Gradiva editou “Mutantes – Forma, variações e erros do corpo humano”

gra-mutantes1A Gradiva editou o livro “Mutantes – Forma, variações e erros do corpo humano”, uma obra de Armand Marie Leroi que faz uma narrativa da nossa gramática genética. Segundo a editora, “passando aparentemente sem esforço do mito para a biologia molecular, o objecto desta obra elegante e esclarecedora somos todos nós.” 
São então lançadas diversas questões por esta obra: “Porque nasce a maioria de nós com um só nariz, duas pernas, dez dedos e vinte e quatro costelas – e outros não?
Porque interrompe a maioria de nós o seu crescimento durante a adolescência – e outros continuam a crescer?
Porque têm alguns de nós cabeças revestidas de cabelo ruivo – e outros não têm cabelo nenhum?
O genoma humano, dizem-nos, faz de nós o que somos. Mas como?”
A resposta é dada através de histórias: de uma menina, aluna num convento de freiras, que deu consigo a mudar de sexo na puberdade; de crianças que, trazendo-nos à memória os ciclopes de Homero, nascem com um único olho a meio da testa; de uma aldeia croata de anões de idades invulgarmente avançadas; de uma família hirsuta que foi conservada na corte do reino da Birmânia durante quatro gerações (e inspirou a Darwin uma das suas mais certeiras visões acerca da hereditariedade); e do povo dos pés de avestruz: os Wadoma, do vale do Zambeze.
Armand Marie Leroi é professor de Biologia Evolucionista do Desenvolvimento no Imperial College de Londres. Investiga actualmente o controlo genético do crescimento e desenvolve um projecto no âmbito da etnomusicologia, com Brian Eno.

“O Conflito Global ou A Guerra da Prosperidade” – Gabor Steingart

pre-global“O Conflito Global ou a Guerra de Prosperidade” é uma útil obra assinada pelo jornalista alemão Gabor Steingart (editada pela Presença na colecção Sociedade Global) que aborda os problemas que a globalização pode originar (nomeadamente aos Estados Unidos), se for não for encarada de uma forma diferente da quem tem sido encarada até agora. É um tema que nos últimos tempos, devido à crise económica, tem sido algo esquecido, mas, assim que a recuperação surja, estará novamente na ordem do dia e voltaremos a ouvir falar insistentemente das economias emergentes, com a China e a Índia à cabeça.
Mas mesmo estando parcialmente desactualizado face à velocidade a que as transformações têm ocorrido devido à crise, o livro ainda assim permite fazer o enquadramento para o que sucede agora. Recorrendo a uma linguagem relativamente simples (note-se que não é um livro para leigos na matéria, mas para quem já nutra simpatia pela temática), Steingart consegue expor bem os seus pontos de vista, socorrendo-se para tal de esclarecedores quadros que podem, contudo, a nível de previsões, vir a precisar de acertos, já que foram elaborados antes do eclodir da crise global – um reflexo do “lado negro” da globalização.
Basicamente, Steingart tenta esclarecer à dúvida base nesta questão: a globalização será boa ou má para a Europa e Estados Unidos América? E para melhor responder a esta dúvida, o autor faz um enquadramento histórico que recua alguns séculos, recordando outras globalizações, como aquelas em que Portugal era uma nação dominante.
O autor alerta para o facto de com a globalização os habituais países lideres, com os EUA à frente, estarem a perder o seu poder político e económico no mapa-mundo, facto tanto mais relevante tendo em conta que são as nações que se sustentam na democracia que estão a perder terreno. Steingart aponta contudo algumas soluções que podem ajudar a impedir que as economias dominantes passem a ser aquelas em que os direitos humanos são menos respeitados; aliás, esse é um dos factores que favorecem o crescimento destas economias emergentes, já que se aproveitam da mão-de-obra barata e explorada que não é possível encontrar nos países ocidentais em tão grande escala.
Steingart estabelece comparações entre o que apelida de “estados atacantes”, como a China e a Índia, países cujos perfis apresenta, com a antiga União Soviética (a ameaça do passado recente), destacando, nomeadamente, que esta nova dupla é mais imponente pois sustenta-se na produtividade das pessoas e não da propaganda. Fala ainda do Japão, onde “tudo” começou, de Singapura, Hong King e “estados tigre” – Coreia do Sul e Taiwan. Destaca ainda que são estados com grande população e que não lançam o debate ideológico, antes preferindo a eficiência económica. 
O que poderá estar em causa, segundo Steingart, é a paz mundial, e apelida de “ricos e atrevidos” os estados emergentes. O perigo maior, diz, reside portanto na Ásia, já que nesta região, por exemplo, as despesas militares têm crescido imenso – cerca de dez vezes mais entre 1993 e 2002 em relação ao resto do mundo.
No final de “O Conflito Global ou a Guerra de Prosperidade”  é apresentada uma entrevista com o economista norte-americano Paul A. Samuelson, Prémio Nobel da Economia em 1970, sobre o desemprego crescente, a retracção dos estados sociais e a sua vida na era da globalização.

