Longlist do Booker Prize inclui J.M. Coetzee e A.S. Byatt

booker-dead manbooker-summertimeA longlist do Man Booker Prize foi divulgada a 28 de Julho e inclui treze títulos, pertencentes a nomes como J.M. Coetzee e A.S. Byatt, ambos já vencedores deste prémio.
Estas treze obras foram escolhidas entre as 132 que estavam a concurso.

booker-glassLista completa

The Children’s Book, A.S. Byatt
Summertime, J.M. Coetzee
The Quickening Maze, Adam Foulds
How to Paint a Dead Man, Sarah Hall
The Wilderness, Samantha Harvey
Me Cheeta, James Lever
Wolf Hall, Hilary Manter
The Glass Room, Simon Mawer
Not Untrue & Not Unkind, Ed O’Loughlin
Heliopolis, James Scudamore
Brooklyn, Colm Tóibín
Love and Summer, William Trevor
The Little Stranger, Sarah Waters

Teorema lança em Agosto “A Pele da Terra”, de Richard Ford

teo-A_pele_da_terra_peqA Teorema lança em Agosto “A Pele da Terra”, romance do norte-americano Richard Ford.
Trata-se, segunda a editora, de um romance que “ninguém esquecerá – ao mesmo tempo, hilariante, atormentado, surpreendente e profundo”.
Jornalista desportivo e agente imobiliário, marido e pai, o protagonista, Frank Bascombe, representa muitas coisas diferentes para muitas pessoas. Seguimos a sua vida durante três dias no Outono de 2000, quando se prepara para entrar num momento crucial da sua vida.
Uma meditação sobre a América dos nossos dias feita por um escritor galardoado em 1996 com Pulitzer Prize e com o PEN/Faulkner Award graças ao livro “Independence Day”.

Curso de jornalismo literário na Booktailors

A Booktailors – Consultores Editoriais faz arrancar em Outubro, em Lisboa, um curso de Jornalismo Literário, orientado por Paulo Moura. O curso terá início a 26 de Outubro e pretende transmitir uma noção da realidade e características do jornalismo literário, fornecer instrumentos teóricos e práticos que permitam desenvolver a criatividade individual no jornalismo e criar a capacidade de escrever um texto literário de não-ficção. Esta iniciativa é dirigida a jornalistas, estudantes de jornalismo, escritores, editores, historiadores, professores, cientistas, viajantes e contadores de histórias.
O curso será dividido em oito sessões que no total perfazem 24 horas lectivas. As sessões serão nos dias 26 e 27 de Outubro e 2, 4, 9, 11, 16 e 18 de Novembro em horário pós-laboral (18h30 às 21h30). O custo é de 245 euros.
A formação decorrerá no Bookoffice – Rua Nova do Almada, 59 – 3.º, Lisboa.
O formador, Paulo Moura, é repórter do jornal Público e ensina Reportagem e Jornalismo Literário na ESCS de Lisboa. Foi correspondente nos Estados Unidos, editor da revista Pública e realizou reportagens no Afeganistão, Albânia, Angola, Caxemira, Chechénia, Congo, Iraque, Kosovo, Mauritânia, México, Rússia e Sudão. É autor da crónica semanal «Do outro mundo», no Público, desde 2006.

Mais informações em: http://blogtailors.blogspot.com/2009/07/curso-de-jornalismo-literario-por-paulo.html

Solveig Nordlund filma curta com base em conto de Richard Zimler

rz-filmeA realizadora portuguesa de origem sueca Solveig Nordlund está a filmar uma curta-metragem baseada no conto “O Espelho em Vez do Tempo”, da autoria do escritor norte-americano radicado em Portugal Richard Zimler. A história integra a sua colectânea de contos “Confundir a Cidade com o Mar”, editada em Portugal pela Oceanos.
O argumento é do próprio Zimler e as filmagens estão a decorrer entre Lisboa e Barcelona. A curta estará pronta em Setembro, devendo posteriormente ser transmitida na RTP.
Richard Zimler desempenha um papel no filme, representando um antiquário.

