Albatroz lançou “Poder, Liberdade e Graça”, de Deepak Chopra

alb-chopra“Poder, Liberdade e Graça”, livro da autoria de Deepak Chopra, referência mundial de auto-ajuda, foi recentemente lançado em Portugal pela Albatroz, chancela da Porto Editora.
O autor, medico indiano e guia espiritual, explica que “Poder, Liberdade e Graça” “reúne a essência das palestras” que deu “ao longo dos últimos vinte anos” e constitui uma espécie de “destilação” de tudo quanto reflectiu até hoje. Assim, nesta obra Deepak Chopra debruça-se sobre os temas eternos do seu trabalho: o mistério da existência e o respectivo significado na busca da felicidade.

“O Círculo de Sangue” – Jérôme Delafosse

pre_O_Círculo_de_Sangue“O Círculo de Sangue”, romance de estreia do francês Jérôme Delafosse, revelou-se um thriller bastante cativante, com uma trama bem urdida capaz de prender a atenção do leitor logo desde o início.
O ponto de partida até não parece promissor de tão gasto estar. Um homem perde a memória num acidente e quando busca o seu passado percebe que está envolvido numa trama de grandes dimensões com implicações que vão bem além da sua própria vida. Já vimos isto na saga Bourne e na série de banda desenhada XIII, entre outras obras. Mas aqui – em “O Círculo de Sangue”, editado entre nós pela Presença – trata-se afinal do ponto de partida para uma aventura com bastante mistério, investigação, perigo e emoção, cujo argumento tem valor por si só para aguentar o romance, para lá do recurso à perda de memória do protagonista.
A história foi bem desenvolvida por Delafosse, que consegue prender o leitor sem recorrer às sempre fáceis e habituais (e às vezes inverosímeis) reviravoltas que no fundo acabam por retirar credibilidade aos argumentos de muitos thrillers.
“O Círculo de Sangue” envolve misticismo, maldições, religião e armas biológicas, mas sem sair do plano do real e relacionando bem estes temas com o mundo da ciência e da experimentação. Como um bom e animado thriller deve ser, o livro passa por varias regiões e épocas, desde o Ruanda (genocídio de 1994 e presente), à Martinica (no tempo da escravatura), ao Egipto e ao Sudão. Como pano de fundo está a religião, mais precisamente os coptas, defensores dos cristãos maltratados já quase desde o tempo de Jesus Cristo.
Nathan, o herói desta aventura, tem um acidente no Árctico que o leva a perder a memória e quando sai do coma onde se afundou tenta desvendar o mistério da sua identidade. Depois de se deparar com um manuscrito antigo existente na biblioteca Malatestiana, em Itália, descobre que uma antiga seita, O Círculo de Sangue, está prestes a lançar no mundo uma pandemia, curiosamente sustentada na gripe suína, agora tão em voga. A seita, associada aos coptas, pretende assim vingar todo o mal que é feito sobre os cristãos, sendo essa uma tarefa a que se dedica praticamente desde a época de Cristo. E agora prepara o seu maior golpe. À medida que vai desvendando o seu passado, Nathan envolve-se então numa trama bem mais importante, que pode pôr em causa a segurança mundial, e ele próprio tem dificuldade em perceber o seu papel no seio desta seita. Não sabe se no seu passado “apagado” se ligou a ela pelo lado bom (combatendo-a) ou pelo mau (integrando-a). De qualquer forma, sente que agora tem de a combater.   
É um bom livro de estreia para Jérôme Delafosse que deixa perspectivar futuras obras interessantes, caso o escritor não se deixe levar por entusiasmos de grandiosidade, como aqueles que às vezes prejudicam a coerência da obra do seu compatriota Jean-Cristophe Grangé. É um romance bem trabalhado e estudado, embora não deva ser comparado a Grangé só por ser francês, nem a Dan Brown só por envolver um manuscrito misterioso vindo do passado. “O Círculo de Sangue” vale por si só e merece uma leitura atenta por parte de quem gosta de bons thrillers.

