Gailivro põe à venda “A Porta”, de José Fanha

gai-portaA Gailivro lançou, a pensar no público infanto-juvenil, “A Porta”, um livro de José Fanha com ilustrações de Mónica Cid.

Neste livro, indicado para quem já tem perto de nove anos, um menino e os pais chegam, de malas feitas, a uma casa nova. Só que, esta casa, não tem nada, excepto uma porta. Assim, tudo estava por inventar naquela casa que ainda só tinha uma porta, mas que não era uma porta vulgar, pois dava acesso a um mundo mágico onde vivem os novos vizinhos da família: o Grande Espinafre, a Bruxonauta, a Princesa Princesinha e o Xico Parafuso.

Assim, de um lado e do outro da porta, confrontam-se a realidade que se mostra pouco real e a magia que alarga e ameniza o mundo. A casa vai crescendo como um espaço caloroso onde cabe a amizade, o amor e o sonho.

José Fanha, poeta e declamador, participou em milhares de sessões de animação cultural, acompanhando o grupo dos chamados badaleiros, em que participavam José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Jorge Letria; Carlos Alberto Moniz e Fausto, entre outros.

É autor de histórias e poesia para a infância, dramaturgo e dramaturgista, autor de letras para canções e textos para rádio, guionista de televisão e cinema.

José Mário Silva apresenta “Luz Indecisa” (Oceanos) a 29 de Abril em Lisboa

oc-marVai ter lugar a 29 de Abril (quarta-feira) a apresentação do livro de poesia “Luz Indecisa”, de José Mário Silva, editado pela Oceanos, uma chancela da ASA.

A sessão decorre às 19h00 na Livraria Pó dos Livros, na Rua Marquês de Tomar, em Lisboa, e durante a mesma Jorge Silva Melo irá conversar com o autor e Miguel-Manso vai ler alguns poemas.

Ricardo Menéndez Salmón – Entrevista a propósito de “A Ofensa”

pe-ricardo-salmonRicardo Menéndez Salmón deu-se a conhecer em Portugal com o seu excelente romance “A Ofensa” (ler crítica já publicada aqui no Porta-Livros), lançado em 2009 pela Porto Editora. “A Ofensa” é a primeira de três obras deste escritor espanhol que abordam o Mal e conta a história de Kurt, um jovem soldado alemão da Segunda Guerra Mundial que deixa de sentir as coisas quando testemunha um terrível massacre de inocentes. Aproveitando a presença de Menéndez Salmón em Matosinhos para participar no Literatura em Viagem, o Porta-Livros conversou com ele sobre “A Ofensa” e sobre a “Trilogia do Mal”.

 

Porque escolheu como tema, para o seu romance “A Ofensa”, a Segunda Guerra Mundial e porquê algo de outro país, de outra época que não a sua?

Desde muito jovem que me interessei bastante por este período histórico, que vai de 1939 a 1945, que não é exactamente o nascimento do fascismo na Europa porque este nasceu em 36, ou tem a sua primeira aparição em 36 com a Guerra civil em Espanha. Talvez porque sempre me interessou muito a literatura centro-europeia, alemã, austríaca, polaca e parte das literaturas eslavas, e sempre me senti muito próximo da sua concepção do homem, sempre me chamou mais a atenção a concepção do homem destas literaturas do que a da literatura latina, por exemplo, do âmbito mediterrânico. E porque, confesso, queria reflectir sobre o tema da guerra, mas enquanto espanhol e leitor sentia um certo cansaço em relação o tema da guerra civil, é o tema por antonomásia da nossa literatura, e agora já satura. Publicam-se hoje em dia, por ano, centenas de livros sobre esse tema. Quis, talvez, aproximar-me de uma óptica, de um período histórico algo distante para os espanhóis. Permitia-me sentir-me menos comprometido a manter determinadas atitudes. Parece que acertei em cheio, porque um dos elementos que mais chamou a atenção em Espanha a propósito de “A Ofensa” é que pela primeira vez oferece ao escritor espanhol, pelo menos na literatura contemporânea, o poder dedicar-se a momentos históricos que não estão directamente ligados a nós. Por outro lado, o mundo que emana da Segunda Guerra Mundial é, afinal, o mundo em que nasci. Nasci em 1971, quando o mapa físico desenhado na Segunda Guerra Mundial ainda vigorava, assim ainda vivi o mapa ideológico, que é o mais importante. Uma parte desapareceu definitivamente em 89 com a queda do muro e em 92 com a desintegração da União Soviética. E como me interessava muito o tema do Mal, na Segunda Guerra Mundial o fenómeno do nazismo parece ser o lugar por excelência onde a maldade se concentra. O tema aproxima-se do que a Alemanha significa para a cultura europeia e como significou, por um lado, as manifestações mais maravilhosas do intelecto e da estética e, por outro, o lado negro do nazismo. Todos esses elementos juntos foram os que me levaram a focar neste momento específico.

