Possidónio Cachapa em Gaia a 19 de Dezembro para falar de “O Mundo Branco do Rapaz-Coelho”

O escritor Possidónio Cachapa vai estar a 19 de Dezembro (sábado) em Gaia para falar do seu novo romance, O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, editado pela Quetzal.
A sessão de apresentação vai ter lugar na Fnac do Gaiashopping a partir das 17h00

Sinopse: «Num mundo coberto de neve e gelo, uma mulher agarra-se à vida, enquanto o seu passado se materializa aos poucos. Noutro local, um rapaz que usa em permanência umas orelhas falsas de coelho procura consumar a sua paixão erótica por uma provocadora rapariga-manga. Por cima de ambos, a sombra daqueles que já foram homens e que percorrem a Terra em busca dos que vão morrer. O Mundo Branco do Rapaz-Coelho é um romance sobre um universo em autodestruição e os limites da condição humana.»

Festa de Alice Vieira a 16 de Dezembro no São Luiz, em Lisboa

O Jardim de Inverno do Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, vai ser palco a partir das 17h00 de 16 de Dezembro (quarta-feira) da comemoração dos 30 anos de carreira da escritora Alice Vieira. A apresentação da festa, que tem entrada livre, estará a cargo de Manuel Luís Goucha. Este ano completam-se 30 anos desde que Alice Vieira escreveu Rosa, Minha Irmã Rosa, e desde então a escritora já publicou mais de 70 livros, dois quais vendeu cerca de dois milhões de exemplares.
Na festa vai haver intervenções de dezenas de amigos, colegas, escritores e editores de Alice Vieira, muitos dos quais vão subir ao palco para momentos de poesia, leitura ou apenas de partilha de alguns episódios vividos com a escritora.
Ana Margarida Ramos e José Tolentino Mendonça abordarão a obra da autora, cabendo a leitura de textos ao actor João d’Ávila.
Haverá ainda intervenções de personalidades do universo literário e editorial como José Jorge Letria, José Oliveira, Leonor Riscado, Leonor Xavier, Luísa Beltrão ou Mário Zambujal.
Esta festa é uma iniciativa do grupo Leya, no qual se integram as quatro editoras com as quais Alice Vieira edita os seus livros – Caminho, Oficina do Livro, Texto e Dom Quixote.
Acompanhe os 30 anos de carreira de Alice Vieira no blog www.alicevieira.wordpress.com

Gonçalo Amaral apresenta “A Mordaça Inglesa” no Porto a 15 de Dezembro

Gonçalo Amaral, autor de Maddie – A Verdade da Mentira, apresenta a 15 de Dezembro (terça-feira) no Porto o seu novo livro, A Mordaça Inglesa (A História de um Livro Proibido), uma edição da Planeta.
A apresentação terá lugar na Livraria Leitura, no Shopping Cidade do Porto, a partir das 18h30, cabendo a Carlos Abreu Amorim falar sobre este novo livro de Gonçalo Amaral.

Porta-Livros comemora primeiro aniversário a 15 de Dezembro

O Porta-Livros assinala hoje (15 de Dezembro de 2009) o seu primeiro aniversário e, portanto, como manda a tradição, é hora de balanços, estatísticas e agradecimentos.
Antes de mais, os agradecimentos, começando, naturalmente, por todos aqueles que já visitaram o blog, uma ou mais vezes. Espero que tenham gostado de cá vir e voltem sempre! Uma palavra especial para os mais de 1150 amigos que seguem o Porta-Livros no facebook.
Agradeço também às editoras sempre prontas a colaborar, quer através do envio de livros, quer cooperando na organização de passatempos, quer facilitando o contacto com os autores para a realização de entrevistas. Aqui, claro, tenho de agradecer aos próprios autores que se disponibilizaram para conversar com o Porta-Livros. 
Devo também agradecer aos blogs/sites “concorrentes”/colegas toda a divulgação que têm dado ao Porta-Livros.

Rui Azeredo

E agora, vamos aos números! 

