Aquivos por Autor: ruiazeredo

Dom Quixote assinala 50.º aniversário da morte de Faulkner com a reedição de «O Som e a Fúria»

A Dom Quixote assinala os 50 anos da morte do escritor norte-americano William Faulkner com a reedição de O Som e a Fúria, obra que sai a 30 de Junho e tem prefácio de António Lobo Antunes. Uns dias antes, a 25 de Junho, sai Uma Manhã Perdida, romance da romena Gabriela Adameşteanu, que estará em Portugal no início de Julho para promover o seu livro. Entretanto, a 11 de Junho é editado Flores Caídas no Jardim do Mal (Primavera), de Mons Kallentoft.

O Som e a Fúria – William Faulkner
«O Som e a Fúria é a história da tragédia da família Compson, apresentando algumas das personagens mais memoráveis da literatura: a bela e rebelde Caddy; Benjy, o filho varão; o assombrado e neurótico Quentin; Jason, o cínico brutal; e Dilsey, o criado negro. Com as suas vidas fragmentadas e atormentadas pela história e pela herança, as suas vozes e ações enredam-se para criar o que é, sem dúvida, a obra-prima de Faulkner, e um dos maiores romances do século XX.»

Uma Manhã Perdida – Gabriela Adamesteanu
«Numa manhã fria de inverno, Vica Delcă, uma mulher de setenta anos a quem o regime comunista fechou a loja e que vive com dificuldades, caminha sozinha pelas ruas de Bucareste. A sua intenção é visitar a irmã e, de seguida, dirigir-se à mansão da sua antiga patroa em busca de um donativo mensal, mas também para conversar um pouco e lembrar os velhos tempos.
Uma Manhã Perdida é um magistral romance polifónico que, alternando entre o solene e o cómico, a ternura e o hu­mor, nos relata a saga de uma família romena durante cem anos e, a partir desta, de todo um povo. Publicado em 1983, este é o romance que catapultou Gabriela Adameşteanu para a primeira linha dos escritores romenos.
Gabriela Adamesteanu estará em Lisboa, de1 a5 de Julho, para promover este romance.

Flores Caídas no Jardim do Mal (Primavera) – Mons Kallentoft
«O sol primaveril brilha em Linköping, no centro da Suécia, e aquece os poucos habitantes, ainda pálidos da escuridão de um inverno prolongado, que ousaram sair para tomar café nas esplanadas da cidade. Uma mulher passeia com as duas filhas pela Praça Grande da cidade e dirige-se à caixa automática de um banco para levantar dinheiro. E, subitamente, há um som aterrador que atravessa a cidade e faz estremecer as construções mais sólidas e os corações mais endurecidos. Momentos depois, Malin chega à praça e a visão que a atinge dificilmente poderá ser apagada…»

Quetzal lançou nova tradução de «Três Tristes Tigres», de Guillermo Cabrera Infante

A Quetzal lançou recentemente uma nova tradução de Três Tristes Tigres, do cubano Guillermo Cabrera Infante (1929-2005), obra que considera um dos mais importantes romances da idade de ouro da literatura latino-americana.

Sobre o livro: «Fugindo à corrente do realismo mágico (e publicado no mesmo ano em que Cem Anos de Solidão), Três Tristes Tigres é uma narrativa polifónica, em que a experimentação da linguagem e dos seus limites serve o retrato uma Havana pré-revolucionária e uma espécie de diário íntimo dos seus principais narradores (também objeto da narrativa): Códac, um fotógrafo; Eribó, um músico; Silvestre, um ator; e Bustrófedon, um poeta morto que sobrevive através dos registos das suas experimentações linguísticas.
As noites nos bares da noite havanesa e a música, o álcool, o sexo, a literatura, as drogas, as putas, os homossexuais e bissexuais são o cenário vivo das conversas, confissões, fantasias e desventuras destes jovens que, cativos de uma realidade medíocre e sem futuro, conseguem sobreviver graças às ideias, à amizade e ao humor.»

Esfera dos lIvros lançou «Histórias Bizarras de um Mundo Absurdo»

Histórias Bizarras de um Mundo Absurdo é um livro da autoria de João Ferreira, editado pela Esfera dos Livros, que conta, segundo a editora, episódios «fantásticos, brutais, manhosos, picantes ou mesmo bizarros» da História de Portugal e que «dá nomes e caras aos protagonistas (reis, tiranos, heróis, traidores, espiões, bandidos)».

