Asa mostra em Março a faceta “policial” de John Banville

A ASA vai lançar em Março um policial de John Banville (Man Booker Prize 2005), que neste caso assina Benjamin Black. O romance em causa intitula-se O Segredo de Christine. Outra das mais relevantes novidades de Março da ASA é O Regresso do Hooligan, do romeno Norman Manea, uma viagem romanceada pelos grandes acontecimentos do século XX.

O Segredo de Christine – Benjamin Black
«É capaz de guardar um segredo?
Os segredos são refúgios perfeitos para o crime…
Por detrás da neblina, dos vapores de whisky e do fumo dos cigarros, Dublin esconde segredos inquietantes. No departamento de patologia que chefia, Quirke está habituado a ver de tudo um pouco. Localizada nas profundezas da cidade, a “sua” morgue é o seu porto de abrigo: sempre calma, sempre sombria e sempre sob o seu controlo. Pelo menos era assim até ao dia em que Quirke se deparou com o cadáver de uma mulher desconhecida. A seu lado, ocupado a falsificar a causa da morte, estava Malachy, seu cunhado.
Foi a primeira vez que Quirke viu Christine Falls, mas a investigação que decide efectuar à sua vida e morte ameaça revelar muito mais do que ele estava à espera. O patologista vai cruzar-se com alguns dos mais insidiosos e bem guardados segredos da alta sociedade católica de Dublin. Uma sombria intriga que envolve organizações clandestinas e a sua própria família numa conspiração que abrange ambos os lados do Atlântico e que acaba por, inesperadamente, envolver as vidas de todos os protagonistas.»

O Regresso do Hooligan – Norman Manea
«Tudo começa quando o autor (e narrador) tem a possibilidade de regressar à Roménia, o seu país natal. Philip Roth aconselha-o a ir mas Saul Bellow tenta dissuadi-lo. Ele decide partir, finalmente, para esse país de onde fugiu em 1986. Desencadeia-se então uma torrente de recordações: a infância interrompida pela deportação para um campo de concentração, o entusiasmo juvenil pelo comunismo e o subsequente desencanto, a vida sob a ditadura de Ceausescu, o refúgio na literatura, as dificuldades sentidas por um intelectual num meio asfixiante e, finalmente, o exílio.
O Regresso do Hooligan é o relato de uma existência imersa nos grandes acontecimentos do século XX, uma viagem através do tempo e do espaço, do sonho e da realidade, do passado e do presente de um escritor que sabe revelar a beleza da dor e transformar a biografia numa arte maior.»

Casamento de Conveniência – Madeline Hunter
«Ele viu-a e pagou uma fortuna para ficar com ela.
Pelo menos, era o que todos pensavam.
Mas este casamento não é o que parece…
Lady Christiana Fitzwaryn está apaixonada. Infelizmente, o seu futuro marido não é o homem dos seus sonhos mas sim um perfeito desconhecido, com quem o próprio rei Eduardo negociou o enlace. Sobre este homem, Christiana apenas sabe tratar-se de um mero mercador plebeu. Não estava, pois, preparada para o primeiro encontro: David de Abyndon revela ter um carisma extraordinário e nutre uma indiferença desconcertante em relação ao estatuto social dela. Para sua grande surpresa, é a aristocrata quem se sente perturbada na presença daquele homem de enigmáticos olhos azuis.»

O Terceiro Anjo – Alice Hoffman
«Neste romance mágico, Alice Hoffman apresenta-nos três mulheres apaixonadas pelos homens errados. Madeline, uma nova-iorquina independente e com uma carreira de sucesso, sente-se irremediavelmente atraída pelo noivo da irmã. Frieda, filha de um médico de província, foge para Londres, onde se torna na musa de uma estrela de rock condenada. E a destemida Bryn está prestes a casar-se, embora esteja secretamente obcecada por outro homem. No epicentro de todas estas convulsões está Lucy Green, que se culpa a si própria por um trágico acidente que testemunhou aos doze anos no mesmo hotel onde as outras mulheres se encontram. Lucy passou as quatro últimas décadas em busca de redenção. Poderá o Terceiro Anjo renovar a sua fé?
O Terceiro Anjo é um fascinante relato sobre a natureza mágica do amor e as leis da atracção. Um testemunho inesquecível do talento de Alice Hoffman, uma das mais admiradas escritoras da actualidade.»

