrito quatro anos antes – ao tema do trágico desencontro amoroso, que tem na descrição da beleza taciturna e melancólica da natureza nórdica o seu espelho.
Johannes, filho de um modesto moleiro, que em jovem sonha trabalhar numa fábrica de fósforos para ter os dedos sempre sujos de enxofre e assim não ter de apertar a mão a ninguém, ama Victoria, jovem de família aristocrata mas com poucos meios financeiros. Contudo, o deles será um amor impossível, pois Victoria vê-se obrigada a casar com o rival Otto para salvar a família da bancarrota.
Em adulto, Johannes em adulto tornar-se-á num poeta, que se orgulha de conhecer os nomes das árvores e dos pássaros. Continuará a jurar amor eterno a Victoria, mas o sentimento que nutre por ela é fruto da obsessão, do orgulho e da distância, precipitando um trágico final quando chamado a cumprir-se.»

O Último Livro – Zoran Živkovic
«Algo de terrível está a acontecer na Livraria Papyrus! O senhor Todorovic, um dos mais fiéis clientes, morreu inesperadamente, enquanto, sentado numa das poltronas da livraria, folheava tranquilamente um livro. Causa da morte: desconhecida. Vera Gavrilovic, uma das proprietárias, está preocupada. Até porque este é apenas o início: a esta primeira morte sucede outra, e depois outra, e outra ainda. Todas elas sem motivo aparente. Este estranho caso parece talhado à medida do bibliófilo Inspector Dejan Lukic. Dejan, com a ajuda de Vera, dará início a uma desconcertante investigação, que se adensará cada vez mais, ao ponto de envolver a polícia secreta. Isto até se depararem com O último livro…
Enquanto o mistério não é desvendado num final surpreendente, página após página, Živkovic convida o leitor a reflectir sobre temas apaixonantes: qual a relação entre o autor e as suas personagens? Entre sonho e literatura? O que acontece quando se abre um livro? Um romance brilhante, imaginativo, subtil e fascinante que está a conquistar os leitores de todo o mundo.»

Elizabeth Gilbert, Jeffrey Moore e Danielle Steel nas novidades Bertrand

A Bertrand acabou de lançar quatro novas propostas literárias, entre as quais O Último Homem Americano, de Elizabeth Gilbert, autora de Comer, Orar, Amar. As outras são O Clube da Extinção, de Jeffrey Moore, e A Casa da Rua da Esperança, de Danielle Steel, além do aqui já referido, A Marcha, de Daniel Silva.

O Último Homem Americano – Elizabeth Gilbert
«Um impressionante estudo acerca da identidade do homem americano contemporâneo, onde Elizabeth Gilbert explora a fascinante história verídica de Eustace Conway.
Em 1977, com dezassete anos, Conway trocou a confortável casa da sua família pelos Apalaches. É lá que vive há mais de vinte anos: faz lume com paus, usa as peles dos animais que apanha e tenta persuadir os Americanos a deixarem o seu estilo de vida materialista e a regressar à natureza.»

O Clube da Extinção – Jeffrey Moore
«Numa gélida noite de Novembro, no coração das montanhas, Nile ouve o barulho de alguma coisa a ser atirada ao chão. Dentro de um saco, encontra o corpo de uma adolescente, ensanguentada mas viva, e a paz que esperava encontrar na natureza desaparece.
De um dos autores mais originais do Canadá, vencedor no passado dos prestigiados Commonwealth Writers Prize e do Canadian Authors Association Award, Clube da Extinção é uma história negra e cheia de humor, em que Nile e Celeste ensinam um ao outro lições de vida e morte, amor e perda.»

A Casa da Rua da Esperança – Danielle Steel
«Em dezoito anos de casamento, Liz e Jack construíram uma família, uma firma de advocacia cheia de sucesso e um lar feliz, na Rua da Esperança. Depois, num instante, tudo se desmorona. Para Jack, um recado de cinco minutos termina numa tragédia e, de repente, Liz está sozinha e a braços com uma perda insuportável.»

«Feitiços – Wings» leva-nos de novo ao mundo de fadas criado por Aprilynne Pike

A Contraponto lança em Março Feitiços – Wings, romance da norte-americana Aprilynne Pike, que dá seguimento a O Beijo dos Elfos, nesta série sobre fadas.

Sobre o livro: «Seis meses após ter salvaguardado a terra onde se encontra o portal de Avalon, Laurel tem de regressar ao reino das fadas para passar o Verão, a fim de aperfeiçoar as suas habilidades como fada do Outono. Contudo, a família e os amigos ainda se encontram em risco – e a entrada para Avalon está em perigo, agora mais do que nunca.
No momento em que impreterivelmente tem de proteger aqueles que ama, Laurel tem de aliar os seus dotes feéricos ao que há de humano em si para conseguir combater o inimigo. Nesta batalha, irá Laurel pedir ajuda a David, o seu namorado humano? Ou recorrerá ao magnetizante Tamani, por quem sente uma atracção irresistível? E será o coração de Laurel feérico, ou já demasiado humano?»