 

Tentou compreender como viviam as pessoas “do outro lado”, como reagiam, se não se apercebiam do que se estava a passar ou sem nem queriam saber?

Escreveram-se milhares de livros sobre esse tema. Não tenho uma resposta para essa questão mas creio que algo interessante em “A Ofensa”, é a conclusão que, independentemente do ponto de vista, os “verdugos” também foram vítimas do seu próprio horror. Os mensageiros do horror também se transformaram, precisamente por serem mensageiros do horror, em vítimas dos seus próprios actos. O que tentei no romance foi fugir a qualquer conceito pré-concebido relativo ao assunto. Não creio que a maldade seja algo específico dos Alemães. Basta observar a história recente da Europa, todos os países europeus do século XX têm um passado terrível. Espanha com o franquismo, Portugal com a ditadura dos militares, os gregos e a ditadura dos coronéis, o colaboracionismo francês, o colonialismo italiano e o fascismo… só que no caso alemão exacerbou-se, principalmente, penso eu, devido ao tema do judaísmo. Se o nazismo não tivesse passado de uma ideologia expansionista teria sido apenas mais um fenómeno dentro do fascismo. Mas o judaísmo – tema que, contudo, no romance praticamente não surge – insinua-se apenas com a noiva de Kurt.

 

Consegue imaginar-se a si na pele de Kurt? Tem ideia de como reagiria numa situação daquelas?

Não, não consigo. Não me posso colocar na pele dele. Posso sentir empatia com ele em alguns aspectos, posso pensar que a violência, a mim, provoca-me uma repulsa quase instintiva, sou muito pouco amigo da violência, incomoda-me, aterroriza-me. Por, exemplo, não sei se a nível médico é possível acontecer o que lhe acontece, mas isso não me importou, só quis converter a minha personagem numa espécie de símbolo. Mais do que um romance histórico, é acima de tudo uma parábola. Realmente, Kurt pode ser qualquer personagem em qualquer momento histórico, poderia ser hoje um soldado americano em Bagdade.

 

Compreende que do lado alemão pudesse haver pessoas com bons sentimentos mas que por temerem pela própria vida tivessem colaborado com o regime ou ignorado as atrocidades?

Posso compreender isso. A lógica da sobrevivência, de olhar para o lado, eu compreendo. O meu romance não pretende moralizar, não estou acima dessas atitudes. Não sei como reagiria numa situação dessas. Só quando se enfrenta uma situação dessas no terreno é que descobrimos quem somos. O que Kurt descobriu no romance, não foi se era um homem bom ou mau. Ele é um homem inocente e em determinada altura a sua ingenuidade entra em conflito com a realidade.

 

Tece de fazer muita investigação, tanto a nível histórico como a nível da mente humana?

Não, os dados da história tentei que fossem todos correctos, sobretudo na parte militar e nos movimentos de tropas, a entrada em França, mas não queria que o livro se convertesse numa espécie de documento histórico. Quanto à documentação intelectual… penso que o problema da maldade é um problema antigo, quem sabe o mais antigo que existe na literatura, já surgia no Antigo Testamento, no Livro de Job. Se pensarmos nos primeiros textos da nossa tradição, por exemplo as tragédias gregas, é um tema que aparece constantemente. Acho que não fiz mais do que visitar um tema antigo que, infelizmente, na realidade teima em colocar-se em cima da mesa.