Alguns exemplos:
«D. Afonso Henriques: Mitos e mistérios do fundador de Portugal
Nasceu com as pernas tortas e foi curado por milagre ou trocado por outro menino. Bateu na mãe, que lhe rogou uma praga, e teve uma visão sobrenatural que o ajudou a ganhar uma batalha decisiva – estes são alguns dos mitos tecidos à volta de D. Afonso Henriques. O lugar onde nasceu continua a ser um mistério mas a tese que aponta Viseu em vez de Guimarães desencadeou uma polémica que tem feito correr muita tinta. Uma coisa é certa: o primeiro rei deu provas de bravura guerreira, de capacidade de liderança política e de sagacidade diplomática. A existência de Portugal é disso testemunha – há nove séculos.

D. Pedro V e D. Estefânia, um casal virgem no trono de Portugal
Foi curto e infeliz o reinado de D. Pedro V, porventura o mais culto e bem preparado de todos os reis de Portugal, que deixou morrer virgem a mulher, D. Estefânia, de quem apreciava sobretudo “a companhia”. São muitos os pontos de contacto do mecenas de Alexandre Herculano com o seu contemporâneo Luís II da Baviera, o protector de Wagner.

O tesouro dos templários veio parar a Portugal?
O processo dos templários deu origem a um dos grandes mitos da história. Condenados, carregaram durante séculos o labéu de gananciosos, traficantes de relíquias, ocultistas, blasfemos e sodomitas. Mas terão os monges-guerreiros sido, pelo contrário, valentes e sábios, diplomatas esclarecidos, vítimas da inveja de um rei e da repressão de um Papa? A verdade é que Portugal não alinhou na perseguição: em vez de caçar e queimar templários, D. Dinis salvou-os. E o emblema dos herdeiros dos cavaleiros do Templo – a cruz de Cristo – partiu à descoberta do mundo nas caravelas do Infante D. Henrique.

A Matança da Páscoa
Existiu ou não uma lista negra com nomes de militares e civis de direita que a extrema-esquerda tencionava matar na Páscoa de 1975? Ou não terá passado de uma provocação da secreta espanhola, desejosa de criar o caos para invadir Portugal? Ou uma casca de banana do KGB soviético em que Spínola escorregou e se espalhou ao comprido? O certo é que serviu de pretexto ao “11 de Março”, o golpe que levou Portugal a viver os meses mais revolucionários de toda a sua história.

O “Caso Angoche”, um mistério da guerra colonial
Passados mais de 40 anos continua por esclarecer um dos casos mais misteriosos da guerra colonial. Uma história da luta pela independência de Moçambique com espionagem internacional, sangue e sexo à mistura.

Como os arquivos da PIDE foram parar ao KGB
A publicação das memórias do antigo general do KGB Oleg Kalugin, em 1994, vieram lembrar que Portugal também teve um papel na Guerra Fria. Durante os meses de brasa do PREC (processo revolucionário em curso), entre Abril de 1974 e Novembro de 1975, Lisboa voltou a ser um paraíso de espiões, como 30 anos antes, durante a II Guerra Mundial. Mas em meados dos anos70, aURSS de Brejnev estava na ofensiva, com a América a lamber as feridas da humilhação no Vietname e da vergonha do escândalo Watergate.

Alves dos Reis, o maior burlão da História de Portugal
Falsificou 200 mil notas de 500 escudos mandando imprimi-las na mesma casa impressora que fazia as verdadeiras notas do Banco de Portugal. Uma vigarice de génio…»

«The Casual Vacancy», primeiro romance «adulto» de J. K. Rowling, será editado em Portugal pela Presença

A Editorial Presença anunciou que vai publicar em Portugal (em data ainda a divulgar) o primeiro romance para adultos de J. K. Rowling, a criadora de Harry Potter. O livro, que terá o título original de The Casual Vacancy, tem a data de saída em língua inglesa agendada para 27 de Setembro.
Em Portugal, onde deverá sair poucos meses após a edição original, está prevista uma tiragem inicial de 50 mil exemplares. A edição portuguesa de The Casual Vacancy deverá rondar as 500 páginas.

