Siri Hustvedt em Lisboa para apresentar “Elegia Para Um Americano”

asa-siriA escritora norte-americana Siri Hustvedt vai estar em Lisboa a partir de 31 de Maio para promover o seu novo romance, editado pela ASA, intitulado “Elegia Para Um Americano”.
A autora de obras como “De Olhos Vendados”, “Fantasias de uma Mulher” e “Aquilo que Eu Amava” vai apresentar o seu novo romance a 2 de Junho, às 18h30, na Fnac Chiado, em Lisboa, numa sessão que contará com o contributo de Pedro Mexia.
“Elegia Para Um Americano” é um romance sobre pais e filhos, sobre a capacidade de ouvir e a opção de ignorar; a dor inerente ao acto de falar mas também ao silêncio; as ambiguidades da memória, a solidão, a doença e a redescoberta.

Gailivro compra direitos de “Orgulho e Preconceito” em versão zombie

gai-zombieA Gailivro anunciou que acaba de adquirir os direitos de publicação de um dos mais falados livros do momento, o surpreendente romance de Seth Grahame-Smith “Orgulho e Preconceito e Zombies”, que deverá ser lançado em Portugal em 2010.
Esta obra retoma a famosa história de Jane Austen, mas agora em contexto terror/gore, com as irmãs Bennet a usarem punhais para matar mortos-vivos que vagueiam pela Inglaterra rural.
“Orgulho e Preconceito e Zombies” foi lançado em Março nos Estados Unidos e já chegou ao terceiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times.

“Da Comunicação de Massa à Comunicação em Rede” (Porto Editora) apresentado a 22 de Maio em Lisboa

pe-commassaA Porto Editora e o Obercom – Observatório de Comunicação vão apresentar às 18h30 do dia 22 de Maio (sexta-feira) o livro “Da Comunicação de Massa à Comunicação em Rede”, dos investigadores Gustavo Cardoso, Rita Espanha e Vera Araújo. A sessão, que contará com a presença de Adelino Gomes, terá lugar na livraria Ferin, ao Chiado.
Esta obra, segundo a nota de imprensa da Porto Editora, “pretende contribuir para a reflexão sobre a temática dos media, através de um conjunto de percepções, interrogações, e, por vezes, testando algumas certezas sobre o campo da mediação num espaço e tempo particulares: Portugal dos anos de 2002 a 2007”. Ainda segundo a editora, “da análise à realidade da nossa sociedade e dos nossos media, encontram-se pistas para uma reflexão mais global à escala das sociedades contemporâneas. Por isso, as páginas do livro também propõem um campo mais vasto na sua abordagem: uma análise do que são os modelos e paradigmas comunicacionais das sociedades contemporâneas”.
O Observatório de Comunicação é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, cujo objectivo central é a produção e difusão de informação, bem como a realização de estudos e trabalhos de investigação que contribuam para o melhor conhecimento na área da comunicação.
A Colecção Comunicação da Porto Editora, coordenada pelos professores Joaquim Fidalgo e Manuel Pinto, está subdividida em três ramos – Teorias e Debates, Media e Sociedade e Educação e Media.

Ana Sofia Fonseca – Entrevista a propósito de “Angola, Terra Prometida”

el-anasofiaA jornalista Ana Sofia Fonseca, autora de “Angola, Terra Prometida”, uma edição da Esfera dos Livros, deu uma entrevista ao blog Porta-Livros (por e-mail) onde falou da sua obra, um retrato vívido dos anos dourados dos portugueses em Angola. Trata-se de um livro, como explica, dirigido tanto a quem lá esteve nesses anos dourados como a quem nunca lá foi mas tem interesse em conhecer (e compreender) o fenómeno. Um retrato isento, pois, como explica Ana Sofia Fonseca, “a minha geração é a primeira a não ter compromissos com essa época, a poder olhá-la mais facilmente sem complexos nem tabus”. Contudo, não esquece que aqui é abordada apenas “uma parte da realidade – a vida dos portugueses”.

“Angola, Terra Prometida”, tal como o seu anterior livro-reportagem, “Barca Velha”, está escrito quase como se fosse um romance, não se limitando à pura exposição de factos. Ao optar por contar histórias pessoais pretendeu mostrar uma “história” mais emotiva e menos factual?
Não. As histórias fazem-se de gente. É através das histórias das pessoas que abordo os factos da época em questão. É uma forma de narrar habitual no jornalismo, sobretudo no que se refere a grandes reportagens. Acredito que uma história bem contada é aquela que nos leva ao tempo e ao espaço a que se refere. Para isso, é preciso dar as cores, os cheiros, os sons. As pessoas. Com as suas vivências, modos de pensar e de sentir.