Oficina do Livro lançou “A Rainha do Cine Roma”, obra finalista do Prémio Leya 2008

ol-cineromaA Oficina do Livro anunciou no seu blog que editou o primeiro romance do mexicano Alejandro Reyes, “A Rainha do Cine Roma”, obra finalista do Prémio Leya 2008. Trata-se, segundo a editora, de um retrato da vida real no submundo, de uma história singular sobre duas crianças que nunca desistiram de sonhar que podiam ser amadas.
“No dia em que se conhecem, Maria Aparecida e Betinho, duas crianças de rua em Salvador, Bahia, tornam-se inseparáveis. Vítimas de abusos por parte dos pais, juntam-se às crianças que fazem do Cine Roma a sua casa e da amizade que os une um antídoto para combater a dura realidade de quem vive a fugir em permanência de um mundo ameaçador”, relata a Oficina do Livro no seu blog.
“Quem tiver peito fraco, é melhor não tocar neste livro. Porque ele é duro, cru, verdadeiro. No entanto, no fim, fica um fiozinho de açúcar, emoldurando uma réstia de esperança” disse Pepetela, escritor e membro do júri do Prémio Leya, sobre a obra.Já José Manuel Saraiva classificou o romance como “surpreendente e intenso, terno e violento (…) mais do que um romance para leitores exigentes: é um verdadeiro hino à vida.”
Alejandro Reye é mexicano mas vive em Salvador da Bahia desde 1995.

