“No Teu Deserto”, o “quase romance” de Miguel Sousa Tavares, sai a 7 de Julho

ol-desertoMSTO novo livro de Miguel Sousa Tavares, um “quase romance” (como o classificou) intitulado “No Teu Deserto”, chega às livrarias a 7 de Julho, sendo uma edição da Oficina do Livro. A obra tem 128 páginas.
Segundo o site Diário Digital, Miguel Sousa Tavares, na Comunidade de Leitura da Livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa, disse que este livro é “quase um diário de viagem” ou “quase um romance de amor”.
Na nota de imprensa divulgada pela Oficina do Livro surge este texto: “Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”
Miguel Sousa Tavares, que exerceu advocacia antes de se dedicar ao jornalismo e à escrita, é ao autor do livro de reportagem “Sahara, a República da Areia” e do livro de viagens “Sul”. Publicou as compilações de crónicas “Um Nómada no Oásis”, “Anos Perdidos” e “Não te deixarei morrer, David Crockett”. Em 2003 lançou “Equador”, um dos maiores sucessos da história editorial portuguesa, com 370 000 exemplares vendidos e vencedor da 25ª edição do Prémio Grinzane Cavour para o melhor romance estrangeiro do ano em Itália. Em 2007 lançou o seu segundo romance, “Rio das Flores”, vencedor do prémio do Clube Literário do Porto.
Miguel Sousa Tavares escreveu dois livros infanto-juvenis: “O Segredo do Rio” e “O Planeta Branco”.
Actualmente, é cronista no jornal Expresso e em A Bola e na revista GQ, assim como comentador político na TVI.

3 pensamentos sobre ““No Teu Deserto”, o “quase romance” de Miguel Sousa Tavares, sai a 7 de Julho

  1. Cristina Neves

    Comprei o novo livro do Miguel Sousa Tavares à hora de almoço, e já acabei!

    Gostei imenso! É um page turner! Lê-se avidamente!

    É uma simples história de amor, durante uma viagem ao deserto do Sahara, mas é ao mesmo tempo, um livro de observações exactas sobre o “terror do silêncio e da solidão “das pessoas que vivem “a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes socais da Net”, porque não “aguentam nem um dia de solidão”. Sobre “já não haver ninguém para atravessar o deserto”, porque já não há “ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão”.

    O livro é sobre a vida.
    Das “fotografias felizes, que mentem e conseguem suspender a felicidade como se ela fosse eterna”.
    Das “viagens sem regresso nem repetição”.
    Da “paisagem pertencer a quem a sabe olhar”.
    Do “não precisarmos de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio”.
    De haver “alturas em que a beleza é tão devastadora que magoa”.
    De “nada durar para sempre – só as montanhas e os rios”.

    A expedição ao Sahara, descrita no livro, foi comprada pela RTP. Assim sendo, talvez qualquer dia veja a Claúdia “eternamente jovem porque morreu cedo. Tão nova que parecia irreal. Para sempre com aquela idade, com aquela felicidade, a acreditar na amizade, na irresponsabilidade, na felicidade depois de tudo”.

    “Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não o escreves, porque não te resta nada para dizer”. Foi isso que o Miguel Sousa Tavares fez.

    Quanto a mim, eu quereria um dia recordar “que alguém me tinha pegado na mão e me conduzia para onde não havia nada – nem estradas, nem casas, nem cidades, nem luzes ou sombras, nem árvores ou jardins ou praia ou qualquer coisa que eu tivesse visto antes – a minha única tarefa era deixar-me conduzir por ti, entre a lucidez e o sonho”.

  2. carlos

    Um romance (quase romance) muito belo, onde MST revela uma sensibilidade inesperada.
    A exposição em que se coloca, revela um sentimento muito profundo que 20 anos não apagaram.

    Apesar da escassez do seu tamanho, é um livro que se entranha em nós, que nos emociona

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