 

ofensa_capa6Este livro faz parte da Trilogia do Mal. Não tem idealizada, a seguir, uma Trilogia do Bem?

(risos) Há um escritor espanhol, chamado Miguel Espinosa, que dizia que o verdadeiro enigma não é o mal, é o bem, que é muito mais difícil de encontrar. Terminada esta trilogia, que me provocou alguma angústia – o segundo romance, “Derrumbe”, é duríssimo, muito obscuro, muito terrível –, agora estou a procurar outros caminhos. Este tema está encerrado. Agora interessa-me mais uma direcção que se está a abrir na literatura contemporânea europeia e norte-americana que é a auto-ficção, romances onde o “eu” do autor se converte em parte activa do que é narrado, e cada vez mais me interessam as ficções que incluem elementos ensaísticos. No meu caso, noto um certo cansaço em relação à ficção pura. Têm de ser muito bons livros, histórias muito bem contados para que hoje em dia a ficção pura me atraia. Por exemplo, em Espanha interessa-me Enrique Vila-Matas, ou autores como o alemão Sebald, o americano David Foster Wallace, as sua falsas reportagens, a introdução do eu.

 

E não teme expor-se de mais face aos seus leitores?

Por exemplo, o romance que escrevi é autobiográfico. Em “El Corrector”, que se ambienta nos atentados de Madrid, de 2004, o protagonista tem muito de mim. Para mim foi complexo usar a palavra eu, a primeira pessoa. Nunca o tinha feito. Assim, é diferente porque a terceira pessoa protege. A primeira pessoa despe-se mais, mas senti-me cómodo a nível da escrita.

 

O que se pode esperar de “Derrumbe” e de “El Corrector”?

“Derrumbe” é muito obscuro, muito terrível, dramático, violento. Há uma ligação entre os três, de alguma forma analisam o problema do mal. Enquanto em “A Ofensa” o mal se encarnava na guerra, em “Derrumbe” indago os medos contemporâneos. O medo, desde os atentados nos EUA, converteu-se numa espécie de ideologia do nosso tempo, é um grande mecanismo de controlo. “Derrumbe” aparentemente é um thriller, mas é uma reflexão sobre a cultura contemporânea e a sua capacidade para gerar medo. “El Corrector” é ambientado nos atentados de Madrid de 2004 e desde aí o vínculo com o mal seria duplo, o terror mas também a manipulação, a mentira política, como uma das formas do mal. Em Espanha, o Governo no poder, conservador do Partido Popular, tentou fazer crer que os atentados não tinham sido da autoria de terroristas islamistas mas sim da ETA. Isso foi três dias antes das eleições e os espanhóis nesse período foram descobrindo a mentira que estavam a tentar montar. Trata de um corrector ou revisor, a jogar com a ideia de errata que o poder tentou lançar e que foi corrigida pela sociedade.

 

Hoje em dia há uma tendência para obras muito volumosas, extensas, não temeu não ser levado a sério por escrever um livro com cerca de cem páginas?

Uma das virtudes que os leitores encontraram foi precisamente ser pequeno. Por exemplo, os jornalistas por causa do tempo que têm disponível gostaram muito que fosse pequeno. Mas há uma tendência que me parece ridícula de se engordar os livros. Há livros de 400 páginas aos quais quase sempre sobram 200. Um dos males da literatura tem sido pensar que a quantidade tem que ver com profundidade do que é narrado. Se se pode concentrar em cem páginas uma história, porquê contá-la em 300? Ao fim ao cabo há poemas que em dez versos dizem mais do que romances de mil páginas. Mas há um certo mercado editorial que exige livros grandes, porque há um certo tipo de leitor que gosta de capas chamativas, capas duras, thrillers históricos enormes.

 

Ficou surpreendido com as críticas positivas e com os prémios que ganhou com “A Ofensa”?

