“Salazar, o Maçon”, de Costa Pimenta, à venda a 3 de Abril

salazar01O tão aguardado livro “Salazar, o Maçon”, obra de João da Costa Pimenta editada pela Bertrand, chega às livrarias a 3 de Abril e é apresentado como a revelação do maior segredo da vida do ditador.

José da Costa Pimenta, magistrado e autor do livro, não tem dúvidas sobre a adesão de Salazar à Maçonaria. Defende nomeadamente que o facto de ter renunciado a algumas práticas do catolicismo, como a comunhão e a confissão, revela bem mais do que um afastamento da Igreja Católica. Costa Pimenta apresenta como provas o facto de Salazar aos 25 anos ter deixado de se confessar e de comungar e de, anos mais tarde, já no poder, os seus discursos mostrarem que rejeita os dogmas da Santíssima Trindade e da Divindade de Jesus. Ainda segundo o autor desta obra, Salazar tornou-se crente, sacerdote e pregador da sua nova religião e entende que é clara a ligação pessoal do chefe do Estado Novo a qualquer das fraternidades do compasso e do esquadro.

O magistrado José da Costa Pimenta nasceu em 1955 e é investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

4 pensamentos sobre ““Salazar, o Maçon”, de Costa Pimenta, à venda a 3 de Abril

  1. PEdro

    Salazar ajudava à Missa até o seu estado de saúde o permitir visto que a Missa antiga requer ao ajudante algum esforço e muito tempo de joelhos, inclinações de joelhos, que não são próprias para todas as idades. Comungava sim. E, quanto à confissão dizia ele mesmo que não se confessava e que o Papa lhe tinha dado essa possibilidade. Ora como sabemos, o Papa não pode dispensar de tal coisa. Se Salazar, ele mesmo, dizia estas coisas é porque queria que estas coisas fossem acreditadas. A vantagem é a de despistar os seus inimigos, despistar possíveis escutas, enquanto se ia confessando muito discretamente ou secretamente. Sabemos tb. que o terço era sua oração diária, coisa reforça o seu nível de piedade para com a fé em que sempre acreditou. Por outro lado seria uma revelação muito grande, e pública, que acreditamos hoje que os maçons desse tempo tinham de ser “não católicos”, o que equivale a dizer “anti-católicos”. O combate à maçonaria e ao comunismo, que foram os únicos grandes motivos para a criação de forças policiais especializadas, como a PIDE, foi ganho quanto ao comunismo mas não eliminou a maçonaria que de certa forma tinha alguns elementos perto de Salazar. Posteriormente Salazar reforçou tb. a sua protecção pessoal mantendo até a confissão fora da possibilidade de escutas (pois sabemos que um católico culto nesse tempo faria uma confissão acompanhada de direcção espiritual em que certas acções ou decisões são colocadas perante Deus, a moral e a doutrina. Nada mais perigoso de ser escutado pelos inimigos da nação que queriam de novo roubar para a causa maçónica o Portugal naturalmente e secularmente católico. É natural que tb. agora a maçonaria tente sujar as figuras históricas que lhes são adversas bastando dizer “este tb. era dos nossos”. É a nova aposta MUNDIAL da maçonaria actualmente: dizer que todos eram deles, dizer a todos que quase todos pensam como maçons pois professam a ideologia COMUM – igualdade, liberdade, e fraternidade. O pior é que até os católicos já não conhecem a sua doutrina e, na ignorância, sem defesas, acabam por ser formados sob a mesma trilogia terrível como se ela fora um grande bem e não um grande mal… enfim…

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