A escritora romena Herta Müller, vencedora do Nobel da Literatura em 2009, vai estar em Lisboa, de 10 a 14 de Setembro, a convite da Dom Quixote e do Goethe-Institut, para apresentar o romance Já Então a Raposa Era o Caçador, que sai a 10 desses mês.
A sessão de apresentação será a 13 de Setembro, às18h30, no Goethe-Institut, à qual se seguirá uma conversa com a escritora Lídia Jorge, moderada por João Barrento.
Mas já a partir de 6 de Setembro (e até 28 do mesmo mês) estará patente, na Biblioteca Camões, a exposição O Círculo Vicioso das Palavras, que documenta o percurso da autora. Segundo a Dom Quixote, a mostra «reúne documentos e fotografias pertencentes ao património da família de Herta Müller e contempla ainda entrevistas onde a escritora fala sobre a sua vida na Roménia e na Alemanha, sobre a sua emigração e a sua escrita». A exposição integra ainda documentos dos serviços secretos da Securitate e colagens de Herta Müller.
Em Portugal forma editados, de Herta Müller, O Homem é um Grande Faisão Sobre a Terra, A Terra das Ameixas Verdes e, já na Dom Quixote, Tudo o Que Eu Tenho Trago Comigo e Hoje Preferia Não Me Ter Encontrado.
Sobre Já Então a Raposa Era o Caçador
«No romance Já Então a Raposa era o Caçador, a Nobel da Literatura recria o ambiente opressivo e angustiante, durante os últimos dias do regime totalitário de Nicolae Ceaucescu. A acção decorre num subúrbio na Roménia e a história gira em torno da professora Adina e a sua amiga Clara, uma operária fabril que se apaixona por um agente da polícia secreta. Quando o agente manda vigiar o grupo de músicos do qual Adina faz parte, a amizade entre as duas mulheres desfaz-se. É então que, em casa de Adina, aparece uma pele de raposa que progressivamente vai sendo mutilada e a professora sabe que está a ser ameaçada pela polícia secreta romena.»
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