Não fiquei muito surpreendido com a crítica. Tinha a ideia que ia ser bem aceite pela crítica especializada, o que me surpreendeu foi que tivesse tantos leitores, se calhar foi preconceito meu. Muitas vezes, nós, escritores, achamos que os leitores são imbecis, um pouco estúpidos, idiotizados pelo mercado, e o que descobri com “A Ofensa” é que se ao leitor se oferece um produto bem feito, feito com amor, bem pensado, bem trabalhado e até certo ponto original – “A Ofensa” é uma história mil vezes contada mas de um ponto de vista diferente – dá para ver que ele é mais inteligente do que o mercado nos quer fazer crer.

 

Quais são as suas referências literárias?

Kafka, Musil, a corrente existencialista – Albert Camus é um gigante da literatura –, a literatura eslava, Dostoievski, e a tradicional norte-americana, que nasce com Melville, Faulkner, e chega até à actualidade. Não me sinto ligado à tradição literária espanhola, está muito ligada ao realismo dos costumes, que não me interessa, embora haja muitos autores hispano-americanos que me interessam muito. Mas não são os do boom, são Borges, Carpentier, Rulfo e, sobretudo, o que para mim é o maior autor em espanhol do século XX, que é Onetti, escritor uruguaio que é muito pouco espanhol nos seus temas. Escreveu o primeiro romance existencialista de sempre, em 1939, “El Pozo”, três anos antes de Sartre escrever “A Náusea”.

 

E quanto a autores portugueses, costuma ler?

Gosto muito de Gonçalo M. Tavares, Carlos de Oliveira e muito, muito de Vergílio Ferreira, e interessa-me muito Lobo Antunes. Saramago é um autor que não me diz muito, e há Pessoa, que é uma figura de referência. E há um escritor brasileiro que é indispensável, Guimarães Rosa. Quando descobri “Grande Sertão; Veredas” a minha primeira tentação foi deixar de escrever, mas a segunda tentação foi ler tudo o pudesse que ele tivesse escrito.

Creio que em Espanha havia a percepção de que a literatura portuguesa merecia um Nobel mas também a sensação que o grande autor português que o merecia não era Saramago mas sim António Lobo Antunes. Saramago nas últimas obras é um autor muito moralista.

Presença reedita “Ruínas”, de Carter Smith, e lança colecção Volta ao Mundo

pre-ruinaspre-especiariaA Editorial Presença, aproveitando a estreia do filme “Ruínas”, de Carter Smith, reeditou a obra homónima, da autoria de Scott Smith, mas entre as suas novidades de Abril há ainda “Manhattan Transfer”, de John Dos Passos, e o primeiro volume da colecção Volta ao Mundo, “Mar das Especiarias”, de Joaquim Magalhães de Castro.

Em “Ruínas” é lançada a questão: “O que acontece quando um grupo de pessoas vulgares se vê isolado numa situação extrema?” Jeff, Amy, Eric, Stacy, Mathias e Pablo estavam a passar umas férias descontraídas nas praias do México. Contudo, quando Mathias confessa aos restantes que está a pensar ir à procura do irmão, que desapareceu numas escavações arqueológicas na selva mexicana, em breve todos estarão a atravessar o ponto a partir do qual não poderão mais regressar, começando uma desesperada e inimaginável luta pela sobrevivência.

“Manhattan Transfer”, publicado pela primeira vez em 1925, é considerado por muitos a obra mais importante de John Dos Passos, que aqui esboça um retrato fiel da América, captando o verdadeiro espírito da cidade de Nova Iorque.

A Presença lançou também “Mar das Especiarias – A viagem de um português pela Indonésia”, de Joaquim Magalhães de Castro, com o qual inaugura a colecção Volta ao Mundo. Esta obra combina, segundo a editora, “o melhor da narrativa de viagens com uma aventura em busca de uma herança com séculos de existência”. Quase quinhentos anos depois de os primeiros portugueses terem chegado às ilhas Molucas, o autor embarca numa viagem de contornos e sabores exóticos com o objectivo de seguir o rasto dos nossos antepassados no arquipélago indonésio.

Para os mais jovens saiu mais um volume da colecção Ulysses Moore, “A Ilha das Máscaras”, e o segundo volume da série Os Quatro Cavaleiros, “Sol Negro”, assinado por Luísa Beltrão e José Fanha.

