“Uma Noite em Lisboa”, de Erich Remarque, à venda em Julho

A Camões & Companhia, chancela da Saída de Emergência, lança em Julho duas novas obras, Uma Noite em Lisboa, de Erich Maria Remarque, e A Voz de Fogo, de Alan Moore.

Uma Noite em Lisboa – Erich Maria Remarque
«A Alemanha Nazi ocupava grande parte da Europa. Terra de todos e de ninguém devido ao jogo duplo de Salazar, Lisboa foi durante toda a guerra um território neutro. Num cenário de guerra e perseguição, tornou-se o paraíso à beira-mar plantado. Para além da sua beleza natural e da paz, foi uma das poucas portas de saída para os que desejavam uma oportunidade para construir uma nova vida do outro lado do Atlântico.
Depois… uma noite em Lisboa, quando um refugiado olha cobiçosamente para um transatlântico, um homem aproxima-se dele com dois bilhetes de embarque e uma história para contar. É uma história perturbante de coragem e traição, risco e morte. Onde o preço do amor vai para além do imaginável, e o legado do mal é infinito. À medida que a noite evolui, os dois homens e a própria cidade criam um laço que vai durar o resto das suas vidas…

A Voz de Fogo – Alan Moore
«Num livro repleto de luxúria e êxtase, encontramos doze personagens distintas que viveram na região de Northampton, em Inglaterra, durante um período de seis mil anos. Na tradição de Kipling e Borges, Moore viaja pela História misturando verdade e conjectura, num romance assombroso, comovente, por vezes trágico, mas sempre empolgante.»

“A Lança do Deserto”, de Peter V. Brett, em destaque nas novidades de Julho da Gailivro

A Lança do Deserto, de Peter V. Brett, segundo livro do Ciclo da Noite dos Demónios (o primeiro foi O Homem Pintado), é a grande novidade de Julho da Gailivro – sai no dia 6. No entanto, a editora de Vila Nova de Gaia vai também lançar em Julho A Iniciação, de Jennifer de Armintrout (dia 6), e Os Doze Reinos, de Madalena Santos (dia 20), que será o quarto e último livro da saga Terras de Corza.

A Lança do Deserto – Peter V. Brett
«O Sol põe-se sobre a Humanidade. A noite pertence agora a demónios vorazes que se materializam com a escuridão e que caçam, sem tréguas, uma população quase extinta, forçada a acobardar-se atrás da segurança de guardas de poder semi-esquecidas. Mas estas guardas apenas servem para manter os demónios à distância e as lendas falam de um Libertador; um general, alguns chamar-lhe-iam profeta, que em tempo uniu a Humanidade e derrotou os demónios. No entanto esses tempos, se alguma vez existiram, pertencem a um passado distante. Os demónios estão de volta e o Libertador é apenas um mito… Ou será que não?» 
Veja aqui o booktrailer.

A Iniciação – Jennifer Armintrout 
«Eu não sou cobarde. Quero deixar isso bem claro. Mas, depois de a minha vida se transformar num filme de terror, passei a levar o medo muito mais a sério. Tinha-me tornado na Dra. Carrie Ames apenas há oito meses, quando fui atacada na morgue do hospital por um vampiro. Haja sorte.
Por isso agora sou uma vampira e descobri que tenho um laço de sangue com o monstro que me criou. Este funciona como uma trela invisível, pelo que estou ligada a ele, independentemente daquilo que faça. E, claro, ele tinha de ser um dos vampiros mais malévolos à face da Terra. Com o meu Amo decidido a transformar-me numa assassina sem escrúpulos e o seu maior inimigo empenhado em exterminar-me, as coisas não podiam ser piores – só que me sinto atraída pelos dois.
Beber sangue, viver como um demónio imortal e ser um peão entre duas facções de vampiros não é exactamente o que tinha imaginado para o meu futuro. Mas, como o meu pai costumava dizer, a única forma de vencer o medo é enfrentá-lo. E é isso que irei fazer. Com as garras de fora.»

