Coetzee e Skármeta (e não só!) em formato de bolso BIS-Leya

Nem de propósito. No post anterior a este falei da escolha de melhores capas dos últimos anos pelo site francês L’Internaute, e agora é  hora de anunciar os quatro novos títulos da colecção BIS-Leya que se caracterizam, entre muitas outras coisas, pelo seu excelente design – como se pode ver, aliás, por estas quatro capas, dignas de figurar em qualquer top.
Os autores escolhidos para o mês de Março são J.M. Coetzee (Desgraça), Antonio Skármeta , (O Carteiro de Pablo Neruda), Robert Wilson (O Cego de Sevilha) e o português João Aguiar (A Voz dos Deuses).
Estarão todos à venda por 7,50 euros, excepto O Carteiro de Pablo Neruda, que custra 5,95.

Desgraça – J.M. Coetzee
«Desgraça é muito mais do que um relato social: é um relato de sobrevivência pessoal numa sociedade decadente. Passado na África do Sul pós-apartheid, este romance sincero e despudorado centra-se em David Lurie, professor universitário na Cidade do Cabo, de meia-idade, divorciado, que divide o seu tempo entre o desânimo das aulas e as satisfações momentâneas que encontra numa prostituta. Quando este o deixa de atender, David desvia as atenções para uma jovem aluna, começando uma aventura sexual que, quando tornada pública, o leva ao despedimento e à humilhação.”

O Carteiro de Pablo Neruda – Antonio Skármeta
«Mario Jiménez, jovem pescador, decide abandonar o seu ofício para se converter em carteiro da Ilha Negra, onde a única pessoa que recebe e enviar correspondência é o poeta Pablo Neruda. Mario admira Neruda e espera pacientemente que algum dia o poeta lhe dedique um livro ou aconteça algo mais do que uma brevíssima troca de palavras ou o gesto ritual da gorjeta.
O seu desejo ver-se-á finalmente realizado e entre os dois vai estabelecer-se uma relação muito peculiar. No entanto, a conturbada atmosfera que se vive no Chile daquela época precipitará um dramático desenlace…»

O Cego de Sevilha – Robert Wilson
«É semana santa em Sevilha. Um empresário de renome é encontrado atado, amordaçado e morto em frente do seu televisor. As feridas auto-infligidas deixam perceber a luta que travou para evitar o horror das imagens que foi forçado a ver. Quando confrontado com esta macabra cena, o habitualmente desapaixonado detective de homicídios Javier Fálcon sente um medo inexplicável.»
Pode ler aqui uma entrevista que Robert Wilson me deu para O Comércio do Porto precisamente a propósito de O Cego de Sevilha.

A Voz dos Deuses – João Aguiar
«Em 147 a.C., alguns milhares de guerreiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio. Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato. Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitos romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância.
Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.»

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