José Rodrigues dos Santos apresenta “Fúria Divina” no Porto a 26 de Novembro

José Rodrigues dos Santos vai estar a 26 de Novembro (quinta-feira) no Porto para apresentar o seu romance Fúria Divina.
A sessão terá lugar a partir das 21h15 na Biblioteca Muncipal Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal e conta com intervenções de Faranaz Keshavjee (socióloga e professora universitária; investigadora de temas islâmicos) e Anselmo Borges (teólogo e filósofo, dirige a colecção “Religiões”, da Casa das Letras).

Passatempo Presença – “A Cidade das Mentiras”

O Porta-Livros tem hoje para oferecer (em parceria com a Editorial Presença) três exemplares de A Cidade das Mentiras, policial da autoria do britânico R. J. Ellory.
O primeiro leitor que desde já ultrapasse o seguinte desafio será presenteado com um livro. Os outros dois vencedores serão encontrados por sorteio a realizar entre todos os restantes participantes que até às 23h59 de 3 de Dezembro (quinta-feira) respondam acertadamente às três questões.
A lista de vencedores será publicada neste blog e os mesmos serão avisados por e-mail.
Para encontrar as respostas certas basta, por exemplo, fazer uma pequena busca neste blog. 

1 – Onde se instalou o protagonista John Harper quando se tornou independente?

2 – Onde se enreda John Harper, à medida que investiga o passado do pai?

3 – Qual o título de outro livro de R. J. Ellory publicado pela Presença?

As respostas devem ser enviadas por e-mail para blogportalivros@gmail.com
Juntamente com as respostas, os participantes devem enviar os seus dados, nomeadamente: NOME, MORADA e E-MAIL.
Cada vencedor receberá oportunamente, por correio, enviado directamente pela Presença, o livro com que foi premiado.
Só podem participar residentes em Portugal.

ASA lançou “A Maldição dos Trinta Denários”, novo álbum de Blake & Mortimer

As Edições ASA lançaram o novo álbum de banda desenhada de Blake & Mortimer, A Maldição dos Trinta Denários (tomo1), assinado por J. Van Hamme, R. Sterne e C. De Siegeleer. Trata-se do regresso de Van Hamme à escrita de argumentos desta dupla de heróis, oito anos após ter assinado O Estranho Encontro. Os desenhos ficaram a cargo de René Sterne, que faleceu a meio do trabalho, tendo sido substituído pela mulher, Chantal de Spielgeleer. Em Portugal o álbum está disponível com duas capas distintas.

Sinopse: «Mortimer foi convidado para se deslocar à Grécia para identificar uma espantosa descoberta arqueológica: os 30 denários de Judas. Amaldiçoadas, estas moedas seriam a manifestação física da cólera Divina! Se for parar a mãos corruptas, um tal artefacto conduzirá, certamente, à queda da Humanidade. E Olrik, precisamente, acaba de fugir da penitenciária de Jacksonville… Fantasma teológico ou realidade científica, o perigo é real!»

Os autores
J. Van Hamme: «Romancista e argumentista, nasceu na Bélgica em 1939. Nas áreas do romance, televisão, cinema e, é claro, a banda desenhada, é um dos incontestados mestres argumentistas de profissão, com séries como Western, XIII, Largo Winch, Thorgal  ou História sem Heróis que recebeu o prémio St.-Michel para o melhor argumento realista… 
Em 1992, é nomeado Presidente do CBBD (Centro Belga de Banda Desenhada).»

R. Sterne: «Nasceu na Bélgica em 1952. Publica a primeira aventura do seu herói Adler, em 1985. Após ter editado 10 álbuns deste personagem, inicia os desenhos do novo álbum B&M. Morre em Novembro de 2006, sem ter terminado este trabalho.»

C. De Siegeleer: «Nasceu no Congo Belga em 1957 e aprendeu BD no instituto Saint-Luc de Bruxelas. Em 1988, inicia a série Madila. Após a morte do marido R. Sterne, finaliza os desenhos deste álbum.

Passatempo Editorial Presença – “A Cidade das Mentiras”, de R. J. Ellory

O Porta-Livros vai realizar a partir de amanhã (25 de Novembro), às 15h00, em parceria com a Editorial Presença, um passatempo em que oferecerá três exemplares de A Cidade das Mentiras, um policial do britânico R. J. Ellory, a editar a 3 de Dezembro.
Temos para oferecer três exemplares deste romance, que serão oferecidos ao primeiro leitor que responda acertadamente a três questões relativas ao livro e a outro dois concorrentes através de sorteio. Participarão no sorteio todos os restantes concorrentes que acertem nas três questões e que respondam até às 23h59 de 3 de Dezembro.
Esteja atento, às 15h00 de amanhã será lançado o passatempo.