Os Doze Reinos – Madalena Santos
«Numa era primitiva e violenta, onde povos rudes são vizinhos de Cidades em franca ascensão, os clãs da Região de Unar tentam concentrar as suas forças no Primeiro Rei. Um bando de amigos que vive na orla dos Pântanos de Unar desde cedo se vêem portadores de um destino recheado de vitórias e glória eterna. Após uma longa campanha de duras provações, um deles, Teldius, é coroado e inicia uma longa fase de conquistas. Porém, os inimigos são muitos e diversificados e, no Sul, as Cidades revelam-se prósperas, evoluídas e habitadas por adversários superiores.
As traições alteram o caminho dos Guerreiros de Unar e, no meio de tantos homens cujo ânimo se baseia na ferocidade dos líderes, Corza eleva-se até os inimigos temerem o seu nome. A odisseia prossegue até aos reinos longínquos, onde cenários coloridos e exóticos os esperam para intrigas entre poderosos que manipulam coroas e definem o futuro a seu bel-prazer.»

“Washington D.C.”, de Gore Vidal, é aposta da Casa das Letras

Washington D.C., do norte-americano Gore Vidal, é uma das apostas de Junho da Casa das Letras. Segundo a editora, neste romance Gore Vidal oferece “um cocktail inebriante de chantagem, traição, ambivalência sexual, loucura e conspiração».

Sobre o livro: «1937, o presidente Franklin Delano Roosevelt é considerado responsável pelas dificuldades que a classe operária enfrenta durante a expansão industrial e o seu prestígio começa a diminuir. As modernas “dinastias” constroem e derrubam os impérios financeiros, incluindo as grandes empresas de comunicação, para comprar e manipular o poder político. Neste contexto, dois personagens rivalizam: o senador James Burden Day e o seu assistente Clay Overbury. A acompanhar as trajectórias políticas de ambos, está Blaise Sanford, magnata do Washington Tribune que tem influência decisiva na carreira de Clay.
Este tem origens modestas mas uma ambição colossal. Muitíssimo atraente, encantador e aparentemente bastante dedicado ao senador, é igualmente hipócrita, maquiavélico e desleal. Mas Enid Sanford não pensa assim: casa com ele, proporcionando à dinastia Sanford acesso directo ao senador. O seu pai Blaise, que começa por odiar o genro, aprende mais tarde a amá-lo – por todas as razões erradas.
Misturando a sobriedade da história com o melodrama vincadamente gótico, Washington D. C. mostra um pormenorizado painel do auge do império americano, que cobre a presidência de F. D. Roosevelt e vai até ao reinado de terror de McCarthy e expõe as raízes dos acontecimentos que viriam a marcar o declínio deste mesmo império.»

“Porque é que os gatos ronronam e as pessoas falam tanto?” lançado pela Academia do Livro

Porque é que os gatos ronronam e as pessoas falam tanto?, do jornalista Robert Matthews, é uma obra, recentemente lançada pela Academia do Livro, sobre curiosidades do dia-a-dia, com a particularidade de serem reveladas com uma boa dose de humor.

Sobre o livro: «Será que os animais podem, de facto, pressentir um sismo? É mesmo verdade que os esquimós têm oitenta palavras diferentes para “neve”? Para onde vão as meias sem par? E por que há tantas decisões incorrectas de fora-de-jogo no futebol? Estas são algumas das estranhas e intrigantes perguntas que pode ver esclarecidas neste livro.
 Ao longo de mais de três anos, Robert Matthews, reputado cientista britânico, reuniu centenas de perguntas que recebeu do público do Sunday Telegraph. O resultado é Porque é que os Gatos Ronronam e as Pessoas Falam Tanto?, um livro surpreendente com explicações curiosas dos fenómenos do dia-a-dia, acontecimentos atmosféricos e astronómicos, mitos urbanos e outros.
Escrito com humor e esclarecendo as mais variadas dúvidas, Porque é que os gatos ronronam e as pessoas falam tanto? é um livro divertido para todos os curiosos que querem ver desvendados os segredos da ciência.»

