
A Zona de Desconforto, do norte-americano Jonathan Frenzen, é lançado a 10 de Março pela Dom Quixote, editora que uma semana mais tarde (dia 17) faz chegar às nossas livrarias a obra vencedora do Prémio Jabuti 2011, Ribamar, de José Castello. Por fim, a 24 de Março sai O Imperador Das Mentiras, de Steve Sem-Sandberg.
A Zona de Desconforto – Jonathan Franzen
«A Zona de Desconforto é a memória íntima que Franzen guarda do seu crescimento dentro de uma pele hipersensível, de “uma pessoa pequena e fundamentalmente ridícula”, passando por uma adolescência estranhamente feliz, até um adulto de paixões fortes e inconvenientes. Nas suas próprias palavras, Jonathan Franzen era o tipo de rapaz que tinha medo de aranhas, bailes de liceu, urinóis, professores de música, bumerangues, de raparigas populares – e dos pais. Não tinha nada contra os miúdos totós, a não ser o pânico de que o tomassem por um deles, destino que resultaria para ele na imediata morte social.»
Ribamar – José Castello
«Trinta anos depois da morte do pai, o filho, que teve sempre uma relação conturbada com ele, acerta contas com o passado de ambos. Inspira-se na “Carta ao Pai”, de Franz Kafka, um escritor por quem nutre uma doentia, mas fértil, obsessão. Uma canção de embalar, “Cala a boca”, – a mesma que o pai lhe cantava para o adormecer – serve-lhe de bússola. É também sobre essa canção que assenta a estrutura do livro. Ribamar é um romance que se expõe. Um romance sobre a dor de escrever um romance.
O Imperador Das Mentiras – Steve Sem-Sandberg
«Para escrever este romance, Sem-Sandberg, que com ele conquistou o Prémio August, inspirou-se no arquivo do gueto de Lodz. Nele encontrou muitos factos oficiais relativos ao gueto, mas também informações interditas, escondidas pelos resistentes, como boletins de guerra de aliados, cartas das frentes e diários íntimos. Ao mostrar o que o romance pode explicar do Holocausto, o autor apresenta-se como herdeiro de outra forma de cumprir o dever de lembrar: ele não é uma testemunha, mas um passador. Sem testemunhas a história perde o seu sentido; sem passadores, ela apaga-se.»