Passatempo Gailivro – “As Atribulações de Jacques Bonhomme”, de Telmo Marçal

gai-jacquesO Porta-Livros vai realizar a partir de sexta-feira (2 de Outubro), em parceria com a Gailivro, um passatempo em que oferecerá quatro exemplares de “As Atribulações de Jacques Bonhomme”, livro de doze contos de ficção científica da autoria do escritor português Telmo Marçal.
Temos para oferecer quatro exemplares deste livro, que serão oferecidos aos dois primeiros leitores que respondam acertadamente a três questões relativas ao livro e a outros dois concorrentes através de sorteio. Participarão no sorteio todos os restantes concorrentes que acertem nas três questões e que respondam até às 23h59 de 8 de Outubro.
Esteja atento, às 11h00 de sexta-feira (2 de Outubro) será lançado o passatempo.

Sobre o livro
Luís Filipe Silva, também ele autor de ficção científica nacional, escreveu o seguinte sobre Telmo Marçal e a sua obra: «O primeiro contacto com a prosa eficiente e económica, directa, de Telmo Marçal introduz-nos de, forma imediata, nas regras do mundo em que viemos cair: Estamos realmente na jaula de fera encurralada, mas eis que, afinal, somos nós essa fera. (…) Há, no entanto, um motivo legítimo para entrarmos assim incautos: não temos por hábito encontrar este tipo de prosa esta forma de pensarmos o mundo, na nossa literatura portuguesa. (…) Somos perfeitos na caricatura mordaz. Mas quando se trata de construir mundos racionais, ainda que fechados e claustrofóbicos como os que aqui encontrarão, de imaginar uma alternativa ao nosso presente ou mesmo ao passado histórico idolatrado por este povo (ainda que não passe de uma versão expurgada dos pecados cometidos), quando, afinal, nos negam o romance das coisas não temos grande experiência… A nossa ficção científica, quando se manifesta, apropria-se normalmente de universos alheios que encontrara nas leituras dos romances estrangeiros; quando em raras ocasiões se aventura no caminho da especulação social, fá-lo timidamente ou assente em abordagens subjectivas ou puramente pessoais.  (…) em Telmo Marçal a opressão é total, implacável, e não há forma de escapar à intensidade ao que o momento presente nos impede de olhar para o futuro e nos força a sobreviver, a não ser pela ocasional ironia.
Ao ser composto por contos, e não uma visão única, conseguimos regressar em busca da ansiada golfada de ar. (…) A sensação de no-time, no-place não surge apenas como um artifício literário, mas como uma necessidade. (…) Atribuir-lhes uma data e uma referenciação geográfica seria retirar-lhes a universalidade das observações. No que lemos, encontramos o espelho de nós todos.»

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