Asa edita em Setembro “O Relatório de Brodeck”, de Philippe Claudel, e “Um Fogo Eterno”, sequela de “Irmãs de Sangue”

asa-relatorioasa-fogoAs Edições ASA lançam em Setembro “O Relatório de Brodeck”, mais um belíssimo romance do francês Philippe Claudel, autor de “Almas Cinzentas” e “A Neta do Senhor Linh”. Mas em Setembro a ASA vai lançar também a sequela de “Irmãs de Sangue”, intitulada “Um Fogo Eterno”, de Barbara e Stephanie Keating.
“O Relatório de Brodeck”, de Philippe Claudel (obra com que venceu o Prémio Goncourt des Lycéens), relata a história de Brodeck, que, quando regressa à sua aldeia depois de ter sido prisioneiro de guerra, retoma o seu antigo trabalho de escrivão. Um dia, um estrangeiro vai viver para a povoação, mas os seus modos e hábitos estranhos levantam suspeitas; o seu discurso é formal, faz longas e solitárias caminhadas e, apesar de ser extremamente cordial e educado, nada revela sobre si próprio. Segundo relata a sinopse do livro, “quando o estrangeiro começa a retratar a aldeia e os seus habitantes em quadros pouco lisonjeiros mas perspicazes, os aldeãos matam-no. As autoridades, que assistiram impávidas ao linchamento, ordenam a Brodeck que escreva um relatório que branqueie o incidente.” Só que, paralelamente, Brodeck passa também para o papel a sua própria versão da verdade, onde entrelaça a história do estrangeiro na sua própria e dolorosa história e nos segredos sombrios que os habitantes da aldeia cuidadosamente escondem.
“Um Fogo Eterno”, da dupla Barbara e Stephanie Keating, conta a história de três mulheres em busca de amor e redenção, naquela que é a sequela de “Irmãs de Sangue”. Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia e alguns anos depois regressam às terras altas da África Oriental. Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento; Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância; Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safaris. Contudo, um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um jornalista indiano vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas.
“A Leste do Sol”, de Julia Gregson, ganhou o Prémio Romantic Novel of the Year 2009. A acção arranca no Outono de 1928, quando três jovens inglesas partem no navio “Kaisar-i-Hind” com destino a Bombaim, na Índia. Partem com o sonho de começar uma nova vida, longe dos espartilhos morais da rígida sociedade inglesa. Viva Holloway é uma jovem aspirante a escritora em busca da Índia da sua infância e para poder empreender a viagem aceita ser dama de companhia da bela e ingénua Rose, que se prepara para casar com um oficial britânico que mal conhece. Acompanha-as Victoria, dama de honor de Rose e sua melhor amiga, que anseia por se libertar do jugo de uma mãe dominadora.
asa-desodemKen Kalfus assina “Uma Desordem Americana”, um romance centrado no casal Joyce e Marshall, que tem dois filhos. No dia 11 de Setembro de 2001, Joyce pensa que o marido está no seu escritório, nas Torres Gémeas, enquanto ele acha que a mulher está a bordo do voo 93 que se despenhou na Pensilvânia. Cada um fica eufórico ante a perspectiva da morte do outro, mas ambos sofrem uma grande desilusão quando se encontram frente a frente no apartamento que são obrigados a partilhar enquanto o processo de divórcio decorre. A perspectiva de uma solução rápida para a separação complica-se devido ao clima de medo que se apodera dos americanos. Nova Iorque é uma cidade em estado de choque, onde, por sua vez, Joyce e Marshall travam uma batalha doméstica repleta do mesmo sentimento de perda e devastação.
Um novo romance de Valerio Evangelisti, com Nicolas Eymerich como protagonista, vai ser lançado em Setembro, com o título “O Corpo e o Sangue do Inquisidor”. Eymerich é o autor do célebre Manual do Inquisidor, do século XIV, e durante mais de cinquenta anos foi o inquisidor mais poderoso e implacável do reino de Aragão. Nesta série já foram editados pela ASA “O Inquisidor” e “As Correntes da Inquisição”.

