Monthly Archives: Julho 2010

Saída de Emergência recupera o clássico “Duna”, de Frank Herbert

A Saída de Emergência recupera em Agosto um dos grandes clássicos da ficção científica, Duna, de Frank Herbert, que em 1984 deu origem a um filme homónimo de David Lynch. Ainda em Agosto vão ser editados Perseguida, de P.C. Cast e Kristin Cast, e Os Homenzinhos Livres, de Terry Pratchett.

Duna – Frank Herbert
«O Duque Atreides é enviado para governar o planeta Arrakis, mais conhecido como Duna. Coberto por areia e montanhas, parece o local mais miserável do Império. Mas as aparências enganam: apenas em Arrakis se encontra a especiaria, uma droga imensamente valiosa e sem a qual o Império se desmoronará.
O Duque sabe que a sua posição em Duna é invejada pelos seus inimigos, mas nem a cautela o salvará. E quando o pior acontece caberá ao seu filho, Paul Atreides, vingar-se da conspiração contra a sua família e refugiar-se no deserto para se tornar no misterioso homem de nome Muad’Dib.»

Perseguida – P.C. Cast e Kristin Cast
«As boas notícias: Zoey conquistou os seus amigos de volta e a nova Stevie Ray já não é apenas um segredo de Neferet. As más notícias: um mal antigo com rosto de anjo foi libertado, com outras criaturas não tão angélicas. A avó Redbird está em apuros. Heath está em apuros. A Casa da Noite está em apuros. Na verdade, o mundo inteiro de Zoey está a ruir! Mas quando os problemas são desencadeados por um ser que aparenta personificar a própria beleza, em quem irá o mundo acreditar?»

Os Homenzinhos Livres – Terry Pratchett
«A Senhorita Perspicácia Carraça, bruxa de algum renome, preocupa-se com um ondular nas paredes do mundo, uma perturbação centrada em terras de cré, onde não é costume nascerem bruxas de mérito. Mas a pequena Tiffany Dores decide contrariar a tradição porque o seu irritante irmãozinho foi raptado pela rainha das fadas. Ajudada por um sapo falante e por um exército de Homenzinhos Livres ladrões, bêbados e arruaceiros (os Nac Mac Feegles), Tiffany deita mãos à obra.»

“As Confissões de Max Tivoli” e “Álbum de Família” à venda em Agosto

A Civilização lança em Agosto duas novas obras de ficção, As Confissões de Max Tivoli, de Andrew Sean Greer, e Álbum de Família, de Penélope Lively.

As Confissões de Max Tivoli – Andrew Sean Greer
«Andrew Sean Greer regressa com uma história de amor invulgar e dilacerante.
Max Tivoli está a escrever a história da sua vida. Tem quase setenta anos, mas parece ter apenas sete – porque está a envelhecer ao contrário. A tragédia da vida de Max foi ter-se apaixonado, aos dezassete anos, por Alice, uma rapariga da sua idade – mas, para ela, Max parece um muito pouco atraente homem de meia-idade. Contudo, quando Max chega aos trinta e cinco anos, com um aspecto condizente, tem a sua segunda oportunidade no amor. No entanto, a felicidade foge a este casal perseguido pelo azar, e são necessárias medidas desesperadas.»

Álbum de Família – Penelope Lively
«Allersmead é uma enorme e velha casa vitoriana, nos subúrbios. O lugar perfeito para a elegante Sandra, a difícil Gina, o autodestruidor Paul, a sensata Katie, o inteligente Roger e a volúvel Clare crescerem. Mas terá sido? Já adultos, regressam todos a Allersmead, um por um. À mãe, uma dona de casa dedicada, ao pai, um escritor alheado de tudo, e à casa que durante anos foi testemunha silenciosa dos segredos familiares. E de um segredo devastador de que ninguém fala…»

Duas obras de Gonçalo M. Tavares nas novidades da Caminho até ao final do ano.

A Editorial Caminho anunciou já os seus principais lançamentos até ao final do ano, entre os quais se destacam obras de Gonçalo M. Tavares, Daniel Sampaio, Fernando Gómez Aguilera, Sophia de Mello Breyner e Afonso Cruz. Será ainda publicado O Dicionário de Luís de Camões, com direcção de Vítor Aguiar e Silva, e três livros de poesia de Ondjaki, Paula Tavares e João Melo.
O novo livro de Gonçalo M. Tavares, a sair em Setembro, intitular-se-á Uma Viagem à Índia, mas a Caminho conta editar ainda em 2010 mais um livro da colecção O Bairro.
Memórias do Futuro – Narrativa de Uma Família, de Daniel Sampaio, é outra das novidades, tal como Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen num só Vol., com organização de Maria Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa
Em Novembro, por ocasião do aniversário de José Saramago, será lançado o livro Saramago nas Suas Palavras, de Fernando Gómez Aguilera.
Na área juvenil vai sair A Contradição Humana, de Afonso Cruz, Lulu ou a Hora do Lobo, de João Pedro Mésseder e Daniel Silvestre da Silva, Sílvio, Domador de Caracóis, de Francisco Duarte Mangas e Madalena Moniz, El-Rei Triste, de Raúl Malaquias Marques, e o Lobo Prateado, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