Chega a 27 de Julho “A Música da Fome”, novo romance do Nobel J.M.G. Le Clézio

dq-A Música da FomeChega a 27 de Julho às livrarias o novo romance de J.M.G. Le Clézio, “A Música da Fome” (Publicações Dom Quixote), obra editada em França poucos dias antes do anúncio de que o escritor francês era o vencedor do Nobel.
Trata-se de um romance com uma forte carga autobiográfica, onde o autor narra a decadência de uma família oriunda da ilha Maurícia exilada em Paris durante os anos 30 e a Segunda Guerra Mundial. Foram anos marcados pela inconsciência dos cidadãos e dos políticos, pelo anti-semitismo e pelo sofrimento gerado pela guerra.
Sinopse: «Ethel Brun é filha de um casal de exilados, formado por Justine e Alexandre, um homem afável e irrequieto que muito jovem deixou a ilha Maurícia e que, na alegre Paris dos anos 20 e 30, se dedica a delapidar a herança em negócios pouco recomendáveis. Na infância, o único prazer de Ethel é passear pela cidade com o seu tio-avô, o excêntrico Samuel Soliman, que sonha ir viver para o pavilhão da Índia Francesa construído para a Exposição Colonial. E, na adolescência, Ethel conhecerá algo parecido com a amizade pela mão de Xenia, uma colega de escola, vítima da Revolução Russa e que vive quase na miséria. O bem-estar de Ethel começa a resvalar quando, nas refeições que o seu pai oferece a parentes e conhecidos, se repete cada vez mais o nome de Hitler. Serão os primeiros sinais do que ameaça a família Brun: a ruína, a guerra, mas, sobretudo, a fome. Ela marcará o despertar da jovem Ethel para a dor e o vazio, mas também para o amor, num romance em torno das origens perdidas, durante uma época que culminou com um apocalipse anunciado.»

George R. R. Martin e Bruno Matos no arranque da colecção TEEN

sde-georgesde-george2A Saída de Emergência lançou uma nova colecção dedicada a jovens adultos, intitulada TEEN (Tonifica e Estimula os Neurónios), que se dedica a obras de literatura de aventura e fantástico. Os livros, a lançar um por mês, terão sempre capa dura e respeitam já as regras do novo acordo ortográfico. Nomes como Terry Pratchett, George R. R. Martin e Stephen Lawhead vão integrar a TEEN. Nos próximos meses haverá três títulos de autores portugueses.
Os dois primeiros volumes desta colecção são “Daenerys, A Mãe dos Dragões”, de George R. R. Martin, e “Illusya, Um Reino Encantado”, do português Bruno Matos.

Gradiva lançou “Nocturnos”, de Kazuo Ishiguro

gra-aenergiadarazao_100gra-nocturnos_100A Gradiva lançou em Julho um novo livro de Kazuo Ishiguro, intitulado “Nocturnos”, onde o autor aborda os temas do amor, da música e da passagem do tempo. Segundo a editora, trata-se de uma obra para quem se recusa a perder a esperança e insiste em ver o lado positivo de tudo o que sucede. “Terno, íntimo e cheio de humor, este quinteto de histórias é marcado por um motivo recorrente: o esforço para preservar o sentido do romance na vida”, diz a editora na sinopse.
A Gradiva editou ainda “O Património Genético Português – A história humana preservada nos genes”, de Luísa Pereira e Filipa M. Ribeiro, “Esquerda na Encruzilhada ou Fora da História? – Ensaios políticos”, de Eduardo Lourenço, e “A Energia da Razão – Por uma sociedade com menos CO2”, com coordenação de Fernando Ramôa Ribeiro.
Na colecção Magia Animal, dedicada às crianças, saiu “Harry”, de Tina Nolan, a história de um hámster que se vê em apuros.

