Casa das Letras apresentas os “Senhores das Batalhas” Montgomery, Patton e Rommel

A Casa das Letras acaba de lançar Senhores das Batalhas, de Terry Brighton, uma obra três figuras marcantes da Segunda Guerra Mundial: Montgomery, Patton e Rommel.

Sobre o livro: «Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a Alemanha produziram, cada um, comandantes de forças terrestres que se salientaram dos restantes: Bernard Montgomery, George Patton e Erwin Rommel. Estes três egos blindados eram, na sua opinião mas também no entender dos seus contemporâneos, os melhores generais da guerra.
A competição entre todos era pessoal, levada ao extremo: o choque de exércitos poderosos percebido como um encontro entre três homens. Em Senhores das Batalhas, pela primeira vez na literatura sobre a Segunda Guerra Mundial, os três são “colocados na mesma arena” e deixados combater contra o pano de fundo das grandes batalhas do Norte de África, as invasões da Sicília e de Itália, o desembarque da Normandia e o avanço através de França e da Bélgica até à Alemanha.
Eram arrogantes, procuravam popularidade e tinham falhas de personalidade, mas possuíam um génio único para comandar homens e um entusiasmo sem rival pelo combate, tendo obtido êxitos estrondosos nos campos de batalha. Mas as paixões explosivas das suas relações mútuas e com os seus senhores políticos rivalizaram com o espectáculo de fogo das suas batalhas de tanques na determinação da condução e do resultado da guerra.»

“Se Houver um Paraíso” – Ron Leshem

Se Houver um Paraíso, do israelita Ron Leshem, editado pela Contraponto (que tem o bom gosto de lançar livros de culturas menos “comerciais”), é um romance cru, no conteúdo e na linguagem, que descreve bem o quotidiano de um grupo de soldados, no caso do exército de Israel. Estes soldados estão colocados em Beaufort, antigo forte dos cruzados localizado no mais alto monte libanês e precisamente na linha da frente do exército que combate a guerrilha do Hezbollah. A acção arranca em 1999, nas vésperas da retirada forçada do forte, ocupado desde 1982.
Mas se se trocasse Israel e o Hezbollah por outros protagonistas por certo o resultado do romance seria muito idêntico, se se esquecesse também, naturalmente, as especificidades próprias desta guerra… como de qualquer uma outra.
Em alguns pontos, a descrição da vida nas camaratas faz lembrar O Caso das Mangas Explosivas, de Mohammed Hanif, um romance passado no seio das forças armadas paquistanesas (ver aqui).
Ron Leshem descreve bem o tipo de relações, bastante especiais, por sinal, que se desenvolvem entre soldados, condicionadas, tal como a sua escrita, pela aridez da paisagem, pela dureza da vida, pelo cansaço e pelo tédio. Colocados no bastião de Beaufort, estes soldados têm de estar sempre atentos, o que provoca um imenso desgaste, aliado às condições naturais adversas da região. Têm, de precaver, a toda a hora, eventuais ataques, que surgem constantemente, e vêem em cada desconhecido um inimigo. Se Houver um Paraíso permite “observar” como diferentes personalidades se comportam face àquelas condições extremas.
O forte é comandado por Erez Libreti, um jovem oficial (21 aos) não muito apreciado pelas altas patentes, mas respeitado, graças à sua bravura, pelos seus quase adolescentes soldados. É precisamente através da narração de Libreti que podemos “analisar” aquele conflito, não só do ponto de vista do soldado, mas sim de um cidadão preocupado com o mundo de medo que o rodeia, cheio de dúvidas e interrogações.
Nota ainda para o facto de o romance estar pejado de calão militar, bastante rico, por sinal, o que enriquece (e de que maneira) o texto de Leshem, dando-lhe um toque de realismo notável. Até parece que Leshem foi, ele próprio, soldado, o que não é verdade e é de lhe dar ainda mais mérito por ter elaborado uma obra tão realista, onde há ingredientes bem doseados como camaradagem, ansiedade e medo. Tudo num ambiente claustrofóbico que, por vezes, faz lembrar O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzatti.

Pergaminho edita discursos de Dalai Lama sobre Tibete

A Pergaminho edita a 6 de Agosto Liberdade para o Tibete, de Dalai Lama, um livro que reúne todos os seus discursos e escritos acerca da situação política do Tibete.