O Inferno de Alice – Alice Jamieson
«Mais de quinze personalidades.
Uma mente torturada.
Alice parecia ter tudo para ser feliz: vivia com os pais e o irmão numa casa luxuosa, frequentava as melhores escolas… Porém, sempre se sentiu diferente das outras crianças. Sofria de perdas de memória, tinha pesadelos violentíssimos e as vozes que ouvia na sua cabeça pediam-lhe para se matar. Culpou-se em silêncio durante anos até procurar um terapeuta, que a ajudou a compreender o que a atormentava: múltiplas personalidades. Quando elas se revelaram, Alice percebeu por fim a dimensão da sua agonia. Cada uma das personalidades tinha as suas próprias e terríveis memórias. Ela podia finalmente ter uma visão global da sua infância. Mas o que descobriu quase a matou.
Alice fora abusada pelo próprio pai desde os seis meses de idade. Ao longo da sua infância, adolescência e juventude, ele violara-a centenas de vezes, tendo até permitido que outras pessoas o fizessem. “O meu pai infligiu-me todas as perversões possíveis”, conta-nos. Na adolescência, sofria de anorexia e de perturbação obsessivo-compulsiva, perturbações que eram, no fundo, silenciosos pedidos de ajuda que ela descreve corajosamente em O Inferno de Alice.
Perceber e sobreviver ao passado foi apenas o início de uma luta que Alice trava até hoje. Esta é a sua história.»

Caminho lança “O Caderno 2”, crónicas de José Saramago

A Caminho edita em Fevereiro mais um livro de crónicas de José Saramago, O Caderno 2 (crónicas), assim como o romance Diálogos Para o Fim do Mundo, de Joana Bértholo. A nível de literatura infantil e juvenil saem Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz, Gastão Vida de Cão, de Rita Taborda Duarte e Luís Henriques, Teatro às Três Pancadas, de António Torrado e António Pilar, e Cão Rafeiro, de Stephen Michael King.

O Caderno 2 – José Saramago
«Esta obra reúne o conjunto de textos que diariamente José Saramago foi escrevendo no seu blog entre Setembro de 2008 e Novembro de 2009. Representa as reflexões, as opiniões, as sugestões, críticas aos mais diversos assuntos e sobre as mais diversas questões.» 

Diálogos para o Fim do Mundo – Joana Bértholo
«Há uma história de amor, num tempo futuro após o fim do mundo, quando o amor ganhou sentidos novos ou deixou até de fazer sentido. Junto com o cinema, os museus e o próprio tempo. Há um famoso general do exército vermelho e uma velha que se lembra de tudo, do que importa e do que não importa. Três irmãs que carpem o destino dos homens e uma pequenina com ar de imperatriz. Há um cão mítico, e incontáveis pores-do-sol. Há até a bordo uma orquestra prussiana, que todas as tardes toca exactamente a mesma peça de Wagner.
Segue tudo e todos juntos, num ajuntamento de opções flutuantes, uma espécie de arca. O que todos mais querem é chegar ao Brasil. Mas não sabemos se o Mundo não acaba entretanto.»

Os Livros Que Devoraram o Meu Pai – Afonso Cruz
«Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo.
Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.»

Gastão Vida de Cão – Rita Taborda Duarte & Luís Henriques
«“Era uma vez um cão chamado Gastão
Que morava com cinco animais de estimação:
o Fred que fazia várias birras por dia
e a mais pequenina chamada Maria, para além dos pais e uma tartaruga chamada Marília.” (adapt.)
Os protagonistas de Sabes, Maria, o Pai Natal Não Existe e Fred e Maria voltam ao convívio dos mais novos — a eles junta-se o resto da família, com especial destaque para o cão Gastão, que tem um trabalhão a tentar pôr ordem nesta enorme desordem!»