Posts publicados – 785
Total de visitas – 127 834
Média semanal – 2 458
Média diária – 350
Dia com mais visitas – 12 de Novembro 2008 – 2 045

Mês com mais visitas – Novembro 2008 – 19 964 

Top 5 Posts mais visitados
1.º – “Nómada” – Stephenie Meyer (crítica)
2.º – Margarida Rebelo Pinto apresenta “O Dia em que te Esqueci” a 25 de Novembro (notícia)
3.º – “No teu Deserto” – Miguel Sousa Tavares (crítica)
4.º – “No teu Deserto”, o quase romance de Miguel Sousa Tavares, sai a 7 de Julho (notícia)
5.º – Júlia Pinheiro apresenta romance “Não sei Nada sobre o Amor” a 16 de Abril em Lisboa (notícia) 

Entrevistas mais visitadas
1.º –
Pedro Pinto, autor de “O Último Bandeirante”
2.º – Ana Sofia Fonseca, autora de “Angola, Terra Prometida”
3.º – Pedro Sena-Lino, criador do blog Escrita Criativa
4.º – Luís Miguel Rocha, autor de “A Virgem”
5.º – Rosa Montero, autora de “A Louca da Casa” 

Críticas mais visitadas
1.º – “Nómada” – Stephenie Meyer
2.º – “No teu Deserto” – Miguel Sousa Tavares
3.º – “O Mágico – Os segredos do Imortal Nicholas Flamel” – Michael Scott
4.º – “O Planalto e a Estepe” – Pepetela
5.º – “Justine” – Lawrence Durell

“A Princesa de Gelo” – Camilla Läckberg

Embalada pelo sucesso da saga Millenium, a literatura policial escandinava (e neste caso particular a sueca) tem conquistado espaço nas montras e estantes das livrarias portuguesas. Assim, foi possível conhecer Camilla Läckberg, através do seu romance A Princesa de Gelo, editado em Portugal pela Oceanos, precisamente a chancela que por cá revelou Stieg Larsson.
Läckberg é apresentada pela editora como “a nova Agatha Christie que vem do frio”. Será um exagero optar por esta comparação, mas decerto que os amantes da escritora britânica encontrarão alguns pontos em comum entre as suas obras. Nomeadamente, A Princesa do Gelo é um romance muito “caseiro”, ou seja, grande parte da acção decorre nas casas das personagens, já que há pouco a acontecer em espaços comuns, fruto, também, da realidade sueca, onde o frio (a acção tem lugar em pleno Inverno) inviabiliza contactos pessoais ao ar livre.
Trata-se de um policial de estrutura clássica, onde o surgimento de um corpo (o de uma mulher, Alex) numa pequena cidade, Fjällbacka, acaba por mexer com a estabilidade local, levando ao desenterrar de segredos do passado (por muitos convenientemente esquecidos) que afectam transversalmente a sociedade local. O que aparentava ser um suicídio revela ser antes um assassínio. Paralelamente à investigação feita pela polícia, segue uma outra, protagonizada por Erica, amiga de infância de Alex. Erica é uma autora de biografias que é desafiada pelos pais de Alex a escrever sobre a falecida amiga. Assim, acaba por se envolver irremediavelmente na investigação, colaborando até com a polícia através do seu amigo Patrik.
A autora doseia bem a informação que vai fornecendo ao leitor e, tal como num clássico policial, vários suspeitos se vão alinhando (e substituindo) ao longo do romance. Todos são, efectivamente, potenciais culpados, por isso mais vale ao leitor deixar-se levar pela leitura e surpreender-se, de qualquer forma, no final.
Paralelamente ao enredo principal, decorrem outras histórias, não directamente ligadas ao essencial da trama mas que funcionam como uma espécie de alerta social lançado pela autora relativamente a temas como a violência doméstica, a infidelidade, a procura de novos horizontes, etc.
A ideia que fica, portanto, após a leitura deste cativante A Princesa de Gelo é que a sociedade sueca vive muito das aparências, do que parece bem; mas se se observar bem nota-se que há ali demasiada coisa que não funciona. É portanto um romance sobre as aparências, sobre os podres “arquivados”, sobre o pouco peso das relações humanas quando postas em competição com o próprio eu. Sobre o egoísmo, em suma.
A sueca Camilla Läckberg, nascida em 1974, estreou-se em 2002 com este A Princesa de Gelo e veio a impor-se como um dos nomes mais importantes da nova literatura sueca, ultrapassando as fronteiras do seu país. Após este bom romance de estreia espera-se com expectativa a continuação da publicação da sua obra em Portugal, até porque os protagonistas de A Princesa do Gelo deram origem a uma série de livros.