“Os Passos da Cruz” – Nuno Júdice

dq-os_passos_da_cruz6“Os Passos da Cruz”, novela da autoria do essencialmente poeta Nuno Júdice editada pela Dom Quixote, é uma obra de uma grande sensibilidade e beleza onde o passado e o presente se cruzam e, mais do que isso, se misturam, sendo notável a forma como o autor permite ao leitor que “habite” dois espaços temporais em simultâneo. Pode parecer complexo (e é) mas é um risco a correr por parte de quem procura um livro que escape aos cânones habituais do linear contar de uma história – e os mais “preguiçosos” não se preocupem, é um livro curto – 124 páginas.
Com base no diário de Antónia Margarida, uma nobre do século XVII casada por conveniência com um fidalgo falido, seguimos a história desta mulher maltratada pelo marido, Brás Teles, que dela só pretendia o dote e a posição social – como se vê há aqui muitos pontos em comum com a actualidade. A violência de que é vítima Antónia é de uma brutalidade atroz, tanto física como psicologicamente, de tal maneira que até o próprio “vilão” tem dificuldade em aceitar o que faz – não é por caso que não tem espelhos em casa.  
No presente, o narrador, de passagem por Lamarosa – a aldeia onde o infortunado casal vivia –, tenta reconstruir a vida daquela mulher maltratada e ele próprio se mistura com a vida daqueles que são objecto do seu estudo e da sua curiosidade. São desta forma ultrapassadas as barreiras do tempo (não as do espaço, porque tudo decorre em Lamarosa).
Mas não é só a história de Brás Teles e Antónia que é escrutinada, já que também na existência do narrador há uma relação complexa com Rosa (uma revolucionária obcecado pela revolta do proletariado que deixa para segundo plano a vida pessoal), vivida no tempo da resistência ao regime fascista, relação essa que ele vai recordando (mais do que isso, interpretando) com a ajuda de uma historiadora que reencontra em Lamarosa na actualidade. Essa sua relação perturba-o da mesma forma que a obsessão que nutre por Maria Antónia.
Num ambiente irreal e fantástico, numa viagem nocturna de carro no solitário mundo rural de Lamarosa (ambiente muito bem descrito por Júdice), o narrador encontra a própria Maria Antónia no presente e aí definitivamente as histórias e os tempos cruzam-se.
“É possível que me estivesse a acontecer o que alguns cientistas tinham apontado como a dualidade do cérebro; e um dos hemisférios, o oculto, estaria a transmitir ao que funcionava uma cena vivida, nem que fosse numa memória inconsciente, e logo reprimida para que eu tivesse de a reconhecer no futuro, sentindo de modo angustiante a repetição do tempo, como se nada daquilo que vivemos, de facto, fosse novo.” Palavras do narrador que ajudam, mais do que qualquer apreciação de um leitor, a entender a essência da novela “Os Passos da Cruz”.

Contos infantis do Prémio Correntes d’Escritas compilados em livro pela Porto Editora

pe-correntesA Porto Editora acaba de lançar “Correntes d’Escritas – Contos Infantis Ilustrados”, livro que agrega os trabalhos distinguidos pelo Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’ Escritas/Porto Editora, cuja primeira edição teve como cenário a 10ª edição do evento, realizado em Fevereiro de 2009 na Póvoa de Varzim. A 6 de Agosto, pelas 21h30, terá lugar na Feira do Livro da Póvoa de Varzim o lançamento deste livro e será apresentado o Regulamento para a edição 2010 do Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’ Escritas/Porto Editora.
Dirigido às escolas e aos alunos do 4.º ano do ensino básico, o prémio literário que deu origem ao livro teve como objectivo premiar trabalhos colectivos originais, promovendo, dessa forma, o gosto pela leitura e pela escrita nos mais pequenos. A EB1/JI de Aires, em Palmela, vencedora do 1º Prémio a concurso, abre o livro com o conto Um Susto e um Presente.
Este livro espera também funcionar como incentivo a todas as escolas para que concorram à próxima edição do Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora.

