“Romance do Grande Gatão” – Lídia Jorge (texto) e Danuta Wojciechowska (ilustrações)

Romance do Grande Gatão, uma edição da Dom Quixote, é a segunda incursão de Lídia Jorge na literatura infantil – a estreia foi com O Grande Voo do Pardal – e, mais uma vez, a consagrada escritora portuguesa dá o protagonismo a um animal.
Aqui, como é bom de ver, o herói é um gato, um animal irreverente e independente que, embora pertencendo a casal com dois filhos pequenos (que o resgatou da rua, onde fora abandonado), começa a frequentar uma casa vizinha, onde vive uma numerosa e animada família africana, tudo porque é um gato esfomeado e assim recebe comida dos dois lados do murete que separa os lares.  
Por causa do gato riscado, há alguma fricção entre as duas famílias, mas quando ele parte para ser gato (ou seja, vai passar umas noites ao luar para impressionar as gatas e lutar com outros machos vadios), a preocupação pela sua ausência acaba por unir as duas famílias, preocupados com o seu destino. As famílias descobrem que, partindo do ponto comum que é o amor pelo gato, afinal têm outras coisas que os unem, pondo para trás as divergências para usufruírem das vantagens da vizinhança comum – o que, diga-se, deixa muito feliz o Grande Gatão, quando regressa dos “passeios” ao luar. 
O livro retrata bem a vida de um gato (pelo menos aquilo que nós, humanos, achamos que é a vida de um gato) e a importância que ele pode ter no bem-estar de uma família (ou duas). As características dos felinos são bem aproveitadas por Lídia Jorge para dar vida a este romance, muito bem ilustrado e colorido por Danuta Wojciechowska. Uma paginação mais harmoniosa na relação entre texto e imagem poderia, contudo, tornar o livro ainda mais atraente, pois há blocos de palavras demasiado extensos que poderiam ser intercalados por mais desenhos. 
O livro, sendo dirigido a crianças dos sete aos nove anos, tem um vocabulário que, por vezes, pode baralhar os mais jovens deste escalão, algo que se pode resolver com a ajuda de um adulto que explique o que querem dizer determinadas palavras, mas que, ainda assim, pode servir de entrave ao interesse do “leitor” mais pequeno.
Em suma, é um bom livro para ler a dois (adulto e criança) e uma boa lição sobre relações humanas e relações homem-gato. Bem escrito e bem ilustrado, ajuda a passar a mensagem da “necessidade” de se confiar, aceitar e respeitar as pessoas, assim como de se respeitar os animais e as suas características muito próprias, pois essa é a melhor forma de lhe proporcionar uma vida feliz.

“O Diamante da Ilha das Caraíbas” dá seguimento à colecção Os Primos

A Dom Quixote lança a 15 de Maio o oitavo volume da colecção Os Primos (dedicada ao público mais jovem), que se intitula O Diamante da Ilha das Caraíbas e é assinado por Mafalda Moutinho. No mesmo dia sai também O Meu Primeiro Jesus, do padre Peter Stilwell (texto) e José Miguel Ribeiro (ilustrações).

O Diamante da Ilha das Caraíbas – Mafalda Moutinho
«Ana, Maria e André viajam até Martinica, nas Caraíbas. À chegada a este local com paisagens exuberantes e praias fantásticas, conhecem Letty, filha de Pierre Dumont, um biólogo francês cujas pesquisas misteriosas são interrompidas por um trágico acidente…»

O Meu Primeiro Jesus – Peter Stilwell (texto) e José Miguel Ribeiro (ilustrações)
«Jesus Cristo é uma das figuras mais marcantes da história da humanidade. Mas como era ele? Que efeito teve sobre quem com ele se cruzava? Que semente lançou que ainda germina e cresce por toda a parte? O Pe. Peter Stilwell apresenta Jesus de uma forma original e arriscada: partindo de um personagem misterioso do Evangelho de S. Marcos e tecendo ligações inesperadas entre episódios da vida de Jesus.»