Cavalo de Ferro lança a 8 de Julho escritos inéditos de Julio Cortázar

A Cavalo de Ferro lança a 8 de Julho Papéis Inesperados – escritos inéditos, do escritor e intelectual argentino Julio Cortázar, autor de A Volta ao Dia em 80 Mundos e O Jogo do Mundo – Rayuela.
Papéis Inesperados é, segundo a editora, “uma deslumbrante colecção de textos inéditos e dispersos escritos pelo autor de Rayuela durante toda a sua vida e recentemente encontrados num móvel da sua casa no XV bairro de Paris».

Cavalo de Ferro lança “Khadji-Murat”, obra póstuma de Lev Tolstoi

A Cavalo de Ferro lançou em Junho, na Colecção Gente Independente, Khadji-Murat, obra póstuma de Lev Tolstoi, autor de Guerra e Paz e Anna Karenina.

Sobre o livro: «Publicada postumamente em 1912, Khadji-Murat é a última obra de grande fôlego de Tolstoi. Uma história de luta e vingança. A história trágica e sublime do chefe guerreiro que decide abandonar os seus companheiros, que combatem obstinadamente contra a tirania do Czar e, para reivindicar a sua própria liberdade, se alia ao inimigo russo. Uma escolha sem retorno, que o fará ser refutado tanto por amigos como por inimigos. No seu estilo inconfundível, Tolstoi descreve os lugares e as paisagens do Cáucaso, um mundo inocente e violento, que conhecera na sua juventude – Tolstoi combateu na guerra que opôs populações locais ao Império Russo aquando da anexação da Tchetchénia e do Daguestão – realçando o simbolismo dos destinos individuais. Uma obra elogiada por gerações de leitores, que não perdeu a sua actualidade, fazendo ainda luz sobre a cruel história contemporânea.»

“A Cidade do Medo” dá início à série de thrillers Não Matarás, assinada por Pedro Garcia Rosado

A Cidade do Medo, à venda a partir de 6 de Julho, é o primeiro volume de uma colecção de thrillers intitulada Não Matarás, da autoria de Pedro Garcia Rosado e editada pela ASA. Esta série terá como personagem central um inspector da Secção de Homicídios da Polícia Judiciária.
Segundo a editora, nesta colecção “aliam-se a tradição literária do género e a abordagem de temas e problemáticas de carácter social, político e económico ligados à criminalidade nacional presente nos nossos jornais e telejornais diários”. O ponto de partida será a investigação de uma morte violenta no âmbito da Secção de Homicídios da PJ.
Na colecção Não Matarás irá sair um livro por ano, seguindo-se em 2011 Vermelho da Cor do Sangue.

Sinopse de A Cidade do Medo: «Quando o primeiro sem-abrigo aparece morto com dezoito facadas junto à Basílica da Estrela, ninguém mostra grande interesse. Nem o inspector Joel Franco, responsável pela investigação na Secção de Homicídios da Polícia Judiciária, nem o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (que precisa de dar a imagem de uma cidade tranquila aos seus investidores estrangeiros), nem a jornalista Eunice Neves, que trata dos casos de polícia no seu programa O Crime Nosso de Cada Dia. Para a Polícia, a morte violenta de um sem-abrigo cuja identidade é quase impossível de determinar não é uma ocorrência a que se possa dedicar muito tempo.
Mas a situação altera-se na manhã seguinte: aparecem mortos, da mesma maneira, mais dois sem-abrigo na Baixa de Lisboa. E, dois dias depois, são três os sem-abrigo atacados. O serial killer começa, porém, a deixar pistas – e estas apontam para um culto satânico, mas também para a maçonaria.
Com o medo a instalar-se em Lisboa, onde o assassino vai multiplicando os seus actos de violência, e enquanto Joel Franco começa a descobrir as origens desta vaga de crimes, o presidente da Câmara de Lisboa e um seu discreto aliado na própria PJ percebem quem é o autor das mortes: o homem que quiseram transformar em bode expiatório quando começou a correr mal o comércio ilícito de terrenos na zona do projectado aeroporto da Ota. No qual pontificara o presidente da Câmara quando ainda era ministro do Ambiente…
E em breve vão estar frente a frente dois homens que, à sua maneira, procuram justiça: o assassino propriamente dito e Joel Franco, que tenta vingar a morte de um amigo de infância em cada homicida que persegue. É bem provável que ambos desafiem a antiquíssima norma que regula a sociedade humana: «Não matarás.»