Sinopse: «John Harper não guarda as melhores memórias da infância. Órfão desde muito cedo, foi criado por uma tia pouco afectuosa na cidade de Nova Iorque. Assim que se tornou independente abandonou a big apple e instalou-se em Miami, onde se tornou um escritor semi-obscuro e um repórter relativamente bem sucedido. Mas, subitamente, um telefonema inesperado da tia vem dar um novo fôlego à sua pacata existência. O pai, que julgava morto há mais de trinta anos, encontra-se afinal vivo, embora em estado crítico num hospital de Manhattan, e é uma figura proeminente do submundo nova-iorquino. Ora é justamente no universo implacável do crime organizado que Harper se irá progressivamente enredar à medida que vai investigando o passado do pai e todas as ligações ilícitas em que estava envolvido enquanto dirigente de uma grande organização criminosa. Num crescendo de ritmo e acção, Ellory confronta-nos com a realidade crua do mundo dos gangsters sem cair nos clichés e padrões óbvios deste género literário.»

O autor: «R. J. Ellory é um autor britânico de policiais de grande sucesso, traduzidos em diversas línguas. Dois dos seus romances, um deles A Cidade das Mentiras, foram nomeados para o Steel Dagger Award, atribuído pela Crime Writers’ Association, na categoria de melhor thriller. A Presença publicou nesta colecção o título A Sombra do Medo

João Melo apresenta “O Homem Que Não Tira o Palito da Boca” a 24 de Novembro, em Lisboa

O escritor angolano João Melo (vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2009, atribuído pelo Ministério da Cultura angolano), vai estar a 24 de Novembro (terça-feira) em Lisboa a apresentar o livro O Homem Que Não Tira o Palito da Boca. A apresentação, que será feita por Ana Paula Arnauth, tem lugar às 18h30 na Livraria Pó dos Livros, em Lisboa.

Sobre o livro: «O autor usa uma linguagem magnificamente técnica, semiótica, de lógica formal e jurídica – obsessivamente perfeccionista, requintada, paranoicamente explicativa – para tratar de questiúnculas ou, pelo contrário, explicar formalmente, com uma lógica administrativa, a podridão familiar, política, económica, o quotidiano de miséria, prostituição, indecência, malfeitoria e sacanice (no Sambila e outros bairros) de pobres diabos e cidadãos abandonados pelos coevos. Histórias de casais e traições (infidelidades) são uma das obsessões divertidas de Melo. E, depois, há o tema das raças, cores de pele, classes, mas também o do assassinato piedoso, entre tantos.»

“O Gato do Simon” – Simon Tofield

Este é um livro que, com certeza, qualquer gato gostaria que nunca tivesse sido editado. Não que os gatos sejam aqui ridicularizados, mas é que por aqui é possível confirmar (aliás, já se desconfiava!) que são eles que mandam nos donos e não o contrário.
O Gato do Simon, publicado pela nova editora Objectiva, é um livro de cartoons que tem por protagonista um gato que já era uma vedeta do You Tube – os seus vídeos foram já vistos mais de 35 milhões de vezes (a propósito, recomenda-se uma visita ao seu site http://www.simonscat.com/hotspot.html ). Assim, o seu autor, o inglês Simon Tofield, decidiu passar para o papel as aventuras “cinematográficas” do seu gato imaginário, que mais não é do que a junção dos seus próprios gatos reais, a cujo comportamento vai buscar inspiração para criar estas pequenas aventuras. E o resultado é brilhante, portanto, hilariante.
O subtítulo do livro é “Os gatos são mesmo assim”, e quem tem gatos vai perceber que a escolha não poderia ser mais acertada. Ao ver as atitudes e comportamentos do gato do Simon é possível reconhecer, por certo, muito do que os seus próprios gatos fazem e a sensação que fica é que os donos literalmente têm andado a ser escravizados, humilhados e gozados. Um gato é capaz de tudo para obter comida, para conquistar o lugar ideal para dormir (basicamente este é um resumo da sua vida), e Simon Tofield retrata isso com uma precisão incrível, ainda para mais tendo em conta o traço simples das suas histórias, tal como o “argumento”. São histórias pequenas, muita delas não passam de um único desenho, e sem que o autor recorra uma única vez a balões para falas, ou miados. A simplicidade, aliada a um profundo sentido de humor e de observação, explicam o sucesso desta personagem, tão cativante no papel como em filme.
E quem não gosta ou nunca teve gatos não deve abdicar de dar atenção a este livro, pois o humor é de tal forma abrangente que vai muito para além da simples relação humano-gato. E, para além disso, pode sempre, após terminada a “leitura”, agradecer a todos os santos o facto de nunca ter tido um gato.