Manuel Alegre – Entrevista a propósito de “Rafael”

dq-alegreManuel Alegre, escritor que não despe a pele de combatente pela liberdade, lançou o romance “Rafael” (Publicações Dom Quixote) onde, inspirado nas suas vivências e memórias, conta a história dos exilados no tempo da ditadura do Estado Novo. Rafael pode ser Alegre, mas também um pouco de todos os portugueses que tiveram de deixar a pátria para, à distância, lutar pela democracia. Manuel Alegre – nascido a 12 de Maio de 1936, em Águeda, tendo estudado em Lisboa, no Porto e na Universidade de Coimbra, onde cursou Direito – recorre à vitalidade da sua escrita para nos fazer (re)viver uma fracção da nossa História recente, mas apesar disso tão esquecida.

Rafael” parecer ser, essencialmente, um romance autobiográfico.
Eu, se quisesse escrever uma biografia, tinha escrito uma biografia. Mas se escrevesse uma biografia escondia muito mais porque através da ficção ou ficcionando a experiência de vida acho que se vai mais ao fundo das coisas, à essência, à verdade. Uma pessoa que escreve uma biografia está sempre a proteger, está sempre com medo de ferir isto, ferir aquilo, esconde muito mais, finge muito mais do que ficcionando. As personagens podem ter os seus modelos. Há muita gente ao mesmo tempo e as personagens autonomizam-se. O Rafael tem a sua autonomia.

Mas identifica-se mais com Rafael ou há um pouco de si nas outras personagens?
Também há. Há um desdobramento, isso acontece em todos os romances, as personagens são sempre heterónimos do autor. O autor desdobra-se sempre através das personagens. Cito muitas vezes Flaubert quando lhe perguntaram ‘Quem é afinal a Madame Bovary?’ Ele dizia a ‘Madame Bovary sou eu’. Em todos os livros de todos os autores, mesmo aqueles que pouco ou nada têm que ver com a experiência de vida, mesmo aqueles que são só imaginados (a imaginação também nasce da vida), o autor desdobra-se por diversos personagens. Embora este livro “Rafael” tenha essa dificuldade – é que fala de sítios por onde passei, fala de factos históricos – mesmo algumas das personagens que se possam parecer muito com figuras reais podem ter tido um modelo mas depois autonomizaram-se. É como o pintor que tem um modelo e o transfigura. Mesmo o grande fotógrafo, quando fotografa, transfigura. Não está só a copiar, está também a criar.

Ao ler o livro fica-se com a ideia que o Rafael não se sente em casa em Paris, mas ao mesmo tempo há uma grande admiração pela cidade.
Rafael em Paris sente-se estrangeiro, sente o exílio, sobretudo naquela chegada, aquele desamparo absoluto de alguém que chega sem papéis, sem casa, vê as pessoas a girar à sua volta, com um destino, um sítio para onde ir, e ele não tem. Está perdido, apenas tem a memória das coisas que deixou. Mas, ao mesmo tempo, Paris é um fascínio. Há esse duplo sentimento.

Ao escrever este livro pretendeu contar um pouco da História de Portugal ou apenas a sua história?
Há factos que fazem parte da História de Portugal – a guerra colonial, a morte do general Humberto Delgado, a resistência, o exílio. O exílio não só político, mas a emigração económica dos anos 60, os episódios que se contam dos bidonville, em que havia centenas de milhares de portugueses a viver em condições infra-humanas. São várias histórias – com “h” pequeno – dentro da História.

Essa não é uma parte da História de Portugal que está um pouco esquecida apesar de tão recente?
É natural que esteja esquecida. Há os que a viveram, que passaram por ela, e outros que não. Aqueles que não a viveram não têm a obrigação de a conhecer. Talvez devesse haver um maior esforço para transmitir. Mas não tive qualquer intuito de historiador. Este livro nasceu dentro de mim, escrevo por um impulso, era algo que estava cá dentro, é quase um exorcismo, uma libertação. É uma viagem também pela memória, pela vida.