A quem se dirige este livro? A quem esteve em Angola e quer recordar ou a quem não esteve e pretende saber melhor o que se passou?
Por razões diferentes, este livro dirige-se aos dois públicos que refere. Para quem esteve em África, é uma viagem à Angola que tão bem conheceu. Às águas quentes do Mussulo, ao capim, ao cinema. Aos sons da rádio, ao prazer de uma Cuca gelada. Para quem não viveu, é uma forma de descobrir o dia-a-dia de então. Desse tempo de ditadura e de colonialismo, em que Lisboa era metrópole e Angola apenas província ultramarina. Pelo menos, assim espero.

Angola está na moda ou volta a ser falada porque agora há a possibilidade real de lá regressar e as pessoas têm maior abertura de espírito para voltar a falar do passado?
Angola está na moda por diversas razões. Finda a guerra e com o desenvolvimento económico, voltou a atrair muitos portugueses – uns que já lá haviam vivido e outros que nunca a tinham sequer pisado. Outro dos motivos prende-se com o facto de muitas das pessoas que lá viveram acharem que está na altura de contar as suas memórias. Depois, há ainda os que acreditam que ainda existem muitas e boas histórias sobre esse passado próximo por contar. Eu incluo-me neste último grupo. A minha geração é a primeira a não ter compromissos com essa época, a poder olhá-la mais facilmente sem complexos nem tabus.

O fascínio por Angola não será potenciado pelo facto de as pessoas terem de lá saído no auge, de terem saído de lá quando a vida, em geral, lhes corria bem? Ou seja, há possibilidade de o cenário não ter sido assim tão cor-de-rosa e que seja antes indevidamente “pintado” dessa cor?
Como no naufrágio do Titanic, poucos acreditavam que o barco estava condenado a ir ao fundo. As pessoas vieram de lá num momento de grande desenvolvimento económico, de euforia – tudo acabou de um momento para o outro. “Cor-de-rosa” é expressão que se pode atribuir à vida de muitos, mas não à esmagadora maioria de negros e mestiços. Qualquer sociedade colonial baseia-se no domínio de uma cultura sobre outra – a portuguesa não foi excepção. Além disso, a memória tende a ser piedosa, a dourar a realidade. Por isso mesmo, além das muitas entrevistas, realizei pesquisa em arquivos públicos e em bastantes jornais e revistas de época.

Esta faceta dourada de Angola era apenas isso mesmo, uma faceta. Não estará a ser esquecido o outro lado, o lado daqueles que viviam lá em grandes dificuldades, muitas vezes explorados pelos colonos portugueses?
Este livro fala sobretudo de uma parte da realidade – a vida dos portugueses. No entanto, nunca esquece que a grande parte da população estava fora desta redoma dourada. Aliás, algumas histórias mostram-no. Como já disse, estamos a falar de vivências num período colonialista. A vida que os portugueses tinham deve-se, em parte, à subjugação do resto da população. Penso que o livro não descura esse aspecto.

el-angolaNão haveria muita gente a viver numa espécie de “bolha”, isolada da realidade do país?
Claro que sim! E mesmo cá, então metrópole, também. Vivia-se em ditadura, havia repressão. Política não era assunto. É preciso olhar para aquela época sem a descontextualizar. Até certa altura, o mundo fazia-se de potências colonizadoras e de colónias. Portugal tardou a aceitar a independência, deixou-se consumir numa guerra perdida à partida. O mundo mudou e Portugal recusou ver que o colonialismo era inaceitável.

A onda de emigração de portugueses que hoje em dia se está a verificar rumo a Angola pode ser comparada com o que sucedia nos anos 50 e seguintes? Acha que é possível recuperar aquele espírito da época, mesmo tendo em conta que os tempos e a realidade mudaram?
Tudo tem o seu tempo e o seu contexto. Agora, Angola é um país com o seu próprio caminho. Parece-me difícil tecer comparações, tratam-se de mundos e de tempos completamente diferentes.

Foi difícil encontrar pessoas dispostas a partilhar as suas histórias de vida, as suas fotografias, os seus documentos, as suas recordações?
Encontrar pessoas com memórias de Angola é fácil, mais complicada é pô-las a falar sem barreiras. Se tivermos em conta que de lá vieram cerca de meio milhão de pessoas, logo se percebe que histórias não faltam.