Shirley Jackson chega em Abril acompanhada por Flannery O’Connor e Pirandello

A Cavalo de Ferro lança em Abril Sempre vivemos no castelo, da norte-americana Shirley Jackson, e reedita Tudo o que sobe deve convergir, de Flannery O’Connor, e O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello.

Sempre vivemos no castelo – Shirley Jackson
«“Chamo-me Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e vivo com a minha irmã Constance. É frequente pensar que se tivesse tido um pouco de sorte poderia ter nascido lobisomem, porque o anular e o dedo médio das minhas mãos têm o mesmo comprimento, mas tive de me contentar com aquilo que tenho. Não gosto de me lavar, nem de cães ou barulho. Gosto da minha irmã Constance, de Ricardo Coração de Leão e do Amanita phalloides, o cogumelo da morte. Todas as outras pessoas da minha família estão mortas.”
Assim inicia Shirley Jackson o seu último romance, de 1962, considerado pela crítica uma das obras-primas da literatura norte-americana. Neste, atinge o auge a sua perícia narrativa de tornar real ao leitor um mundo inverosímil, conseguindo ao mesmo tempo  convencê-lo de que a loucura e o mal habitam os cenários mais comuns.»  

Tudo o que sobe deve convergir – Flannery O’Connor
«Escritos ao longo de vários anos e alvo de constantes e obsessivos aperfeiçoamentos, os contos de Tudo o que sobe deve convergir foram sendo publicados separadamente, valendo à autora três Prémios O’Henry – o mais prestigiado prémio para contos dos Estados Unidos. Postumamente foram recolhidos, por ordem de publicação, num único volume, considerado pela crítica como mais uma das obras-primas de Flannery O’Connor.»

O falecido Mattia Pascal – Luigi Pirandello
«Cansado da sua monótona vida de arquivista, farto de um casamento que não funciona, importunado por uma sogra metediça, atormentado por credores, Mattia Pascal toma a decisão repentina de viajar até Monte Carlo. Com o pouco dinheiro que tem, joga no casino, ganha uma soma avultada e fica inebriado pela fortuna repentina. Na viagem de regresso a casa lê no jornal a estranha notícia da sua própria morte, por suicídio. Mattia Pascal morreu: finalmente livre e rico, poderá viver uma nova vida sob a capa do anonimato…»

Carlos Ruiz Zafón passa a ser editado na Planeta – “Marina” chega depois do Verão

Carlos Ruiz Zafón – autor dos “fenómenos” A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo (editados pela Dom Quixote) – vai passar a fazer parte do catálogo da Planeta e já depois do Verão sairá o primeiro “fruto” dessa união.
Trata-se de Marina, um romance com base na Barcelona de 1980 com uma “viagem” até ao pós-guerra, definido pelo próprio autor como “possivelmente a mais indefinível e difícil de classificar entre todas as histórias que escrevi, e talvez a mais pessoal de todas elas». Esta obra, recentemente reeditada em Espanha, foi originalmente lançada antes de A Sombra do Vento.

Tradução da sinopse existente no site de Carlos Ruiz Zafón: «Na Barcelona de 1980, Óscar Drai sonha acordado, deslumbrado com os palacetes modernistas que existem junto ao colégio interno onde estuda. Numa das suas escapadelas, conhece Marina, uma rapariga destemida que partilha com Óscar a aventura de se embrenhar num doloroso mistério do passado da cidade. Uma misteriosa personagem do pós-guerra propôs-se a realizar uma desafio inimaginável, mas a sua ambição arrastou-o por caminhos sinistros, com consequências que ainda hoje alguém deve pagar.»

A trilogia juvenil El Príncipe de La Niebla, El Palacio de la Medianoche e Las Luces de Septiembre será também mais tarde (em 2011) publicada pela Planeta.