Carlos Almeida fala sobre “Os Senhores da Vida e da Morte” a 12 de Dezembro, em Viseu

Carlos Almeida, autor do romance Os Senhores da Vida e da Morte (editado pela Mill-Books), vai estar sábado (12 de Dezembro) em Viseu, na Livraria Pretexto (Rua Formosa), para falar do seu livro. O encontro com os leitores inicia-se às 15h30 e haverá ainda lugar a uma sessão de fado de Coimbra. 

Sobre o livro: «Esta obra, densa e intensa e apresentada em forma de mosaico de vidas, lança uma série de questões: “Mas afinal onde começa a vida e onde acaba? E onde a nasce a morte? Afinal será este corpo o todo da vida ou seremos muito mais do que a sua simples existência? E onde começam a fronteiras mais verdadeiras do nosso pensamento? A moral, a religião, a ética, o direito à morte, o direito à vida, a eutanásia…? Será que a eutanásia se resume às leis escritas ou também se rege pela lei mais frontal de todas, a da consciência? E onde termina o domínio da religião para explicar o sofrimento? E o medo de perdermos alguém poderá provocar-nos o medo de viver? Até onde os medos nos podem condicionar a vida?”
E, lembra, também: “É sempre cedo demais para se morrer, mas nunca é tarde demais para se começar a viver.”»

Dom Quixote dá nova vida a obras de Reinaldo Arenas, John Le Carré e Urbano Tavares Rodrigues

A Dom Quixote vai recuperar em Janeiro uma série de obras de autores conceituados, como é o caso de O Mundo Alucinante, do cubano Reinaldo Arenas, que o próprio classificou como um “romance de aventuras”, e de A Gente de Smiley, de John Le Carré. Prossegue também a edição das obras de Urbano Tavares Rodrigues, desta feita com a novela Assim se Esvai a Vida, com O Cornetim Encarnado e com Os Olhos do Demónio e Outros Contos, tudo num único volume. 

O Mundo Alucinante – Reinaldo Arenas
Sobre o livro: «Biografia imaginária, conto picaresco, fábula filosófica, fresco histórico, simultaneamente sério e burlesco, alucinante de verdade e de invenção, fantasticamente realista e realisticamente fantástico, este livro que o autor classifica simplesmente como “romance de aventuras”, contém em si mil romances diferentes, sendo ao mesmo tempo muito mais do que um romance. Nova Edição.» 

A Gente de Smiley – John Le Carré
Sobre o livro: «George Smiley – anti-herói, confuso, frustrado, infiel ao sofisticado padrão James Bond – sai de sua aposentadoria para investigar um obscuro crime político, desmistificando o mundo dos agentes secretos. Primeira edição na Dom Quixote. 

Assim se Esvai a Vida – Três livros num só – Urbano Tavares Rodrigues
Sobre o livro: «Três livros num só: A novela Assim se Esvai a Vida é uma sequência um tanto arbitrária de incidentes da resistência à ditadura salazarista; O Cornetim Encarnado é um estimulante trabalho de metaliteratura em que o autor se expõe como nunca o tinha feito até hoje; Os Olhos do Demónio e Outros Contos, pelo insólito dos temas e até pelo aparecimento de micronarrativas, novas na sua obra, serão, porventura, os melhores de Urbano Tavares Rodrigues.» 

Poemas de Amor – Pablo Neruda
Sobre o livro: »Edição bilingue com tradução de Nuno Júdice.» 

Estranho Quotidiano – J. L. Pio Abreu
Sobre o livro: «O psiquiatra que escreveu o best-seller Como Tornar-se Doente Mental edita agora um livro de crónicas.»

“Raminho de Alecrim”, de Salvador Massano Cardoso, apresentado a 12 de Dezembro em Santa Comba Dão

Raminho de Alecrim, livro de crónicas da autoria de Salvador Massano Cardoso e editado pela Mar da Palavra, vai ser apresentado a 12 de Dezembro (sábado), pelas 17h00, no Auditório da Câmara Municipal de Santa Comba Dão. A apresentação da obra caberá a António José Correia (vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão). 

