Biblioteca Lobo Antunes arranca com Conrad, Hawthorne e Balzac

A 1 de Junho chegam às livrarias os três primeiros volumes da nova colecção Biblioteca Lobo Antunes, a saber: “O Coração das Trevas”, de Joseph Conrad, “A Letra Encarnada”, de Nathaniel Hawthorne, e “Ilusões Perdidas”, de Honoré de Balzac.
Trata-se de uma colecção editada pela Dom Quixote cujos títulos são seleccionados e prefaciados por António Lobo Antunes. Esta “Biblioteca” reflecte o gosto pessoal do escritor e pretende fazer chegar aos leitores, com renovadas traduções, alguns dos grandes clássicos da literatura.
Em Agosto e Outubro serão lançados três novos livros, cujos títulos serão dados a conhecer mais tarde.
António Lobo Antunes escreveu no prefácio de cada um destes títulos o seguinte:

dq-O_Coracao_das_Trevas“O Coração das Trevas”
“Conrad, no seu melhor, é um dos grandes autores de todos os tempos e ‘O Coração das Trevas’ um altíssimo e terrível livro, cheio de portas por onde entrar e nenhuma para sair, onde se caminha, página a página, no interior de um nevoeiro deslumbrante, construído em torno de Kurtz, criatura que quase não aparece e pouco fala e, no entanto, é o eixo em torno do qual toda a narrativa gira.
Denúncia do colonialismo, texto político, parábola da angústia do homem no tempo, relato da humanidade truncada, etc., pode bordar-se indefinidamente por cima do que Conrad fez.”

dq-A_Letra_Encarnada“A Letra Encarnada”
‘A Letra Encarnada’ é um livro admirável daquele que foi, a par de Melville, o grande escritor americano do século dezanove.
Este romance dramático e intenso é uma obra-prima, como praticamente tudo o que o autor deixou. Curioso o facto de uma novela tão americana na sua trama essencial tocar o leitor de cultura muito diferente pelo jogo de emoções e temas.”

dq-Ilusoes_Perdidas“Ilusões Perdidas”
“Ora aqui está ele, um dos monstros sagrados da Literatura de todos os tempos. Morreu com 49 anos, media um metro e meio, escrevia da meia-noite às oito da manhã, rodeado de candelabros e alimentado a café, e deixou uma obra única.
Fica-se cheio de admiração pela capacidade que este homenzinho tem de construir um mundo, ele que considerava o romance a ‘História Privada das Nações’ e achava indispensável ter remexido em toda a vida social para ser um verdadeiro escritor. Depois de Balzac a Literatura evoluiu imenso mas o seu lugar é eterno, seja o que for que a palavra signifique.”

Um pensamento sobre “Biblioteca Lobo Antunes arranca com Conrad, Hawthorne e Balzac

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