Ricardo Araújo Pereira apresenta “Uma Longa Viagem com José Saramago”, de João Céu e Silva, a 24 de Abril, em Lisboa

pe-longaA obra “Uma Longa Viagem com José Saramago”, da autoria de João Céu e Silva e editada pela Porto Editora, será apresentada a 24 de Abril (sexta-feira), às 18h30, no Restaurante (7º piso) do El Corte Inglès de Lisboa.

A apresentação daquele que é considerado o mais completo retrato alguma vez feito ao escritor português estará a cargo de Ricardo Araújo Pereira. Ao contrário do que estava previsto, José Saramago não estará presente neste evento por razões de saúde, mas será lida na sessão por João Céu e Silva uma declaração escrita pelo próprio.

“Uma Longa Viagem com José Saramago”, pretende dar a conhecer melhor a vida e a obra do Nobel da Literatura de 1998.

Nesta obra pretende dar-se a conhecer a sua intimidade e até o seu pensamento. Para tal, o autor recorreu a dezenas de horas de conversas sem tabus. As respostas de Saramago foram analisadas por vinte e quatro outros entrevistados, que comentam as suas declarações e a sua prática da escrita, tudo isto envolvido por um cenário de reportagem dos lugares por onde a sua vida passou e de investigação e análise da sua obra.

“Não Contemos ao Dia os Segredos da Noite” – Dominique Marny e Jean-Paul Gourévitch

ea-nao-contemos“Não Contemos ao Dia os Segredos da Noite”, de Dominique Marny e Jean-Paul Gourévitch, é um agradável – até surpreendente – romance publicado pela Europa-América onde podemos desfrutar de uma original história de amor. Com a particularidade de ter sido escrita a quatro mãos, esta obra tem ainda a singularidade de a sua acção decorrer quase exclusivamente numa única noite.

Os protagonistas, Claire e Serge, são duas pessoas que nunca na vida se tinham encontrado, mas cujo destino os une numa noite de temporal na Bretanha, em França.

Serge, chegado a uma pequena localidade para escrever sossegadamente um romance, é obrigado a bater à porta da vizinha para lhe pedir fósforos, já que a tempestade provocou um corte de luz. Claire convida-o a entrar por causa do mau tempo e os dois acabam a conversar na sala… mas sem sequer verem a cara um do outro devido à escuridão. Mesmo assim, constroem uma forte relação, algo que a ambos surpreende, até porque tanto Serge como Claire saíam de dois complicados envolvimentos amorosos.

O livro pode (e deve) ser lido de uma assentada, pois assim é possível acompanhar com mais autenticidade a relação que se constrói entre este casal.

Uma das atracções deste livro reside no facto de os dois protagonistas se aproximarem “perigosamente” sem sequer verem a cara e o corpo um do outro. Trata-se, assim, de uma pura aproximação de carácter, onde a atracção física é inexistente. Será o amor puro?

Na verdade, são dois seres que se revelam um ao outro, provavelmente por estarem numa escuridão física total, onde se revelam tal como são.

Este é um livro que se lê com agrado e sem grandes dificuldades – atenção não é literatura light! –, com a sua leveza a não ter nada de prejudicial para uma qualidade inegável.

A dupla de escritores é, curiosamente, bastante heterogénea. Dominique Marny é romancista e ensaísta, tendo publicado em 2002 “Le Regard du

Sphinx”. Já Jean-Paul Gourévitch é um perito internacional, especialista em África e em imagem.

Livro e exposição “Sinais de Vida – Werner Herzog e o Cinema” “abrem” a 24 de Abril, em Lisboa

70-sinais“Sinais de Vida – Werner Herzog e o Cinema”, das Edições 70, será apresentado a 24 de Abril (sexta-feira) às 19h00 no Espaço BES Arte & Finança, na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa, sendo em simultâneo inaugurada a exposição com o mesmo nome. Grazia Paganelli, autora do livro e curadora da exposição, vai marcar presença neste evento, assim como Lucki Stipetic (produtor), responsável da Werner Herzog Film.