Sobre o livro: «Quando Barry Fairweather morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
Pagford é, aparentemente, uma idílica cidade inglesa, com uma praça principal em calçada e com a sua antiga abadia, mas o que se esconde por detrás desta bela fachada é uma cidade em guerra.
Os ricos em guerra com os pobres, os adolescentes em guerra com os pais, as mulheres em guerra com os seus maridos, os professores em guerra com os seus alunos… Pagford não é o que parece à primeira vista.
E a cadeira vazia deixada por Barry na junta paroquial em breve se torna o catalisador da maior guerra que a cidade alguma vez testemunhou. Quem irá triunfar numa eleição marcada por emoções fortes, ambiguidades e revelações inesperadas?»

Porto Editora lançou «Xanana Gusmão e os primeiros 10 anos da construção do Estado timorense»

A Porto Editora lançou a obra Xanana Gusmão e os primeiros 10 anos da construção do Estado timorense, da autoria do próprio, livro que será apresentado oficialmente em Díli, durante a Feira do Livro Português, que começa a 22 de Maio. Os prefácios são assinados por Aníbal Cavaco Silva, Durão Barroso, Jorge Sampaio e António Guterres.

Sobre o livro: «“Hoje, assumimos, com humildade e perante a Comunidade Internacional, as nossas obrigações para com o nosso Povo. Quisemos ser nós mesmos, quisemos orgulhar-nos de sermos nós próprios, um Povo e uma Nação”. Estas palavras foram ditas por Xanana Gusmão, no seu discurso a 20 de maio de 2002, data que entrou para a História como a da fundação da República de Timor-Leste, livre e independente. Dez anos depois, esse orgulho e esse sentido de responsabilidade de todo um povo estão bem patentes nas mais de 600 páginas em que Xanana Gusmão, indiscutivelmente o rosto e a voz dos timorenses reconhecida em todo o mundo, revisita, através dos seus discursos, o que foi a primeira década de Timor-Leste.
Escrito na primeira pessoa, este livro permite compreender as dificuldades e desafios que se colocam a uma jovem Nação, saída de uma situação de pós-conflito, na árdua tarefa de construção de um Estado de Direito democrático.
O período abrangido por este livro corresponde aos momentos mais significativos vividos por Timor-Leste como Nação soberana e independente, sendo que os discursos versam, sobretudo, a visão do autor na construção do Estado, na promoção da paz e da reconciliação nacional, na procura da estabilidade e na consolidação das relações entre Timor-Leste e a comunidade internacional, com destaque para os seus vizinhos na região e os países amigos da CPLP.»

Francisco José Viegas a 20 de Maio no Porto de Encontro

O escritor (e agora secretário de Estado da Cultura) Francisco José Viegas é o convidado da próxima sessão do Porto de Encontro. Esta iniciativa da Porto Editora, com entrada grátis, terá lugar no domingo, 20 de Maio, às 17h00, na Biblioteca Municpal Almeida Garrett.
Francisco José Viegas é o autor de obras como Longe de Manaus (Grande Prémio APE de Romance – 2005), O Mar em Casablanca, Um Céu Demasiado Azul, Lourenço Marques, entre outros.

Oficina do Livro aposta em dois nomes clássicos: Enid Blyton e Condessa de Ségur

A Oficina do Livro edita em Maio três novidades para o público mais jovem, com particularidade de serem da autoria de nomes consagrados como Enid Blyton e a Condesse de Ségur. Da primeira saem os livros Os Cinco e o Circo e A Fada Bizarra e o Ursinho das Boas-Noites, e da segunda Memórias de um Burro.

Os Cinco e o Circo - Enid Blyton
«Umas férias em caravanas puxadas por cavalos significam aventura para os Cinco! Sobretudo quando encontram um circo pelo caminho! Mas o circo tem pessoas muito desagradáveis, que parecem ter planos mais sinistros do que mostrar umas simples palhaçadas. Que planos serão esses?»

A Fada Bizarra e o Ursinho das Boas-Noites – Enid Blyton
«Para lá das nuvens que pairam no topo da Árvore Longínqua, flutuam as Terras do Mundo Encantado. Quando o Garra, um troll maléfico, tenta roubar os talismãs mágicos que ligam as Terras à Árvore, o Mundo Encantado fica em perigo. Será que a Seda e as suas amigas fadas conseguem recuperar os Talismãs antes que seja tarde demais?
Na Terra das Festas de Pijama, a Bizarra terá de ajudar as amigas a recuperar o adorável Ursinho das Boas-Noites. Mas, para evitar que o Garra se transforme no seu pior pesadelo, as fadas da Árvore Longínqua não poderão dormir em serviço.»