Sobre o livro: «Raminho de Alecrim é um excelente título.
Não só pela beleza que em si mesmo encerra, mas porque é bem adequado para esta colectânea de crónicas vividas.
Por um lado, o alecrim é um arbusto que cresce por esses montes do nosso interior rural, mas também se dá bem nos jardins urbanos.
Depois, apesar da sua modéstia, da sua simplicidade, o alecrim destaca-se em qualquer local pelo seu aroma agradável, discreto mas intenso, que a todos toca e a ninguém deixa indiferente.
E como se tal não bastasse, esta óptima planta, de singelas mas belíssimas florinhas azuis, tem ainda muitos e variados efeitos terapêuticos.
Ou seja, este título, entendido no mais simbólico dos seus significados, define bem o livro e o seu Autor.
Um ramo feito de pedaços de vida, de histórias reais do nosso quotidiano, com as suas misérias e as sua grandezas, pintado com uma paleta de cores alegres, mas onde também existem os cinzentos e os negros.
Um conjunto de crónicas escorreitas mas transbordantes de sensibilidade, bem à imagem de quem as construiu.
Para deleite de quantos as lerem.»

Jorge Castilho (jornalista)

Loureiro dos Santos apresenta “As Guerras que Já Aí Estão e as que nos Esperam” em Lisboa, a 16 de Dezembro

As Publicações Europa-América agendaram para 16 de Dezembro o lançamento público de As Guerras que Já Aí Estão e as que nos Esperam – Se os políticos não mudarem, assinado pelo general Loureiro dos Santos. A apresentação da obra, a cargo de Adriano Moreira, terá lugar às 18h30, no Instituto de Estudos Superiores Militares (Anfiteatro Ivens Ferraz, na Rua de Pedrouços, em Lisboa).

Sobre o livro: «Neste novo livro, o general Loureiro dos Santos responde e adverte para as questões que se levantam com a alteração, em curso, da ordem internacional unipolar.
“Desde há alguns anos, vivemos um período de transição acelerada para um futuro incerto e perigoso. No qual, as dificuldades para o Ocidente, muito particularmente para Portugal, serão bastante expressivas”, adverte o general no Prólogo do seu livro.
“A crise económica e financeira […] veio (e está) a confirmar a tendência para o aumento do poder das potências emergentes e reemergentes e transformou-se num acelerador das mudanças em curso.
Em toda a História mundial não se conhece uma alteração das relações de forças global em tão curto período.”

– No quadro geopolítico configura-se o surgimento das Ilhas de Poder Global (EUA, China, Índia, Rússia e Brasil), dos Ilhéus de Poder Global (médias potências) e dos Quase Ilhéus, num Mundo em transição onde os recursos estratégicos estão cada vez mais espartilhados e os estados cada vez mais fragilizados.
– O Irão surge com um novo fôlego e ganha preponderância.
– A Rússia “renasce” e tenta controlar o Cáucaso. 

Todos os actores tentam reposicionar-se em face de uma nova ordem mundial. E Portugal? Como actua no teatro de operações internacional e internamente?
– Tem uma Lei da Defesa Nacional com muitas insuficiências.
– Assina um Tratado de Lisboa que favorece mais as ambições de Madrid que as de Lisboa.
– Tem um projecto de TGV que também favorece mais Madrid do que Lisboa.
– Tem uns Serviços de Informações com falta de margem de manobra.
– Duplicação e desperdícios de meios com a falta de articulação entre as Forças Armadas e as Forças de Segurança Interna.
– As Forças Armadas têm falta de armas e equipamentos adequados.
– Verificam-se retrocessos nos direitos sociais dos militares, com um aumento do sentimento de injustiça daqueles que servem o País nas fileiras, achando que são maltratados e desconsiderados pelos responsáveis políticos.

Com a posição central de Portugal face ao Atlântico (Oeste), Espanha (Leste) e território africano (Sul) e o seu papel preponderante na CPLP e na possível articulação da segurança e defesa da região do Atlântico (médio/Sul), é urgente repensarmos o papel das nossas Forças Armadas e, de algum modo, recolocá-las na primeira linha dos interesses nacionais. No fundo, fazer jus aos “absolutamente portugueses”.»