Edições 70 lançam “O Terror Espectáculo – Terrorismo e Televisão” e “O Século XX Esquecido”

seculoxx1terror_espectaculo1As Edições 70 lançaram em Março “O Terror Espectáculo – Terrorismo e Televisão”, de Daniel Dayan, “O Século XX Esquecido”, de Tony Judt, e “O Prazer do Texto precedido de Variações sobre Escrita”, de Roland Barthes.

“O Século XX Esquecido” fala das aceleradas mudanças da última geração que nos levaram a esquecer as lições da história do séc. XX, que se tornou «história» num rácio sem precedentes. Segundo o autor, o mundo de 2007 é tão diferente do de 1987 que perdemos contacto com o nosso passado imediato mesmo antes sequer de termos noção dele. Tony Judt transporta-nos entre aquilo que pensamos que sabemos para nos mostrar como chegámos a saber, e revela-nos quantos aspectos da nossa história foram sacrificados em benefício da construção de mitos sobre a compreensão da identidade colectiva sobre a verdade e da negação sobre a memória.

Tony Judt nasceu em Londres em 1948 e é actualmente professor

de Estudos Europeus da Universidade de Nova Iorque.

Outra das novidades de Março das Edições 70 é “O Terror Espectáculo – Terrorismo e Televisão”, de Daniel Dayan. Nesta obra é abordado o comportamento da televisão face às versões contemporâneas do terrorismo. O terrorismo é aqui um transformador da nossa compreensão do jornalismo e da imagem. E lança a pergunta: “Onde é que tem verdadeiramente lugar um acontecimento terrorista?” A localização de um acontecimento terrorista é, antes de mais, a da esfera pública onde ele realizará a sua vocação mensageira. O terrorismo e os media de imagem são com efeito os coprodutores de um dos grandes géneros discursivos contemporâneos. Segunda consta da apresentação desta obra, “ao invés de condenar o terrorismo, a televisão concede-lhe uma publicidade sem a qual ele não existiria. Esta parceria forçada traduz-se pela emergência de uma nova retórica. Existe uma ligação directa entre a ligeireza das câmaras vídeo e a difusão dessas inovações que são os atentados suicidas e as decapitações ritualizadas.”

As Edições 70, em simultâneo com a nova edição de “O Prazer do Texto”, e no mesmo volume, publicam pela primeira vez “Variações sobre a Escrita”, de Roland Barthes, linguista, crítico, teórico da literatura e semiólogo.

Nestes textos concebidos entre 1971 e 1973, Barthes descreve, ao longo da história da humanidade, o processo da evolução da escrita, desde o signo, gravado ou pintado, até à composição do texto, da emergência da leitura e do leitor, e do prazer de ler.

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