“O Corsário Negro” – Emilio Salgari

VO-Corsario“O Corsário Negro” é, sem dúvida, uma das mais conhecidas obras de Emílio Salgari (Itália, 1862-1911), e não é difícil perceber porquê. O que talvez seja difícil perceber é por que razão Hollywood ainda não pegou nesta personagem (ou noutras de Salgari) e a aproveitou para fazer um fantástico filme de piratas. Escrito numa altura (1898) em que o cinema ainda não imaginava onde iria chegar, a acção de “O Corsário Negro” (que agora regressou as livrarias portuguesas por iniciativa da Via Óptima) decorre a um ritmo que se poderia chamar de cinematográfico – começa logo na primeira linha: “Uma voz forte de vibração metálica retumbara nas trevas, lançando esta frase ameaçadora:
– Homens da canoa! Alto ou meto-os a pique!”
A vingança dá o mote para o arranque desta aventura. O Corsário Negro (o fidalgo italiano Emilio de Roccanera) persegue Wan Guld, um duque flamengo governador Maracaíbo e responsável pela morte dos seus irmãos (Corsário Verde e Corsário Vermelho), que jurou matar, assim como a todos os seus parentes. Começa por tentar apanhá-lo em Maracaíbo (na actualidade, na Venezuela), onde se envolve numa luta com fidalgos e soldados locais depois de se ter barricado numa casa, “cena” que proporciona uma das partes mais divertidas na obra, já que o Corsário Negro e os seus acólitos vão sucessivamente aprisionando todos os visitantes que o proprietário vai recebendo.
Entretanto, Maracaíbo, graças à prestimosa ajuda de outros piratas (são todos cavalheiros, e para eles a honra está acima de tudo – daí a facilidade com que se estabelecem alianças entre eles), é conquistada, mas Wan Guld escapa-se. É então encetada pelo Corsário Negro e alguns companheiros uma longa perseguição pé pela selva, onde se vão defrontar com diversos perigos, os mais assustadores proporcionados por tribos canibais das Caraíbas. Mas a fauna local é um inimigo que não pode ser esquecido e também faz as suas vítimas, sendo feita por Salgari uma luxuriante descrição do ambiente da selva. 
E claro, sendo este um livro de piratas, não faltam ao longo do seu enredo, perseguições e combates no mar, acostagens, abordagens, e até um caso de um amor com tanto de arrebatador como de impossível, protagonizado pelo próprio Corsário Negro e por uma jovem dama capturada numa embarcação do “inimigo”.
A riqueza da linguagem de Salgari ajuda a um maior envolvimento do leitor, já que, passado mais de um século desde que foi escrita, a obra continua viçosa como então terá sido. Salgari limitou-se ao essencial para nos apresentar a sua história, não recorrendo nunca a artifícios que sirvam unicamente para “gastar” páginas, daí que não se vivam momentos mortos durante a leitura de “O Corsário Negro”. Já saberia, por certo, que a credibilidade de uma obra não se mede pela quantidade de páginas… ou nem se interessaria pelo assunto.
Note-se que a tradução desta edição da Via Óptima é a mesma que foi utilizada em 1938 na editora Romano Torres, da autoria de A. Duarte de Almeida.
“O Corsário Negro” é o primeiro volume do ciclo designado “Os Corsários das Antilhas. E agora segue-se “A Rainha dos Caraíbas”, também já editado pela Via Óptima…
Mais tarde virá “Iolanda, a Filha do Corsário Negro”, “O Filho do Corsário Vermelho” e “Os Últimos Corsários”.

Novidades de Julho da ASA incluem “Meio Sol Amarelo”, de Chimamanda Ngozi Adichi

asa-meiosolasa-arteASA vai editar em Julho “Meio Sol Amarelo”, de Chimamanda Ngozi Adichie, um romance intenso que não deixa ninguém indiferente ambientado na guerra do Biafra.
“Meio Sol Amarelo”, que venceu o Orange Prize 2007, entrelaça as vidas de cinco personagens inesquecíveis: Ugwu, um humilde criado de treze anos a quem o mundo se desvendará pela mão do seu senhor, Odenigbo, que, na intimidade da sua casa, planeia uma revolução. Este jovem professor universitário mantém uma relação apaixonada e sensual com a bela e mágica Olanna, cuja irmã gémea, Kainene, é alvo do amor desesperado de Richard, um jovem inglês a braços com o seu papel de homem branco em África. Acrescenta a sinopse da obra que “todos eles vão ser forçados a tomar decisões definitivas sobre amor e responsabilidade, passado e presente, nação e família, lealdade e traição. Todos eles vão assistir ao desmoronar da realidade tal como a conheciam devido a uma guerra que tudo transformará irremediavelmente.”
Ainda para Julho a ASA programou “Confissões ao Luar”, de Alice Hoffman, um romance que tem como protagonista Arlyn Singer, uma mulher que acredita no destino e no poder dos sentimentos. Naquele que será um dos momentos mais determinantes da sua vida, Arlyn pressente a chegada do seu grande amor. Mas o destino prega-lhe uma partida ao colocar o frio e calculista John Moody no seu caminho. Arlyn e John vão percorrer um caminho de perda e redenção que inclui Sam, o filho de ambos, um artista brilhante e explosivo; Blanca, a solitária que tenta desesperadamente proteger o irmão, e Will, o neto, a braços com uma família fragmentada, emocional e misteriosa que nada sabe sobre o amor.
“A Arte de Amar”, de Elisabeth Edmondson (autora de “Uma Villa em Itália”), é outra proposta da ASA para Julho. Segundo a sinopse, “Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto. A sua ‘fuga’ para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada.” O futuro de Polly, apesar de tudo começa a tomar um novo e fascinante rumo.
asa-gibaoDestaque ainda para a edição de mais um volume da colecção As Aventuras do Capitão Alatriste, “O Cavalheiro do Gibão Amarelo”, de Arturo Pérez-Reverte. Esta nova aventura tem lugar nos vibrantes pátios de comédias da Madrid do século XVII. Alatriste e o inseparável Iñigo Balboa, cruzando-se com velhos amigos e velhos inimigos, enfrentam uma perigosa conspiração na Corte de Filipe IV.