Não teve a tentação de passar esta “história” para um romance?
Gosto de escrever histórias com personagens de carne e osso. Este livro está cheio de gente, de personagens de um mundo que acabou. Acho que é um dos casos em que a imaginação nada acrescentaria à realidade.

Que projectos tem agora em mãos? Há a possibilidade de regressar a este tema?
Sou jornalista, o meu trabalho é contar boas histórias – sejam elas de onde e de quando forem. Sinto que posso trabalhar mais 10 anos neste tema, mas há tantos outros assuntos… O bom do futuro é que é sempre uma página em branco.

“Digam-me Como É Uma Árvore”, de Marcos Ana, apresentado a 28 de Maio em Lisboa

gp-arvoreA obra “Digam-me Como É Uma Árvore”, de Marcos Ana, será apresentada por Manuel Alegre a 28 de Maio (quinta-feira), às 18h30, no Instituto Cervantes, em Lisboa. Na sessão estará presente o autor, poeta e humanista espanhol, que nesta obra lançada pela Guerra e Paz narra os 23 anos que passou preso, a recuperação da liberdade, o seu exílio em França e o desenvolvimento de uma enorme actividade solidária para com os presos políticos espanhóis.
Marcos Ana transformou-se num símbolo da solidariedade internacional e da luta antifranquista e segundo Guerra e Paz este livro, que tem o prólogo assinado por José Saramago, “é uma oportunidade para recuperar um importante pedaço da história recente de Espanha e um manifesto pela liberdade, pelo respeito dos direitos humanos e pela tolerância entre homens.”

Porto Editora publica “Escolhi o Teu Amor”, de Emily Giffin

pe-escolhiA Porto Editora lança a 28 de Maio “Escolhi o Teu Amor”, um romance de Emily Giffin que retrata o dilema amoroso.
Trata-se, segundo a editora, de “uma história envolvente sobre uma mulher na encruzilhada da vida e das emoções, e sobre as razões que, por um lado, nos fazem escolher amar quem amamos e, por outro, nos impedem de esquecer quem não é a pessoa certa para nós”.
Ellen e Andy têm uma relação perfeita, amam-se verdadeiramente. Mas um dia Ellen cruza-se com Leo, o antigo namorado com quem manteve uma relação problemática e obsessiva e que um dia, sem explicação, a deixou e lhe despedaçou o coração. Oito anos depois, Ellen questiona-se se a vida que tem é, afinal, a vida que quer e merece.

Primeiras páginas disponíveis em:

http://www.portoeditora.pt/produtos/catalogo/ficha/id/222485

“Noite Dentro, Moçambique e Outras Narrativas” – Laurent Gaudé

asa-noite_dentro_moçambique_254dpi“Noite Dentro, Moçambique e outras narrativas” é mais um belo livro do francês Laurent Gaudé disponibilizado entre nós pelas Edições ASA, depois de “Eldorado”, de “O Sol dos Scorta” e de “A Morte do rei Tsongor”.
O universo de Gaudé voltar aqui a estar presente nas quatro narrativas que compõem este livro. Nomeadamente há uma presença constante, a da morte, retratada e abordada com uma beleza que a caracteriza como algum inevitável mas nem sempre dramático. É um livro sobre a morte, mas sem ambientes demasiado sombrios. Há drama, há dor e tragédia, é certo, mas também satisfação com a vida, heroísmo, prazer. Há cor e vida, até esperança, quando de um livro com a morte tão presente seria de esperar cinzentismo e ambientes sombrios.
Tal como em outras obras de Gaudé há ambiente muito masculinos (marinheiros, barcos, capitães, soldados, África), mas nem por isso há uma menor sensibilidade, invariavelmente pincelada com frases e palavras simples, mas belas na sua simplicidade. São homens duros, experientes, com vidas muito vividas, com perspectivas da vida e da justiça que – têm consciência disso – não são as mesmas daqueles que por norma os rodeiam. E que, tendo errado a dada altura, tentam corrigir da maneira que sabem ou podem o seu percurso de vida, um pouco como acontecia em “Eldorado”. Aliás, a primeira história, “Sangue Negreiro”, recupera a temática dos negros explorados. Em Saint-Malo um grupo de negros escravos foge do barco onde estavam aprisionados; aos poucos, num meio de um grande frenesim que assolou a população, acabam por ser capturados e abatidos com grande violência. Todos excepto um, que passa a atormentar os habitantes locais, tal como se fosse uma assombração inatingível. O capitão do barco que os transportou, depois de ter participado na matança, entra na fase do arrependimento, não por temer a assombração (há alturas em que esta até parece uma história de terror) mas sim por tomar consciência do que havia sido feito a seres humanos.
A segunda narrativa, “Gramercy Park Hotel”, mantém a temática, mas embrulhada numa belíssima (e triste) história de amor. Aqui é da morte por velhice que se trata, é uma história muito mais intimista, solitária, curiosamente passada numa cidade cheia de gente, Nova Iorque. Um idoso vê chegada a sua hora e dirige-se ao local onde atingiu o cume da felicidade com a sua amada, recordando toda uma vida de amor (e problemas) e de ausência, desde que ela partiu, muito antes dele, que assim encara com naturalidade, e vontade, a sua hora de partir. Decide partir em direcção à morte no local exacto onde passou o melhor da vida.
“O capitão Barbaque” retoma África e os negros para abordar a morte, aqui umbilicalmente ligada à guerra, mais precisamente a Primeira Guerra Mundial, vivida por um soldado francês nas trincheiras das Ardenas. Mais uma vez também aqui surge a questão da injustiça de que são alvo os negros, no caso os que foram enviados para a frente de batalha numa guerra que não lhes dizia respeito. O protagonista, Quentin, mais tarde o capitão Barbaque, foi salvo por um soldado negro, M’Bossolo, e diz que se tornou negro no dia em que este morreu, ironicamente, vítima de gripe espanhola e não de um tiro ou de uma bomba.
Quentin, depois da guerra, decidiu ir para África para o país do seu salvador, de quem passou a considerar-se filho. Acaba a lutar contra os ocupantes franceses, mas torna-se um símbolo da própria guerra. Quando os nativos já não queriam a guerra, aceitando a ocupação francesa, cansados como estavam de a travar, o capitão Barbaque ficou sem saída, pois desde que estiveram nas trincheiras nunca mais fora o mesmo. “Eu sou a guerra. É por isso que me chamam capitão Barbaque. Reconheceram em mim uma hiena que se entedia quando não mata.” Consciente de que já não tinha lugar naquele mundo, nem em nenhum outro, deixa-se ir, deixa-se morrer em paz, satisfeito até, partindo num ritual próprio dos guerreiros locais.
Nesta narrativa nota-se sobremaneira a capacidade descritiva de Gaudé, na forma como descreve a África daquela época, os mercados, os combates, as pessoas, com um realismo e uma intensidade de um retrato captado na altura.
Por fim, “Noite Dentro, Moçambique” é uma história de amizade, também ela inevitavelmente marcada pela morte, neste caso na vertente da ausência, a ausência dos amigos que já partiram. São quatro amigos, três homens do mar e o dono de um restaurante, que se reúnem ocasionalmente no restaurante deste último, em Lisboa, para contar histórias. Mas o passar do tempo separa os amigos (uns morrem, outros desaparecem), há histórias que ficam por contar, mas permanecem as marcas da vida e, acima de tudo, o valor da amizade, o pensar que valeu a pena, no fundo a mensagem principal que fica deste pequeno livro de Gaudé: Valeu a pena.

Saída de Emergência inicia série “A Casa da Noite” com “Marcada” e lança “Morte Branca”, de Clive Cussler

se-clivese-marcadaA Saída de Emergência lançou em meados de Maio uma das suas grandes apostas para este ano, “Marcada”, o primeiro volume da série “A Casa da Noite”, da autoria de P.C. Cast & Kristin Cast. Entre outras novidades, a Saída de Emergência aposta também num novo thriller de Clive Cussler, “Morte Branca”.
Em “Marcada”, pertencente a uma série em três volumes que pretende, nomeadamente, fazer concorrência às obras de Stephenie Meyer, a protagonista, Zoey Redbird, tem 16 anos e vive num mundo igual ao nosso, com uma única excepção: os vampyros não só existem como são tolerados. Os humanos que os vampyros “marcam” como especiais entram na Casa da Noite, onde se vão transformar em vampyros ou, se o corpo o rejeitar, morrer.
Para Zoey, apesar do medo inicial, ser marcada é uma verdadeira bênção, pois sempre sentiu que estava destinada a algo mais do que a vida que levava, pois não se sentiu desenquadrada no seu mundo. Mas mesmo na nova escola a jovem sente-se diferente dos outros pois a marca que a Deusa Nyx lhe fez é especial, mostrando que os seus poderes são muito fortes para alguém tão jovem.
De Clive Cussler chega ao mercado nacional “Morte Branca”, uma aventura com um ritmo imparável onde participam um magnata megalómano, um plano para controlar os mares do norte e uma organização de ecologistas que vai longe de mais. Kurt Austin e a sua equipa da NUMA terão de fazer os possíveis e os impossíveis para manter o equilíbrio de forças.
Segundo a sinopse da obra “Kurt Austin e Joe Zavala recebem um pedido de socorro de uma tripulação no interior de um navio que se afundou junto à costa das Ilhas Faroe. Com poucas horas de vida, esta é a sua última esperança. Tirando partido do mais recente submersível da equipa de operações especiais da agência subaquática, Austin consegue executar um salvamento que parecia impossível aos olhos de todos. Entretanto, ele e Zavala percebem que não se tratou de um acidente. Uma organização de ambientalistas parece estar por trás de um plano maquiavélico capaz de desequilibrar todo o ecossistema marítimo.”
A Saída de Emergência vai ainda lançar o novo volume da série de fantasia épica “A Saga do Assassino”, de Robin Hobb, intitulado “O Punhal do Soberano”, assim como o sétimo volume da série da “Águia”, de Simon Scarrow, “A Águia no Deserto”. Do britânico Michael Moorcock será lançado “Elric e os Mares do Destino”.
Em Maio é também lançada a edição especial do romance de Rebecca Kohn, “O Salão Dourado”.