Teatro às Três Pancadas – António Torrado e António Pilar
«Este livro tenta responder a várias perguntas que têm dirigido ao autor: “Por acaso não terá uma peçazinha disponível, para nós representarmos, na nossa Escola?” ou “Dava-nos uma peça para o nosso grupo de teatro itinerante, que não comporte muitos actores?” ou “Nunca pensou em pegar numa das suas histórias e transformá-la numa pequena peça de teatro?” ou “Precisamos de uma peça de montagem fácil. Tem alguma à mão?”
Os espectáculos aqui propostos dispensam quase tudo, do aparato das luzes de cena aos sumptuosos figurinos. Só não dispensam o prazer irresistível de inventar o Teatro.» 

Cão Rafeiro – Stephen Michael King
«O cão rafeiro é destemido, rápido e esperto… mas está sozinho. Ninguém o alimenta. Ninguém o quer. Ninguém gosta dele.
Até que um dia…»

“O Mundo Invisível” – Shamim Sarif

O Mundo Invísivel, de Shamim Sarif (editado pela Contraponto), é, sem dúvida, um projecto arrojado, pois foca em simultâneo várias temáticas marcantes e controversas: racismo, homossexualidade, tradições familiares versus direitos pessoais e discriminação sexual. Quatro temas polémicos enquadrados numa época e local onde eram ainda mais fracturantes: anos 50 na África do Sul, precisamente quando o apartheid dava os seus primeiros passos.
A autora, nascida em Inglaterra mas com raízes na África do Sul e na Ásia, inspirou-se nas vivências da sua família para escrever O Mundo Invisível, obra que ela própria adaptou ao cinema.
Em O Mundo Invisível há um pouco (se calhar demasiado) de tudo: uma indiana que casou com um branco (pelo que é perseguida), uma rapariga violada que, com a vergonha, tem de regressar à Índia, mulheres submissas às vontades dos maridos, amores impossíveis entre negros e brancos, amores homossexuais, traições conjugais, etc. O livro traça um bom retrato social da época e da sociedade, mas perde-se um pouco na multiplicidade de temas que quis abarcar, retirando-lhe a possibilidade de aprofundar mais as situações.
O protagonismo deste romance é dado a Amina, uma jovem de uma família indiana estabelecida na África do Sul, que decide seguir a vida à sua maneira, ignorando as convenções da comunidade imigrante a que pertence. Amina é dona de um café, o que por si só já era algo estranho na região à época, ainda por cima tendo como sócio um negro. Trava conhecimento com Miriam, uma jovem esposa indiana, discreta, subserviente, respeitadora das tradições. O convívio com Amina, naturalmente, irá alterar a sua percepção da vida e da sociedade que a rodeia, ela que estava determinada em tudo fazer pelo bem-estar da família seguindo as regras tradições indianas. A vida de Miriam, até aí de dedicação exclusiva ao marido, aos filhos e ao negócio, passa a ter outros interesses “proibidos”, como, por exemplo, a leitura. Mas também a existência de Amina é condicionada por esta relação com Amina, cerceando alguma da liberdade de que tanto se orgulhava. Os conflitos internos destas duas mulheres, as suas dúvidas e incertezas, são, portanto, um dos pontos fortes deste romance, beneficiando das reconhecidas capacidades literárias de Shamim Sarif.
É, como já deu para entender, um livro onde as personagens fortes são as mulheres, remetendo a autora os homens para papéis praticamente secundários. As personagens são consistentes e credíveis, ajudando à consolidação do enredo.
O final pareceu-me um bocado “morno” para o tipo de livro que é, já que as questões levantadas poderiam ter dado origem a algo mais radical. Contudo, O Mundo Invisível revelou-se, maioritariamente, uma leitura agradável e cativante.