Miguel Portas e Camilo Azevedo propõem “Périplo” pelo Mediterrâneo

alm-Capa Périplo finalA Almedina lançou o álbum “Périplo”, obra assinada por Miguel Portas e com fotografias de Camilo Azevedo que resulta da série documental “Périplo – Histórias do Mediterrâneo”, que estreou na RTP em 2005. O álbum, que custa 45 euros, inclui dois DVD com os quatro episódios da série.
Na base deste livro estão as filmagens então feitas e o trabalho de preparação documental que exigiram. Segunda a editora, este é, contudo, “um livro de viagens que não se esgota nesses documentários. Visita lugares e histórias, vidas e paisagens, mitos e ideias feitas. O Mediterrâneo que nos propõe é fractal, encantador e assustador, antigo e moderno, e imprevisível mesmo quando se parece repetir.”
Miguel Portas, que já foi jornalista, é actualmente eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda e desempenha funções de representação ligadas ao Mediterrâneo. Camilo Azevedo é cineasta e autor de vários documentários.

Presença lançou “O Gosto Amargo da Traição” e “Love Life – De Coração Aberto”

epres-traicaopre-loveA Editorial Presença lançou uma série de novidades para a segunda quinzena de Junho, entre as quais se destaca “O Gosto Amargo da Traição”, de Saskia Noort. Neste romance, segundo a sinopse, “quando o marido de uma das suas amigas morre num incêndio, Karen van de Made, pouco convencida com a teoria de suicídio unanimemente aceite, começa a aperceber-se de que no seu círculo de amigos impera um complexo enredo de segredos e mentiras e que todos estão dispostos a manter as aparências a qualquer custo.” Assim, Karen é obrigada a confrontar-se com a verdade por detrás do estilo de vida luxuoso que todos ostentam e com a possibilidade de também ela ser um alvo. Saskia Noort oferece-nos um retrato da alta sociedade holandesa num romance repleto de suspense e sensualidade.
Outra novidade da presença é “Love Life – De Coração Aberto”, de Ray Kluun. Dan e Carmen eram um casal feliz a viver uma vida despreocupada quando o diagnóstico de cancro da mama abala as suas vidas. Segundo a sinopse, “revoltado com a crueza do destino e as limitações que daí para a frente marcarão o seu dia-a-dia, Dan reage recusando-se a abdicar de tudo e iniciando uma vida dupla: durante a semana acompanha a mulher aos tratamentos e aos fins-de-semana entrega-se ao álcool e ao sexo fortuito”.
Saiu também “Os Ficheiros Spellman”, de Lisa Lutz, onde conhecemos a família Spellman. “Eles são divertidos, muito unidos, calorosos e extremamente competentes e dedicados ao seu trabalho. Bom, talvez um bocadinho dedicados de mais…”, diz-nos a editora. Ainda segundo a sinopse relata, são “donos de uma agência de investigação privada que emprega quase todos os membros da família, desenterrar os segredos das vidas alheias é a coisa mais natural no seu dia-a-dia. O pior é quando já não conseguem separar o trabalho da vida pessoal…”
Outras novidades são “A Minha Voz Pela Liberdade”, de Ani Chöying Drolma, “A Economia não Mente”, de Guy Sorman, e “O Segundo Mundo – Como as Potências Emergentes Estão a Redefinir a Concorrência Global no Século XXI”, de Parag Khanna.
Para o público mais jovem, a Presença editou “Já Fui um Rato!”, de Philip Pullman, e “A Minha Casa Assombrada”, de Angie Sage.