Memórias de Um Burro – Condessa de Ségur
«Como acontece com todos os burros, Cadichon só faz aquilo que lhe apetece, e a verdade é que é dono de uma forte personalidade.
Um belo dia, cansado dos maus-tratos que os seus donos lhe infligem decide levar a vida à sua maneira, não deixando porém de fazer uns servicinhos aqui e ali e de dar umas ajudas a quem encontra pelo caminho.»

Romances sobre Nero e Charles Dickens nas novidades de Maio da Saída de Emergência

A Saída de Emergância lançou em Maio uma diversificada série de romances, entre os quais se podem destacar Nero, de Vincente Cronin, o primeiro volume de O Mistério de Charles Dickens, de Dan Simmons, assim como o regresso a Portugal de As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, com A Rainha Suprema. Mas há muito mais para ler.

Nero – Vincent Cronin
«Nero terá sido o mais famoso dos imperadores romanos. A ele se atribuem algumas das mais terríveis crueldades da história.
Nero, discípulo de Séneca, revelou bem cedo a sua ambição pelo poder. Mas quem poderia imaginar que dos valores morais do filósofo Séneca nasceria um homem tão implacável e cruel?
Nas intrigas da Roma antiga, encontra-se a noção de que Nero conduziu o legado do Império com uma crueldade exacerbada, cego pela vontade de satisfazer o seu enorme ego.
O declínio de Roma, a perseguição aos cristãos e a tragédia de Séneca são tratados com grande mestria ao longo das páginas deste romance.
Nero é uma obra com todos os ingredientes que caracterizam uma época repleta de intrigas políticas, conspirações, assassinatos, traições, orgias, incestos, e outros excessos. Mas também existe filosofia, poesia e música neste romance biográfico.
Este é o primeiro romance histórico a abordar a vida de Nero de uma forma credível e com profunda investigação.»

O Mistério de Charles Dickens (Vol. 1) – Dan Simmons
«A 9 de junho de 1865, quando viajava para Londres de comboio com a sua amante secreta, Charles Dickens – no pico da fama como o mais genial romancista do mundo – é vítima de um acidente que muda a sua vida para sempre.
Obcecado com visões de um homem de nome Drood que avistara no local do acidente, inicia uma vida dupla onde se dedica à investigação de cadáveres, criptas, ópio e fantasmas e torna-se frequentador dos subterrâneos de Londres a que chama “a sua Babilónia”. Mas será tudo isto uma mera pesquisa para o seu próximo romance ou uma descida aos infernos da insanidade?
Baseado nos detalhes históricos da vida de Charles Dickens narrados por Wilkie Collins, outro grande escritor da época – bem como amigo, colaborador de Dickens e também seu grande rival –, Dan Simmons explora os mistérios em torno dos últimos anos da vida de Charles Dickens e poderá providenciar a chave para o seu último romance inacabado: O Mistério de Edwin Drood

 As Brumas de Avalon – A Rainha Suprema – Marion Zimmer Bradley
O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
A misteriosa Morgaine é meia-irmã de Artur e grã-sacerdotisa da brumosa Avalon, terra encantada onde o verdadeiro conhecimento é preservado para os vindouros. Para Morgaine existe um objetivo fundamental: afastar a Bretanha da nova religião que vê a mulher como portadora do pecado original. A bela rainha Gwenhwyfar jurou fidelidade ao rei Artur, o Rei Supremo, mas não consegue esquecer a paixão que sente por Lancelot, exímio cavaleiro e melhor amigo de Artur. Quando o seu dever de conceber um herdeiro para o trono falha, Gwenhwyfar convence-se de que é vítima de um castigo divino e entrega-se de corpo e alma à religião de Cristo. As hostilidades aumentam inevitavelmente entre ambas as mulheres que detém o poder em Avalon e Camelot. Conseguirá Artur conciliar dois mundos antagonistas sob os estandartes reais e resistir aos Saxões?
Se Morgaine tudo fará para proteger a sua herança matriarcal e desafiar a nova religião que cresce, já Gwenhwyfar não hesitará em persuadir Artur a trair os seus juramentos…»

