Porto Editora lança a 20 de Agosto “A Sombra da Águia”, um inédito de Pérez-Reverte

saA Porto Editora lança a 20 de Agosto uma obra inédita em Portugal do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte. Trata-se de “A Sombra da Águia” – história publicada em 1993 em forma de folhetim nas páginas do El País –, um relato da conquista napoleónica narrado por um soldado espanhol que, como todos os seus compatriotas, detesta o pequeno imperador gaulês.
Segundo a editora, esta é “uma das obras que melhor espelha o virtuosismo literário do seu autor, o seu sentido de humor e a sua fidelidade aos grandes temas do ser humano, como a guerra, o heroísmo anónimo e a noção de Pátria”.
A história é baseada num acontecimento real: em 1812, durante a Campanha da Rússia, num combate adverso para as tropas napoleónicas, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, alistados à força no exército francês, tenta desertar, passando-se para os russos. Napoleão, erroneamente, entende que se trata de um acto de heroísmo e envia em seu auxílio uma carga de cavalaria que terá consequências imprevisíveis.
“Ao mesmo tempo divertido e trágico, ‘A Sombra da Águia’ revela-nos uma visão mordaz e descarnada da guerra e da condição humana. Uma pequena pérola com a assinatura do mais importante escritor espanhol da actualidade”, acrescenta na sua comunicação à imprensa a Porto Editora.
O autor, Arturo Pérez-Reverte, nasceu em Cartagena (Espanha) em 1951. Fez carreira como jornalista, nomeadamente enquanto repórter de guerra, durante 21 anos, e posteriormente dedicou-se à literatura. Acabou por se tornar no escritor espanhol mais lido no mundo, graças a obras como “O Cemitério dos Barcos sem Nome”, “A Rainha do Sul” e “O Pintor de Batalhas”, assim como a série Capitão Alatriste. Desde 2003 é membro da Real Academia Espanhola.
Em finais de 2008, Pérez-Reverte defendeu a existência de um país único na Ibéria, por entender que é “um absurdo” que os dois países (Portugal e Espanha) vivam “tão desconhecidos um do outro”.
“Há uma Ibéria indiscutível que está entre os Pirinéus e Gibraltar, com comida, raça, costumes, história em comum e as fronteiras são completamente artificiais”, disse na altura à agência Lusa, acrescentando que “qualquer espanhol que vem a Portugal sente-se em casa e qualquer português que vá a Espanha sente o mesmo”.

Ler aqui entrevista a Arturo Pérez-Reverte

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