Crítica a A Sombra do Vento
Crítica a O Jogo do Anjo

“Quantum of Solace” – Ian Fleming

Quantum of Solace, de Ian Fleming, junta, numa bela edição da Contraponto (ver aqui a notícia), os contos de James Bond num único volume, nomeadamente o que dá título ao livro e outros como “Octopussy”, “Alvo em Movimento” ou “Missão Ultra-Secreta”. Alguns deram origem a filmes de 007, outros ainda não, mas têm lá os condimentos base para servirem de inspiração – convém desde já avisar que, em muitos destes casos, as semelhanças entre o conto e o filme são bastante ténues. O caso mais flagrante será o do próprio “Quantum Of Solace” (que tem também o título pouco mediático de “Refrigério essencial”), onde será muito difícil mesmo distinguir pontos de contacto (além do protagonista) com o filme interpretado por Daniel Craig.  
São, em geral, contos interessantes de um 007 “à antiga”, sem os apetrechos electrónicos de alta tecnologia da actualidade – a falta que faz, por exemplo, a um agente secreto, um simples telemóvel. Escritos de uma forma simples e atractiva, estes contos revelam, contudo, a essência de James Bond – são os ambientes (festas, cafés, bares de hotel, praias, etc.), as bond girls, as perseguições de carro e moto, os fatos impecáveis, os cenários internacionais (Paris, Berlim, Bahamas, Roma e Veneza, Nova Iorque), e os bandidos com ar de bandidos –, pelo que não defraudarão as expectativas dos fãs de Ian Fleming. Em alguns contos nota-se que o autor necessitaria de mais espaço para desenvolver o enredo, imperando uma sensação de “sabor a pouco”, mas nem por isso a história fica mal resolvida, pois o domínio da arte do “policial” por parte de Fleming permite-lhe controlar a acção de modo a que tudo bata certo – em função do que é uma aventura de 007, claro!, onde a fantasia tem sempre um lugar (grande) reservado.
Quantum of Solace é, portanto, uma leitura ideal para uma tarde na praia ou na esplanada, num ambiente descontraído – seria, aliás, um livro indicado para o próprio James Bond ler num dos poucos momentos mortos entre missões. Momentos mortos é coisa que não existe, claro, nesta colectânea de contos, um excelente aperitivo para avançar para a leitura dos outros três livros entretanto editados pela Contraponto, Casino Royale, Dr. No e Vive e Deixa Morrer.

Edson Athayde estreia-se no romance com “O Rapaz das Fotografias Eternas”

O Rapaz das Fotografias Eternas é o primeiro romance do criativo Edson Athayde e será apresentado a 28 de Abril, às 18h30, na livraria Bulhosa (Entrecampos – Lisboa) por Maria Elisa e Pedro Rolo Duarte.
Segundo a editora Guerra & Paz, o livro chega na última semana de Abril às livrarias.
Edson Athayde retirou-se em 2008 da publicidade para se dedicar em exclusivo à escrita.

Sobre o livro: «O livro conta a história de Pedro, o único retratista que consegue eternizar as fotografias que tira. Na solar Vila de Clarabóia, Pedro carrega um grande segredo e cruza-se com personagens maiores do que a própria vida: as três Marias, cada uma com sua mania; Bakunin, o cão que fala em russo; Alaor, o viúvo da mulher que nunca nasceu e Jonas, o que será louco, poeta ou morto.
Edson Athayde oferece aos leitores dois universos paralelos, numa fábula dramática e, ao mesmo tempo, divertida.»