Sobre o livro: «O olhar do mundo recai hoje sobre a China e a situação do Tibete. Imagens de manifestações pacíficas em Lhasa, da repressão do governo chinês e das prisões em massa comovem o mundo. Dalai Lama, líder espiritual do povo tibetano, tem um papel decisivo nas relações com a China. E, do seu ponto de vista, a resolução para este conflito só pode advir da paz e da confiança.
Este livro reúne, pela primeira vez, todos os discursos e escritos de Dalai Lama acerca da situação política do Tibete – incluindo apelos a instituições internacionais e um plano específico de paz e reconciliação. Trata-se de uma abordagem espiritual de um conflito considerado político, que nos revela o verdadeiro poder dos ensinamentos budistas.»

«O diálogo é a única forma sensata e inteligente de resolver as diferenças e os choques de interesses, seja ao nível individual ou nacional. A promoção desta cultura da não-violência e do diálogo é um verdadeiro desafio para a comunidade internacional, se desejar assegurar o futuro da Humanidade. Não é suficiente que os governos apoiem o princípio da não-violência sem passos concretos para a sua realização. Para que a não-violência prevaleça, devemos criar condições que permitam o sucesso de movimentos não-violentos, bem como a sua eficiência. Alguns consideram o século XX como o século das guerras e do derramamento de sangue. Eu acredito que estamos perante o desafio de transformar este novo século na centúria do diálogo e da não-violência.» Discurso de Dalai Lama perante o Parlamento Europeu em Estrasburgo.

Jules Watson regressa com “A Lenda do Cisne”

A Lenda do Cisne marca o regresso da escritora Jules Watson, que assina aqui mais um romance, editado pela Bertrand, do reino do fantástico nascido do imaginário irlandês.

Sinopse: «Um druida profetizou no momento do nascimento de Deirdre que ela seria a mais bela mulher depois de Helena de Tróia e que, devido a essa maldição de beleza, os homens lutariam por ela e o reino seria dividido. Criada na floresta, em reclusão, Deirde não recebe qualquer visita a não ser a do rei cujo desejo em que ela se torne sua mulher tornar-se-á numa obsessão.
Baseado num célebre mito irlandês, A Lenda do Cisne recria a história de amor de Maeve – a rainha guerreira – e os seus desamores.»

ASA anuncia para Setembro “O Fim de Semana”, de Bernhard Schlink

A ASA anunciou já os seus lançamento para Setembro e o grande destaque tem de ir, inevitavelmente, para Bernhard Schlink, de quem vai editar O Fim de Semana, assim como para O Rapaz de Olhos Azuis, de Joanne Harris, de que aqui já falámos.

O Fim de Semana – Bernhard Schlink
«Num mundo pós-11 de Setembro e Guerra do Iraque, O Fim de Semana debate a validade dos objectivos políticos e a sua actualidade, mas é também um exame psicológico das neuroses, paixões e receios das suas personagens.
Até onde iria para proteger os seus ideais?
Após mais de vinte anos de afastamento, um grupo de velhos amigos e amantes reúne-se durante um fim-de-semana. Numa casa de campo isolada desenterram memórias e comentam os diferentes rumos que as suas vidas tomaram. Mas esta não é uma simples reunião de amigos, nem as suas conversas sobre os velhos tempos constituem as típicas reminiscências de juventude. A verdade é que se juntaram para celebrar a libertação de um dos membros do grupo: após vinte e três anos de prisão, Jörg, condenado por terrorismo e homicídio, acaba de ser libertado.
No passado, este amigos partilhavam ideais revolucionários. Agora, todos eles asseguraram o seu lugar na sociedade: Henner é jornalista, Ulrich é um homem de negócios, Karin é pastora de uma pequena igreja e Ilse professora. Para trás parecem ter definitivamente ficado os dias de luta e idealismo…»

Sono Crepuscular – Edith Wharton
«Sono Crepuscular poderia ter sido escrito no século XXI. Mas, na verdade, a grande senhora das letras americanas, Edith Wharton, escreveu-o no início do século passado e retratou os loucos anos vinte em toda a sua duplicidade.
Com a cosmopolita cidade de Nova Iorque como pano de fundo, a família Manford refugia-se nas mais variadas formas de evasão para fugir ao tédio e ao vazio das suas vidas privilegiadas. No mundo da alta-sociedade a que pertencem, abundam o sexo, as drogas, a ânsia por dinheiro e poder, a atracção pelo oculto e pela espiritualidade new age. Nona é a filha mais nova e com apenas 19 anos ambiciona mais do que a busca de prazer imediato adoptada pela maioria dos jovens da sua idade. Numa época cuja prioridade é dada a relacionamentos superficiais, ela procura uma existência com sentido, algo que partilha com o meio-irmão, Jim. Mas a mãe de ambos, Pauline, tem da vida uma visão bastante mais utilitária e hedonista. A sua obsessão com as aparências vai forçá-los a assumir posições extremas e ditar irremediavelmente o futuro de todos.»