Emílio Miranda apresenta “A Princesa do Corgo” a 24 de Junho em Vila Real

pla.princorgoA Planeta editou o romance histórico “A Princesa do Corgo”, de Emílio Miranda, obra que será apresentada a 24 de Junho (quarta-feira), às 21h00, no Museu da Vila Velha, em Vila Real. Este evento está integrado na programação das Festas da Cidade de Vila Real e o romance tem a acção centrada em Vila Real de Panoias, por altura da sua fundação.
Trata-se assim de uma história que narra os primeiros anos da fundação de Vila Real de Panóias, actual Vila Real, Princesa do Corgo.  Entre as principais personagens estão Simão da Cruz, um jovem pedreiro, fugido por um crime cometido em Guimarães, e Maria da Conceição, que na companhia do pai e dos irmãos abandona pela calada da noite, a terra incógnita e ingrata onde nasceu, para buscarem nestas terras recônditas de Trás-os-Montes uma vida melhor. Ou ainda Manuel Mestre-de-Obras, que constrói os muros da vila, Zacarias o prestamista, a quem muitos devem e de quem poucos gostam, e Adosinda, a Bruxa do Corgo, vista pela maioria com desconfiança. É aqui contada a história de um fidalgo que tudo faz para que a cidade não vingue, em oposição ao esforço de um povo que luta pela sua edificação.
O autor, Emílio Gouveia Miranda, nasceu em Luanda, Angola, a 28 de Março de 1966. Em 1975, em resultado da guerra colonial, vem para o norte de Portugal, de onde os pais são originários. Durante o resto da sua adolescência reside em Vila Real, onde começa a escrever os primeiros textos que compõem esta obra, em 1986.

Guerra & Paz lança “O Que é a Beleza?”, de Roger Scruton

GP-belezaA Guerra & Paz editou “O Que é a Beleza?”, de Roger Scruton, autor de obras como “O Ocidente e o Resto” e “Guia de Filosofia Para Pessoas Inteligentes”.
O novo livro de Scruton é um compêndio das suas reflexões sobre a estética do quotidiano: sobre as escolhas que envolvem, como ele diz, o pôr da mesa, a arrumação do quarto ou a construção de um website. Nesta obra Roger Scruton alega que a beleza tem tanta importância quanto a que Platão lhe atribuía e que não deve ser vista como um mero sentimento subjectivo daquele que a contempla. Em seu entender, a beleza é fundamental para uma vida bem vivida e o mundo não seria um lugar aprazível sem o interesse generalizado que ela desperta.
Roger Scruton é um filósofo britânico nascido em 1944, mas também jornalista, professor, escritor e compositor. É considerado um dos mais brilhantes e polémicos pensadores da actualidade.

“Jesusalém”, de Mia Couto, chega às livrarias

k_jesusalem.qxp:Layout 1“Jesusalém”, o novo romance de Mia Couto, é posto à venda a 23 de Junho. A sua editora, a Caminho, anunciou entretanto que o autor vai estar em Portugal a partir de 12 de Julho para protagonizar diversas sessões de lançamento por todo o país.  
“Jesusalém” é classificado pela Caminho como “a mais madura e mais conseguida obra de um escritor no auge das suas capacidades criativas”.
O romance começa assim: “Profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, aquela que era ‘um bocadinho mulata’, Silvestre Vitalício afasta-se da cidade e do mundo. Com os dois filhos Mwanito e Ntumzi, mais o criado ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado Aproximado para o lugar mais remoto e inalcançável.
Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém, porque a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado”.
Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, e depois de ter sido jornalista é hoje em dia professor, biólogo e escritor. Na Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, “Terra Sonâmbula” foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX. Em 1999 ganhou o Prémio Vergílio Ferreira e em 2007 o Prémio União Latina de Literaturas Românicas.