“Tartan – As Velas da Liberdade” – Nuno Silveira Ramos e Pedro Silveira Ramos

Não é um caso único, não será sequer raro, mas, sem dúvida, que é, pelo menos, pouco comum. Explico melhor: encontrei (ou encontrou-me) um livro-documento muito bem escrito. Por norma, neste tipo de obras a preocupação é relatar uma história verídica, sem que se recorra a uma escrita demasiado elaborada e/ou literária. Os protagonistas não são “obrigados” a ter o dom da escrita, ou quem escreve por eles fá-lo sem o sentimento de quem verte uma história por si vivida ou, mesmo, imaginada – cumpre tão-só uma tarefa.
Tenho por hábito ler as primeiras páginas de livros que, à partida, não mereceriam a minha atenção imediata, só para saber a que “sabem”… e fui “obrigado” a embarcar no Tartan, barco que, como está bom de ver, dá nome a esta obra, Tartan – As Velas da Liberdade. José Eduardo Agualusa tem razão, “lê-se de um só fôlego, como quem lê um bom romance de aventuras”.
A obra, assinada a duas mãos por Nuno Silveira Ramos e Pedro Silveira Ramos e editada pela Albatroz, relata uma viagem de seis jovens que, em 1978, descontentes com a situação instável em Angola, embarcam (a 10 de Novembro) num veleiro de treze metros rumo a Portugal.
À primeira vista, pode não parecer uma coisa de outro mundo, mas, repare-se bem, estávamos em 1978 e não havia GPS – como instrumentos de navegação dispunham apenas de uma bússola, de um mapa rudimentar e de um rádio a pilhas.
Mas o livro não se limita, naturalmente, a relatar a viagem de barco – há descrições vivas (e vividas) do quotidiano de Luanda na época, da realidade da guerra, da transição da guerra colonial para a guerra civil. As dificuldades da vida naquela turbulência surgem obrigatoriamente nestas páginas, pois foi isso que espoletou o desejo de partida, depois de derrotada a esperança que persistia nos que por lá optaram por ficar após 1975.
A primeira parte do livro, depois de feito o enquadramento geográfico e histórico, é dedicada as preparativos, um relato detalhado pois, afinal de contas, dada a precariedade da vida na época, juntar o material e os mantimentos necessários foi um processo que durou meses. Os preparativos materiais são entremeados com o amadurecimento da ideia nas mentes dos seis jovens, que tiveram também de ser muito cuidadosos para que ninguém se apercebesse do seu plano de fuga.
Depois, surge a viagem, um relato cativante, onde não faltam tempestades, encontros (quase imediatos) com enormes navios, comércio com pescadores em pleno mar, golfinhos, tubarões e orcas, avistamentos de costas desconhecidas, uma passagem atribulada por Monróvia, outra mais sossegada por Las Palmas, até à chegada das velas da liberdade a Portimão, a 23 de Janeiro de 1979, após mais de dois meses de travessia do oceano.
O livro está recheado de termos náuticos, mas não em exagero, pelo que não prejudica a fluidez da leitura aos ignorantes na matéria – no final, um breve glossário ajuda os mais leigos.
Em suma, um rico livro de aventuras que, bem trabalhado, daria um excelente filme de aventuras.

Presença edita “O Homem de Pequim”, novo thriller de Henning Mankell

A Editorial Presença lançou na segunda quinzena de Abril um novo romance do autor sueco de best-sellers policiais Henning Mankell, intitulado O Homem de Pequim. Outra novidade da Presença é Crónica do Rei-Poeta Al-Mu´Tamid, da autora escritora portuguesa Ana Cristina Silva. Destaque ainda para a edição de Ressurreição, de Lev Tolstói.

O Homem de Pequim – Henning Mankell
Sinopse: «Em Janeiro de 2006, uma pequena aldeia no Norte da Suécia assiste a um massacre sem precedentes. Dezanove pessoas brutalmente assassinadas é o balanço final. A polícia inclina-se a pensar que só uma pessoa com perturbações mentais poderá ter levado a cabo tamanho acto de violência, mas Birgitta Roslin tem outra opinião. Ao ler a notícia no jornal e se aperceber que tinha relações de parentesco com duas das vítimas, Birgitta decide investigar por conta própria – e tudo indica que também ela se poderá em breve tornar um alvo… Publicado em cerca de 20 países, O Homem de Pequim é mais um thriller magistral de um dos dez autores que mais venderam na Europa em 2009.»