“As Regras de Moscovo” – Daniel Silva

Gabriel Allon, o agente secreto israelita criado pelo norte-americano Daniel Silva, vive uma nova aventura em As Regras de Moscovo (uma edição Bertrand), desta vez enfrentando novos inimigos e pisando novos terrenos. O inimigo em causa é o milionário russo Ivan Kharkov, um antigo agente do KGB, e o cenário, está mesmo ver-se, é Moscovo.
Trata-se, portanto, de uma bem-vinda lufada de ar fresco na série de aventuras de Gabriel Allon, o veterano agente cada vez mais desencantado com a sua “profissão” que só pensa em poder dedicar-se em exclusivo ao restauro de arte e à sua nova mulher, Chiara, também ela agente dos serviços secretos israelitas. Desta vez são postos de parte os conflitos com inimigos do Médio Oriente (pelo menos directamente) e as atenções estão focadas nos herdeiros da Guerra Fria.
Ivan Kharkov, o tal milionário, dedica-se ao tráfico de armas e prepara um grande negócio que prevê a venda à Al-Qaeda de sofisticado armamento. Allon sabe do negócio após se ver envolvido inadvertidamente, no Vaticano, no assassínio de um jornalista russo que lhe queria passar informações secretas.
Allon e a sua equipa enfrentam novos inimigos com novos métodos, “repescados” daqueles utilizados pela KGB, o que os obriga a esforços redobrados para levar a sua missão a bom porto. Têm, portanto, de seguir “as regras de Moscovo”.
Os preparativos da operação, onde se envolve a própria mulher de Kharkov como informadora (e não só…), são mais uma vez uma das mais-valias de Daniel Silva, exímio na descrição dos mesmos, notando-se que, ou tem um profundo conhecimento da matéria, ou é muito convincente ao passar a “mensagem” ao leitor.
Outra das características positivas que se mantêm em As Regras de Moscovo, em comparação com os restantes livros da série Gabriel Allon, é o elevado ritmo do enredo, logo desde as primeira linhas, prendendo o leitor sem contemplações e cumprindo na íntegra os requisitos deste tipo de romances. Note-se, contudo, que mesmo sendo abertamente um romance que privilegia a acção, nem por isso descura a construção das personagens; é interessante ir acompanhando a evolução da personalidade Allon, mas também não deixa de ser meritório o trabalho do autor na construção das personagens secundárias, particularmente os “vilões”.
Finda a leitura de As Regras de Moscovo, resta esperar pela chegada da tradução de The Defector, onde Allon e Kharkov voltam a dividir o protagonismo. As regras de Moscovo voltam, portanto, a ditar a sua lei na obra de Daniel Silva.

“Uma Pedra Sobre o Rio”, romance de Margarida Fonseca Santos, lançado pela Oficina do Livro

O romance Uma Pedra Sobre o Rio, de Margarida Fonseca Santos, que já venceu o Prémio Revelação APE/IPLB, é uma das novidades mais recentes da Oficina do Livro.
Uma Pedra Sobre o Rio é apresentado pela editora como “um romance sobre o crescimento e a aprendizagem da vida.”

Sobre o livro: «Tudo parece estar bem na vida de Teresa, menos a sensação de insatisfação e angústia que a invadiu nos últimos tempos.
A rotina é posta em causa e Teresa tenta encontrar dentro de si a razão pela qual se sente assim instável.
Inesperadamente, conhece Pedro, uma personagem misteriosa, com quem inicia uma relação de grande cumplicidade que a conduz ao reencontro consigo mesma.
Mas, afinal, quem é Pedro?»

Planeta propõe que “Encontre Deus na Cabana” a partir de 25 de Fevereiro

A Planeta lança a 25 de Fevereiro Encontre Deus na Cabana, de Randal Rauser, professor de História da Teologia, obra que analisa o romance A Cabana, de Paul Wm. Paul Young, um best-seller editado em Portugal pela Porto Editora.

Sobre o livro: «O livro A Cabana, de William P. Young, tornou-se um best-seller mundial e, embora a sua leitura tenha afectado muitas vidas, ainda existem muitos leitores que têm dúvidas sobre a sua verdadeira mensagem. No livro, é narrada a tragédia do assassinato da filha mais nova de Mack Allen Phillips, numa cabana abandonada. O brutal crime deixa o pai da menina devastado e envolto na mais profunda angústia e tristeza. Quatro anos passados, Mack recebe um convite de Deus para passar um fim-de-semana na mesma cabana onde ocorreu o assassínio. Este convite mudará para sempre a vida deste pai angustiado.
Randal Rauser, escritor e teólogo, revela neste livro todas as mensagens divinas de amor, paz e perdão contidas n’A Cabana e explica porque Deus se manifesta de diferentes formas e porque devemos aceitar o seu convite para começarmos a mudar a nossa vida encontrando a verdadeira paz de espírito.»