Sextante edita primeiro romance de Truman Capote

A Sextante anunciou a publicação de Outras vozes, outros lugares, o primeiro romance do norte-americano Truman Capote, originalmente editado em 1948.

Sinopse: «Joel é um rapaz solitário e algo efeminado, que, com treze anos, vai viver com o pai, após a morte da mãe. Este, que o abandonou à nascença, vive numa mansão no meio dos campos do Alabama. Segue-se um painel de encontros que irão mudar para sempre a vida do jovem protagonista.
Outras Vozes, outros lugares é um livro semiautobiográfico e o primeiro romance publicado por Truman Capote.»

“Contos de Vampiros” – Vários

Para os amantes das tradicionais histórias de vampiros que nos últimos tempos têm ficado saturados de ver o seu género de eleição associado mais a enredos onde a tensão se centra na sua essência nos amores e desamores de vampiros teenagers vegetarianos do que propriamente na sede de sangue humano, recomenda-se vivamente a leitura de Contos de Vampiros, editado pela Porto Editora. Trata-se de uma colectânea de contos, coordenada por Pedro Sena-Lino, onde encontramos originais de Ana Paula Tavares, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, João Tordo, Jorge Reis-Sá, José Eduardo Agualusa, Miguel Esteves Cardoso, Rui Zink e Susana Caldeira Cabaço.
Entre tantos nomes, é possível encontrar todo o tipo de histórias de vampiros, desde as mais clássicas a abordagens mais inovadoras. “Exangue”, de Miguel Esteves Cardoso, é um destes últimos exemplos. Já Rui Zink, com “O monstro”, dá o protagonismo a Helsing, descendente do caçador de vampiros Van Helsing, numa história carregada de ironia onde é abordado o papel das mulheres na sociedade – muito maltratadas pelos principais personagens, diga-se.
Mas quem pretende mesmo histórias de vampiros à moda antiga, não pode perder “Uma noite em Luddenden”, de Hélia Correia, o conto que melhor reproduz o estilo do género e que consegue recriar na perfeição um ambiente sombrio do início do século XIX, em Inglaterra. Está lá o nevoeiro, a igreja, as ruas desertas, o visitante (português) que chega de noite à estalagem, as histórias assustadoras, as maldições, etc. Todos os condimentos de um clássico, curiosamente num conto assinado por alguém (Hélia Correia) que assumiu não se sentir no seu habitat dentro deste género.
João Tordo oferece-nos também uma pequena pérola ao estilo clássico, numa história com crianças de uma pequena localidade de província, que decorre num parque de diversos decadente, onde encontram um funcionário do comboio fantasma que nem se percebe bem se desempenha um papel naquela diversão ou se faz parte da realidade. Quando algo (mau) acontece a um dos miúdos (aquele que mais maltratava o estranho homem), a dúvida torna-se ainda mais pertinente; é essa mistura entre o que é real ou fantasia juvenil que dá cor (de sangue) a esta história de vampiros.
“Sangue azul”, de Jorge Reis-Sá, apresenta a ideia mais original de todas as que cabem neste livro. Após um eclipse do Sol, quando se esperava o regresso da luz, as trevas acabam por decidir ficar para sempre e acompanhamos então o caos que se instala na sociedade. O medo impera (quem não tem medo do escuro, certo?) e a luz surge de onde menos se espera, mas com um custo praticamente insuportável.
Contos de Vampiros é assim uma obra muito equilibrada – tanto quanto é possível sê-lo uma obra onde coabitam nove autores diferentes –, uma aposta ganha que muito honra um género que ultimamente tem corrido o risco de cair na vulgaridade e na banalização.
Uma última nota para a capa, demasiado vulgar para uma obra deste género, o que é uma pena, já que o conteúdo merecia muito mais do que uma face com sangue a escorrer do canto da boca.