Crónica do Rei-Poeta Al-Mu´Tamid – Ana Cristina Silva
Sinopse: «Al-Mu’Tamid nasceu em Beja, em 1040. Nessa época, a poesia e a cultura floresciam nas cortes árabes, mas após a queda de Córdova, o Sul de Espanha fragmentara-se em inúmeras taifas que se digladiavam entre si ao sabor das aspirações de poder e de prestígio. Herdeiro de uma das mais poderosas dinastias então reinantes que governava Sevilha, Al-Mu’Tamid era um homem de índole benévola, amante de tertúlias, e um dos mais notáveis poetas do al-Andaluz. Nesta crónica ficcionada, escrita já no exílio pelo Rei-Poeta, Ana Cristina Silva, para além dos acontecimentos trágicos que marcaram o seu reinado, leva-nos a imaginar como terá sido, intimamente, o homem que teve de encarnar a personagem que ficou para a história.»

Vaticano S.A. – Gianluigi Nuzzi
Sinopse: «Monsenhor Renato Dardozzi foi, desde 1974 até finais do século XX, conselheiro das figuras mais importantes na gestão do banco central da Igreja, o IOR. No final da sua vida, Dardozzi determinou que o arquivo que ele próprio elaborou, com todos os processos que acompanhou, se tornasse público. Vaticano S.A. contém o essencial das informações recolhidas por este prelado, sendo um documento de grande interesse histórico que expõe a frenética actividade da Igreja, durante duas décadas, visando, sob a capa de obras de caridade, secretíssimas manipulações políticas, subornos, pagamentos a políticos corruptos e elementos da Máfia, e até mesmo um elaborado sistema de lavagem de dinheiros: um paraíso fiscal inexpugnável em plena cidade de Roma.»

Ressurreição – Lev Tolstói
Sinopse: «Ressurreição é o último dos grandes romances de Lev Tolstói. Conta-nos a história de um príncipe russo, Dmítri Nekhliúdov e de uma jovem empregada doméstica, Máslova, que ele seduziu no passado, com consequências dramáticas para esta, que acaba por cair na prostituição, por ser acusada de um crime que não cometeu e por ser enviada como prisioneira para a Sibéria. Tolstói constrói aqui uma narrativa de grande intensidade psicológica, dominada pela visão que tem da redenção e do perdão inerentes ao amor, que é ao mesmo tempo uma descrição panorâmica e incisiva da vida social da Rússia czarista de finais do século XIX e uma crítica sarcástica às injustiças sociais, ao sistema judicial e ao regime russo.»

O Espírito da Igualdade – Por que razão sociedades mais igualitárias funcionam quase sempre melhor – Richard Wilkinson e Kate Pickett
Sinopse: «Richard Wilkinson e Kate Pickett, dois académicos britânicos, defendem neste livro polémico que são as desigualdades sociais, e não a pobreza em si, que mais contribuem para alguns dos problemas com que o mundo dito desenvolvido se debate actualmente. Através da análise dos indicadores presentes em relatórios publicados por diversas instituições, revelam como a violência, a toxicodependência, a obesidade, as doenças mentais ou a gravidez na adolescência são menos frequentes em comunidades onde a disparidade de rendimentos é menor, independentemente de estas serem consideradas ricas, e sugerem medidas para alcançar o equilíbrio e conceber uma sociedade mais justa. Um livro fundamental que nos obrigará a repensar a forma como nos organizamos e aquilo que valorizamos no nosso quotidiano.»