Gailivro lança em Setembro “O Nome do Vento”, de Patrick Rothfuss

gai-capa_NOME_DO_VENTOA Gailivro lança em Setembro “O Nome do Vento – Crónica Regicida Livro Primeiro”, obra assinada por Patrick Rothfuss, considerado, segundo a editora, “a maior revelação na área do Fantástico dos últimos anos”.
“O Nome do Vento”, romance de estreia de Rothfuss e primeiro livro da trilogia “A Crónica do Regicida”, já tem os direitos de tradução vendidos para 26 países e venceu o Prémio Quill para o melhor livro de literatura fantástica.
Contada por Kvothe, na primeira pessoa, esta é a história de um jovem extremamente dotado em artes mágicas e que se virá a tornar o mais famoso feiticeiro que o mundo conheceu. Segundo a sinopse fornecida pela Gailivro “a narrativa intimista de uma infância vivida numa trupe itinerante, os anos passados como órfão nas ruas violentas de uma cidade flagelada por criminosos, a ousada e bem sucedida entrada para uma lendária escola de magia e a vida de fugitivo após o assassinato de um rei constituem a mais impressionante história de transição para a idade adulta da literatura recente.”
Ainda segundo a Gailivro, “O Nome do Vento” é “uma obra-prima que levará os leitores a encarnar, de corpo e alma, a figura de um feiticeiro.”
Patrick Rothfuss, o autor, nasceu no Wisconsin, onde os longos invernos e a ausência de televisão por cabo ajudaram a desenvolver a paixão pela leitura e pela escrita. A sua mãe lia-lhe histórias quando era criança e o seu pai ensinou-o a construir coisas. Rothfuss ainda vive no Wisconsin e continua a não ter televisão por cabo e os longos invernos obrigam-no a ficar em casa e a escrever. Quando não está a ler ou a escrever, entretém-se com jogos de vídeo, organiza tertúlias em casa e brinca com alquimia na cave.

“O Caso das Mangas Explosivas” – Mohammed Hanif

pe-mangas1Exceptuando a capa, colorida, atraente e bem trabalhada, o romance “O Caso das Mangas Explosivas”, do paquistanês Mohammed Hanif, é um livro que aparentemente pouco teria para cativar um leitor português. “O que me interessa um livro sobre um atentado no Paquistão em 1988?”, poderá perguntar um eventual leitor. Pois esse eventual leitor, a partir do momento em que tome a decisão de passar a real leitor, desde logo se aperceberá que, afinal, tem nas mãos um excelente livro onde o tema que lhe serve de base é “apenas” um veículo para fazer um retrato de pessoas e situações de uma forma mordaz, irónica e sarcástica, como poucos o sabem fazer.   
O ponto de partida para este romance, que venceu em 2009 o Commonwealth Writers’ Prize para primeira obra e que foi editado em Portugal pela Porto Editora, é o acidente aéreo que em Agosto de 1988 tirou a vida ao presidente paquistanês Zia ul-Haq, assim como ao chefe dos serviços secretos e ao embaixador dos EUA. O acidente sempre esteve envolvido em mistério e Mohammed Hanif apresentou neste romance a sua “versão”, e fê-lo recorrendo a muita imaginação mas, certamente, com um grande conhecimento do que é a realidade do seu país, que, afinal, não será diferente da realidade de muitos outros países. Não é difícil encontrar por esse mundo fora generais ditadores e egocêntricos.
Recorrendo a um humor muito ácido, o autor traça um retrato implacável do seu país, levando-nos a acompanhar a história de Ali Shigri, um jovem cadete da força aérea que sem saber como (ou será que não?, aqui nada é certo) se vê envolvido numa conspiração para derrubar o general Zia. Mas, paralelamente a esta, acompanhamos uma série de outras histórias e situações, com recurso a uma galeria de interessantíssimas personagens secundárias, como a mulher do ditador, um sindicalista revolucionário, a cega Zainab e o corvo, que não é à toa que aparece na capa. Não nos esqueçamos dos militares que rodeiam o general Zia: são delirantes, entre a ambição e o graxismo.
Acompanhar a mente do General Zia em funcionamento com a sua estranha noção do que é fazer o bem permite desfrutar dos momentos mais divertidos da obra, assim como as conversas na prisão entre o cadete Shigri e o tal sindicalista. As questões religiosas também não são poupadas, pois muito do que se passa na cabeça do General Zia (devoto muçulmano) está umbilicalmente ligado ao seu fanatismo, que, naturalmente, não lhe permite entender a essência da religião que professa.    
O final, em crescendo e a um ritmo quase alucinante, de “O Caso das Mangas Explosivas” prende definitivamente qualquer leitor mais renitente (nesta altura deverão ser poucos), ansiando-se por saber o desfecho (bem, o desfecho já sabe desde o início: o avião cai), ou antes, o que originou tal desfecho. É uma sucessão, a grande ritmo, de acontecimentos e acasos, doseada com um excelente e apurado sentido de humor e de “timing”, que origina um final perfeito para estas “Mangas Explosivas” de Hanif.
Este é um livro onde o absurdo, o “nonsense” e o poder do acaso são, afinal, as personagens principais e onde se brinca com coisas sérias (a mensagem final não é propriamente de esperança), mas sem passar ao lado da sua missão, ou seja, traçar um retrato implacável da sociedade paquistanesa de finais da década de 1980. Em suma, dos regimes totalitaristas.
E, não menos importante, é um romance bem escrito.