A Jóia Encantada – R. A. Salvatore
«Drizzt do’Urden está de volta. Venha descobrir a lenda do elfo mais misterioso e temido da fantasia. E acompanhe-o na épica jornada por um mundo onde só lâminas afiadas impõem respeito.
O assassino Artemis Entreri rapta a sua vítima, Regis, o halfling, e leva-o para Calimport onde o entrega nas mãos do vingativo Pasha Pook. Se Pook conseguir controlar a pantera mágica Guenhwyvar, Regis irá morrer num verdadeiro jogo de gato e rato.
Com o auxílio de uma máscara encantada, o elfo negro Drizzt do’Urden esconde os traços da sua herança e junta-se ao bárbaro Wulfgar numa corrida desesperada para salvar o halfling. Um aliado inesperado surge no momento em que Entreri solta uma armadilha ao grupo. Mas conseguirá Regis sobreviver incólume?
Os companheiros das Planícies Geladas lutam contra piratas ao longo da famosa Costa da Espada, desbravam os caminhos do deserto de Calimshan e confrontam monstros de outros planos para que possam salvar o seu amigo… e a si próprios.»

A Jornada do Assassino – Robin Hobb
«Os poderes do Assassino tornaram-no uma lenda. Mas quando ensinar o herdeiro a usá-los, ficará o reino mais seguro ou irremediavelmente perdido?
Depois do desafio lançado ao Príncipe Respeitador pela narcheska das Ilhas Externas, só lhe resta embarcar para o país de Eliânia em busca do dragão de Aslejval que tanto pode existir como não passar de uma lenda antiga.
Fitz, o mais famoso e temido assassino do reino, irá com ele. Mas a partida do herdeiro ao trono dos Seis Ducados para uma atribulada viagem marítima até uma terra de antepassados e inimigos não é algo que se faça de ânimo leve.
Que desafios irão ter de enfrentar os nossos heróis? As magias que ambos manejam imperfeitamente, serão uma ajuda ou um empecilho? E o que acontecerá aos Seis Ducados se o herdeiro desaparecer para sempre nessa terra misteriosa e distante?»

Luz e Sombras – Anne Bishop
«Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam proteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira.
Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá…

A Brisa do Orient (Vol. 2) – Paloma Sánchez Garníca
«Um fresco soberbo da Europa medieval
Alguns anos depois, Umberto de Quéribus reencontra o seu amigo, o cavaleiro Esteban de Clary, em Cinca. Na sua busca pelo conhecimento de outras doutrinas e pelas suas próprias origens, Umberto vai deparar-se com perigos constantes e situações arriscadas. Que segredo guardam os monges acerca da identidade da sua mãe?
Que é feito de Constanza, o amor da sua vida, a mulher que o fez pôr em causa toda a sua crença eclesiástica?
Em 1204, acompanhando o seu abade, Umberto de Quéribus, um jovem monge de Cister, inicia uma viagem que o levará a Constantinopla. A partir desse momento, arrastado para perigos e situações extremas, em que perde a candura infantil, a sua vida muda completamente.
Durante a viagem de regresso ao mosteiro, conhece a insensatez da guerra, a violência desmedida e a imoralidade da avareza. Questiona a obediência cega e luta constantemente com a dualidade do que lhe ensinaram e o que sente. Aprende a amar e o sentido mais profundo da amizade.
A sua aproximação inconsciente à heresia acaba por colocá-lo em perigo, ao ponto de se ver obrigado a abandonar o mosteiro depois de ver a catástrofe semeada à sua volta.»

Bertrand lançou o prometedor «Lodolândia», da estreante Karen Russell

A Bertrand lançou recentemente o romance Lodolândia!, de Karen Russell, obra finalista do Orange Prize e Livro do Ano para o New York Times. Trata-se do primeiro livro desta escritora norte-americana.