Clementina – Sara Pennypacker
Sinopse: «A Clementina tem oito anos e, nas suas próprias palavras, é “alérgica a ficar quieta e sossegada”. Como deves imaginar, isto nem sempre lhe facilita a vida, e a Clementina acaba por passar mais tempo no gabinete da directora da escola do que gostaria. Por exemplo, esta semana vai de mal a pior. Tudo começou porque na segunda-feira a sua melhor amiga Margarida ficou com o cabelo cheio de cola durante a aula de Arte. A Clementina tentou ajudá-la, mas os adultos não percebem nada de nada, e os sarilhos nunca mais tiveram fim! Hilariante e inesquecível, este livro vem apresentar-te uma menina cheia de imaginação – e o mundo nunca mais te vai parecer o mesmo depois de visto através da perspectiva dela!»

A Canção da Ninfa – Colecção: As Novas Crónicas de Spiderwick
Sinopse: «Julgas que aqui a vida é só divertimento e sol? Vê bem!
Isto até era bastante bom antes de me terem arranjado esta meia-irmã sem jeito e pateta. E não veio sozinha. Trouxe aquele livro enorme e estúpido sobre criaturas fantásticas. Ela garantiu que existiam mesmo, mas achas que eu acreditei? Não. Disse-lhe que era uma fraude. Meu! Estava enganado.
Agora há criaturas fantásticas por todo o lado! POR TODO O LADO! E NÃO se vão embora se não as ajudarmos! AZAR!»

Casa das Letras lança “Guerra sem Fim”, de Dexter Filkins

A Casa das Letras editou Guerra sem Fim, de Dexter Filkins, correspondente do New York Times no Afeganistão e Iraque desde 2000 e especialista em assuntos do Médio Oriente e da Ásia Central. Este livro sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque tem prefácio de Cândida Pinto.

Sobre o livro: «Existem diversos livros sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque e sobre a guerra contra o terrorismo – mas este texto é muito diferente. Em Guerra sem Fim, Dexter Filkins não analisa como e por que razão aconteceram estas guerras, ou se foram bem-sucedidas ou falharam. Em vez disso captura com um imediatismo cortante a experiência humana e consequente tragédia da guerra.
Conhecemos insurrectos iraquianos e soldados americanos, rebeldes afegãos e clérigos talibãs. Viajamos por desertos, terras gélidas e montanhas, pelos cenários de execuções públicas e amputações, de atentados suicidas e pelas casas dos próprios bombistas. O resultado é um retrato visceral da guerra contra o terrorismo, das suas vítimas, das pessoas que nela combatem e das suas vivências – um mosaico absolutamente lógico dentro do absurdo contexto da guerra.
De um realismo atroz e palpável, Guerra sem Fim tem todavia o mérito da imparcialidade: ao contrário de repórteres que se celebrizaram por se oporem retoricamente à intervenção americana, Filkins não faz proselitismo fácil – conta o que viu e ouviu dos personagens que viveram o drama, mas deixa ao leitor a tarefa de tirar conclusões.»

Esfera dos Livros lança “História dos Papas”

A Esfera dos Livros vai editar História dos Papas, uma obra de Juan María Laboa Gallego (especialista em História da Igreja) que traça o retrato dos 267 papas que ocuparam a cadeira de São Pedro. Juan María Laboa Gallego é licenciado em Filosofia e Teologia e doutor em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma e já escreveu diversos livros sobre a Igreja.
O autor vai estar em Lisboa a 3 e 4 de Maio para, segundo a editora, “falar sobre homens santos como Leão I, o Grande, que enfrentou Átila, e reformadores como Gregório VII, grande defensor da Igreja face ao poder laico guerreiros como Urbano II, que convocou a primeira cruzada, mecenas de arte como Júlio II, a quem se deve a decoração da Capela Sistina.” O livro, ainda segundo a Esfera dos Livros, também falada de papas “considerados hereges, como João XXII, Alexandre VI, que favorecia de forma escandalosa a sua família, Pio VII, prisioneiro de Napoleão, ou João Paulo I, que apareceu morto na sua cama depois de trinta e três dias de pontificado”. Está incluída igualmente “uma crónica completa que conta a história de João XXI, o único papa português que morreu esmagado por um tecto, para uns castigo divino pela sua falta de apreço pelos religiosos dominicanos”.