Porto Editora lança colecção Dicionário das Imagens

A Porto Editora vai lançar uma colecção de quatro volumes intitulada Dicionário de Imagens. Tratam-se de obras indicadas para crianças a partir dos dois anos, em fase de aquisição e consolidação da fala/vocabulário. Os livros – Corpo Humano, Animais, Natureza e Escolinha – foram elaborados por uma equipa de educadores de infância e testados por inúmeros pais.
Cada título tem mais de duzentas imagens educativas, acompanhadas por mais de trezentas palavras ou questões.

“Jogo Duplo” – David Ignatius

O thriller de espionagem Jogo Duplo, do norte-americano David Ignatius, autor de Corpo de Mentiras e Os Agentes da Inocência (tudo edições da Bertrand), é mais um bom exemplo de obras de ficção de espionagem, este tendo por pano de fundo a conturbada relação entre os Estados Unidos e o Irão. Como seria de esperar tem um final repleto de reviravoltas, com a particularidade de não retirarem credibilidade ao enredo, o que é um ponto fundamental em obras deste género, onde bastas vezes a obrigatoriedade de “baralhar” o leitor leva o autor a criar situações no mínimo ridículas.
O jornalista e romancista David Ignatius, que já dera provas de conhecer bem os meandros das agências secretas do seu país, escolhe para tema deste romance algo que muito diz aos americanos: o temor de que o Irão se dote de armamento nuclear. Só que esse receio pode levar a decisões intempestivas e precipitadas, como aconteceu com o Iraque, e se uns desejam a toda a força declarar guerra ao Irão, outros há que tendem a ser mais cautelosos, não vendo em tudo um pretexto para avançar por essa via. Ignatius joga bem com essa dualidade que se vive dentro do próprio establishment americano e sob o pretexto de uma obra de ficção alerta para os perigos de uma má opção, não deixando de ser muito crítico face a certos sectores fortes do seu país.
O protagonista desta história é o agente da CIA Harry Pappas, que na sua agência recebe uma mensagem de um cientista iraniano anónimo relativa aos avanços do Irão em termos de armamento nuclear.
Ignatius vai intercalando no enredo as duas partes em conflito. De um lado, vê-se o efeito que as mensagens do misterioso “aliado” têm no seio do governo norte-americano, e do outro acompanhamos o dia a dia de um cientista que resolveu passar para o outro lado e que vive atormentado com a possibilidade de ser descoberto antes que os seus novos amigos o resgatem.
Mas a missão de Pappas em resgatar o novo aliado não é fácil, já que a prioridade do seu governo, constata, é arranjar pretextos para atacar o Irão. Pappas, céptico quanto a essa via (até porque perdeu um filho numa guerra que evoluiu de uma situação idêntica, no Iraque) entende que as mensagens secretas permitem verificar que o Irão está no caminho errado e que não constitui um perigo imediato. À margem dos seus governantes, acaba por se aliar aos ingleses, melhor colocados no terreno (Irão) e também eles descrentes na opção bélica.
O objectivo dele é resgatar o “Dr. Ali” – assim ele próprio se nomeou –, para poder provar aos seus superiores que não é necessário à América entrar em mais um conflito potencialmente desastroso.
O livro é bastante descritivo e termos da preparação das operações, algo que, de certa forma, é compensado por uma ponta final verdadeiramente trepidante – parece que Ignatius quis condensar ali toda a emoção. No entanto, o livro talvez ganhasse algum equilíbrio se a dita acção pura e dura arrancasse mais cedo. Contudo, não deixa de ser interessante (e nunca é aborrecido) conhecer os meandros da diplomacia e da política, nomeadamente para tentar perceber como as coisas funcionam – e é de forma bem diferente da realidade que nos é apresentada pela comunicação social. Serve também para nos explicar como funcionam os mundos paralelos ao poder institucional, muitas vezes bem mais poderosos do que estes – pelo menos é aqui que encontramos as personagens mais interessantes de Jogo Duplo.

Dois novos thrillers com a marca Bertrand

A Bertrand acaba de lançar dois novos thrillers, Os Crimes do Número Primo, de Reyes Canderón, autora que assim se estreia em Portugal, e Grita por mim, de Karen Rose, especialista em policiais românticos.

Os Crimes do Número Primo – Reyes Canderón
«A juíza Machore Lola está prestes a enfrentar a experiência mais terrível da sua carreira: são encontrados dois corpos, brutalmente assassinados, numa ermida remota; os corpos estão rodeados por uma grande quantidade de dinheiro e por um velho Lignum Crucis (madeira da cruz). Pouco depois, o arcebispo de Pamplona recebe no seu palácio um pacote estranho: um dedo humano dentro de um pequeno caixão. A juíza Lola Machore inicia uma investigação com Juan Iturri, um inspector da Interpol e velho amigo, e com a ajuda inesperada do padre Chocarro, um matemático que se tornou místico.
Mas rapidamente descobrem que fazem parte de um plano muito mais amplo, onde as vozes do passado ecoam vingança, e que as suas próprias vidas estão em perigo. Numa corrida contra o tempo, com apenas uma pista para localizar o autor dos crimes: um número primo.»