A Festa das Bruxas – Agatha Christie
«A famosa escritora de policiais Ariadne Oliver prepara-se para celebrar a Noite das Bruxas em casa de uma amiga. Outra das convidadas é Joyce, uma jovem fã de livros policiais, que confessa ter já assistido a um assassinato. Mas a sua fama de contadora de histórias mirabolantes faz com que ninguém lhe preste atenção. Ou talvez não seja bem assim. Quando Joyce é encontrada morta nessa mesma noite, Mrs. Oliver questiona se esta última história seria mesmo fruto da sua imaginação. Quem de entre os convidados quereria silenciá-la? Mrs. Oliver não conhece ninguém melhor do que o seu amigo Hercule Poirot para responder a esta questão. Mas nem mesmo para o grande detective será fácil desmascarar o assassino.»

Clara – A menina que sobreviveu ao Holocausto – Clara Kramer
«Recebi uma carta da minha amiga Sonia. Terminava dizendo: “Quando esta guerra acabar, apenas as valas comuns testemunharão que em tempos houve aqui um povo.”
Tínhamos os corações partidos. Era o fim. O fim do mundo.
Na nossa tradição, uma morte rasga o tecido do mundo. Estamos todos ligados. Por casamento. Por amizade. Por trabalho.
Um dia, do nada, a mamã olhou para mim e disse: “Clara, vais escrever um diário.”
Seria um registo. Um objectivo. Era uma forma de contra-atacar.
Uma história tão tocante quanto O Diário de Anne Frank e A Lista de Schindler. É assim que a imprensa internacional define este livro, baseado no diário que a judia Clara Kramer escreveu em plena Segunda Guerra Mundial, quando tinha apenas 15 anos.»

Casa das Letras lança obra sobre os últimos dias de Henrique VIII

Os Últimos Dias de Henrique VIII, de Robert Hutchinson, editado pela Casa das Letras, traça um retrato impiedoso deste monarca, que serviu de “referência” a muitos ditadores do século XX.

Sobre o livro: «Após trinta e cinco anos como monarca absoluto, Henrique VIII era um homem velho, hediondamente obeso, perverso e raras vezes visto em público.
Governou pelo terror e foi pioneiro em muitos dos métodos que os ditadores do século XX tornaram banais. Henrique VIII criou o moderno “julgamento fantasma” e manipulou as facções rivais com um brilhantismo cínico.
O relato que Robert Hutchinson nos traz dos últimos anos de Henrique VIII tem inúmeras revelações espantosas. Hutchinson desenterrou sentenças de morte, confissões, pedidos de clemência desesperados, provas de chantagem, inclusive as cartas de amor entre Katherine Parr, a última rainha de Henrique VIII, e o almirante Thomas Seymour, que se julgavam perdidas.»

“Damon, o Regresso” é o quinto volume de As Crónicas Vampíricas

Chega a 30 de Julho o quinto volume da série As Crónicas Vampíricas, de L. J. Smith. A obra intitula-se Damon, o Regresso, e nela é retomado o triângulo amoroso entre Stefan, Damon e Elena.

Sinopse: «Para encontrar Stefan, capturado e preso pelos espíritos demoníacos responsáveis pelo rasto de destruição deixado na igreja de Fell, Elena tem de confiar a sua vida a outro vampiro, Damon, irmão de Stefan, que a deseja de corpo e alma”.
Porém, decidida a encontrar o vampiro por quem se apaixonou, Elena está disposta a tudo. E tudo significa ter de escolher entre Stefan e Damon, que entretanto espoletou em si um sentimento inesperado…»

Pergaminho propõe “Lições de Vida para Ser Feliz”

A Pergaminho acaba de editar o livro de auto-ajuda Lições de vida para Ser Feliz, do brasileiro Ricardo Melo, obra que, explica a editora, “inclui conceitos, frases, experiências, ideias novas e, acima de tudo, oportunidades preciosas que nos permitem parar um pouco e abrandar os nossos impulsos para eu possamos repensar a nossa maneira de viver”.