Quando começa a escrever um romance já tem ideia de como vai acabar ou deixa-se levar por ele e pelas personagens?
A minha escrita tem muita a marca da poesia. Tenho de ter prazer em estar a escrever e depois as coisas vão acontecendo. As personagens autonomizam-se, muitas vezes escapam àquilo que queremos, elas próprias traçam o seu destino. Depois há uma memória que selecciona. A própria escrita leva a recuperar certos factos. Toda a memória é feita de fragmentos e a minha escrita é um bocado a colagem desses fragmentos. Há um pouco de montagem cinematográfica nesta narrativa.

dq-rafaelRafael” dava um filme?
A técnica de narrativa tem muito que ver com a montagem cinematográfica, acho que era possível fazer um filme com este livro.

O livro parece muito fácil de ler, até porque tem capítulos muito pequenos e depois não dá vontade de parar. Isso foi premeditado?
Isso é bom, quer dizer que a escrita dá prazer. Essa técnica de narrativa, acho que vem também um pouco da poesia, esses capítulos pequenos podiam ser muitos grandes, mas ao fazê-los assim dá um outro ritmo à escrita, à narrativa e à leitura.

É muito diferente o exílio em Paris do exílio na Argélia?
A chegada a Paris numa situação de desterro é muito chocante, é uma coisa quase assustadora. Uma pessoa sente-se perdida. É quase como uma boca muito grande que nos engole. Depois, nós vamo-nos adaptando e há o Paris das Luzes, o Quartier Latin, naquela altura era uma amargura e uma festa. Ali se encontravam exilados de todas as partes do mundo, sonhando revoluções em todos os continentes, havia os estudantes franceses, o pré-Maio de 68. E havia o outro lado, o Paris sombrio, das fábricas, dos arredores, de sombras. Mas também tem o seu fascínio: os boulevards que nunca mais acabam e desembocam naqueles bairros operários. Assusta e tem o seu fascínio. A Argélia é diferente, é uma outra cultura, uma outra civilização… mas aí estava praticamente só a emigração política.

Como é regressar agora a esses sítios?
A Paris volto sempre com gosto, embora hoje seja muito diferente do que quando lá estava até porque alguns de nós éramos clandestinos mesmo no exílio. Tínhamos de nos defender da polícia francesa, vivíamos duplamente escondidos.

Era mais complicado lutar contra o regime dentro de Portugal ou fora de Portugal?
As duas coisas são complicadas, mas quando se está em Portugal estamos na nossa terra, com a nossa família, os nossos amigos, com o nosso sol, o nosso mar, o nosso cheiro, as nossas comidas. Quando se está lá fora estamos desenraízados. Não tínhamos o risco da prisão, mas tínhamos o do assassinato político.

Qual foi a sensação de regressar a Portugal?
Como imagina foi um dos dias mais felizes da minha vida. Festa, festa.

A luta valeu a pena, mas o resultado actual não poderia ser melhor?
Claro que as revoluções ficam sempre aquém daquilo que se quer e daquilo que se imagina, de qualquer maneira houve grandes transformações em Portugal. E há coisas que são definitivas: a guerra colonial acabou, o império acabou, a democracia está institucionalizada. O país, apesar de tudo, desenvolveu-se muito.

Não acha que o facto dos actuais políticos e governantes serem de uma geração que não viveu as vicissitudes do tempo da ditadura pode prejudicar a democracia?
Talvez. Evidentemente que hoje quem está à frente dos destinos dos partidos não tem a mesma envergadura dos fundadores, quer à esquerda quer à direita. Não têm o mesmo idealismo, nem a mesma visão histórica do país. Mas é também um bocado a crise de valores e de convicções que há no mundo.

Rafael” pode ajudar a tornear essa situação, nem que seja um contributo pequeno?
Espero que sim. A minha escrita está muito ligada à minha vida. Não posso definir as minhas intenções. Não escrevo de maneira programada, escrevo por impulso. Mas evidentemente que a minha escrita está ligada àquilo que eu penso, aos meus valores.

 (Entrevista realizada em Março de 2004)

Leia mais sobre “Rafael” em https://portalivros.wordpress.com/2009/05/11/rafael-manuel-alegre/