“Sinais de Vida” trata-se de um estudo aprofundado das obras do realizador alemão, acompanhado por uma longa e inédita entrevista. A autora da obra, Grazia Paganelli, estudou cinema e literatura em Turim e é crítica de cinema. Já publicou diversos livros sobre cinema e desde 2008 trabalha como programadora no Museu do Cinema de Turim.

“Esperança em Movimento” (Porto Editora), de Rui Marques, lançado a 26 de Abril, em Lisboa

pe-esperanca2A Porto Editora apresenta a 26 de Abril (domingo) o livro “Esperança em Movimento”, de Rui Marques, actual líder do Movimento Esperança Portugal (MEP) e personalidade ligada aos mais marcantes movimentos portugueses de solidariedade.

A sessão tem lugar as 18h00 no Teatro S. Luiz, em, Lisboa, cabendo a apresentação ao ex-ministro Morais Sarmento, autor do prefácio desta obra dedicada aos “que abdicam de si para construir a esperança dos outros”.

“Angola, Terra Prometida”, de Ana Sofia Fonseca, nas novidades de Abril da Esfera dos Livros

el-medico2el-angola2A Esfera dos Livros lançou em Abril o romance de estreia de Júlia Pinheiro (já aqui referido neste blog), mas também uma série de outros livros prometedores, nomeadamente “Angola, Terra Prometida”, de Ana Sofia Fonseca, integrado na colecção História Divulgativa.

A jornalista Ana Sofia Fonseca traça o retrato dos anos dourados dos portugueses em Angola, levando-nos aos bairros de Luanda, ao mato e às praias, ou seja, ao dia-a-dia dos portugueses, aos seus usos e costumes. É analisado o período entre os anos 50, quando milhares de portugueses embarcaram rumo à terra das oportunidades, e os anos 70, quando desembarcaram em Portugal, amarrados ao rótulo de retornados.

Segundo a nota de imprensa da Esfera dos Livros, é possível recordar “a vista tranquila da baía de Luanda, os banhos de mar quente, as mangas maduras, a Cuca gelada, as lagostas frescas, o cinema, os gelados do Baleizão. O cheiro da terra encarnada, os bailes e as grandes festas. As caçadas no mato, as amizades férreas… Os melhores anos da vida dos muitos portugueses que, em Angola, encontraram uma terra quente e generosa.”

Ainda em Abril a Esfera dos Livros propõe “Cozinha para Quem Quer Poupar”, de Mafalda Pinto Leite. São mais de 450 receitas que permitem cozinhar de forma saudável, apetitosa, rápida e com qualidade para os amigos e para toda a família sem gastar muito dinheiro, mais especificamente sem ultrapassar os 5 euros.

“As Regras da Minha Vida”, de Camilo de Oliveira, apresenta um retrato intimista, divertido e nostálgico de um actor que é uma referência para muitas gerações. Segundo a editora, “através da sua vida viajamos pela história do teatro e da sociedade portuguesa. Percorremos o país com a Companhia Rentini, conhecemos as dificuldades de um jovem actor em Lisboa, sonhamos com os anos gloriosos do Parque Mayer, vivemos a boémia dos teatros, entramos nos bastidores das peças e dos programas de televisão.”

Por fim, a nível de ficção, destaque para “Médico de Homens e de Almas”, de Taylor Caldwell, escritora de origem inglesa radicada nos EUA. Nesta obra narra a viagem do apóstolo São Lucas de Roma até à Terra Santa, revelando os pequenos milagres que iluminaram o seu caminho e consolidaram a sua fé. Não tendo travado conhecimento com Jesus Cristo, tornou-se num dos seus mais fervorosos apóstolos, vindo a ser conhecido como o terceiro evangelista e um exemplo espiritual para pessoas em todo o mundo.

Colecção Bis (Leya) oferece 100 obras para assinalar Dia Mundial do Livro

O blogue da Colecção Bis (http://bisleya.blogs.sapo.pt) está a promover um passatempo para celebrar o Dia Mundial do Livro (assinalado a 23 de Abril) em que oferece 100 livros.

Até ao dia 30 de Abril, quem descobrir os quinze novos títulos de Maio da Bis pode ganhar um livro desta colecção à escolha.

Os detalhes do passatempo estão em http://bisleya.blogs.sapo.pt/18033.html