Sinopse: «Ava Bigtree, de treze anos, viveu a vida inteira na Lodolândia!, a ilha onde a sua família gere o parque temático de luta com jacarés. Mas quando a mãe, a estrela do espetáculo, morre inesperadamente, a família mergulha no caos. O avô tem de ser levado para um lar depois de morder um turista que, por acaso, era um importante advogado. O pai parte para o continente numa “viagem de negócios”. A irmã Ossie apaixona-se por um fantasma e foge para se casar com ele, enquanto Kiwi, o irmão de dezassete anos, vai trabalhar para o Mundo das Trevas, o novo parque temático no continente que é o grande rival da Lodolândia!
Sozinha na ilha, até à chegada do estranho Passarinheiro, Ava parece ser a única a manter a esperança e a fibra necessárias para mudar o futuro. Mas poderá a sua ousada odisseia pelos pântanos salvar a família?»

Cavalo de Ferro leva-nos numa viagem literária pela Sérvia, Islândia e Japão

A Cavalo de Ferro está finalmente de volta e em grande estilo. No final de Maio vai editar três obras que prometem excelentes momentos de leitura. Antes de mais, destaque para O Escritor-Fantasma, mais um romance do sérvio Zoran Živkovic, autor que antes já nos brindara com O Último Livro e A Biblioteca. Outra edição prevista para o final de Maio é Arde o Musgo Cinzento, do islandês Thor Vilhjálmsson, assim como Rashomon e Outras Histórias, do japonês Ryunosuke Akutagawa.

O Escritor-Fantasma – Zoran Živkovic
«Um escritor, em plena crise de inspiração, senta-se à sua secretária para dar início a mais um dia de trabalho. A sua única companhia é Félix, o seu gato, cujas constantes exigências lhe tornam a vida bastante complicada. Mas, nessa manhã, defronte ao computador, um outro acontecimento contribui para perturbar a sua tranquilidade.
Na sua caixa de correio electrónico encontra uma proposta feita por um admirador secreto, que pretende que o escritor lhe ceda a autoria do seu novo romance.
Entretanto, outras mensagens começam a chegar-lhe, provenientes de outros quatro correspondentes anónimos. Todas elas com pedidos igualmente intrigantes.
À medida que vai aumentando o ritmo dos e-mails trocados, vai-se adensando o mistério à volta da identidade e das verdadeiras intenções de todos eles. Tudo isto sob o olhar indiferente e entediado de Félix.
O leitor deste livro é convidado, através das pistas que o autor vai deixando, a montar o puzzle e a descobrir a solução final para a história.
Zoran Živkovic, neste seu novo e divertido – por vezes hilariante – romance, revela as singularidades do mundo da escrita e dos escritores, conseguindo mais uma vez captar a atenção do leitor da primeira à última página.»

Arde o Musgo Cinzento – Thor Vilhjálmsson
«Islândia, século XIX: uma terra em que as forças da natureza, primordiais e misteriosas, ainda não estão inteiramente domadas pelo Homem. Ásmundur, jovem juiz e poeta, protagonista deste romance (inspirado numa figura histórica real), é chamado a julgar o seu primeiro processo, um desolador caso de incesto e infanticídio perpetrado por dois jovens irmãos denunciados pelos seus vizinhos camponeses.
Será Ásmundur a ter de decidir se os dois irmãos são culpados. A sua viagem em direcção ao lugar do delito, no interior remoto do país, é uma odisseia através das origens de uma nação em que a natureza, os mitos e as sagas se contrapõem à sociedade racional e moderna que o homem quer construir. À medida que a história que opõe os irmãos aos seus vizinhos (um caso verídico descrito nos anais judiciais da Islândia) se vai desvelando, as firmes convicções do jovem juiz vão mudando a pouco e pouco.
A prosa de Thor Vilhjálmsson é magistral em urdir subtilmente os diversos registos da narrativa (judiciário, político, religioso, onírico, lírico), fazendo deste livro uma obra-prima incontestável da literatura europeia contemporânea.»

Rashomon e Outras Histórias – Ryunosuke Akutagawa.
«O presente volume colige as 18 mais significativas histórias deste autor em quatro períodos da história do Japão, servindo igualmente de guia ao leitor numa viagem fascinante pela história do país e da sua cultura: do Japão medieval, habitado por xoguns, camponeses e missionários cristãos portugueses até à sociedade moderna de início do século XX, que vive as consequências da guerra contra a China e a Rússia e a pré-euforia imperialista.
Ryunosuke Akutagawa foi um dos primeiros estilistas literários da literatura japonesa.
A destreza com que consegue, através de pura força de estilo, trazer o mundo clássico e o fantástico da lenda medieval para a era moderna é algo de verdadeiramente arrebatador.»