“A Juventude de Corto Maltese” – Hugo Pratt

juventude-corto1O magnífico álbum “A Juventude de Corto Maltese”, de Hugo Pratt, foi lançado em Portugal pela Meribérica-Liber, que assim deu seguimento à iniciativa de publicar as obras deste famoso e carismático herói da banda desenhada. Esta aventura do então jovem Corto decorre durante a guerra russo-japonesa, em 1904, e fica marcada pelo encontro do marinheiro de Malta com o louco Rasputine, assim como com Jack London, na época correspondente de guerra. Antes de entrar na aventura propriamente dita, Hugo Pratt brinda os leitores com uma explicação histórica sobre as origens da guerra russa-nipónica, permitindo assim uma maior contextualização e identificação com a história. Aliás, após o texto explicativo do autor, surgem algumas páginas com ilustrações sobre os uniformes dos oficiais e soldados do exército japonês, seguindo-se outras pranchas com “retratos” dos vários componentes do exército russo, provenientes das mais variadas regiões. Há também duas páginas com as figuras dos reais protagonistas do conflito, retiradas de uma antiga colecção de chocolates espanhóis. Uma das particularidades deste álbum, originalmente lançado em 1996, é que Corto Maltese, apesar de sempre presente na mente de amigos e inimigos, tem uma diminuta presença física, ou seja, pouco aparece nas pranchas. O argumento centra-se essencialmente nas figuras de Jack London e Rasputine, mas revela-se fundamental para o futuro de Corto Maltese, que anda por aquelas bandas à procura das minas do Rei Salomão – como sempre envolvido em aventuras solitárias que vão além dos “simples” problemas do mundo. Jack London, repórter destacado para cobrir o conflito, envolve-se num problema com um oficial japonês, que lhe pode custar a vida, já que é desafiado para um duelo. Entretanto, conhece Rasputine, desertor do exército russo, que, ironicamente, lhe salva a vida. Rasputine acaba por escapar com a ajuda de Corto, que na altura não entendeu bem que personalidade tinha pela frente. Viria a fazê-lo mais tarde. Este é portanto mais um belo álbum da colecção Corto Maltese, muito bem tratada pela Meribérica-Liber. “A Juventude de Corto Maltese” recomenda-se a todos aqueles que são fãs do herói de Hugo Pratt, ou, simplesmente, amantes de boa banda desenhada.

Um pensamento sobre ““A Juventude de Corto Maltese” – Hugo Pratt

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