Grita por mim – Karen Rose
«Conduzida apenas por um punhado de imagens, a investigação do Inspector Daniel Vartanian leva-o até ao passado sombrio da sua própria família, e para o reino duma mente mais sinistra do que ele jamais poderia imaginar. Mas a sua busca também o conduz até Alex Fallon, uma bela enfermeira, cujo conturbado passado remete para o seu próprio. Enquanto Daniel se apaixona por Alex, descobre que também ela é objecto do assassino obcecado. Deste modo, vê-se confrontado com a descoberta da identidade de um crime macabro, mas também com a salvação da vida da mulher que começou a amar.»

Cavalo de Ferro anuncia obras dos Nobel Halldór Laxness, Neil Jordan e Knut Hamsun

A Cavalo de Ferro anunciou que no último trimestre de 2010 irá editar mais títulos dos Nobel Halldór Laxness, Knut Hamsun e Hermann Hesse, assim como dos irlandeses Neil Jordan e Flann O’Brien, este último uma estreia no catálogo.
Do islandês Halldór Laxness, de quem a Cavalo de Ferro já lançou em tempos Gente independente, vai sair Os peixes também sabem cantar. Pan é a nova aposta da editora no que se refere à obra do autor de Fome, o norueguês Knut Hamsun.
Uma história da literatura universal é assinado pelo alemão Hermann Hesse
Amanhecer com monstro marinho é o romance a lançar de Neil Jordan, autor de Sombra. Jordan é também conhecido pelo seu trabalho como realizador de cinema, tendo assinado obras como Jogo de lágrimas, Entrevista com o vampiro, Michael Collins, A companhia dos lobos, Breakfast on Pluto e A estranha em mim.
Flann O’Brien estreia-se no catálogo Cavalo de Ferro com Um rio de tinta irlandesa, título ainda provisório.

Os peixes também sabem cantar – Halldór Laxness
«Os peixes também sabem cantar é, depois de Gente independente, um dos livros mais significativos e de sucesso na carreira de Halldór Laxness. Sem dúvida, um dos que melhor explica ao seu leitor a Islândia, descrevendo, através da história de vida do seu jovem protagonista, o momento histórico da passagem da sua misteriosa e mágica sociedade ancestral à modernidade dos nossos dias.
O romance, que se situa em inícios do século XX, acompanha a passagem da infância para a vida adulta do jovem Álfgrímur. Abandonado pela mãe em Brekkukot, uma propriedade rural na periferia de Reykjavík – então uma pequena cidade de poucos habitantes e sob o domínio dinamarquês –, a infância de Álfgrímur decorre de forma idílica entre os trabalhos domésticos na quinta, com a avó adoptiva que recita os rímur e as antigas sagas islandesas, a aprendizagem de latim e a audição, à noite, das histórias dos excêntricos habitantes de Brekkukot.
Álfgrímur, que sonha um dia tornar-se pescador, tal como o seu avô, vê no entanto todos os seus projectos de futuro serem abalados pelo regresso a casa do Garõar Hólm. Famoso cantor lírico, orgulho da Islândia, a vida de Garõar está porém envolta num misterioso segredo, que caberá a Álfgrímur desvelar, ligando para sempre a sua vida à desta estranha personagem. Será Garõar a fazer com que Álfgrímur se apaixone pela música, incitando-o a alcançar com o canto da sua voz a “Nota Pura”.»

Amanhecer com monstro marinho – Neil Jordan
«Amanhecer com monstro marinho, considerado pela crítica um dos melhores romances de Neil Jordan, é uma história sobre a eterna rivalidade e incomunicabilidade entre pai e filho.
Fugido de casa após ter descoberto que o seu pai, um político conservador irlandês, está para casar com Rose, a jovem professora de piano com quem ele teve uma intensa e passional história de amor, Donal Gore, desiludido pela dupla traição, ruma a Espanha para combater na Guerra Civil do lado do exército republicano. Feito prisioneiro, à espera de ser fuzilado, Donal sobrevive revivendo o seu passado: as noites de pesca com o pai, os seus intermináveis silêncios, o vazio deixado pela morte precoce da sua mãe, a chegada de Rose. Libertado por um oficial alemão que, em troca, pretende que ele se torne no seu informador, Donal regressa à Irlanda. À sua espera encontra Rose e o seu pai, bastante mudado. Algo de terrível deve ainda acontecer na relação deles. A política e a espionagem, que fazem agora parte da vida de Donal, farão precipitar os acontecimentos, mostrando a Donal que, mesmo na complicada reconciliação com o mundo, o seu destino será sempre o da traição.»