“Os Devoradores de Livros” reúne treze contos de António Victorino D’Almeida

A Oficina do Livro lançou recentemente Os Devoradores de Livros, obra composta por uma série de contos (treze) da autoria do maestro António Victorino D’Almeida.
Sobre o livro, o próprio escreveu: «A maioria dos contos apresentados neste livro, desde os mais alargados na sua dimensão até aos mais reduzidos, é anterior à publicação do meu primeiro livro, Histórias de Lamento e Regozijo.
E muitos deles (…) são extraídos de redacções dos meus tempos do liceu, quando o meu professor Jorge Borges de Macedo me ditava uma série de palavras soltas – e sem qualquer conexão entre si – exigindo que me baseasse nelas para inventar uma história. (…)
Na sua versão original, seriam decerto páginas perdidas. Mas, mesmo depois da sua posterior revisão, muitas delas ainda foram recentemente achadas em gavetas do esquecimento, razão pela qual é com particular alegria que as vejo aqui ressurgir à luz do dia.»

“A História de Eneas”, de Sebastian Barry, já nas livrarias

A Bertrand lançou recentemente A História de Eneas, romance do irlandês Sebastian Barry, autor de Escritos Secretos.

Sinopse: «A infância inocente e idílica de Eneas dá lugar a um mundo de violência na Irlanda do início do século XX. Num contexto de pobreza, guerra e conflito, Eneas é obrigado a deixar a sua terra, a família e Viv, a mulher que ama, e a correr mundo. A sua viagem longa, intensa e rica culmina num surpreendente regresso a casa, que, embora breve, será conclusivo.»

Luís Carlos Patraquim estreia-se na prosa com “A Canção de Zefanias Sforza”

O poeta Luís Carlos Patraquim estreia-se na prosa com A Canção de Zefanias Sforza, romance a lançar pela Porto Editora a 25 de Junho e com o qual o autor assinala os 35 anos da independência de Moçambique, o seu país. O lançamento do livro está inserido nas comemorações oficiais dos trinta e cinco anos da independência de Moçambique, organizadas pela Embaixada, e tem lugar na Universidade Lusófona de Lisboa, no dia 25 de Junho, às 17h30. A apresentação está cargo do embaixador, Miguel M’Kaima e da poetisa angolana Ana Paula Tavares.

O enredo: «Quem não conhece Zefanias Sforza? Ninguém, é verdade. Mas embora nenhuma rua desta cidade lhe assinale nome, e nem busto ou estátua, a possibilidade de isso vir a acontecer é mais verosímil do que alguns pensam. Zefanias Plubius Sforza, afirmo-o com a dúbia convicção de um mero tabelião de afectos e descasos, foi um cidadão, ou tentou ser, e isso já não é pouco.
Tendo como palco a cidade de Maputo, microcosmos do país que emerge com a proclamação da independência, esta é a estória de uma personagem improvável, tão improvável quanto possível, seus casos, sonhos e atribulações. O leitor perceberá que o excêntrico apelido e a particular idiossincrasia não são o melhor dos aliados num tempo e lugar em permanente ebulição.»