Dom Quixote lança em Março “Manual da Escuridão”, de Enrique de Hériz, e “Osso a Osso”, de Carol O’Connell,

A Dom Quixote vai lançar a 26 de Março o romance Manual da Escuridão, do escritor espanhol Enrique de Hériz, que estará em Portugal para promover o seu livro. Ainda em Março a Dom Quixote publica Osso a Osso, de Carol O’Connell, e reedita
O Estranho Caso do Dr. Jeckyl and Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson, na Biblioteca António Lobo Antunes, que assina o prefácio. Este clássico sai a 12 de Março.

Manual da Escuridão – Enrique de Hériz
«A carreira do ilusionista Víctor Losa, depois de algumas dificuldades iniciais, é fulgurante. Perto dos 40 anos recebe, em Lisboa, a homenagem dos seus colegas que o consagram como o melhor mágico do mundo. No entanto, o destino prega-lhe uma surpresa contra a qual o seu talento de nada lhe serve.»

Osso a Osso – Carol O’Connell
«Na cidade de Coventry, no norte da Califórnia, dois irmãos adolescentes vão passear num bosque, mas só um regressa. Ninguém sabe o que aconteceu a Josh, um rapaz de quinze anos incrivelmente dotado para a fotografia…»

A Chave para Rebecca, de Ken Follett, sai a 26 de Fevereiro, editado pela Bertrand

A Bertrand edita a 26 de Fevereiro uma obra de Ken Follett intitulada A Chave para Rebecca, uma das que escreveu sobre a Segunda Guerra Mundial. Nesse mesmo dia é lançado O Mistério de Olga Tchekova, de Antony Beevor, que, recorrendo a um conjunto de entrevistas, artigos, livros e pesquisas reconstrói a história de uma família – a de Olga Tchekova – durante um dos períodos mais atribulados da história do século XX.
Ainda a 26 de Fevereiro a Bertand lança o romance fantástico O Dom, de Alison Croggon, o romance O Ano dos Prazeres, de Elizabeth Berg, e Aldeia: Terra, Gente e Bichos, de Aquilino Ribeiro. 

A Chave para Rebecca – Ken Follett
«A Chave para Rebecca faz parte de um conjunto de obras que Ken Follett, um dos mais aclamados escritores da actualidade, escreveu sobre a II Guerra Mundial. Nessa altura, o Nazismo estava no auge, e com espiões espalhados por toda a Europa. Mas o alvo do Reich não era nenhum país do Velho Continente, e sim o Cairo, a capital do Egito.
Neste livro, Follett relata a história de um espião alemão, Alex Wolff, conhecido como “A Esfinge”, em busca de uma documentação secreta que ajudará o exército alemão a concretizar a estratégia de Hitler.
É com esse objectivo – e com habilidade e frieza – que Alex Wolff, homem desapiedado e hábil espião ao serviço do capitão Rommel, atravessa o deserto do Sahara e penetra na misteriosa cidade egípcia. Estamos em 1942.
Rommel parece imbatível: as suas armas secretas são Alex Wolff, espião exímio, e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier, Rebeca.
Porém, se atravessar o deserto se afigura um desafio fácil, enfrentar William Vandam (do exército britânico) revela-se bastante mais complicado. E tanto um como outro recorrem à mesma estratégia: fazem-se valer de Elene e Sonia que tentam seduzir, respectivamente, Wolff e Vandam.
E à medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo.» 

