“O Códice Secreto” – Lev Grossman

pre-codiceA “saga” dos códigos na literatura contemporânea proporcionou uma série de novos títulos, alguns dos quais bastante interessantes, como é o caso de “O Códice Secreto” (Presença), do norte-americano Lev Grossman, crítico literário da “Time”.
O protagonista desta história é o jovem bem sucedido Edward Wozny, bancário de investimentos de Nova Iorque prestes a partir para nova vida em Londres. Antes de atravessar o Atlântico tem pela frente quinze dias de férias – algo inédito nos últimos tempos. Sem saber o que fazer, aceita um trabalho pedido pelos seus patrões: organizar uma colecção de livros antigos da biblioteca particular de um dos seus clientes mais ricos. Pouco dotado para a literatura, é com relutância que aceita a tarefa, mas depois de se ver embrenhado nas antiguidades literárias começa a ficar “agarrado”, tal como o leitor, que neste ponto também fica preso ao livro de Grossman.
O autor segue regras básicas, mas eficientes, para prender o leitor, dando, aos poucos, elementos que vão construindo uma intriga, enquanto varia ambientes, criando mundos opostos por onde Edward vai saltando. A dada altura o jovem bancário vê-se obcecado por um livro que os donos da biblioteca avidamente procuram. Trata-se de uma misteriosa obra de literatura medieval, assinada por um ainda mais misterioso Gervase de Langford. Edward apercebe-se que está envolvido num “duelo” entre os donos da biblioteca, um casal de aristocratas britânicos: ele velho e doente, ela jovem, sedutora, mas… com algo de louco.
Quando Edward estava “agarrado” ao livro de Langford os seus serviços são dispensados, mas com ajuda de Margaret, estudiosa de Langford, continua a investigar o livro, à procura do códice que permitirá desvendar um segredo secular. Aos poucos Edward, assim como o leitor, começa a perceber que uma série de acontecimentos que classificava como coincidências tinham afinal um significado concreto. Tal como acontece num jogo de computador no qual se embrenhou de tal forma que perdeu o controlo da situação, o mesmo se passa na vida real de Edward. E, vamos a ver, também o jogo não é uma peça “inocente” nesta espécie de thriller literário.

2 pensamentos sobre ““O Códice Secreto” – Lev Grossman

  1. Acabei de ler o livro à pouco tempo mas nao gostei! Não gostei da descrição, quanto a mim exagerada, das paisagens do jogo do computador. O final é um bocadinho previsivel e acho que o escritor criou uma bela teia mas não soube tecê-la bem com os elementos que tinha.

  2. Angeliña

    Eu já li este livro há algum tempo, mas ainda me lembro que comecei a lê-lo cheia de espectativas as quais sairam goradas, pois o livro não é nada por ai além, tem um começo muito estranho e o fim então nem se fala.
    Se tivesse sido mais explorado talvez fosse um bom livro.

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