Sobre o livro: «A busca pela felicidade faz com que parte da natureza humana se oriente no sentido de alcançar a compreensão superior – aquilo a que normalmente chamamos “sabedoria”.
Assim, desde o início dos tempos que o Homem se dedica à exploração dos mistérios do Universo e da vida, em busca de respostas que lhe proporcionem maior harmonia e bem-estar. Esta busca leva-o a transpor limites, a desenvolver competências, a construir e a disseminar conhecimento, numa tentativa de compreender e interagir de forma mais eficaz com a vida. Contudo, este complexo processo de gestão e acumulação de conhecimento acaba por nos afastar do encontro connosco próprios e da apreciação das coisas simples da vida – nas quais reside a verdadeira felicidade.
Desafiando a noção de que a sabedoria é uma conquista que se alcança com o passar dos anos e de que a felicidade depende da acumulação de bens materiais, o autor desafia-nos a sermos agentes transformadores da nossa vida e a desbravarmos o nosso próprio caminho da felicidade.
Como não somos seres acabados, estamos constantemente em construção e em evolução. Portanto, à medida que atingimos patamares de consciência que nos permitem vislumbrar novas perspectivas, passamos a alimentar o desejo de nos projectarmos mais para além. Consequentemente, a representação da felicidade também passa por exigências e percepções distintas, motivo pelo qual afirmamos que a felicidade caminha de mãos dadas com a flexibilidade. Por onde devemos começar a usufruir da experiência de viver, despojando-nos dos receios? Como poderemos viver a vida na sua plenitude e permitirmo-nos gozar o sagrado direito de sermos felizes, sem medo?»

“Draguim e o Bicho de Sete Cabeças”, de Carlos J. Campos, já à venda

A Nova Gaia acabou de lançar Draguim e o Bicho de Sete Cabeças, de Carlos J. Campos, um ilustrador que aqui faz a sua estreia como autor de livros infantis.

Sobre o livro: «Certa manhã, a sombra escura de um dragão sobrevoou a aldeia dos duendes. Todos ficaram apreensivos, mas o pior foi quando, na manhã seguinte, a mesma sombra voltou a sobrevoar a aldeia largando um monte de folhas secas com uma mensagem que dizia apenas: “O Medo vem aí”. Ninguém sabia ao certo o que pensar, mas a verdade é que o medo se apoderou de todos os duendes, deixando-os incapazes de reagir! Apenas o Mestre, o Draguim, o Badão e a Pétala ficaram imunes a esse medo generalizado, e vai ser com a sua ajuda que a aldeia se vai conseguir libertar da situação e vencer o bicho de sete cabeças que se chama Medo!»

“Discothèque” e “As Mãos Pequenas” nas novidades Minotauro

Discothèque, de Félix Romeo, e As Mãos Pequenas, de Andrés Barba, são as duas mais recentes apostas da Minotauro em termos de novos valores da literatura espanhola.

Discothèque – Félix Romeo
«Discothèque é uma comédia negra e com múltiplas vozes, em que se confundem a sátira dos géneros, o melodrama telenovelesco, os fantasmas de Shakespeare e os conflitos familiares da tragédia clássica.
Um ex-combatente da guerra do Sara Ocidental e o seu filho, Torosantos, que faz dupla artística com Dalila Love num espectáculo erótico que percorre as mais conhecidas discotecas rurais, são os protagonistas deste romance cuja acção decorre no dia e na noite de Reis.
Carlitos Seral, um humorista que perdeu a graça e que actua num cabaré decadente; Ana Roche, antiga escritora de romances de amor e que se transformou numa vedeta da indústria pornográfica; Mr. Rule, bisneto de um dos principais divulgadores do protestantismo, que se dedica ao tráfico de compostos terapêuticos; Samblancat, piloto; Mercedes Ibarra, que podia ter sido uma estrela infantil como
Rocío Durcal ou Pili y Milli e que agora é a gerente de uma pensão bolorenta; b. n. teach, especialista em Miguel de Molinos, um dos místicos mais maltratados pela Inquisição; Marcela, rainha de um peep show na província… eis alguns dos personagens secundários deste romance sombrio e divertidíssimo.»

As Mãos Pequenas – Andrés Barba
«Uma menina de sete anos, recém-chegada a um orfanato devido à morte acidental dos seus pais, converte-se para as suas colegas em alguém que é admirado mas também excluído, na pauta que permite medir a vida que não tiveram e o fim do paraíso da inocência. Como na vida, a dor de amar aquilo que não se compreende sobrepõe-se ao sofrimento de não se pertencer ao grupo, até que a imaginação cria estratégias para superar a realidade inventando um jogo. Um jogo que apenas poderá ser jogado a sério, com a violência com que só se joga na infância.»