“30 Anos de Mau Futebol” – João Pombeiro, com ilustrações de Pedro Vieira

30 Anos de Mau Futebol, de João Pombeiro (com ilustrações de Pedro Vieira e editado pela Quetzal) é sem dúvida um livro extremamente útil para quem quiser compreender o futebol português. Apesar de se chegar a esse entendimento (pelo menos parcial) através de diversão, mesmo a brincar, a brincar dá para vislumbrar muita coisa séria lendo estas 150 páginas organizadas perlo jornalista João Pombeiro. Mas o melhor é orientar mesmo a leitura para a diversão e deixar de pensar que com protagonistas como os aqui presentes realmente seria difícil ao futebol português estar numa situação melhor.
Convém esclarecer que este livro de João Pombeiro não se limita a reproduzir aquelas frases ditas a quente por jogadores e treinadores e que muita gente já sabe de cor, dado que são exibidas frequentemente, por exemplo na Internet. O que João Pombeiro fez foi analisar e estudar trinta anos de jornais (essencialmente) e para de lá extrair citações, pensamento, previsões, promessas acusações, etc., proferidas por futebolistas, treinadores, dirigentes, adeptos, etc., relativas ao mundo do futebol. O autor faz o devido enquadramento das citações reproduzidas, permitindo ao leitor fazer uma leitura mais abrangente das mesmas. Dividiu o livro em doze capítulos temáticos, apresentando uma nota introdutória em cada um deles. São notas inteligentes e divertidas, com um sentido de humor implacável, que foi também aplicado nos comentários elaborados para todas as citações dos maiorais do nosso futebol.
30 Anos de Mau Futebol é portanto um livro de leitura muito agradável, uma excelente prenda para quem gosta de futebol, para apreciar sem clubismo ou clubites – aqui são todos tratados de forma igual pois no que toca a disparates há um equilíbrio muito grande no futebol nacional.
Na apresentação do livro que decorreu na Fnac do Norteshopping (Matosinhos) em meados de Dezembro de 2009, o comentador Luís Freitas Lobo alertou que o conteúdo de 30 Anos de Mau Futebol pode parecer relativo a um “freak-show”, mas, entende, «pode levar a ver o futebol de uma maneira diferente». Realçou que a constante «exposição pública» dos agentes do futebol leva a que se «corra o risco de dizer algo menos interessante». Aliás, o próprio Luís Freitas Lobo, analisando com muito humor a obra, confessou que a leu com «perplexidade, interesse e perturbação.» «No final quase fiquei deprimido porque não tinha uma única frase minha. Tenho-me esforçado», fez notar.
Justificou ainda o facto de o futebol gerar tantas paixões por, em seu entender, ser como um filme: «Em 90 minutos, há medo e coragem, alegria e tristeza.»

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