Passatempo Porto Editora – “A Sombra da Águia”

pe-sombraaguiaO Porta-Livros e a Porto Editora têm para oferecer a partir de hoje dois exemplares de “A Sombra da Águia”, romance inédito em Portugal do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte que será posto à venda no dia 20 de Agosto.
Os livros serão sorteados entre os participantes que até às 23h59 do dia 20 de Agosto respondam acertadamente às três questões colocadas mais abaixo.
A lista de vencedores será publicada neste blog e os mesmos serão avisados por e-mail.
Para encontrar as respostas certas basta, por exemplo, fazer uma busca neste blog.

 1 – Quem é o narrador deste romance? 

2 – Em que ano decorre a acção de “A Sombra da Águia”?

3 – Que posição polémica defendeu Arturo Pérez-Reverte em finais de 2008 e que diz respeito a Portugal e a Espanha?

As respostas devem ser enviadas por e-mail para blogportalivros@gmail.com
Juntamente com as respostas, os participantes devem enviar os seus dados, nomeadamente: NOME, MORADA e E-MAIL.
Cada vencedor receberá oportunamente, por correio, enviado directamente pela Porto Editora, o livro com que foi premiado.
Só podem participar residentes em Portugal.

ASA reedita “Como Obélix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno” com nova capa

asa-CapaObélixO álbum “Como Obélix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno” foi reeditado pela ASA com uma nova capa criada por Uderzo, o co-autor, com Goscinny, das aventuras de Astérix. Trata-se da primeira iniciativa destinada a assinalar em Portugal os 50 anos de Astérix & Obélix.
O ponto alto das comemorações do 50.º aniversário será a publicação, pela ASA, de um álbum de 56 páginas contendo pranchas inéditas de Uderzo e textos inéditos de Goscinny. A publicação do livro está agendada para 22 de Outubro e acontecerá em simultâneo em 18 países.
Será o primeiro álbum da série em quatro anos e terá uma tiragem estimada de dois milhões de volumes em todo o mundo.

“Mar de Casablanca” de Francisco José Viegas sai no início de Outubro

pe-fjvO novo romance de Francisco José Viegas, intitulado “O Mar em Casablanca”, será publicado na primeira semana de Outubro, conforme anunciou sexta-feira (7 de Agosto) o próprio autor no seu blog A Origem das Espécies.
A obra acabou de ser entregue ao seu editor de longa data, Manuel Valente, que irá então publicá-la na Porto Editora.
O anterior romance de Francisco José Viegas, “Longe de Manaus”, foi distinguido em 2005 com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

Mais informações aqui

Ler aqui entrevista a Francisco José Viegas a propósito de “Longe de Manaus”.

Cursos Booktailors até ao final de 2009

A Booktailors – Consultores Editoriais apresentou recentemente os cursos de formação para os últimos meses de 2009.
É de destacar o curso de Formação no Novo Acordo Ortográfico, leccionado pelo Professor Malaca Casteleiro e por Pedro Dinis Correia.
Destaque também para a formação em Jornalismo Literário, leccionada por Paulo Moura, uma acção destinada a todos aqueles que pretendam desenvolver competências para a criação de textos jornalísticos para publicação em livro.
Por fim, e destinado ao público editorial, irá decorrer, pela primeira vez, o curso de Gestão de Projectos Editoriais. Trata-se de um curso transversal que abordará as diferentes fases da vida de um projecto editorial/literário, as dificuldades com que os agentes intervenientes se confrontam nas diversas fases do ciclo editorial e a forma de as gerir convenientemente.
Nota ainda para os cursos de Revisão (níveis I e II) e de Marketing do Livro.
A Booktailors – Consultores Editoriais, fundada em 2007, é uma consultora editorial que presta serviços direccionados às empresas do ramo da edição de livros.
Informações mais detalhadas em http://www.blogtailors.blogspot.com