O Mistério de Olga Tchekova – Antony Beevor
«Em O Mistério de Olga Tchekova, Antony Beevor, historiador e autor de uma vasta obra (Dia D, Estalinegrado, A Guerra Civil de Espanha e Paris Após a Libertação, entre outros, todos editados pela Bertrand), faz uso de um conjunto de entrevistas, artigos, livros e pesquisas para reconstruir a surpreendente história de uma família – a de Olga Tchekova – durante um dos períodos mais atribulados da história do século XX.
Na verdade, mais do que relatar o surpreendente percurso de Olga Tchekova, Antony Beevor revela segredos e crueldades do nazismo e do estalinismo (a própria actriz parece ter “um pé em cada lado”), acompanha toda a revolução, a ascensão de Hitler e os horrores resultantes da invasão nazi da União Soviética.
Meio biografia, meio ensaio histórico, o autor começa por questionar a qualidade de vida da actriz preferida de Hilter durante este período já que teria sido difícil para Olga Tchekova viver tão bem numa situação de guerra, em especial quando a sua etnia saíra provisoriamente vencida, sem oferecer uma moeda de troca ao país dominador. Terá sido a actriz preferida de Hitler uma espia russa? O raciocínio de Beevor parece dispensar provas.
Acreditando sempre na alta probabilidade de que assim tenha sido, a história da actriz como ele a descreve contém muitos ingredientes fascinantes que acabam por surpreender bem mais pelo alcance do seu papel ao lado do ditador do que pelo mundo glamouroso em que se movimentava.
Baseado em documentos verídicos, O Mistério de Olga Tchekova é, como definiu o jornal Evening Standart, “uma fascinante história de espionagem, puro entretenimento e uma investigação admirável”.»

Porto Editora lançou “O Braço Esquerdo de Deus”, de Paul Hoffman

A Porto Editora lançou a 18 de Fevereiro O Braço Esquerdo de Deus, de Paul Hoffman, uma das mais aguardadas obras de literatura fantástica dos últimos tempos. Trata-se do primeiro volume de uma trilogia. O autor, Paul Hoffman, escreveu o argumento de três filmes, em co-autoria, e trabalhou nomeadamente com Francis Ford Coppola. O seu primeiro romance, The Wisdom of Crocodiles, deu origem a um filme protagonizado por Jude Law. Seguiu-se The Golden Age of Censorship, comédia negra publicada em 2007.

Sobre o livro: «“Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção.”
O Braço Esquerdo de Deus tem como cenário o Santuário dos Redentores, um lugar vasto e isolado – um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo – servir a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro − agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço. Não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.»

Pode ler aqui as primeiras páginas da obra.

Aceda aqui ao site oficial do livro.

Planeta edita duas obras sobre a língua portuguesa

A Planeta vai editar em Fevereiro duas obras dedicadas à língua portuguesa, Nas Bocas do Mundo, de Sérgio Luís de Carvalho, e Assim é que é falar, de Maria Regina de Matos Rocha, Maria João Casanova de Matos e Sandra Duarte Tavares. 

Nas Bocas do Mundo
Sobre o livro: «Sabia que os termos assassino e haxixe estão historicamente relacionados? E que a expressão queimar as pestanas envolve estudantes de outros tempos? E que verdade de La Palice provém de um erro de tradução? E que a frase estar nas suas sete quintas estará associada ao Seixal? E sabia que o doutor da Mula Ruça existiu mesmo e exerceu em Évora no século XVI?
Neste livro analisa-se a história de centenas de expressões populares que há muito se enraizaram na língua portuguesa. Quando surgiram estas frases? Como nos chegaram? Que histórias estão por trás da sua origem?
Uma recolha baseada nos mais prestigiados estudiosos que desvenda aspectos curiosos e bizarros do nosso idioma.
Uma viagem, afinal, pelo nosso património nacional. Porque a verdade é que – como dizia Fernando Pessoa – a nossa pátria é a língua portuguesa.» 

Assim é que é falar
Sobre o livro: «Este livro reúne em 201 perguntas as dúvidas mais frequentes de qualquer falante de língua portuguesa. Como se pronunciam certas palavras, qual a adaptação correcta dos estrangeirismos, como se formam femininos e plurais, conjugações verbais irregulares, construções sintácticas e pontuação.
Para cada pergunta, há uma resposta, elaborada por especialistas, exposta de forma clara, simples e inesquecível, acompanhada da regra e de exemplos.
Um livro para falar melhor e transformar cada um de nós num defensor deste património de valor inestimável que é a língua portuguesa!»