“Doce Vingança”, de Jill Mansell, já à venda

cha5-jillJill Mansell, autora de “A Felicidade Mora ao Lado” e “A Pensar em Ti”, vê em Maio ser editado pela Chá das Cinco mais um dos seus romances, intitulado “Doce Vingança”.
Nesta obra, a protagonista, Miranda, conhece Greg numa festa, um homem bonito, divertido e descomprometido. Mas Greg não lhe contou que acabara de abandonar a mulher grávida. Um dia, o acaso leva-a ao encontro da mulher de Greg e assim Miranda conspira a sua vingança e jura não confiar mais nos homens. Mas depois de conhecer Miles Harper, um piloto de corridas, começa a achar que talvez nem todos os homens sejam como Greg…

Sandro William Junqueira apresenta “O Caderno do Algoz” (Caminho) a 19 de Maio em Lisboa

cam-caderno“O Caderno do Algoz”, livro de estreia do autor português Sandro William Junqueira, é lançado pela Caminho a 19 de Maio (terça-feira) às 19h00 na Livraria Ler Devagar, em Lisboa.
Pode ler aqui uma breve entrevista realizada pela Caminho com Sandro William Junqueira sobre “O Caderno do Algoz”.

EC – O mundo que apresenta ao leitor transporta uma humanidade carregada de simbolismo caótico que o próprio observador da acção também parece carregar. E ao constatá-la apercebe-se da sua própria “condição humana”?
SWJ – O muro sobre o qual o nosso observador se senta é o muro que separa a vida da morte. Ao pensar que de um lado eles respiram; ele toma consciência daquilo que muitas vezes nos escapa: estamos vivos e não o sabemos. A nossa “condição humana” deriva exclusivamente da respiração. É o nosso primeiro e último acto. E dá-se independentemente da nossa vontade; do bem ou do mal que façamos. É curioso pensar que durante o breve tempo em que nos é emprestado o respirar faremos um número com muitos dígitos de inspirações e expirações até nos transformarmos numa fotografia, num epitáfio…

EC – Será o observador da acção a consciência renegada/abandonada da humanidade que se desconstruiu?
SWJ – Falar de uma humanidade como construção colectiva é-me difícil. Estamos sempre sozinhos. Fechados na nossa cabeça. A tentar, e repito, a tentar compreender e interagir com os outros. Que também estão sozinhos. Fechados nas cabeças deles. No fundo estamos condenados a estas tentativas. A tentar e a falhar. Na esperança de que a cada vez que falhemos, falhemos melhor, como escreveu o Beckett.

EC – Parece existir uma forte relação entre a história e a maneira como faz as descrições… é verdade? (quase imaginei uma banda desenhada…)
SWJ – Foi minha intenção criar um novo território. Um espaço imagético que dê ao leitor a liberdade de poder intervir; e que permita mais do que uma leitura. O seu “quase imaginei”, faz-me pensar que quase o consegui.

EC – Quem é o amputado?
SWJ – Para lhe ser sincero: se eu soubesse quem é o amputado não o teria escrito. É por não saber quem ele é que ele existe.

EC – Que forma tem a amputação?
SWJ – Não o posso revelar.

EC – É uma amputação física ou de outro tipo? (daquelas que todos temos?)
SWJ – São tantas, não são?